3 de abr. de 2026

626) Uma Interprestação Simbólica da Páscoa

 


Uma Interpretação Simbólica da Páscoa
Mônica Clemente (Manika)

Sabe? Não importa se temos tradições diferentes. 

Todas trazem à tona, cada uma à sua maneira, vivências profundas da existência que podem ser resgatadas na linguagem simbólica. 

No feriado de Páscoa, por exemplo, da tradição cristã, a sexta-feira marca a experiência do limite. 

Já o Sábado de Aleluia constela a suspensão. Aquele intervalo necessário, aparentemente sem sentido, que gesta, desde o invisível e o inconcebível, um novo mundo. 

E, no domingo, a luz retorna - uma nova compreensão - depois da transformação. 

Essa mesma dinâmica aparece em nossa vida, sem datas marcadas, em muitas outras tradições e até em uma das estações das cartas do Tarot e sua grande opus alquímica, na qual a alma atravessa suas sombras, paixões, rupturas e aprendizados, sendo lentamente destilada entre provações e epifanias. 

Desde a nigredo da carta da Morte (13) e da Torre (16) - o tempo do colapso e da escuridão fértil - até a rubedo da carta da Temperança (14), da Estrela (17) e do Sol (20) - quando o calor do espírito transfigura o chumbo das dores em ouro simbólico -, o caminho do herói vai se tornando consciência. 

Mas é nas três últimas cartas - o Sol (19), o Julgamento (20) e o Mundo (21) - que esse ouro se revela de modo mais cristalino. 

O Sol já anuncia a luz que retorna, como um primeiro amanhecer depois da travessia. 

O Julgamento não é ainda o domingo, mas o seu limiar: o chamado que ecoa no intervalo, quando algo, no invisível, começa a se erguer e responder à vida. 

E o Mundo é, então, a plena manifestação, quando aquilo que atravessou a morte pode finalmente se integrar e existir em sua totalidade.

 Seja lá qual for sua tradição, todas elas dão – à sua maneira - suporte para esses processos de renascimento, quando buscamos novos sentidos para a vida, depois que uma fase acabou.

 Feliz Páscoa!

Mônica Clemente (Manika)
@manika_constelandocomafonte
@constelacoes_mitologicas

 

#páscoa #tarot #ressurreição

18 de mar. de 2026

635) Como Diminuímos o Desamparo com a Astrologia?

 

Como Diminuir o Desamparo com a Astrologia?
Mônica Clemente (Manika)

Todos podemos nos sentir desamparados onde outros se sentem plenos. Por isso,  os bons vículos sociais são tão importantes.

Mesmo assim, conseguimos diminuir essa sensação nutrindo os fatores que ativam o nosso Sol e a Lua.

Por exemplo, se você tem um Sol em signo de Fogo - Áries, Leão e Sagitário -, é preciso alimentar seu fator luminoso. Ou seja, você não pode se apagar para tentar se encaixar às expectativas das pessoas. Até porque esse seu fator faz as outras pessoas se iluminarem também. 

Já a Lua em signos de fogo precisa estar com pessoas vibrantes ou situações que a façam vibrar. 

É por isso que dizem que no casamento é importante ter a sua Lua afinada com a Lua do seu companheiro/a, porque vocês buscarão as mesmas coisas e relações para se sentirem mais amparados. 

Se você tem o Sol em signo de Água - Câncer, Escorpião e Peixes -, vai precisar nutrir o seu fator líquido. Ou seja, você não pode se tornar uma pessoa rígida ou muito fria para atender às demandas do mundo. Até porque a sua presença vai tornar as pessoas mais humanas e acolhedoras. 

Já a Lua em signos de água precisará de aconchego, intimidade e confiança. 

Se você tem o Sol em signo de Terra - Touro, Virgem e Capricórnio -, será necessário apoiar seu fator sólido, isto é, a capacidade de se manter estável, enraizado e planejado para se sentir mais seguro. Quem estiver perto de você passará a valorizar e a desenvolver competências de segurança para elas mesmas. 

Já a Lua em signos de Terra vai precisar construir relações estáveis, ou sentirá uma dor emocional muito grande. 

Finalmente, se você tem o Sol em signos de Ar - Gêmeos, Libra e Aquário -, vai precisar balançar as tranças pela imensidão para se sentir mais amparado, uma vez que o fator aéreo precisa de espaço, ar e horizontes amplos. Quem tiver a honra de ser seu amigo sentirá a própria mente e coração se expandindo. 

Já a Lua em signos de ar precisará de muita troca de ideias e liberdade nas relações, ou sufocarão. 

Isso, por si só, já vai ajudar muito a não caminharmos para muito longe do que realmente é importante para nosso bem-estar.

Imagina quando fazemos uma leitura de mapa astral, que nunca se esgota na complexidade que somos? 

Mônica Clemente (Manika)
@astrofenomenologia
@manika_consrelandocomafonte
 

#astrologia #astrofenomenologia #desamparo #luminares #sol #lua


624) Saturno em Áries e a Impulsividade Transformada


Saturno em Áries e a Impulsividade Transformada
Mônica Clemente (Manika)

A impulsividade é a capacidade de perceber rapidamente um incômodo somada à incapacidade de gerenciar a melhor transição.

Nos próximos dois anos estaremos com Saturno em Áries ensinando como gerenciar a impulsividade.

Principalmente quem nasceu com esse Saturno no signo ariano e, por isso, entrou em seu retorno de Saturno - aquela fase de grandes aprendizados. 

Da mesma forma, quem nasceu com Sol, Lua, ascendente em Áries, ou com marte fazendo qualquer aspecto com Saturno, ou Saturno no Ascendente ou na casa 1, ou Áries no Nodo Sul da Lua, tenderá à impulsividade.

A impulsividade é a competência de perceber rapidamente o que pode não dar certo, ou que não faz sentido para a própria jornada. 

E a incapacidade de pensar ou ter paciência para criar as estratégias para a transformação da situação a seu favor. 

Vamos ver alguns exemplos: 

Você está em uma faculdade que odeia, mas está no último ano.  O que seria melhor? Ter um diploma que já te dá uma posição melhor no mercado de trabalho ou largar tudo para fazer o que gosta?

Você está começando uma faculdade e já viu que não é bem isso o que quer fazer. Você se mantém nela, encerra o curso ou vai buscar uma transferência na mesma instituição para algo mais alinhado com o seu desejo? 

Não há resposta certa, mas o impulsivo nem faz perguntas para si mesmo. Toma a decisão sem nenhuma reflexão. 

Isso, porque ele quer se libertar da dor imediatamente - ou viver sua paixão sem comedimentos -, ao invés de avaliar se pode suportar o desconforto mais um tempinho, enquanto busca uma estratégia de solução. 

Nos próximos dois anos, com Saturno (O Velho) em Áries (O Jovem), a insatisfação vai aumentar para forçar algumas mudanças de direção no leme da navegação da sua vida. 

Qualquer mudança brusca pode jogar o barco longe. 

Então, aja, tente e ouse - com estratégias - para seguir o seu coração. 

Mônica Clemente (Manika)
@astrofenomenologia
@manika_constelandocomafonte

#astrologia #astrofenomenologia #retornodesaturno #saturnoemáries 

16 de mar. de 2026

623) O Agente Secreto e o (Des)encontro entre dois Brasis

 

Para mim, O Agente Secreto foi o melhor filme que vi em anos.

Ele retira uma venda dos olhos ao confrontar dois Brasis, representados por Armando e seu filho Fernando. A cara deles – literalmente falando - pode até ser a mesma, mas as memórias que os conectam são sucateadas – por alguns trocados – através do desmantelamento daquilo que poderia nos libertar.

Parto do princípio de que a astrologia não explica nada. Ela não opera no pensamento linear de causa e efeito, que diria “sou assim porque minha Vênus está em tal lugar”.

Esse raciocínio não faz sentido para a astrologia, que se orienta pelo pensamento sincronístico.

A sincronicidade busca correspondências simbólicas entre acontecimentos para revelar relações de sentido. Assim, ela perguntaria: que relação existe entre um evento que vivi, minha Vênus – ou qualquer outra configuração astrológica - e outras experiências semelhantes?

Essa leitura só é possível quando a memória entra em relação com os acontecimentos. Sem memória, não há possibilidade de conectar os pontos para refletir sobre a própria condição.

Um dos possíveis mapas astrais do Brasil tem o Sol em Virgem, signo do trabalho, da saúde, do pensamento complexo e das escravizações. Justamente aquilo que um agente - que não vemos e por isso é secreto - tenta retirar ou impor ao país.

Se na Revolução Francesa o trabalho passa a definir quem pertence à sociedade, com a Revolução Industrial a força de trabalho torna-se mediada ou apropriada pelos donos das indústrias. O resultado do trabalho já não nos pertence.

Uma saída possível é tornar-se também meio de produção, por meio da pesquisa e da tecnologia. Esses sentidos dialogam com Virgem - trabalho, competência e criação - em oposição a Peixes, signo das forças sociais ocultas que nos aprisionam enquanto não as vemos.

É justamente esta venda que O Agente Secreto retira dos nossos olhos, contando o que acontecia em 1977 em forma de ficção – o que não por acaso aconteceu em exatos 40 anos depois, em 2017 com o sucateamento nossas universidades públicas que fez com que perdêssemos a patente internacional da pesquisa brasileira da polilaminina.

Sem recuperar as memórias brutalmente apagadas, não conseguimos conectar os Brasis para imaginar saídas para as opressões que atravessamos - coletivas ou individuais.

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#agentesecreto #polilaminina #astrologia #astrofenomenologia

8 de mar. de 2026

622) Feliz Dia da Mulher com Novas Compreensões sobre Pandora e Eva

 


Feliz Dia da Mulher com Novas Compreensões sobre Pandora e Eva

Mônica Clemente (Manika)

Segundo a tradição grega, “Pandora: a primeira mulher” foi moldada à semelhança dos deuses e entregue como esposa ao tolo titã Epimeteu.  

O gesto, porém, não era benevolente: tratava-se de uma punição de Zeus aos homens por terem recebido de Prometeu (irmão esperto de Epimeteu) o fogo divino - a capacidade de pensar por si mesmo.  

Até então, os humanos viveriam na chamada Idade de Ouro, um tempo sem doenças, sofrimento ou trabalho extenuante.  

A juventude era eterna e a vida fluía sem carências.  

Esse tempo de felicidade, contudo, chegou ao fim quando Pandora, movida pela  curiosidade, abre o vaso e dali escaparam todas as maldições da humanidade: doenças, vícios, violências, sofrimentos, fome, loucuras e miséria que rapidamente se espalharam pelo mundo.   

Esse mito ecoa em outras tradições, como a história bíblica de Eva, na qual a mulher também é associada à perda de um estado primordial de harmonia.  

No caso grego, entretanto, a narrativa é ainda mais severa, pois Pandora é criada deliberadamente como instrumento de punição aos homens. 

Essa misoginia é desmantelada na hipótese proposta por Riane Eisler em sua obra “O Cálice e a Espada” (1987).  

Segundo ela, a humanidade teria passado por uma violenta transformação cultural há cerca de cinco mil anos. 

Nessa época, as culturas de parceria (O cálice), eram mais cooperativas, igualitárias e orientadas para a manutenção da vida, sendo frequentemente associadas a símbolos da deusa. Não era um matriarcado, onde as mulheres dominavam, mas uma sociedade de parcerias. 

Com a expansão de povos guerreiros das estepes, teria ocorrido uma transição violenta para o modelo social hierárquico e militarizado, simbolizado pela “espada” (e seu uso inadequado). 

Aqui sim começariam os infortúnios, uma vez que para dominar um povo é preciso derrubar seus símbolos pelos símbolos e organização social do opressor. 

Como as estátuas e atributos das deusas eram semelhante às mulheres reais, era necessário subalternizá-las. 

Ou seja, os mitos que associavam o feminino à origem dos males do mundo eram fundamentais para legitimar novas estruturas de poder. 

Assim, a consolidação de sociedades baseadas na dominação instituiu a supremacia de uma metade da humanidade sobre a outra e naturalizou a violência como forma de organização social.  

Não adianta, portanto, lutarmos pelos nossos direito, ter leis que nos protejam e punam quem nos ataca dentro desta lógica. 

É FUNDAMENTAL - para que nossos direitos sejam legítimos - mudar a cultura, criando mitologias – ou libertando-as da misoginia - e criando sociedades de parcerias, nas quais todos os gêneros, raças e crenças se deem as mãos e caminhem juntos em prol à justiça social. 

Viva todas as mulheres!  

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

@constelacoes_mitologias

#Diadamulher #RianeEisler #Pandora #Eva #Mitologia #Hesiodo #ConstelaçõesMitológicas 

17 de fev. de 2026

621) Feliz Ano do Cavalo de Fogo 2026

 

Bem-vindo, Cavalo de Fogo! 

Mônica Clemente (Manika)


Há 60 anos não nos vemos! 

Agora você voltou com as bênçãos de quem galopa livremente pela imensidão.

Quem poderá aproveitá-las, garanhão?

Todos! 

Principalmente quem fortaleceu os aspectos da Serpente de Madeira (regente de 2025) em si mesmo.

Assim, a sabedoria estratégica, a intuição e a introspecção da Serpente de Madeira, preparou o terreno para a velocidade, a coragem, a independência e o progresso do Alazão.

A elegância deu lugar ao impulso, o crescimento deu lugar à expansão e a criatividade deu lugar à emoção contagiante.

Não é mais o tempo da alquimia interior, mas da quebra de barreiras, da velocidade e das mudanças de paradigmas.

Se você construiu bases mais sólidas, planejou e agiu com inteligência em 2025, agora em 2026 vai correr atrás do que procura você há muito tempo!

Que encontro eletrizante! Afinal, como dizia Bert Hellinger: a felicidade corre atrás (de você. Não adianta fugir!).

Para quem nasceu nesse lindo signo chinês há 60 anos: seja muito bem-vindo outra vez! O mundo seria menos dinâmico, romântico e alegre sem você!

 

Feliz Ano Novo Chinês!


Mônica Clemente 

@astrofenomenologia

@manika_constelandocomafonte

 

#horóscopochines #astrologia #astrofenomenologia #cavalodefogo

#serpentedemadeira 

6 de jan. de 2026

620) Celebre sua Caminhada com a Astrologia - Feliz dia do Astólogo 2026

  


Celebre a sua Caminhada com a Astrologia

Feliz dia do Astrólogo 2026

Mônica  Clemente (Manika) 

Meu trabalho com astrologia não nasce do desejo de explicar o mapa, mas de escutá-lo através de quem chega - e em comunhão com as estrelas. 

Desde o início, o atendimento que realizo é uma leitura simbólica e integrada, pensada para quem busca uma abordagem complexa, profunda e viva da própria experiência. 

Não se trata de uma exposição didática das casas e planetas, nem de um curso introdutório de astrologia. 

O mapa, aqui, não é um esquema a ser decifrado ponto a ponto, mas um campo de sentido que se abre a partir das questões trazidas no encontro. 

Leio o céu em diálogo com a vida, os símbolos em ressonância com o momento, os arquétipos em contato com o corpo, a história e as travessias presentes e ancestrais de quem chega. 

Esse tipo de leitura não exige conhecimento prévio em astrologia, mas disponibilidade para escuta, reflexão e profundidade. 

A astrologia que pratico não informa - acompanha, orienta, sustenta processos. 

Hoje, no Dia do Astrólogo, celebro esse modo de trabalhar e caminhar pela vida: 

Menos explicação, mais sentido;

Menos fragmentação, mais integração;

Menos respostas prontas, mais encontro.

Celebre a sua caminhada 🌙✨ 

Feliz dia do astrólogo!

 

Mônica Clemente (Manika)

@astrofenomenologia

@manika_constelandocomafonte🌙

 

31 de dez. de 2025

619) Do Ano da Serpente para o Ano do Cavalo - Feliz 2026

 


Do Ano da Serpente para o Ano do Cavalo 
Mônica Clemente 

Em 2026 sairemos do ano da Serpente de Madeira para o ano do Cavalo de Fogo. 

A jornada profunda e transformadora do ano da Serpente só vai terminar em 17 fevereiro, mas já podemos aproveitar o nosso Ano Novo para remover o que nos bloqueia para acessar o que nos faz seguir em frente. 

Uma das melhores orientações para a remoção de bloqueios vem da ideia do “Pequeno Tirano”, que o elemento madeira ajuda a aplicar.  

Segundo as tradições ameríndias da América Central, não é o que fazem com a gente, nem a situações difíceis que precisamos enfrentar que nos impedem de ultrapassar esses desafios. 

Mas como reagimos a eles, impedindo que nosso fluxo de energia e discernimento nos tragam soluções ou a força necessária para lutar pessoal ou socialmente. 

Dessa forma, o ano da serpente ainda pede o deslocamento da culpabilização - seja sua ou dos outros - para a aceitação dos nossos sentimentos. 

Isso não significa negar a realidade, os verdadeiros algozes e vítimas, mas não deixar que estas relações nos tirem do nosso centro.  

Aceitando os sentimentos - raiva, mágoa, amor, ódio, medo, preguiça, impaciência, etc. - aceitamos a nós mesmos e ganhamos a força que estava sendo drenada pelas dificuldades. 

Com essa força - que a madeira desse ano fez o fígado transformar - podemos galopar cheios da esperança e da espiritualidade que o ano do Cavalo de Fogo pode ofertar. 

Só se lembra de não queimar tudo com o poder que acumulou.  

O fogo ilumina, aquece e alegra o coração. Use-o com a sabedoria do ano que findou, e com a garra do ano que se inicia. 

Feliz ano novo!

Obrigada, 2025!

Sim, 2026!

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#astrofenomenologia #astrologia #astrologiachinesa #xamanismo #pequenotirando #donjuan 

 

15 de out. de 2025

618) O Professor Diminue Todos os Abismos entre seus Sonhos e a Realidade (Dream Gap)

 


O Professor e a Realização dos seus Sonhos
Mônica Clemente (manikaO)
manika_@constelandocomafonte

O professor é aquele que mais te ajudar a realizar seus sonhos, porque ele elimina os abismos entre seus sonhos e a realidade, chamado de Dream Gap. 

Você sabe, então, o que é o Dream Gap e como ele impacta o seu futuro?  

O Dream Gap é o abismo simbólico que se abre quando as meninas, com 5 anos, começam a duvidar de seus próprios sonhos e capacidades através de modelos culturais que desvalorizam sua atuação no mundo. 

Como isso acontece? Vou dar apenas um pequeno exemplo: 

Em 2022, 73,2% dos professores na Educação Básica eram mulheres e 26,8% eram homens - sendo que oito em cada dez de seus gestores são mulheres. 

Essa diferença é maior na educação infantil, composta com 96,2% de professoras.

Essas estatísticas se invertem na Educação Superior, onde os salários e possibilidades de crescimento são maiores. 

Em 2023, cerca de 52,98% dos professores no corpo docente do ensino superior são homens, para 47,02% de mulheres. 

Curiosamente, a maioria dos estudantes é do sexo feminino, representando 59% - em 2023. 

Paulo Freire já dizia que não é a educação que transforma o mundo, mas as pessoas educadas, porque elas aprendem a pensar por si mesmas, questionar a realidade e criar novas soluções. 

Então, consegue refletir sobre a diferença entre a quantidade de homens professores na educação chamada superior e de professoras na educação básica? 

Por que será que, quanto mais jovens os alunos, maior é a presença feminina? 

Por que a primeira educação, pedra angular da educação de uma pessoa, é mal remunerada? 

E por que, à medida que o ensino se eleva em cima da base profunda, a presença masculina cresce? 

O que essas proporções revelam sobre os lugares de poder em nossa cultura e a negação de quem realmente as possibilitou? 

Como essa realidade influencia os sonhos de futuro das meninas? 

E se, ao recorte de gêneros, acrescentássemos a questão racial - o que veríamos sobre a realidade que nos forma e atravessa? 

Será que tudo isso não influenciou você a pensar o que podia ou não fazer em sua vida? 

 

Feliz Dia dos Professores!
Muito obrigada por tudo que têm me dado desde sempre!


Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

#diadoprofessor #educação #dreamgap 

 

26 de jun. de 2025

617) Mãe Aramada ou Mãe Felpuda?

 

Mãe Aramada e Mãe Felpuda
Mônica Clemente (Manika)
 

Com essa chamada, não quero rotular as mães, mas tecer um pergunta com você desde o experimento de Harlow. 

Embora controverso, ele inspirou os estudos sobre o apego, como os de John Bowlby, que mostraram que os vínculos não existem só para garantir a sobrevivência, mas também para o bem-estar emocional durante toda a vida. 

Nesse estudo, macaquinhos escolhiam entre uma mãe de arame com comida e uma mãe felpuda, sem alimento. Quase todos escolhiam a segunda, mostrando que o colo (afetos positivos) também alimenta. 

Essas duas mães reaparecem na novela “Vale Tudo” de 2025, entre Odete Roitman e sua irmã Celina: uma provê materialmente e a outra oferece o afeto que tantas babás, em lugar de mães ocupadas ou emocionalmente ausentes, tentam dar. O pai nem existe. 

Não quero aqui culpar ninguém. Mães também já foram meninas feridas por gerações. 

Mas é possível olhar para os vínculos que nos criaram e reconhecer o que realmente nos faz ter mais segurança emocional. Porque a sobrevivência - até os luxos – veio, mas o alimento que fortaleceria vínculos positivos veio também? 

Se não veio, como adultos, podemos aprender a buscar relações com trocas que nos nutram - a começar com a forma como nos cuidamos.  Entendendo que elas - as relações - não vêm através do nosso estrelato ou submissão, mas da construção de trocas mais felpudas, com outros e conosco. 

Mas atenção: Bowlby estudou mães e filhos, não pais. Há muitos pais aramados que se julgam bons só por proverem, sem saber que sua presença e apoio afetivo também são fundamentais. E há mulheres que sustentam tudo, enquanto o pai oferece apenas o carinho, ganhando o afeto exclusivo dos filhos. 

Também não quero julgar nossos pais. Quero dizer que o cuidado emocional começa com a mãe, mas precisa - urgentemente – ser partilhado. 

Então eu pergunto: será que tudo o que você fez até hoje foi para se sentir bem, ou para tentar ser digna daquele amor que perdeu a ponte que se constrói com bons vínculos?


Mônica Clemente (Manika)
@manika_constelandocomafonte

 

#JohnBowlby #Harlow #teoriadoapego #vínculo #insegurança #autoestima #familienstellen #constelaçãofamiliar #valetudo #odeteroitman #celinajunqueira

 

19 de jun. de 2025

616) Cartas a Quem Tem Medo de Acertar

 


Carta às Crianças Silenciadas que
Moram Dentro de Adultos que Têm Medo de Acertar

Mônica Clemente (Manika) 

        A você, que cresceu aprendendo que acertar era perigoso.

        A você, que aprendeu a errar de propósito para evitar um castigo, uma humilhação, uma desautorização, ou aquele olhar frio que fazia o chão virar um abismo. 

        A você, que, ainda hoje, diante de uma folha de respostas, de uma pergunta direta, de uma situação de escolha sente seu corpo tremer, sua mente apagar, e sua voz sumir. 

Você não estava errado, não era incapaz, nem mentiroso. Muito menos vagabundo, irresponsável ou preguiçoso. 

        Não se usam essas palavras com crianças que estão sob os nossos cuidados. A não ser que o adulto queira se confessar, se projetando sobre seus filhos. 

Você estava apenas tentando sobreviver a um jogo de regras invisíveis, onde qualquer resposta era um risco. 

Se você dizia “sim”, podia ser acusado de leviano. Se dizia “não”, podia ser punido do mesmo jeito. 

E nem o seu silêncio foi abrigo diante do imprevisível. 

Com o tempo, você aprendeu a se proteger se boicotando antes que alguém o fizesse. 

Mas agora você cresceu e pode encerrar esse ciclo.

Não porque quem te machucou mudou. Mas porque você pode mudar.

Não porque o mundo ficou mais justo. Mas porque você pode ser justo.

A partir de agora, você pode olhar para qualquer múltipla-escolha, decisão, pergunta e dizer com a inteireza da sua alma:

“Eu tenho o direito de escolher certo sem medo.”

“Eu me autorizo a escolher certo e o certo para mim.”

Você pode acertar, compreender e ter clareza.

Você pode confiar na sua leitura, na sua voz e na sua inteligência.

E se o medo de outros tempos vier assombrar, se lembre:

Você não está preso naquelas emoções da infância, embora esteja habituado a buscá-las.

Nem naqueles castigos que não existem mais, embora esteja se sabotando.

Não se muda uma experiência contando para si mesmo as velhas histórias que massacraram o seu ser, atualizando-as repetidamente.

Há muito tempo, os olhares de acusação caíram como folhas secas.

E as manobras de manipulação, com ares de imprevisibilidade, desabaram como um castelo de areia.

Fure a bolha.

Agora, seu adulto pode escolher honrar a vida recebida de seus pais com o que há de melhor a se fazer por você. 

Mônica Clemente (Manika)
@manika_constelandocomafonte 

#autoestima #vozinterior #autossabotagem #cerato #pine #walnut 

 

 

 

615) O Buraco Negro das Relações: Aavnços ou Retrocessos?

  

Nossos Tempos  e o Buraco Negro das Relações:
Avanços ou Retrocessos?

 Mônica Clemente (Manika)

O que aconteceria se 30 anos da sua vida se passassem em “um” segundo? 

É exatamente isso o que acontece no “Retorno de Saturno” e em “Nossos Tempos”, filme mexicano na Netflix.

Um casal de cientistas apaixonados embarca em uma viajam no tempo, e se vê confrontado por duas épocas diferentes. 

Assim, eles são forçados a refletir sobre o papel do tempo na forma de verem o mundo e como esses novos horizontes impactarão a relação deles. 

Misturando ficção científica com a chantagem emocional de um homem diante do brilho de sua mulher, o longa trata dos desencontros entre parceiros na atualidade. 

De um lado, surgem as mulheres que conquistaram seus espaços e abriram caminhos para muitas outras. 

De outro, alguns homens que ainda acreditam que perderão o lugar caso alguém tenha as mesmas oportunidades que ele. 

Cena após cena, o filme nos joga numa gangorra afetiva entre o desejo de encontro e o medo da mudança, entre o avanço conquistado e a resistência fugidia. 

Ao longo dessa travessia, não se verbaliza uma pergunta que atravessa o filme por inteiro: 

“Você consegue me amar se eu for do seu tamanho? Ou só quando ocupo um protagonismo pálido no que é seu?”

Será que precisaremos esperar mais 30 anos para que um encontro - de igual para igual - aconteça? 

A resposta a essas indagações está em todas as cenas.  

Afinal, o amor, como o tempo, não é uma linha reta, mas um campo de possibilidades, que só se manifesta como relação quando, no mínimo, duas pessoas escolhem atravessá-lo juntas. 

E mesmo que eu contasse o final, tosco à primeira vista, não seria um spoiler, mas uma interpretação dele: 

A terceira via. 

Uma forma de amar que não se perde na submissão, nem na disputa por poder. Mas que flui pelo encontro e pela parceria.  

Um novo lugar onde ninguém precisa encolher para o outro caber, porque o resultado é maior do que a soma das suas partes . 

Avançando juntos. 

Mesmo que, em alguns momentos, um dos parceiros diminua o passo para manter o encontro dos seus olhares em frente. 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte 


FICHA TÉCNICA

Direção: Chava Cartas | 
Título original Nuestros Tiempos

#nossostempos #netflix #CinemaEConstelaçãoFamiliar#retornodesaturno #familienstellen #constelacaofamiliar #astrologia

14 de jun. de 2025

614) Autoanulação e Florais de Bach

 


Autoanulação e Florais de Bach
Mônica Clemente (Manika)

 

Será que alguém é sempre melhor que você em tudo?

Segundo suas fantasias, há sempre uma pessoa mais adequada para seu parceiro, ou seu trabalho?

E você se sente estranhamente consolado quando a realidade confirma essas crenças?

Verdade. Melhor que outro carregue o peso da sua felicidade, não é?

Pois é. 

Nem sempre um triângulo amoroso tem raízes edipianas. Às vezes, é só autoanulação mesmo. 

No filme “O Noivo da Minha Melhor Amiga”, Rachel vive à sombra da melhor amiga Darcy - extrovertida, dominante, e até manipuladora.

E o mais desconcertante:

Rachel acredita que é melhor assim.

Que brilhar não é para ela.

Um caso clássico de autoanulação.

Brilhar, aqui, não é “aparecer a qualquer preço”,  mas manter-se confortavelmente estabelecida em sua própria luz - sem precisar projetá-la nos outros.

Além disso, amizades tão simbióticas - com pessoas tão diferentes - como a de Rachel e Darcy, podem estar compensando mutuamente suas sombras.

Se fôssemos montar uma fórmula de Bach para a Rachel - que se apaga - seria assim: 

1. Centaury

Para quem tem dificuldade de dizer “não”, servindo aos outros e sendo manipulado. Acredita que se sacrificar é a chave para o “céu”.  

2. Larch

Para a baixa autoestima que impede de se lançar, de competir em pé de igualdade. Rachel acha que “não é mulher para aquele homem”,  e o entrega de bandeja.  

3. Walnut

Para se proteger de influências externas e conseguir fazer as próprias escolhas, rompendo com padrões antigos, inclusive de relações sufocantes. 

4. Pine

Para a culpa de desejar, mesmo quando o amor está no seu caminho. 

5. Agrimony

Para quem esconde o sofrimento atrás de um sorriso, por medo de  enfrentar conflitos. 

6. Mimulus

Para os medos conhecidos, como o de perder a amizade, ser julgada, bancar a própria felicidade. 

Fórmula enxuta:

A tríade Centaury, Larch e Walnut já atua com profundidade sobre quem se apaga e tem dificuldade de romper padrões tóxicos, como o de quem vive a vida através dos outros por achar que assim é mais fácil. 

Não é. 

Afinal, a Darcy, como um sintoma exasperante de pessoas que se anulam, vai embora quando se toma a vida por inteiro. 

Mônica Clemente (Manika)
@manika_constelandocomafonte
#autoestima #FloraisDeBach #somethingborrowed 

27 de mai. de 2025

613) Para que Serve o Conhecimento da Cartografia das Crises no Tarot?

 

Para que Serve o Conhecimento da 
Cartografia das Crises no Tarot?
Mônica Clemente (Manika)

Para aprender uma linguagem simbólica esquecida, mas que sempre esteve pulsando por dentro das perguntas que fazemos na escuridão.

Para começar a escutá-la e compreendê-la basta se perguntar:

“Essa situação que estou vivendo se parece com qual arquétipo?"

Para responder isso, é preciso aprender a se comunicar com a linguagem arquetípica por meio da sincronicidade.

Só assim sentimos qual é a correspondência simbólica entre essa linguagem e a sua situação atual.

Isso, porque a alma não busca diagnósticos que justifiquem suas crises, mas experiências primordiais que ressoem com momentos específicos da sua vida para continuar seguindo em frente.

E onde encontramos essa matriz cheia de pistas simbólicas?

Nos sonhos.
Na mitologia.
Nas artes.
No Tarot.
Na astrologia.
Na psicologia profunda.
No divã do seu psicanalista.
Nos filmes e contos de fada que você mais ama.
Nas conversas que nos atravessam.

Em qualquer lugar onde a alma possa se espelhar.

Se quiser saber mais, veja a live “Estações das Crises no Tarot” aqui nesse link

E venha fazer o curto de curta duração:

CARTOGRAFIA DAS CRISES NOS ARQUÉTIPOS DO TAROT
Dia 31/05/2025 - de 10 às 13 horas

Mais Informações: digite 11 no whatsapp 96632-0429

Mônica Clemente (Manika)
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