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16 de ago. de 2022

474) A Palavra "Obrigada" é a Gratidão Transbordando em Ação

 


Obrigada é o sentimento de gratidão que transborda em ação

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte


Quando dizemos gratidão, falamos do nosso sentimento bem-aventurado em relação à graça dada por alguém. 

 

Quando dizemos obrigada, falamos que queremos continuar compartilhando a graça recebida.

 

Deixamos claro que a gratidão não cabe mais em nós, por isso ela vai criar relações. É um deslocamento do sentimento para a ação.

 

A sensação de dívida imposta, criada pela palavra obrigada, no entanto, gera desconforto quando não é justa e não é uma escolha nossa. 

 

Um empréstimo nos bancos (anti) brasileiros faz uma pessoa pagar mil vezes o valor emprestado. Isso não é uma dívida justa é roubo legalizado. Na Inglaterra, por exemplo, os juros de uma dívida não podem ultrapassar 2 vezes o valor emprestado.

 

Legalizar que os bancos emprestem o auxílio emergencial, antes dele ser fornecido, fazendo com que o banco fique com a metade do valor e ainda cobre juros de quem está com fome também não é uma troca justa. Tem outro nome.

 

Já a justa sensação de dívida gera trocas e relacionamentos.

 

Quando reconhecemos tudo o que recebemos dos pais, sentimos obrigação de dar algo de bom para o mundo, inclusive transbordando num relacionamento de casal, como descobriu Bert Hellinger, criador das  constelações familiares. 

 

Esta obrigação, quando assumida, gera vínculos, compromissos e melhorias de vida.

 

É por isso que na maioria das vezes eu digo obrigada. Seja pelas roupas que tenho que guardar ou a faxina que preciso fazer. Afinal eu quero arcar com estes compromissos de ter uma casa e ter o que vestir.

 

É por isso que eu digo obrigada às pessoas, em geral.

 

Eu quero este compromisso de ter pessoas perto de mim.

 

A palavra obrigada, então, representa a ação de quem sente gratidão. 

 

Por isso ela ativa compromisso - uma promessa de trocas com alguém o com o que se tem, momentaneamente ou para uma vida inteira. 

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#Gratidão #Obrigada #Trocas #ordensdoamor #BertHellinger #familienstellen #compromisso #relacionamentos 

 

10 de mar. de 2022

428) Amores Reais - Parte 1 e 2 - Escolhas ou Repitão ?

 


AMORES REAIS - Parte 1

Mônica Clemente (Manika)

 

Peço licença para contar uma história Real. 

 

Em 1936, o Príncipe Edward, futuro rei da Inglaterra, abdicou do reino para se casar com uma mulher que não era aceita pela corte real, pelos líderes políticos e pelo seu povo. 

 

Além disso, era véspera da II Guerra Mundial e Bessie Wallis Warfields era americana, estava casada pela 2a vez quando começou seu romance com Edward, e teria que se divorciar de novo para se casar com o herdeiro do trono inglês.

 

Tudo isso aliado a uma lei secular que durou até 2002: A Igreja Anglicana não permitia casamento de pessoas divorciadas que tivessem o ex-cônjuge vivo. 

 

Observe este imperativo mortal rodando na mente coletiva por séculos: para uma pessoa casar novamente alguém teria que morrer. Ou seja, Edward VIII só teria permissão para se casar com Wallis se os seus dois ex-maridos estivessem mortos.

 

Diante de todos estes obstáculos políticos, sociais e morais, Edward abdicou do trono para se casar com seu amor. O trono foi para seu irmão mais novo, Albert (Rei Jorge VI). Aquele que inspirou o filme “O discurso do Rei”. 

 

O casal proscrito recebeu o título de Duque e Duquesa de Windsor, sendo que ela jamais seria chamada de “Sua Alteza Real”, nem aceita pela família do seu príncipe.

 

Bert Hellinger descobriu que o amor flui na alma da família quando 3 princípios são observados: 

 

1.Pertencimento

2.Hierarquia

3.Dar e Receber

 

Estas ordens implicam umas nas outras e se uma ou mais delas não é seguida, as futuras gerações irão compensá-las inconscientemente, repetindo o destino daquele que foi 1.excluído, ou 2,desrespeitado ou 3.perdeu algo por conta de alguém.

 

Podemos sentir estas leis operando em nossas vidas:

 

O Rei Jorge VI, irmão de Edward, teve 2 filhas. A mais nova, princesa Margareth, amou um homem divorciado, com quem não pode casar e desde lá se afastou de sua família. 

 

E a Elizabeth II, a herdeira do trono, teve 4 filhos. O mais velho, Charles, precisava casar com uma moça com passado impecável, protestante e virgem. Mas ele amava Camilia Shand, casada e com filhos...

 

AMORES REAIS - Parte 2

 

A muito amada Princesa Diana e o cobiçado Príncipe Charles tiveram um casamento de contos de fada. 

 

Coincidentemente, Wallis, a esposa proscrita do Duque Edward - tio avô de Charles que abdicou do trono para se casar com Wallis -, era carismática a sua maneira, como foi Diana em seu tempo.

 

E rechaçada como Camila, a atual esposa de Charles, pesando sobre ela o escândalo de separar o casal real, como Wallis separou o futuro rei Edward do trono. 

 

Duas mulheres, numa futura geração, carregam a luz e o fardo da mulher excluída. A 1ª  parte desta história está na postagem anterior.

 

Depois de uma separação dolorosa, Charles assume seu amor por Camila, mas não podem se casar porque Diana estava viva. 

 

Charles, sobrinho-neto de Edward, só herdará a coroa porque o tio-avô abdicou do trono. E vira um “sapo”, depois da separação, carregando a “mesma” desaprovação que o tio carregou. 

 

Depois da morte de Edward e Wallis, o Empresário Mohamad Al-Fayed compra parte das suas propriedades. Ele é o pai de Dodi Al-Fayed, namorado de Diana, morto com ela em 1997 em um acidente de carro. O mundo sofre profundamente. 

 

Um carro fúnebre, seguido por 2 crianças, filhos de Charles e Diana, cumpre o imperativo secular e mortal: alguém tem que morrer para pessoas divorciadas poderem se casar novamente.

 

Charles, agora viúvo, poderia se casar com Camila, mas ela não. Porque seu ex-marido ainda é vivo e as regras da Igreja Anglicana sobre este assunto só mudariam em 2002.

 

O 2º filho de Diana, príncipe Harry, se casou com Meghan Markle, americana e divorciada como Wallis. Desta vez, o casal cumpre as núpcias com o apoio de todos, mas renunciaram à monarquia espontaneamente, como Edward e Wallis fizeram forçosamente. E falam mal da sua família, como Edward e Wallis faziam.

 

Este é um dos itinerários dos amores reais, a repetição do modelo de outras gerações, para nos sentirmos pertencendo (boa consciência). 

 

Ou como compensação de desordens que ainda buscam solução, mesmo que seja numa rota de colisão. 

 

Ou algo reverente que tem a humilde coragem de fazer “um pouquinho diferente”.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#AmoresReais #Boaconsciência #Familienstellen

 #OrdensDoAmor #constelaçãofamiliar #FamíliaReal

 

 

28 de set. de 2021

355) A Quarta Função e os Amores Místicos

 

Foto: Christina Hope, 1989

A 4ª Função e os Amores Místicos

Mônica Clemente 

Com quantos nãos se faz um esquecimento?

Em “As Aventura de Pi”, de Yan Martel “inspirado” na obra “Max e os Felinos” do Moacir Scliar, um tigre e um menino dividem um bote, depois do naufrágio do navio que os levava para outro continente (outra maneira de ser?). 

Eles só conseguem equacionar a insólita convivência depois de perceber que um não podia sobreviver sem o outro num bote a deriva nas intemperanças do mar (o inconsciente?).  

Quase ao final da história, em terra firme, o felino segue mata adentro sem olhar para trás. Cada um pertencia a polaridades diferentes que, durante sua jornada, descobriram-se como partes inseparáveis de si mesmos.

Este encontro entre a nossa adaptação consciente ao mundo, ou a 1a Função Cognitiva, com a dimensão desconhecida ancorada no inconsciente (o tigre, a 4a função), e tudo o que está preso nela e negamos, nos mantém vivos e evoca o extraordinário.

Se não há formas criativas de acolher o encontro dos opostos, os dramas da vida vêm em auxílio dos eus excluídos. 

Como a noite de núpcias dos amantes místicos, quando, na meia idade, eles (em nós), se encontram na forma de paixões ou crises avassaladoras:

O que estava soterrado vem à tona, e o que era luz desce até as trevas.

Assim, os conteúdos negados no inconsciente familiar emergem em novas configurações do Si mesmo. 

Um desejo imenso e desconhecido por tudo o que foi negado nos devora, como uma viagem de barco em alto mar  na companhia de um tigre.

Assim, o bico de papagaio inofensivo nos paralisa para encararmos a crise no casamento.

Ou dos escombros de um negócio surge uma nova vida. Pode ser também uma paixão que quebra o nosso coração para o amor escapar dos nossos receios.

Enfim, nos vemos no meio de um oceano inóspito aos medicamentos controlados, encarando uma fera faminta, cheia de garras e dentes pontiagudos que reluzem nossas facetas adormecidas.  

Se o negarmos seremos devorados pelos próprios fiascos. Porque estas avalanches eram pretextos para nos tirar de uma vida insustentável ao maravilhamento.

Antes disso, qual amor era possível? 

Mônica Clemente (Manika)

 

#Jung AmoresMísticos #Metanoia #Crises

 

 

23 de set. de 2021

354) Paradoxos Hellinguerianos

 


Paradoxos Hellingerianos

Mônica Clemente

 

Hellinger não tem paradoxos (contradições), porém eles existem e com o Hellinger entram em uníssono sem desaparecerem. Como o Yin que vira Yang e vice-versa.

 

Por exemplo: 

 

Recebemos muito nas Constelações Familiares, embora o essencial seja simples. 

 

Andamos léguas, com apenas o próximo passo. 

 

Seguimos em frente com a força dos ancestrais. 

 

Somos o amor de nossos pais levado às últimas consequências, que se transforma no primeiro movimento de nossa vida: tomar este amor. 

 

O amor que mais tarde queremos na vida de casal começa ao receber a vida que veio dos pais. 

 

Portanto, só tem para dar quem aprendeu a receber. 

 

Quem cobra não transborda. 

 

As ordens do amor atuam como a gravidade, acreditando nelas ou não, mas isso só se aprende em suas desordens, que geram dores, que levam a busca de ajuda. 

 

Morrer faz parte do viver, ainda assim só crescemos se servimos à vida. 

 

A finitude é um portal para mais compreensões. 

 

E Hellinger disse: “mit ende beginnt”: “com o fim começa.”

 

Quem se relaciona abre mão da liberdade para ter a completude, afinal se conecta e se afeta e com isso é preenchido:

 

“(…)é preciso coragem para a felicidade maior. A grande conquista é segurar o fácil e claro e olhar adiante, deixando para trás todo o anterior. Toda tentativa de voltar atrás é uma fuga do peso da felicidade. Pois sim, que a felicidade é fácil! Aliás, precisa de uma grande coragem porque, no final, essa felicidade maior só pode ser conservada como um presente não merecido, para o qual não se pode e nem se deve pagar nada. Isso é humildade” (Hellinger 2007: 100).

 

O caminho para os pais é feito por nós, mas foi dado por eles. 

 

Com o Hellinger vivenciamos  o paradoxo num universo dobrado sobre si mesmo, como um rocambole esférico. Espiralado. 

 

Não importa para onde vamos, nem se faz sentido, sempre nos reencontramos onde parecia repartido. 

 

Constelação Familiar é a arte de unir o que foi separado, ou ainda melhor: deixar aquilo que une nos levar mais (r)adiante. 

 

Mônica Clemente (Manika)


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Observação :


Algumas pessoas me perguntam de quem é autoria dos textos deste blog.


Todos os textos publicados aqui são da minha autoria. Quando há citação, eu coloco entre aspas, e às vezes coloco a fonte bibliográficas. Quando falo com minhas palavras um pensamento que não é meu, eu digo "segundo fulano de tal".


Os textos que não são meus, eu coloco a autoria logo no início, com link do texto original.



#Unir

#Paradoxos

#BertHellinger

#Familienstellen

#Relacionamentos

#constelaçãofamiliar

#AGrandeFelicidade

 

20 de set. de 2021

350) Como Atuam a Anima no Homem e o Animus na Mulher

 


Reconhecemos um navio porque ele já estava na gente como modelo. Da mesma maneira, um homem e uma mulher se enxergam com modelos interiores, prefigurados  em estágios diferentes.

 

Há, portanto, uma contrapartida feminina no homem, a anima, moldada pela experiência com a mãe, irmãs, visão do pai e cultura sobre as mulheres. Sua anima molda como ele as experimenta.

 

Jung diz que a anima no homem tem 4 estágios nestes arquétipos:

 

1. Eva - aqui o homem vê a mulher como objeto do desejo.

2. Helena - ele percebe a inteligência, autoconfiança e sucesso na mulher, mas não suas virtudes.

3. (Virgem) Maria - faz com que ele a veja como virtuosa.

4. Sophia - Athena (sabedoria), ele experimenta a mulher por inteiro, com qualidades positivas e negativas e a personificação da Sabedoria.

 

Os estágios da anima faz o homem desenvolver nele aquelas características. 

 

Eu observo nas leituras do mapa astral ou na constelação familiar que a anima negativa, ou experiências difíceis com a mãe ou com a anima negativa do pai (falar mal das mulheres), faz com que o homem perca seu desejo, ou humilhe a parceira por inveja do feminino. Acha as mulheres vadias, burras e traiçoeiras. E o fará ficar calado, jamais disponível para uma conversa franca.

 

Jung chamou a contrapartida masculina nas mulheres de animus. Todas as experiências que a garotinha teve com o pai, irmãos, com a visão masculina da mãe e cultura sobre os homens, moldam seu animus e como ela o experimenta. Os 4 estágios do Animus são: 

 

1.Hércules - Ela experimenta o homem como força física e reprodutora.

2.Apolo - é o estágio no qual percebe ele como estrategista, planejador e realizador.

3.Sacerdote - Professor. Aqui ela experimenta o homem como inteligente e orientador.

4.Hermes - o sábio na mulher a faz experimentar o homem por inteiro, integrado com sua luz e sombra. 

 

Os estágios do animus na mulher a desenvolve naquelas características. 

 

Um animus negativo, ou experiências difíceis com o pai ou animus negativo na mãe (falar mal dos homens), fará com que ache os homens fracos, meros reprodutores que não sabem nem trocar uma fralda. Fará com que ataque o companheiro e discuta a relação por ninharias.

 

Este é o drama humano, um navio é muito mais do que um navio. 

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#anima #animus #Jung

 

627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

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