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28 de out. de 2020

204) Mudando os Scripts de Vida

 

É possível mudar um “Script de Vida”?

O script é um drama inconsciente, repetitivo, nos conduzindo interiormente por caminhos que não queremos. Ele foi descoberto pelo psiquiatra Eric Berne, criador da Análise Transacional. 

Há 2 roteiros “universais” que afetam mulheres e homens, como demonstrou o Rüdiger Rogoll, psiquiatra, analista transacional  e amigo íntimo de Bert Hellinger,  que trabalhou anos com Scripts antes de criar a Constelação Familiar.

Por exemplo, mulheres super inteligentes, chefes de família podem conviver, sem saber, com o script “burra”. Algumas até escutaram: “Estudar não vai te ajudar a arranjar marido!”

Aí se casam com quem não pode bancar a família, por exemplo, para terem oportunidade de compensar seu  script, provando a si mesmas sua competência. Pode ser que tenham problemas ginecológicos ao projetarem seu Sol (inteligência) no homem, e muitos outros desdobramentos.

Rüdiger nos disse para pegar o Sol - brilho da nossa inteligência - e colocar dentro de nós, como raios dos nossos cabelos.

Tem outro script comum entre os homens: o “covarde”, geralmente porque o pai não estava presente.

Nossa cultura, agora mudando, não valorizava o papel do pai na educação dos filhos. E ainda funde a ideia do homem com sua capacidade de ganhar dinheiro, o que leva à depressão se perder o emprego. E com a ideia de reprodutor, que pode levá-lo à muitas mulheres para provar sua virilidade. 

Para ser homem, então, muitos meninos não puderam ir para a esfera do pai, foram trabalhar cedo, sem poder aceitar sua vulnerabilidade e não enxergam as mulheres, que são números de conquistas que reafirmam sua masculinidade. 

Podem abandonar a namorada grávida, como se ele fosse uma vítima da situação, “simplesmente” por não se conectarem com a força que têm.

Os homens com esse script o compensam de duas maneiras: timidez excessiva ou machismo. Não estou dizendo que o machismo e a timidez surjam desse script, mas que homens com o script “covarde” podem atuar daquelas maneiras.

No dia que vi a Constelação desse script, pensei no coração de tantos homens, sofrendo ataques, porque são proibidos de terem medo. E pensei em muitas mulheres abandonadas, criando seus filhos sozinhas.

Para sair desses roteiros, que se casam na vida real, devemos usar um contra script, como Rüdiger nos ensinou. Mas de uma maneira: Voltamos lá para a criança que fomos e dizemos, com amor: 

Corajoso! Para o menino. E Inteligente! Para menina. 

 

#EricBerne #ScriptDeVida #RudigerRogoll #BertHellinger #MulheresInteligentes #HomensCorajosos 

 

31 de mar. de 2020

127) Bastet, a deusa egípcia da mulher e sua inteligência

     
      O gato, disse Marie-Louise Von Franz, é o símbolo do feminino. Ele é autêntico, sabe o que quer, não pode ser dominado e sofre grande rejeição por causa dessas mesmas características.

Ele não se enquadra na definição de um pet, ou um bonequinho que tem vida manipulável pelo seu “dono”. Aliás não existe pet. Os bichos sobrevivem como podem na relação com os humanos.  A castração é uma das imposições sobre os gatos para ficarem gordos em casa. Para perderem a conexão com suas almas.

Sexualmente os gatos têm rituais interessantíssimos e as gatas são excelentes mães no reino animal. Todas estas características simbolizam o princípio feminino, se não pensarmos nas influências culturais.

A deusa egípcia Bastet, com cabeça de gato, simboliza estas características femininas, até aquelas castradas, como a inteligência. Ela é solar, guardiã da fertilidade, rege os Eclipses Solares, quando Luz e Sombra plasmam novas compreensões, e protege as mulheres grávidas. Quando a Grécia fez o sincretismo dela com Ártemis, uma deusa Lunar, parte de suas características se “perdeu”.

Bastet com divindade do Sol é da mesma estatura dos grandes deuses. E o Sol simboliza, entre outras coisas, a inteligência, uma característica culturalmente negada do princípio feminino. Alguns dizem que nos sentimos vulneráveis quando somos chamadas de feia. Numa cultura que acha que mulher não é inteligente, mas tem que ser bonita, ou ser inteligente a torna feia, é isso mesmo. As modelos andam como gato, já repararam? E são consideradas burras no imaginário coletivo. Beleza e burrice parece que andam juntas quando Bastet perde o status de divindade Solar no nosso inconsciente.

Quando a mulher é inteligente, trabalha e serve com sua inteligência, e tem um mandato cultural interno para pensar que é burra, mesmo que não acesse este mandato rodando como um vírus a sua vida, ela tem problemas ginecológicos, disse o psiquiatra Rudiger Rogoll, porque “perdeu” uma das conexões com o feminino - ser inteligente. Ela na verdade não perdeu, mas o caminho está obstruído pelos mantados coletivos.

Muitas vezes Bastet aparece apenas como um gato, engatinhando bem na nossa frente para nos lembrar da nossa inteligência. E de como somos sempre lindas não importa os espartilhos que esperam da gente.

#MarieLouiseVonFranz #Jung #feminino #mulher #inteligência #arquetiposfemininos #MulherÉInteligente #Gato #Bastet #Artemis #RudigerRogoll #castração

16 de mar. de 2019

87) Como encontrar a ajuda que a gente precisa?


Você sabe buscar ajuda?

Acontece com muita gente, não conseguimos sair de uma situação que parece se repetir ou durar para sempre e ainda assim não pedimos ajuda.



“Eu sempre brigo com minha mãe e fico deprimida em seguida”, “Eu sempre namoro homens comprometidos”, “Eu sempre volto para aquela relação abusiva”, “Eu tenho muita raiva do meu pai toda vez que ele diz aquilo”, “Eu entrego minha vida na mão dos amigos e depois sou abandonado”, e tantos outros círculos viciosos esperando uma porta de saída.

A autoajuda nestas situações, como assistir vídeos sobre o tema que nos aflige com o mega psicanalista, o filósofo profundo e o coach extraordinário é muito bom, mas ainda não é o passo decisivo para a solução, a não ser que nos estimule a ir atrás da ajuda.

Ler livros de psicologia, psicanálise, psiquiatra, Constelação Familiar, Astrologia, Filosofia, Yoga ou artigos como este texto aqui ajudam também, mas não são os passos mais eficazes quando o problema está há muito tempo sem solução.

Achar que pode dar conta sozinho de uma roda viva “sem saída” é só cair na primeira armadilha de todas, quando nos ensinaram, ainda crianças, a não confiar mais em ninguém. Quando aqueles sobre os quais nós nos apoiávamos para ficarmos vivos nos puxavam o tapete debaixo dos pés sem nem saber que faziam isso.



 Quando John Lennon escreveu   Help , que começa com o verso "Eu preciso de alguém",  estava enfrentando uma crise. 


Sintomas de que nossa alma pede Socorro e precisamos de ajuda profissional:

Nossa alma tem diversas maneiras de pedir socorro, mesmo que não estejamos preparados para ele. Se temos um só dos comportamentos abaixo, já é uma super dica de que precisamos buscar a ajuda certa:

1.      Ficar vendo vídeos e mais vídeos sobre uma questão que não achamos solução há mais de dois anos.
2.  Ficar lendo sobre o que nos aflige tentando fazer um autodiagnostico. Se você já descobriu que é histérica, não tomou o pai, precisa do floral Wild Rose, meditou 28 luas o mantra de Ganesha e teu Saturno fez Oposição ao Sol e o teu problema não foi resolvido é porque precisa de ajuda. Eu acredito em tudo isso, mas no lugar e hora certos e se serviu para resolver de fato a nossa a demanda.
3.      Ficar se receitando floral eternamente ou remédios de ansiedade e depressão (se for médico que se automedica) sem que tenha resolvido a sua questão.
4.  Ficar escrevendo sobre um mesmo tema pessoal depois da consulta que tratou daquele assunto exaustivamente (e foi indicado fazer terapia), esperando resolver tudo pelo e-mail ou whatsapp de forma mágica.
5.    Marcar várias consultas com o mesmo profissional e furar em cima da hora mais de duas vezes. Superficialmente é falta de respeito. Mas na verdade é tentar um vínculo na esperança de se curar. Vínculo positivo é a cura, mas tem que ser consciente, comprometido e compartilhado. Não inconsciente  e unilateral (só o profissional se compromete).
6.   Ligar para os amigos contando sempre os mesmos problemas a ponto deles arranjarem uma desculpa para não nos atenderem.
7.      Ter um amigo que cai na nossa armadilha e vira nosso terapeuta e começamos a ter raiva dele depois de um tempo, porque claro, isso mantém o vínculo da dupla. E vínculo é bom, mas não de terapeuta – cliente se forem amigos.
8.    Culpar todos pelo nosso sofrimento. Talvez seja até verdade que haja um ou mais algoz, mas sem ajuda também não vamos sair de uma relação abusiva.
9.   Buscar várias abordagens terapêuticas breves para um mesmo    problema que ainda não se resolveu.
10.   Enfim, se já faz mais de dois anos que não conseguimos sair de   um problema tentando de todas as maneiras dar o nosso jeito,   está na hora de baixar a guarda e ir em busca de uma boa   psicanálise.

Psicanálise?!!!

Sim, aquela terapia criada pelo Freud que muita gente torce o nariz sem nem saber de onde vem o preconceito. Por baixo, há um medo enorme de perder o controle e confiar novamente.

Quando estamos no divã não é mais a teoria, é você e a riqueza do teu inconsciente, são os laços de apoio criados com o psicanalista e a soma e todos os afetos descobertos de todos os “eus” outrora soterrados.

Você não será tratado por um freudiano, lacaniano, junguiano, kleiniano, etc. O nome da linha de uma boa análise, como diz o psicanalista Eugenio Davidovich, é VOCÊ + iano.

Por exemplo:

- Eugenio, qual a tua linha psicanalítica?
 - Mônicaniana (Ou Robertiana, ou Joséniana, Ou Elizabethiana, etc...)

Ou seja, se o seu psicanalista é bom mesmo, é você é o teu inconsciente que vão dar a solução. São os vínculos positivos criados.

Meu inconsciente que vai dar a solução?

Se você acredita no conceito de inconsciente então NÃO pode acessar ele sozinho, mas o psicanalista sim. Por quê? Porque o inconsciente é o que não acessamos, mesmo que fique óbvio para todos que nos olham sorrindo dizendo “to na boa”, vendo o boy magia beijando outra. 

O inconsciente é o que ele é, não consciente para nós, mesmo que seja evidente para outros. Quando tomamos consciência não é mais o inconsciente.

O psicanalista também é treinado a não projetar, a entender as projeções,  lidar  com as transferências e contratransferências, além de saber que o amor é o que cura e todo adulto é dependente de vínculos positivos e, por isso, precisam ser refeitos: autonomia não é desvinculação. O psicanalista sabe disso porque ele mesmo fez o seu próprio caminho.

Mas pera! Todo psicanalista é bom, então? Só a psicanálise ajuda?

Não! 

Você pode encontrar sim outras linhas terapêuticas excelentes! E você tem que achar o seu terapeuta. Não é a linha terapêutica é você com o seu terapeuta. E aqui estão os motivos que me levaram a escrever este texto. 

Como encontrar a ajuda que a gente precisa? 

Eu aprendi isso com Letícia Nuñez Almeida, Eugenio Davidovich, com meus atendimentos e com a muitas cabeçadas erradas que dei.

1.     Encontrar seu psicanalista, terapeuta, psicologo é como buscar um amor, só que é muito mais fácil. Talvez não seja a primeira porta que você bata onde encontrará o profissional que vai realmente te ajudar. Bata em quantas portas forem necessárias até sentir que encontrou o profissional que vai te ajudar.
2.    Se você achou o profissional e continua a buscar sistematicamente livros sobre o teu tema e outras terapias breves para lidar com a sua dor, então o teu terapeuta tem que sacar isso e te fazer entender que precisa de mais dias por semana de terapia.
3.  Ou você deve continuar procurando outro profissional. A gente para de se coçar quando achamos o unguento da coceira. Se você ainda está coçando no mesmo lugar, sem nenhuma melhora, depois de seis meses no terapeuta, vai atrás de outro. Porque ou ele não sacou o essencial do teu problema, ou não sacou que você precisa de mais dias de terapia. E você tem que arcar com os custos disso, de uma forma boa para todos.
4.   Ás vezes, tem tantos eus soterrados dentro da gente precisando de ajuda, que uma hora por semana de terapia não é o suficiente. A gente deve arcar com isso e o terapeuta também se quisermos ter uma vida mais plena.
5.      Não é a linha terapêutica é o terapeuta. Não é a  linhagem que ele se afilia, se ele for bom e você queira tanto ou tiver sofrido tanto que queira realmente transformar a sua vida, tudo pode ser feito. 
6.      Se o terapeuta não for bom e você estiver pronto para mudar, não vai funcionar.
7.      Se o terapeuta for bom e você não está pronto ainda para mexer no essencial ele nem vai te pegar. E isto vai te colocar no ponto.
8.      Abra mão dos preconceitos. Se você é mais alternativo e nada do que procura te ajudou, busque outro terapeuta da linha que você rejeita por ser careta, talvez esteja lá o teu terapeuta. Se você é mais clássico e ainda não teve ajuda nos caminhos mais tradicionais, dê uma chance para você mesmo nas práticas alternativas, talvez esteja lá quem vai te ajudar em teu milagre de se transformar.
9.    Títulos são importantes, mas não garantem a competência de um profissional. Os frutos dele sim. 
10. Você não precisa confiar no profissional logo de começo. Nem desconfiar. Você pode experimentar (não testar) a relação com o terapeuta até sentir que é por ali. Se dê tempo.
11. Massagem é diferente de atividade física. Uma relaxa e bota no lugar a outra faz a gente seguir em frente. Terapias breves e terapias a longo prazo têm suas especificidades também. Tomar o pai numa Constelação é transformador, aprender a se relacionar com ele na psicanálise não tem preço. São duas ações diferentes e necessárias. Ainda vale a dica: é o terapeuta e você e não a linha terapêutica.
12. Tem até pesquisa sobre isso. Todas as linhagens funcionam se o vínculo é estabelecido. Na psicanálise, por exemplo, com o psicanalista até renovar os laços com a família, nas constelações, direto com sua família.
13. Se seus filhos pequenos têm problemas emocionais sérios, buque você a terapia.
14. Se depois de um tempo em terapia você sente que tem o terapeuta como alguém ao teu lado te apoiando, mesmo sem falar com ele há tempos, você é um felizardo. Este vínculo nos ensinou novos caminhos para os pais, para os companheiros, amigos, filhos, profissão, criatividade e vida. A porta de saída do antigo sofrimento.

E para finalizar,
Sintomas de que temos um problema, mas não queremos ou não estamos prontos para a ajuda:

1.  Você pechincha o valor da terapia logo de saída. Investir em terapia é investir em você. Pechinchar logo de início pode revelar o quanto estamos indisponível para nos ajudar. E que não vamos receber o que o terapeuta vai dar, porque nos sentiremos inferiorizados se não dermos algo em troca de verdade. Isto é uma ordem da alma que sempre funciona, o equilíbrio entre o dar e receber nos adultos (não serve entre pais e filhos em qualquer idade, porque os pais sempre dão mais - a vida).
2.   Dinheiro simbolicamente é libido. Quando ficamos apegados ao gasto e não no ganho da terapia ainda não estamos implicando de fato a nossa libido para o processo de transformação. Não vai ter solução.
3.  Teus pais podem ajudar de fato a pagar a terapia, mas você não quer pedir para eles por diversas razões. E nega totalmente acessá-los se este for o caso: pedir dinheiro. A tua libido – vida – veio por meio deles. Se você pedir e eles puderem te ajudar, te dão a vida novamente. Isso gera cura. 
4. Quando só buscamos explicações do porquê sofremos, ou só buscamos os culpados.  “Por que eu só atraio homem assim?” “Eu sou assim, porque minha mãe foi assado”, “Se eu te contar o que meu pai fez, talvez entenda porque eu faço isso”.     Como diz, o Rudiger Rogoll, “quem quer resolver busca a solução, que não quer, busca explicação”.
6.    Mas se a gente olha a questão e quer ajuda: “Eu quero ser feliz nas relações de amor, você pode me ajudar?” Aí tem uma avenida larga para caminhar.
7.   Testamos os profissionais. Por exemplo: “eu já fiz Constelação pra este tema com 5 pessoas e não adiantou, agora quero testar com você.” A pessoa diz com todas as letras - testar. Às vezes são mais espertas e testam o profissional contando outras coisas aparentemente importantes, desviando a atenção da verdadeira questão. 
8.   Ainda não sofreu o suficiente.
9. Quer desabafar. Desabafar é jogar nosso tesouro no lixo. Fazer análise é descobrir que aquele lixo era tesouro.
10. Tem algum ganho relevante com o sofrimento. (Cuidado aqui. A maioria das pessoas que sofrem não querem ganhar algo com a dor).
11. Já chega botando banca de que sabe tudo e diz como é que deve ser a terapia.
12. Não acredita nestas coisas, mas a esposa ou o marido encheu o saco para ele/a ir.
13. Não está sofrendo com o problema. Um marido galinha pode fazer a esposa sofrer, mas talvez não sofra por isso. Não vai adiantar mandar o companheiro para terapia.
14. A pessoa está tão tomada pelo problema que passa a ser ele. Vira uma força cega que não há terapia ou terapeuta que dê conta. Muitas portas se fecharão para ela acordar e buscar forças para sair da possessão a que está submetida. 
15. Não precisa mesmo de terapia, como as crianças. Talvez seja a mãe ou o pai que precisam, mas como não buscam ajuda, atolam seus filhos com seus problemas.
16. Quer mostrar para o mundo, inconscientemente, o mal que sofreu de fato, escolhendo ficar no papel da vítima para acusar o algoz até alguém ver e vim salvá-la, como esperava que o pai fizesse. Ou a mãe. Ao invés de libertar o algoz de sua vingança e sair desta prisão, prefere sofrer mais um pouco. O filme O segredo dos seus olhos” e “Lady J” falam sobre isso.

Buscar ajuda competente..., aliás, se tocar que precisa de ajuda de alguém é 50% do processo de cura, porque descobrimos algo que funda a nossa humanidade: juntos vamos além. Ou juntos lembramos dos vínculos esquecidos que nos levam além.




25 de out. de 2018

76) Scripts - A Burra e o Covarde / O Sol e o Corajoso

Meus dias em Bad Reichenhall 1 - 2018
Script - Roteiros de Vida com Rudiger Rogoll
Bad Reichenhall - Hellinger Schule


Rudiger Rogoll é médico psiquiatra, analista transacional (terapia criada por Eric Berne que influenciou a criação da Constelação Familiar) e amigo íntimo de Bert Hellinger.

O que me fez ir para Bad Reichenhall no Encontro Internacional de Constelação Familiar da Hellinger Schule este ano (2018), além de sempre ser maravilhoso, foi poder fazer o seminário com ele.


O script é aquele drama que nos conduz interiormente, mesmo que as evidências externas mostrem o contrário.


Por exemplo, mulheres super inteligentes, competentes, chefes de família com o script “burra”.

Não importa todo sucesso, títulos acadêmicos, filhos bem criados, empresas que criaram ou gerenciam, elas, inconscientemente, se acham inferiores aos homens, porque a cultura da época as desqualificou e em sua família ancestral as mulheres eram consideradas inferiores.

Pode ser que se casem e compensem este script bancando o marido, ou o desqualificando, ou tendo problemas ginecológicos porque projetam seu Sol, seu brilho, sua inteligência no homem.

Rudiger disse para pegar este Sol projetado e colocar dentro de si. Dó, Ré, Mi, Fá, Sol lá Si!

Tem também outro script muito comum entre os homens como aquele é para as mulheres. O “covarde”.

Claro que alguns homens se sentem inferiores às mulheres e algumas mulheres também são covardes. Mas o “covarde” é um dos scripts mais comuns entre os homens porque os pais não estavam presentes na criação deles.

Nossa cultura, agora mudando, não valorizava o papel do pai na educação dos filhos. “Isto é para as mães.” Diziam. Então muitos meninos não puderam ir para a esfera do pai para virarem homens.

E tem também os abandonos paternos tão “normais”.

Os homens com este script compensam de duas maneiras: ou ficam muito tímidos ou viram machistas querendo resolver tudo a bala e pancada.

Rudiger disse que o contra script deve ser falado para aquela criança que se sentia tão vulnerável: corajoso!

Tiveram outros scripts e muito aprendizado, mas estes dois falavam de homens e mulheres aqui no Ocidente. Agora o Sol, pra mim é feminino, como é na Alemanha, e todos os meninos são CORAjosos.

Amaterasu - Deusa da mitologia Japonesa Xintoísta - Aquela que Bilha como o Sol
Amaterasu - Omikami - Grande Deusa Augusta que Ilumina o Céu
(Dica da Consteladora Priscila Carvalho)

627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

  Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas - 2026 Mônica Clemente (Manika) Hoje - 17-04- 2026 -  compartilho com você um vídeo sobre o St...