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25 de abr. de 2022

443) Culturas e Cosmovisões Indígenas

 


Dia da Diversidade Indígena

 

Hoje é dia de andar nua sobre a Terra Sagrada. De escutar as Montanhas desaguando num rio, até a seiva da Árvore que diz: “não me fira! Sou sensível.”

 

Hoje e todos os dias é dia de usar poucas pedras, só as necessárias e deixar a Alvorada me acordar devagarinho. Hoje é dia de fazer amor com todas as estrelas sob a luz do Luar, me conectando com todas as ideias que me façam viver o infinito amar.

 

Hoje e todo dia é dia de reverenciar e saudar os diversos povos originários que estão aqui, nesta terra, desde antes da sua bárbara colonização.

 

É dia de aprender novas formas de compreensão do mundo, da vida e das subjetividades, para que nosso intelecto se libere da doença do individualismo.

 

Vou começar com @_ailtonkrenak e o Ciclo Selvagem deEstudos com a fala sobre Sonhos, no Youtube, com SidhartaRibeiro.

 

E apoiando as Escolas Vivas em @selvagem_ciclodeestudos 

 

Hoje e sempre, é dia de novas cosmovisões com Davi Kopenawa Yanomami e seu livro “A Queda do Céu”

 

Com @kaka.wera e seus livros e cursos, principalmente o  livro “A Terra dos Mil Povos”

 

É dia, todo dia, de ler o escritor @danielmundurukuoficial e de ser arrebatada pelas obras e sobreposições de mundo do artista Jaider Esbell , um dos pilares da Bienal de São Paulo. E pelos murais de @daiaratukano na selva de pedra. 


De apoiar as lutas dos povos  indígenas  na câmera. Garantindo que o roubo de suas Terras e assassinatos dos seus entes queridos, por centenas de anos, parem e sejam minimamente compensados com a demarcação das suas terras e direitos. 

 

Por isso, todo dia é dia de aprender com a deputada @joeniawapichana , que não representa “apenas” os povos originários, mas todos nós.

 

É dia de reler a carta do sábio Chefe Seattle e as cartas dos líderes ameríndios no livro “Pés nus sobre a terra sagrada”

 

De baixar a cabeça até tocar a testa no solo bem-aventurado da Natureza, com seu cheiro úmido e folheado e agradecer.

 

Obrigada, Povos Originários!




Obra de @jaider_esbell 

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#DiaDosPovosOriginários #AiltonKrenak #DanielMunduruku #JaiderEsbell #DaiaraTukano #JoeniaWapichana #KakáWerá #CicloSelvagem #EscolasVivas 

 

16 de mai. de 2021

295) A colonização começa sobre o Corpo da Mulher

 


A colonização começa sobre o Corpo da Mulher

Mônica Clemente (Manika) 

Em “A terra dos mil povos”, do escritor indígena Kaká Werá Jacupé (2020), ele “desenha para nós” a verdadeira história da colonização: 

“1534 (...) atentado contra a mulher indígena, a posse da terra e a liberdade dos índios” (Werá, 2020:76). 

Embora a ordem dos fatos seja evidente: “mulher, indígena, terra e liberdade”, entendemos que os atentados contra a mulher são efeitos da colonização e não a sua razão. 

Foi então que inverti a lógica e elaborei este pressuposto: a 1a apropriação indevida dos colonizadores não foi sobre a Floresta. Foi sobre o corpo da mulher.  

Assim, deram aval em praça pública para abusar das outras presenças conectadas a ela: 

A Natureza, o Mistério, a Diversidade, a Floresta e seus povos...  

Angela Davis também falou do abuso dos escravocratas sobre o corpo das mulheres escravizadas para manutenção do poder. 

E a Silvia Federici ainda dá outra pista: a mentalidade predatória da nossa civilização foi possível graças à caça às bruxas entre 1560 e 1660. 

Uma mentalidade culturalmente disseminada, entre vizinhos em pé de guerra, que colocavam a culpa dos seus infortúnios em tudo o que se referia ao feminino.

Será que ao subjugar a mulher, torturando-a em praça pública para confessar seus feitiços, eles tentavam controlar a indefinição da solução de seus problemas, projetada no feminino, princípio misterioso da Natureza? 

Porque, ironicamente, a ciência moderna nascia com a mesma premissa de torturar a natureza para arrancar dela os seus segredos (Bacon 1562- 1626). 

Como se esta alegação de dominação fosse o efeito borboleta das atrocidades cometidas aqui desde 1500. 

E até hoje, as mulheres, florestas e seus povos continuam sendo queimados, metafórica e literalmente, enquanto o diabo mora tranquilamente no detalhe insignificante de um ponto de vista: 

Os abusos contra a mulher não são os danos colaterais de sociedades erguidas a partir das guerras e do medo, são o aval para todas elas. 

~ 

Bibliografia 

A Terra dos 1000 povos - #KakáWerá

The Woman Awakening – #PrabhatR.Sakar

Calibã e a Bruxa - #SilviaFederici

O Cálice e a Espada - #RianeEisler

Mulheres, Raça e Classe - #AngelaDavis

A Vida não é Útil - #AiltonKrenak

 

#PovosOriginários #MulherIndígena #Colonização #Feminino #Mulher #Corpos #Natureza #MãeTerra #Gaia

627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

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