Mostrando postagens com marcador Amor do Espírito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor do Espírito. Mostrar todas as postagens

30 de set. de 2023

564) Vida e Morte - Para meu papai

 

Constelação Familiar se trata de Vida e Morte
Para o meu Papai 
Mônica Clemente (Manika) 

Escrevi este texto junto do meu pai, 
2 horas antes dele ir para outra dimensão de mãos dadas comigo, 
me apoiando até neste momento.

 Bert Hellinger já dizia que a “Constelação Familiar trata de Vida e Morte”, porque nada direciona mais o olhar, para o que realmente importa, do que a perspectiva do real valor da vida com a chegada da morte. 

Quem já acompanhou seus pais partindo para outro plano, deve ter percebido que o seu amor por eles ultrapassa todas as divergências para se manter no essencial. 

Aquele “Amor que Une tudo que está separado”, como acontece na Consciência Espiritual descoberta por Hellinger, fica latejando no coração doído pela eminente perda. 

Aquelas brigas políticas entre pais e filhos, que eram apenas desculpas para um criticar o outro, desaparecem completamente. Inclusive as críticas (eu e meu pai não brigávamos por conta destes temas). 

Será mesmo que Deus não receberia em seu coração infinito alguém que age e pensa diferente de mim? Eu pensei. E este Deus todo amoroso não é, na verdade, o sentimento do coração de um filho pelo seus pais e deles para o filho? Eu senti. 

Não é, na verdade, o Deus da incapacidade de falar mal de quem foi para a esfera dos ancestrais, por que nada vence o amor que surge diante da morte eminente? Amor que sempre esteve lá, perdido no esquecimento do que é essencial. Nestas horas radicais, ainda vemos o que nos machucou e como machucamos nossas pais, mas tudo fica na periferia do funil que leva o nosso coração direto para eles. 

E aí está o que o Hellinger sempre dizia: “A Constelação Familiar trata de vida e morte”, porque não olhamos mais para a periferia, mas para o que realmente nos une. E, então, aquelas desavenças e sofrimentos ganham uma nova perspectiva: 

Nunca foram as críticas, brigas, chantagens emocionais, egoísmo ou a diferença de valores que atrapalhavam as relações, mas a distância que mantemos do amor capaz de fazer o coração quebrar. 

Se amo tanto a ponto de ter medo do amor, ou se amo tanto a ponto de todos os problemas irem para o lugar certo diante da morte de quem amo, por que não faço o mesmo durante a vida? (Eu fiz isso com meu pai. Nunca deixei, depois de anos de análise com Eugenio Davidovich, que nada mais se metesse no meio do nosso infinito amor). 

Por isso o Hellinger falava em Vida e Morte, ou do amor que até pode ser divino, mas é essencialmente do coração de cada um tecido no coração dos outros. 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

_____ 

PS: Eu sabia que eu estava escrevendo sobre o amor que eu e meu pai temos um pelo outro, sem nada mais se intrometer nele. E que seriam seus últimos dias comigo. 

Só não sabia que ele ia embora 2 horas depois de eu escrevê-lo. Depois dos últimos 16 dias nos quais ele foi indo para outra dimensão... aos poucos, para ir nos apoiando como fez a vida inteira. 

No lindo dia 27 de setembro de 2023, dia de São Cosme e Damião, ele se foi de mãos dadas comigo, para não me deixar sem seu apoio até o seu último momento. 

Minha mamãe estava conosco e ela sim, o apoiou em sua passagem, como sua parceira de mais de 60 anos. Eles são grandes, os meus grandes amores. 

O que tem mais doído não é a perda dele, porque o sinto comigo e sei chorar muito bem. O que mais me dói é não os ver mais juntos, me ensinando o que realmente é um casamento. Casamento não é um caso de amor. É o suporte que faz o amor  continuar seguindo.

Pai, vou continuar falando e escrevendo para o senhor! Sem exigir mais nada. Te amo! A gente se vê. 

#Pai #Mãe #familienstellen #vidaemorte #constelacaofamiliar #BertHellinger #amor  

 

28 de mar. de 2022

435) Pedir Desculpas não é o Suficiente

 

Pedir desculpas não é suficiente

Mônica Clemente (Manika) 

 

A melhor maneira de pedir desculpas é mudar o comportamento, mas em muitos filmes se vê esta frase sem sentido: “eu já pedi desculpas”, como se ela fosse o suficiente e a vítima uma insensível. 

 

Como se a culpa, muitas vezes insuportável de se sustentar, não fizesse o culpado projetar sua responsabilidade sobre outra pessoa através daquela frase. Como se ela, a culpa, não atuasse como um escudo que o protege e o impede de olhar para a vítima. 

 

Na vida real, estas estratégias se sustentam na esperança do culpado voltar a ser inocente. 

 

Vou dar um exemplo: uma pessoa trai seu companheiro/a e, não aguentando mais a culpa, conta o que fez, como se isso, de machucar mais um pouquinho, restabelecesse a confiança dentro do relacionamento.

 

A pessoa traída explode, porque além de lidar com a sua dor, agora precisa dividir o fardo do companheiro. Nesta hora, o culpado diz: “eu já pedi desculpas mil vezes!”, como se dissesse, “tire a culpa de mim!“  (Des - Culpe - Me).

 

Isso não basta. Aliás, isso piora as coisas. Uma quebra de confiança não se cura rapidamente, muito menos com confissões de traição com a agenda secreta de dividir o peso da culpa e voltar a um estado que não existe mais. 

 

Por outro lado, também não há solução quando o parceiro traído exige esta sinceridade do companheiro, como se ela restaurasse a inocência da relação.


Uma possível estratégia, no entanto, seria dizer: “Eu sinto muito! Vou fazer algo de bom para compensar o que fiz”.

 

No caso da traição, uma boa compensação seria começar tratar a pessoa traída muito melhor do que jamais a tratou. Isto não significa mandar flores e comprar joias, mantendo os casos extraconjugais, mas sim mudar o comportamento e tratar melhor o parceiro/a.

 

Se a pessoa traída aceitar a compensação, ainda deve ficar atenta para outra armadilha dentro dela mesma: algumas vítimas passam a se sentir melhores do que seus algozes, sem dar-lhes uma chance de fazer uma reparação de fato. Neste caso, especificamente, Bert Hellinger disse:

 

“Uma pessoa contra a qual foi cometido tanto mal sente-se no direito de rejeitar a parceira, como se não precisasse dela. Contudo, contra tal inocência o culpado não tem chances” (Amor do Espírito, 2012: 22)

 

Eu não sei se esta compreensão pode ajudar a força de uma relação a cicatrizar suas feridas. Só sei que a culpa é mais eficaz quando usada para nos melhorar do que como uma máquina do tempo.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#Culpa #Inocência #Compensação #Traição #Desculpa #familienstellen #BertHellinger

 

8 de dez. de 2020

225) As 4 Posturas do Constelador Familiar e mais 1

 


As 4 Posturas Necessárias para do Constelador Familiar, segundo Bert e Sophie Hellinger, são:

 

1. Sem intenção (de ajudar ou mudar a realidade).

 

2. Sem medo (do que vai acontecer e do que pensarão sobre o constelador/a).

 

3. Sem Pena (todos têm sua força. Ninguém é tratado como vítima).

 

4. Sem Amor (pessoal, o que impede de acessar o Amor Superior, que vê além das polaridades).

 

E, segundo Bert Hellinger, ainda tem mais uma postura: 

 

5. Sem Teoria (aguardamos, esvaziados, até que algo se revele).

 

Quem faz sua constelação encontra este ajudante, que não o tratará como vítima das circunstâncias (sem pena), nem tomará partido (sem amor).

 

Que vai até onde é permitido (sem intenção) e que não tem medo do que vê e pensam sobre ele.

 

Por quê?

 

Porque o/a Constelador/a  não pode fazer nada, só esperar, até que um outro Amor alce a todos além das polarizações e una o que foi separado, mostrando o novo passo jamais imaginado.

 

Isso é muito novo e bem antigo!

 

O Amor não polarizado, no meio da polarização extrema, já estava no Mahabharata, épico sagrado indiano. 

 

Em sua saga espiritual, Pandavas e Karauvas, mesmo sendo parentes e devotos de Krishna, estavam se matando por um reino.

 

Na tradição yogui, esta guerra representa a luta do eu espiritual (Arjuna) contra as suas 1000 propensões mentais (guerreiros que enfrenta), antes da liberação total ou iluminação (sua conexão com Krishna, o condutor da sua carruagem). 

 

E fala do Amor não polarizado do Krishna pelas duas facções da mesma família, sem tomar partido, mesmo que elas estivessem em guerra.

 

Quem busca sua constelação, se defronta com seus exércitos interiores, como Arjuna, no Mahabratra.  E faz isso com a ajuda de um o Amor Superior, que é impossível de ser controlado e une o que estava em conflito. 

 

Por isso, sem intenção, sem medo, sem pena, sem tomar partido (amor) e sem o que já sabíamos (teoria). 

 

#Familienstellen #ConstelaçãoFamiliar

 #QuatroPosturasDoConstelador  #SophieHellinger

 #BertHellinger #Fenomenologia #Mahabharata #Arjuna #Krishna

 #AmorDoEspírito #Polarizações #Guerra #Paz #Yoga

 


 [MC1]

627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

  Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas - 2026 Mônica Clemente (Manika) Hoje - 17-04- 2026 -  compartilho com você um vídeo sobre o St...