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29 de jun. de 2022

457) Ninguém Vê o Próprio Rosto sem a Ajuda de um Espelho

 

 Ninguém Vê o Próprio Rosto sem a Ajuda de um Espelho
Mônica Clemente (Manika)


É verdade que depois de uma idade podemos fazer muitas coisas sozinhos. Inclusive refletir sobre o mundo e si mesmo. 

 

Ninguém consegue fazer isso, no entanto, sem o reflexo de tudo e todos que estão em seu entorno.

 

Podemos também ver os nossos seios, barriga, sexo, coxas e pés com os nossos próprios olhos.

 

Mas se quisermos ver o nosso rosto, precisaremos da ajuda de um espelho. E se quisermos ver as nossas costas, precisaremos de dois deles. 

 

Da mesma forma, os relacionamentos, as terapias, as estações do ano e os seres da natureza. Eles mostram algo que não conseguiríamos ver sozinhos.

 

Ainda assim achamos que podemos tudo.

 

Sendo que morreremos sem que os nossos olhos vejam o nosso rosto diretamente, mesmo que a gente possa ver as outras pessoas por inteiro.

 

Acho que esta é a expressão máxima da conexão entre todos os seres. 

 

Somos incapazes de nos enxergarmos totalmente, o que nos torna dependentes.

 

Ao mesmo tempo, podemos ver nossos filhos desde o ultrassom até a maioridade, os amigos e os outros seres. 

 

O que temos feito com este poder de ser os espelhos dos outros? 

 

Temos esquecido que eles também são os nossos espelhos?

 

Se tudo for destruído, nunca mais nos veremos. E se tentarmos nos ver sem ajuda, não nos enxergaremos. 

 

É por isso que o “eu” mora no peito, onde o nosso dedo aponta e a nossa visão pode alcançar. 

 

Já o “nós” está na troca de olhar. 

 

 

#conexoesocultas #conexoessutis #alteridade #eutevejo #precisodevoce #ajuda #vulnerabilidade #nós #ego #dependenciapositiva #espelho #espelhar 

 

15 de mar. de 2021

270) A Fabulosa História dos Gigantes que queriam Engolir o Sol

 



Antes do primeiro gigante tentar engolir o Sol, os humanos falavam com as árvores, que escutavam o vento, que dançava para o Céu, que flertava com a Lua, que se deitava sobre as águas, mais interessadas em sonhar. 

 

Naquela época, nenhum ser era sacrificado em nome de mentiras ou das guerras, embora as sombras gigantescas ainda tentassem destruir a vida do planeta.

 

Um dia, a 5ª geração de gigantes desistiu do Sol para conquistar a Terra. Porque se o Sol não podia ser derrotado, sua luz não entraria em mais ninguém.

 

Foi assim que eles viraram um exército de poeira, encapsulando todos os viventes, que aos poucos se esqueceram das conexões que tinham uns com os outros.

 

O mundo ficou perigoso. Os Sacis se esconderam, a dor virou sofrimento e a linguagem dos animais não era mais entendida por ninguém. Entre os humanos surgiram as guerras, o mal-entendido e as muralhas, embora continuassem a se amar.

 

O exército percebeu que se jogasse os homens contra as mulheres, a vida humana no planeta acabaria.  Mas nem assim eles venceram, porque existe algo intrínseco no feminino que não a deixaria a vida acabar.

 

Este algo é o princípio tecelão. A ponte de todos os vínculos. Como uma mulher geraria um filho com a semente do amante, trazendo dele a outra família para dentro do novo ser, se não fosse capaz de unir em si o que antes estava separado?

 

Como ela teceria um novo corpo do seu, se não estivesse em comunhão com o invisível, morada de quem vai nascer? Como um homem nasceria de uma mulher sem ter nele a lembrança das conexões feitas? 

 

O 5º gigante se enfureceu! Ele decidiu, então, fazer todos acreditarem na inferioridade das fêmeas, humanas ou não.  Deste tempo em diante, muitas delas começaram até a se odiar, com outros as tratando desumanamente.

 

Essa foi a fase mais difícil da história. Quase que o gigante venceu. O que ele não sabia é que o feminino também enxerga no escuro, como a Salomé cega de Jung anda ao lado do profeta Elias.

 

Nós nos unimos, já que nossa natureza é fazer conexões, mesmo nos porões escondidos, no esquecimento dos nossos feitos ou na humilhação. E de lá, como Fênix, renascemos para manter a sociedade planetária voando, porque sempre soubemos que um pássaro não pode voar se uma de suas asas está em cativeiro.




 

A todas as mulheres, homens e LGBTQ+

Feliz dia das mulheres!

Junt@s somos mais!

 

#FelizDiaInternacionalDasMulheres #8deMarço #VivaAsMulheres

 

5 de mar. de 2021

266) Calor Humano - A Menina dos Fósforos

 


Uma situação reveladora é quando perguntamos como eram os avós em relação ao pai ou mãe da pessoa. Ou se aconteceu algo muito difícil com eles.  

Alguns netos dizem, sem nenhuma reflexão, em ato contínuo: eram frios.  

O que querem dizer? Que os avós eram salames, presuntos, mortadela? Frios?! 

Além de nós, netos, estarmos dezenas de anos distantes da criança, adulto, meia idade, eventos, tristezas, alegrias que foram aqueles avós, se o pai ou mãe foi cuidada por eles, não há nada de frio ali. 

 

E se não foram cuidados por eles, como podemos saber o que aconteceu no íntimo das nossas avós e avôs?

 

O termo “frio” tem a ver com temperaturas baixas, sem calor. Tem a ver com a temperatura de um réptil, sangue frio. Jacarés comem seus filhotes. Tem a ver com alguém sem coração. 

 

Será que nossos avós eram frios, desprovidos de amor, quando a maioria se sacrificou totalmente para a família, sem exigir nenhum reconhecimento?

 

Será que esta etiqueta que colocamos neles não está revelando como ainda julgamos ou repassamos julgamentos, sem perceber o amor que os ancestrais derramaram sobre a gente?

 

Uma mulher que teve e cuidou de 15 filhos, da casa e do marido pode estar exaurida, deprimida e até desconectada de si mesmo por tanta doação, mas nunca será fria.

 

Um homem que sai para trabalhar muito cedo, num lugar muito distante, levando uma marmita, pode ter passado fome, se sentido isolado e com medo. 

 

Pode ter chegado tarde em casa por conta da distância. E até bebido porque sua vida não fazia mais sentido, mas nunca será frio.

 

Alguns deles, inclusive, tiveram irmãos e irmãs jovens, que nunca voltaram para casa, depois de irem trabalhar na rua, vendendo fósforos, em pleno inverno, para outros irmãos sobreviverem.

 

Talvez não fosse inverno, mas não voltaram para casa nunca mais...como naquele conto de Andersen “A menina dos Fósforos”.

 

Quem tem este conto como seu preferido, pode estar identificado com um tio ou tia avó ou bisavó, que morreu bem jovem, espalhando seu calor no mundo (fósforo), em pleno inverno (a frieza dos julgamentos, ou um mundo que não acolhe quem está em situação de vulnerabilidade).

 

Ou pode ser o próprio avô ou a avó mesmo, que sustentou a sua família original desde criança e depois criou a sua própria família e cuidou de tudo, sem nunca ter recebido um agradecimento.

 

É verdade! Possivelmente, nossos avós não foram perfeitos para os filhos deles, mas deu certo!

 

Nossos pais seguiram em frente e nós nascemos e seguimos em frente, transformando, a cada geração, dores antigas em bênçãos.

 

Como o lado de fora de uma jaqueta térmica, que mantém a frieza do lado de fora para nos aquecer por dentro.

 

@conexoessutis

@historiasqueatuam

@Mythology_familienstellen

@manika_constelandocomafonte

 

#Andersen #Familienstellen #HistóriasQueAtuam #MitologiaEConstelaçãoFamiliar

 

 

 

7 de fev. de 2021

252) Triângulo Amoroso: Interfaces entre a Mitologia e a Constelação Familiar

 


Constelações Mitológicas do Triângulo Amoroso 
Interfaces entre a Mitologia e a Constelação Familiar 
Mônica Clemente (Manika)

            Hera e Zeus um dia se amaram profundamente.

O problema começou logo após o ritual do casamento — o momento simbólico de sair da família de origem e construir uma nova família com o(a) parceiro(a).

O amor se transformou em uma luta de poder sem tréguas, marcada por dores e arrependimentos — até que Sêmele, uma mortal, se torna amante de Zeus.

Qual é o convite da amante para Hera e Zeus?
E qual é o convite deles para Sêmele?

Super indico a leitura do livro Sêmele, Zeus e Hera, de Hans Jellouschek — uma das principais fontes deste estudo.

O Vídeo está no youtube com legendas em inglês.

P.S. Este é o segundo vídeo da minha pesquisa sobre as interfaces entre Mitologia e Constelação Familiar.

Essa investigação tem origem nos seminários iniciados em 2013 sob o título Histórias que Atuam: dos mitos e contos de fada até a Constelação Familiar, atualmente renomeados como Constelações Mitológicas.

12 de nov. de 2020

210) Kali Ma - Deusa Hindu

 


Kali Ma, divindade hindu, é uma das Manifestações de #Durga, uma das esposas de Shiva. Ela representa a Mãe Natureza em toda a sua benevolência e ferocidade. Ela é a gazela graciosa e as garras sangrentas do seu predador. 

É o ciclo da vida, assim como o corte de tudo que não serve à evolução em busca do seu apogeu: o êxtase. 

Quando projetamos numa figura arquetípica os sentimentos e experiências difíceis de suportar, como o terror e a bem-aventurança, conseguimos ultrapassar os desafios, sem somatizar aquelas energias no corpo. 

Não à toa, Kali é a única capaz de se opor às forças desagregadoras, dando coragem ao buscador/a. E é a própria destruição para a vida seguir em frente. 

Sabe aquele “sim, mamãe (papai)! Você é a certa para mim exatamente como é!” É a Kali Ma. 

Sabe aquele “não, mamãe (ou papai)! Eu protejo o bem mais valioso que você me deu, a vida, até de você, se tentar me fazer mal.” É a Kali Ma. 

Quando, no processo de evolução, enfrentamos mil espadas contra os finais felizes, 4 delas são a nosso favor, como os braços de Kali em seus ciclos: O braço da Criação, Preservação, Destruição e potencialidade da Iluminação nos apoiando contra os inimigos internos.  

Shiva, a Consciência Suprema, inclusive, cede aos seus desígnios, como o Espírito não se mete nos ciclos da Natureza... mas o ser humano sim... sentindo a força devastadora de Kali Ma. Por isso, a sua figura sempre aparece por cima de Shiva.  

Essa postura tem um paralelo simbólico com a nossa Lilith, a força necessária para lidar com a escuridão e os talentos bloqueados. Lilith tem 14 nomes (o artigo sobre ela está aqui). 14 manifestações renegadas na cultura judaico-cristã. 

Não só porque ela ficava por cima do Adão, no ato sexual, mas porque é a âncora para lidarmos com situações difíceis.  Ela é o sangue, a dor e o serviço à vida da #mãe dando a luz. Mostrando que não viemos de uma costela, mas do útero. 

Sem essa âncora psicológica, como acessamos a salvação? Bem, podemos comprá-la, dizem por aí. Mas não...



 

No vídeo, o professor de Yoga Vitalli Shakirov, faz uma homenagem lindíssima à Kali Ma  e seus ciclos. @cat_shanti

Author  of Tapa Yoga System 

#KaliMa #Durga #Lilith #Eva #ÂncorasPsicológicas #Shiva #Adão #VitalliShakirov #TapaYodaSystem #ConstelaçãoFamiliar #ConexõesSutis

 

16 de out. de 2020

199) A Missão da Carência é fazer Conexões

 


As quedas, as tensões, a beleza, a esperança e o medo não são só humanos; são parte da paisagem do mundo inteiro. Todas as nossas faltas são encaixes para eles, nos buscando em seus arrebatamentos.

E não é essa a missão da carência: fazer conexão?

Por isso, não falem mal dela. Nunca foi a carência quem acabou uma relação. Só deu outro destino. Possivelmente o nosso encaixe precisava de outra coisa, que quem nos abandonou (ou abandonamos) não tinha para dar. 

Os desafios, a dureza, o anseio pelo infinito e a falta de ar não estão apenas  em nós; mas nos desfiladeiros, nas pedras, nas asas dos pássaros e nos convites que a vida nos faz.

 

#Carência #Relacionamento #Conexões #Falta #Excesso 

 

627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

  Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas - 2026 Mônica Clemente (Manika) Hoje - 17-04- 2026 -  compartilho com você um vídeo sobre o St...