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27 de jun. de 2022

456) Olhos da Percepção - Fenomenologia Hellingeriana

 

Ilustração de Charlotte Edey

Olhos da Percepção  - Fenomenologia Hellingueriana

Mônica Clemente (Manika)

Por que deixamos as imagens falarem mais do que as palavras numa Constelação Familiar? 

 

Seus ouvidos escutam eu amo você, seus olhos veem a traição. 

 

Seus ouvidos escutam as piores coisas sobre o seu pai ou a sua mãe, seus olhos veem tudo que eles fizeram de bom pela família. 

 

Você xinga alguém que enxerga sua projeção. 

 

E assim a vida continua. Alguém escuta a derrota enquanto tudo é vitória. 

 

Alguém ouve promessas divinas, enquanto em sua frente só tem destruição. 

 

Os ouvidos não sabem decifrar símbolos nem mentiras. São espirituais e sociáveis demais para exercer estas funções. 

 

Os olhos são tímidos, piscam o dia inteirinho, mas conseguem ver, até com astigmatismo, o que as palavras tentam esconder. 

 

Aquele que diz o que viu sem mentir, sem ferir, sem se intrometer, sem projetar suas imagens interiores, une olhos e ouvidos e pode ser perseguido por aqueles que tentam moldar o mundo arbitrariamente com suas expectativas. 

 

Com suas ilusões.

 

Embora o mundo não ceda à arbitrariedade dos desejos, as guerras começaram assim. 

 

Por isso, Bert Hellinger diz para nos atermos ao que vemos numa constelação familiar…

 

…sem intenção, sem medo, sem teoria, sem amor, sem ficar anotando os seus passos que jamais se repetirão, até que surja uma percepção e dela uma compreensão. 

 

Toda elucubração antes disso, e explicação depois da compreensão vista, serve para iludir os ouvidos. 

 

Eles são caixas de som experts em mantras, alavancas espirituais para a imensidão, mas suscetíveis à enganação. 


 

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4 de abr. de 2022

437) Decepção é como exigir da Noite menos do que as Estrelas

 

Decepção é como exigir da Noite mais do que as Estrelas

Mônica Clemente (Manika)

 

Se você quer parar de brigar, ou se decepcionar, precisa criar outros caminhos para se relacionar. 

 

Durante 20 anos fiquei imaginando como eu teria sido mais feliz se tivesse namorado um certo rapaz. Em meus sonhos, ele teria sido fiel, parceiro, amigo, o homem certo que eu não tive coragem, nem maturidade para namorar. 

 

Um dia, porém, nos reencontramos e conheçamos uma relação. Eu me apaixonei perdidamente, como diziam os meus sonhos. Durante 4 dias, meu príncipe encantado comprovou a minha intuição: era ele desde sempre! 

 

Do quinto dia em diante eu vivi a maior decepção da minha vida, afinal, como eu não previa, ele não correspondia a nada do que inventei. Não porque não era um bom homem, mas porque eu nunca olhei para ele, de fato, só para mim mesma.

 

A partir deste relacionamento parei de vendar meus olhos com fantasias de vidas não vividas e comecei a reconhecer o que os outros parceiros tinham me dado e, até então, desconsiderei. 

 

Aquele encontro “decepcionante” me mostrou, também, novos caminhos para serem feitos em direção às pessoas, antes cobertos por expectativas arbitrárias que só me faziam ficar mais ressentida.

 

Sabe, quando a gente fica exigindo algo que os  pais não podem dar, fazendo-os falhar? Quando ficamos refazendo o mesmo  caminho até eles com armadilhas que terminam em brigas?

 

Por exemplo, se uma mãe sempre vai defender o irmão, mesmo que isso prejudique uma filha, não deve ser abordada por esta trilha. 

Ela, a filha, precisa descobrir e construir outro caminho de amor até a sua mãe, que não as enrede em antigas feridas e decepções. Que não as façam falhar.

 

Afinal, a Noite nunca será menor do que as suas Estrelas, nem a vida menor que as nossas fantasias.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#Decepção #Maya #Ilusão #Mãe #amor #Cobranças #Expectativas 

 

4 de abr. de 2021

277)Às Vezes, não Poder Fazer Nada é a Solução

 


Você sabe que:

Um bolo precisa do fogo para ficar no ponto.

Um diamante precisa de pressão.

Uma dúvida precisa do cozimento das nossas angústias para se transformar em uma decisão. Uma pergunta sem resposta precisa do vazio até a chegada da sua solução.

Por isso que o terapeuta indiano Naran Balakumar já dizia:


“O fato de você não estar gostando de uma situação não significa que possa sair dela.”


Como quem escala um rochedo e decide que não quer mais estar lá. Não adianta apenas soltar as mãos. Por hora, é a montanha quem o ampara.

O Constelador Joel Weser tem uma boa solução para estas situações: diga sim para elas, que naturalmente seus abraços sufocantes cederão.

Ainda assim, no tempo certo, que é quando a gente aprende a lição. Qual lição?

Dizer sim para a situação. O que implica olhar de fato para ela, sem a arbitrariedade das nossas ilusões.

#NaramBalakumar #JoelWeser #Familienstellen #Paciência #Sim #Aceitação #Dúvidas #Angústia #Decisão #TempoCerto #Amparo #Ilusão

23 de abr. de 2020

132) O Dragão da Alienação Parental





Data Estelar 23 de Abril de 2020
Ogum, Yê!


Ao meu lado está São Jorge encarando o Dragão. Forjado do voo da águia com o ventre das serpentes, o monstro das labaredas retribui a mirada. “Eu fico entre você e seu pai”, diz o Bicho, “toda vez que a sua mãe desabafa seus problemas do casamento para você”.

“Ninguém Chegará até a Princesa”, vocifera a Fera, “quando o teu pai desabafa em teus ouvidos sua raiva contra a esposa”. O Dragão mora entre o passado e o futuro na Rua dos Desafios. Ele é o Gigante da Ilusão que colocaram entre duas pessoas que vieram se amar e, por isso, não podem mais tomar este alguém no coração. Ele é o rosto de todos os vícios que engolem qualquer coisa no lugar do verdadeiro encontro.

Ele é o Orgulho de quem julga quem julga pensando que não está julgando. Não adianta brigar com o pai ou mãe alienadores. Se o fizer, julga quem julgou pensando que não julga. A única solução é ir para o pai ou mãe alienados sem pedir autorização, mesmo que o Dragão arranque sangue com chantagens! E não espere dos excluídos/as que ele seja diferente do que é. Aceite-os como são.

O Dragão também é a Libélula, disse Jamie Sams,  quando é desafiado por um Coiote: “Duvido que consiga se transformar numa libélula, Sr. Dragão Mágico!” Se o Vulcão Alado não fosse tão orgulhoso não cairia na armadilha. Até porque um feiticeiro perde a magia quando quer aparecer.

Se o Furta-cor da Libélula está te encarando, talvez esteja perguntando: “É verdade que você é melhor que o seu pai  com toda esta barba gigante?” .

“Duvido que você vá ficar como sua mãe! Eu te criei melhor do que ela foi!”

Só há um antídoto para o orgulho não tirar a força que vem do pai ou mãe excluídos: encarar a ilusão e dizer: Não! Com a Espada de São Jorge celebramos Sua luta no Eixo do Destino contra a Ilusão, para acessar os tesouros ocultos, onde se constrói a sede da existência no aqui e agora.  Podem ser as influências do passado que precisamos triunfar, os Bichões de Bafo Quente transformados em sentinelas dos jardins onde se colhe, sem medo, as frutas preciosas que nos fazem feliz.

Que Ogum venha nos ajudar a vencer a inércia dos confortos ultrapassados para colher nossos tesouros de agora! Salve, Jorge e Sua Espada do Discernimento!

 #SãoJorge #Ogum #JamieSams #AliençãoParental #Hellinger


627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

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