17 de jun de 2019

94) As forças que Atuam no Sucesso




Você conhece as forças que atuam no sucesso?

Sabe como ele se apresenta em nossa vida e de onde tiramos a força para sustenta-lo? Já vivenciou as descobertas do Bert Hellinger, criador da Constelação Familiar, sobre o sucesso?

Ele descobriu que o “sucesso tem o rosto da nossa mãe” [i] .  E todo o sucesso é forte, como disse a Sophie Hellinger, sua esposa, que aprofundou as compreensões da Constelação Familiar. Assim, não existe sucesso fraco.

E por que o sucesso é forte? Porque ele está diretamente relacionado com todos os êxitos que somos encaminhados a ter em nossa vida, desde o nascimento.  Todo o esforço e obstáculos que enfrentamos ao nascer é a nossa primeira conquista. O primeiro grande êxito. Todos nós nascemos com a marca da vitória. 

Quem teve problemas no parto, segundo Hellinger, recebe uma força especial, porque teve que compensar e ultrapassar de forma criativa os obstáculos apresentados.

O segundo grande êxito é tomar a vida que vem da mãe, no aleitamento materno, por isso também ele é tão importante. Por favor, não usem isso para recriminar sua mãe se ela não pode ou não quis amamentar, porque o terceiro êxito é realizar que a sua mãe é a certa para você. Isto não quer dizer aceitar abusos ou que ela possa atrapalhar o próprio presente ela te deu, que é a vida. Isto quer dizer estar de acordo com a sua origem e os aprendizados que vieram junto.

Depois vêm outros êxitos, como sair da esfera materna e ir para esfera paterna. Alguns contos de fadas são sobre uma pessoa desajeitada tentando salvar a princesa de uma torre, com um feroz dragão no meio. Este desafio pode ser a nossa tentativa de sair da esfera da mãe para chegar ao nosso pai, preso no mundo das exclusões parentais. E por que sair de uma esfera e se aventura na outra? Porque pai e mãe estão em duas esferas completamente diferentes e ensinam algo a partir de cada uma delas, mesmo que em nosso coração cantem em uníssono.

O menino seguirá desta esfera para vida adulta e a menina retornará para a esfera da sua mãe e de lá para a vida adulta.

E todas estas conquistas reverberam na vida profissional, como observamos nos Seminários de Constelação Familiar. A forma como a gente trata a nossa mãe é como o trabalho nos trata. A forma como a gente se esquiva da mãe é como o sucesso se esquiva. A forma como o mundo fica alheio às nossas expectativas é como ainda não chegamos ao pai. E como nos relacionamos com os dois, pai e mãe, juntos em nosso coração, é como amadurecemos.

Esta temática será oferecida como vivências sistêmicas, constelações familiares, meditações e visualizações nos dias 28 e 29 de junho em Porto Alegre no workshop de Constelação Familiar “As Ordens do Sucesso”.

Será facilitado por mim, Mônica Clemente (Manika) e a psicóloga Adriane Amaral (Arati). Se quiser informações, me escreve um email manika@manika.com.br
ou para a Arati arati.a@terra.com.br

Estarei também, uma semana antes em São Paulo, dias 24, 25 e 26 de junho de 2019 para o atendimento individual com Constelação Familiar – se quiser informações só escrever para o manika@manika.com.br

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#Pai
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#ConstelaçãoFamiliarComManikaeArati






[i] Neste texto  maravilhoso do Hellinger – O Sucesso tem o rosto da mãe - você pode aprender mais sobre as forças que atuam no sucesso.




15 de jun de 2019

93) O Caminho dos filhos para a mãe o pai

“O maior presente que os filhos dão ao pai e à mãe é ser seu filho, assim os pais se tornam pai e mãe” Eugenio Davidovich.
Tem pai que só vai ter seus filhos muito tarde ou nunca, se a mãe é possessiva ou houve qualquer tipo de alienação parental (deboche sistemático gera alienação).
Tem mãe que perde seus filhos nos primeiros anos, porque um dos dois ficou doente ou ficaram muito longe e a criança não consegue mesmo suportar a distância. Ou porque também houve alienação parental. Há vários motivos que nos fazem deixar de ser filho/a.
Outros motivos são: quando julgamos, ou queremos salvar, ou debochamos, ou excluímos, ou somos seus juízes, capatazes, aliados, mãe ou pai dos pais. Pode ser que haja, repito, um movimento de amor interrompido, quando na infância a mãe ou o pai por algum motivo estavam longe fisicamente por mais tempo do que a criança podia suportar.
Mas, como diz Mimansa, “nunca é tarde para ter os pais e é sempre a primeira vez”. Geralmente quando falo disso, algumas pessoas justificam a distância com os erros dos pais, mas aqui estamos falando do filho e não dos pais.
Todo pai, mãe e filhos são os certos! E há aprendizado para cada um deles. Ser filho, todos nós somos, ser filho dos nossos pais é uma jornada e tanto!


14 de jun de 2019

92) Como escolher uma parceria de amor?



Do milagre ao amor à segunda vista

Os milagres são responsáveis pelos encontros que viram relacionamentos amorosos. Como os milagres atuam à revelia, deixamos ele agir sem a nossa interferência.  Para uma relação dar certo, no entanto - o que não quer dizer ser eterno no tempo, mas enquanto dure -, o amor precisa seguir adiante da primeira para segunda vista.

Segundo as observações do Bert Hellinger nas Constelações Familiares, o “amor à segunda vista” (nome de um de seus livros)  inclui aquele amor à primeira vista, quando a mágica aconteceu, e depois de algum tempo,  mais cinco passos dentro da relação.

Quando o amor segue adiante numa relação mais séria, os parceiros conseguem olhar para si mesmos, para o parceiro como totalmente outro, para as  suas próprias demandas (família original, vocação, criatividade e responsabilidades),  para as demandas do parceiro e, finalmente, para  o futuro da relação, onde o olhar dos parceiros se cruzam no casamento, e/ou em alguns projetos em comum, e/ou filhos, etc. Não precisa ser tudo junto, mas deve haver alguma convergência de propósitos.

Estas cinco entidades 1) o eu, 2) o totalmente outro irredutível às expectativas do primeiro eu, 3) o nós (a relação e o encontro dos olhares), 4) o que preenche um e 5) o que preenche o outro, devem ser vistas, incluídas e respeitadas em sua totalidade. Isto implica entender que um casamento é uma nova família, que não excluiu a família original, mas prioriza a nova relação. Todo parceiro que tem para si que sua família original é mais importante que a nova família com o cônjuge, mesmo sem filhos, não está na esfera do amor à segunda vista.

Se estas esferas são contempladas, se existe o amor, a relação pode dar certo. Ainda assim, estamos na esfera dos milagres.

E quando as relações parecem que “não deram certo”?

Algumas frases como “por que eu atraio sempre isso?”, “eu tenho o dedo podre”, “todos os meus relacionamentos foram horríveis” revelam no primeiro enunciado uma princesa ou um príncipe num caixão de vidro esperando o consorte encantado para salvá-lo. Se o encantando  não conseguir salvar (e não vai), ouvimos a frase “por que eu atraio sempre este tipo de homem, mulher, parceria?


O tal de dedo podre, além de falar mal do próprio dedinho que não tem nada a ver com isso, também denigre o parceiro. Ao menos aqui há uma escolha, não estamos mais tão passivos.

“Todos os meus relacionamentos foram horríveis” revela um círculo vicioso de erros que ainda espera a ação protagonista. E qual é esta ação? Buscar ajuda certa! Todo círculo vicioso prova que a pessoa não consegue se ajudar sozinha.

No primeiro caso, se a gente pode escolher e não escolhe o parceiro/a, então achamos que “atraímos algo”. É tão passivo e regressivo que estamos falando de um trauma na tenra infância, que não é um parceiro que vai resolver. É um movimento de amor interrompido com a mãe, geralmente. Não adianta forçar a mãe chegar na pessoa que tem este trauma com chantagens, doenças, críticas ou querendo uma mãe diferente do que se tem. É a pessoa que tem que sair da dor da separação e chegar na mãe, se ela está disponível. E do jeito que a mãe é. Se a mãe realmente não está disponível ainda tem que aguardar um pouco. 

Na constelação podemos ver isso. Na maioria das vezes ela já está disponível, mas a pessoa adulta tem muito medo, raiva e trauma cobertos por reclamações intermináveis. Se ela puder perceber que a dor de seguir em frente em uma relação de amor pode ser ultrapassada naquela fase e não mais “atraindo” pessoas indisponíveis, que em última análise estão a serviço de mostrar algo, ela muda o tipo de pessoas “que atrai”. Ela passa a escolher, na verdade, pessoas disponíveis.

 No caso da adoção, é preciso reconhecer a mãe original no coração, aceitar o abandono e aceitar a mãe adotiva com tudo que isso implica.

No outro caso mais ativo, de quem escolhe “errado” porque tem dedo “podre” (acho horrível esta imagem), tem duas dinâmicas a princípio. 1) Ou se está tentando resolver algo da relação dos pais, porque julga a relação amorosa dos dois ou porque julga como cada um deles ama e se relaciona. O passo decisivo e sanador é: deixe os pais amarem e se relacionarem do jeito deles!. E daí se a mulher aceita triângulos amorosos? E daí se o homem é “mais fraco”? Não é a mãe e o pai na relação, é um homem e uma mulher, ou dois homens ou duas mulheres tentando achar o caminho deles na relação amorosa deles. Os filhos não têm que se meter nisso. Nem os pais devem envolver seus filhos netas querelas. 2) Ou há a tentativa de incluir alguém excluído do sistema que tem as mesmas características do parceiro/a escolhido.

Como escolher uma parceria?

No caso de nem saber escolher, que é diferente de escolher “errado”,  podemos usar as funções cognitivas descobertas pelo Jung. Ele observou que as funções que decidem são o pensamento ou o sentimento, e não a intuição ou a sensação. E vai depender de qual destas funções é mais forte na pessoa.

A intuição e a sensação não decidem porque são funções programadas para buscar informações no mundo interior ou exterior. Elas pesquisam, colhem dados e o sentimento e o pensamento analisam.

Os olhos veem, o tato sente, o faro intuitivo capta parâmetros ou o que ainda nem se manifestou. Estas funções não se preocupam em decidir. Por isso aquelas fantasias que fazem a gente acreditar cegamente em tantas coincidências e negar o que o pensamento ou o sentimento está dizendo, não ajudam em nossas escolhas amorosas.

Estas funções trabalham juntas para a gente funcionar genialmente, escolhendo da  melhor maneira os relacionamentos amorosos, de amizade e vocação.

Como?

Partindo do pressuposto de que você ama e é correspondido, de que você busca aquele homem ou mulher e não outros interesses como posição social, a família dele/a para compensar a que você não teve, etc, na hora de escolher se vai ou não embarcar em uma relação mais séria:

1)    Se a tua função primária ou secundária for o pensamento extrovertido, você deve decidir pelo parceiro que funciona e coaduna com teus projetos de vida. Se não tiver tesão e amor, esta escolha é frívola. E se não tiver aquelas 5 esferas descritas acima a relação pode navegar por mares turbulentos, embora o amor seja forte.

2)    Se a tua função primária ou secundária for o sentimento extrovertido, deve escolher um parceiro/a que cria harmonia com sua família, seus amigos e objetivos sociais.

3)    Se for o pensamento introvertido (o que mais erra em escolher parceiros, porque não usa sua lógica afiada) vai escolher aquele relacionamento que faz sentido estar junto. Uma femme fatale (mulher fatal) ou um don Juan às vezes se aproveitam de quem tem esta função principal ou secundária e não a treina. Conheço alguns intelectuais homens e mulheres que ficaram com dívidas imensas por conta de não ter visto a falta de lógica de se relacionar com uma pessoa tão diferente e, às vezes, interesseiras. O mesmo dom que têm para achar erros no pensamento abstrato devem usar para decidir quem escolhem para parceiros. Não há problema dormir às 22 horas quando a esposa sai para balada, o problema é não usar a lógica para ver se há convergência de projetos de vida ou não.

4)    Quem tem o sentimento introvertido como primeira ou segunda função deve escolher alguém que tenha os mesmos valores e princípios ou que pelo menos não sejam antagônicos. Se todos aceitam o poliamor, funciona, se um não aceita e o outro só acredita nele, não vai funcionar.


É bem mais sofisticado do que isso. E menos engessado. Mas se você conhecer sua adaptação de consciência, veja aqui ,  aqui, e aqui, e isso leva anos para descobrir, pode começar a entender porque apesar de uma paixão imensa por uma pessoa, talvez ele ou ela não sejam a pessoa certa para se ter uma relação de casamento.

Por outro lado, usar só estes critérios descartando aquela magia milagrosa de Eros, é quase se prostituir.

Vou dar alguns exemplos (simples):

1)   Um tipo intuitivo extrovertido pode se apaixonar por muitas pessoas porque vê beleza em tudo. E pode ferir muitas pessoas porque depois do “aqui é meu lar” descobre outros lares interessantes com a chama da novidade. Como uma pessoa assim pode escolher um parceiro mais adequado para ele e para parar de machucar os outros?

Ou escuta o seu sentimento introvertido ou seu pensamento introvertido. (As outras funções como o pensamento, sensação ou sentimento extrovertido ou a sensação, intuição introvertidas nunca serão a segunda ou primeira função deste tipo.)  Se for o pensamento introvertido ele dirá: escolha alguém que seja livre como você é, que queira crescer como você quer crescer, ou ao menos incentive e respeite isso. O Sentimento introvertido dirá: escolha alguém que acredita em tal coisa, ou tal coisa, que tenha este e este valor vitais para você. (Não é um check list).

2)    Uma pessoa com a função primária ou secundário sensação extrovertida vai se sentir atraído por parceiros pelo tesão, alegrias, sensações e aventuras. E também vai ferir as pessoas porque não vê nenhuma relação entre sexo e amor e acham que todos são assim também. Pode ter tantos parceiros e ferir tantas pessoas se não usar o sentimento ou pensamento introvertido para fazer escolhas melhores, sem nem se tocar do estrago que fez.

O pensamento introvertido dirá: escolhe alguém mais pé no chão, trabalhador e cheio de energia. O sentimento introvertido dirá: escolhe alguém mais afetivo que entenda seu jeito de amar pelas ações e não pelas palavras, por exemplo.

3)    Uma pessoa intuição introvertida como primeira ou segunda função pode ficar tão alheio à realidade, em seu mundo intelectual genial que não vai se tocar que está se relacionando com uma pessoa nada a ver com ela. Ou vai ferir um parceiro porque é tão distante e desatento que deixa todas as obrigações para a esposa ou marido. E se esta pessoa se ferir numa relação amorosa vai se defender anos a fio. Ela deve usar seu sentimento ou pensamento extrovertido para ajudá-la.

O sentimento extrovertido dirá para ela: se liga, querida! Você é mais charmosa do que pensa que é e gosta de relações harmoniosas, por que escolheu um brigão? O Pensamento extrovertido dirá: não vai funcionar assim. Seus objetivos são estes e esta relação não te ajudará a alcança-los e não deixarão ele ou ela alcançar os objetivos dele[MC3] /a. Ou, esta relação funciona muito bem, porque eu a amo, ela me ama e temos muito em comum para atingir nossos objetivos. (Pra mim que sou sentimento introvertido – o oposto do pensamento extrovertido -  quase dói escrever isso, mas cada pessoa tem um dom da melhor escolha, não podemos julgar).

4)    E, finalmente, uma pessoa com sensação introvertida na primeira ou segunda função cognitiva pode se atrair por pessoas que lhe tragam conforto e lembrem sua infância, mas que não lhe trazem harmonia ou tem projetos antagônicos ao que ela quer. Quem vai ajudá-la também é o pensamento extrovertido ou o sentimento extrovertido.

O pensamento extrovertido na segunda ou primeira função lhe dirá: escolhe alguém que você ame, claro, e que entenda seu jeito analítico e perfeccionista, assim como goste de uma boa luta ao teu lado, com todo conforto do mundo, claro! E o Sentimento extrovertido dirá: ah, que lindo! Ah que lindo! Tudo tão lindo, farei tudo para criar a melhor e mais linda harmonia, mas se abusar de minha gentileza e perseverança nas relações, eu mostrarei o meu limite. Então eu escolho a pessoa que vai entender o meu terno coração e saberá cuidar do nosso amor como eu cuido, mesmo que de forma diferente.

Um encontro de amor é um milagre que nem liga para esta explicações, seja ele difícil ou abençoado. No primeiro caso, há ajudas ou escolher não viver qualquer coisa em nome do amor. No segundo caso, imensa gratidão e o trabalho que exige toda a relação.




5 de jun de 2019

91) Conexões Ocultas reveladas na Constelação Familiar


O vídeo está neste link:


Eu, a moça do século XV entretida com seu instagram e a Dra. Iria Zanoni Gomes


           Neste vídeo, feito em Curitiba dia 4/6/2019,  eu perguntei à Dra. Iria Zanoni Gomes[1] como as conexões ocultas ficam evidentes nos seminários de Constelação Familiar e, por isso, uma constelação serve a todos e todo o seminário é a constelação.

Para quem não conhece, a Constelação Familiar é uma abordagem filosófica das relações humanas criada por Bert Hellinger que, posteriormente com sua esposa, Sophie Hellinger, aprofundou as compreensões das ordens ocultas e os movimentos essenciais que mantêm o amor, a paz a harmonia e o sucesso fluam nas relações familiares, de casal, empresariais, na saúde, justiça e pedagogia, mediação etc.

          Ela também observa as desorganizações destas ordens e seus efeitos, aguardando e revelando o passo decisivo ou essencial que retome a ordem perdida.

          O Hellinger observou que estas ordens se repetem não só nas relações de famílias, mas em outras esferas de nossa vida, como as empresas, a relação que temos com o corpo, na relação ensino aprendizagem, na aplicação da justa justiça. Por isso em um Seminário de Constelação, uma constelação serve a todos, porque todos nós mantemos o amor e a harmonia fluindo nestas dimensões da existência por meio destas ordens. Mas não de forma fixa e sim fluída.

Por que todos conseguimos acessar o campo de informações que revelam estas ordens e desordens, e como uma constelação serve a todos?

Segundo Iria, na moderna biologia há três conceitos básicos

1.       Padrão
2.       Estrutura
3.       Processo.

Os padrões se repetem, como estas ordens. Eles são a configuração que se expressa num determinado padrão que fisicamente se expressa numa estrutura. Mas há uma flexibilidade nesta relação para que a estrutura se mantenha. Por exemplo, um padrão rede se expressa como estrutura de teia, já um padrão de hierarquia se estrutura de outra maneira. Para se manterem como teia ou hierarquia precisam se adaptar às demandas do grupo que as criaram.

Uma rosa tem em sua semente os padrões da rosa, mas não é algo fixo, porque em cada ambiente que a rosa estiver os padrões têm que se adaptar para a estrutura se manter.

 Assim, o padrão garante que a mesma estrutura possa existir e se perpetuar de forma inteligente. Então há um processo, uma cognição atuando. A digestão – uma estrutura – outro  exemplo, segue um padrão, graças a esta cognição, que nem precisamos estar conscientes dela. Como a relação de padrão e estrutura é flexível e está em constante processo, este processo se confunde com a própria vida.

E o processo é cognitivo porque processa informações necessárias à vida por meio de conexões ocultas – não perceptíveis. A natureza processa informação o tempo todo.

Se pensarmos na constelação, o processo cognitivo está atuando e se revela nas ordens ocultas do amor também, conscientes delas ou não. Há uma inteligência que a guia, perpetuando a harmonia nas relações humanas. Estas conexões são reveladas porque mediam, como padrões, a estrutura que mantém a vida fluir no sistema familiar, ou  como o sucesso é possível nos negócios, levando em conta diversos sistemas (social, político, familiar etc.) que estão conectados com o tema no campo da constelação.  E só é possível acessar estas conexões porque todos que estão lá no seminário são a ponte e a finalidade desta experiência.

Assim, quem está num encontro de Constelação Familiar é quem cria o campo onde estão as informações e escolhe junto, mesmo que não saiba como, qual a constelação que servirá a todos.

No atendimento individual também, no espaço de intersubjetividade criado entre a pessoa que faz a constelação e o facilitador, algo surge destas conexões ocultas.

       Se quiser assistir toda a entrevista com a Iria, só clicar aqui.




[1] Mestra e Dra. Em Ciência – área de concentração é a Sociologia -  pela USP. Há 25 anos trabalha com a Teoria da Complexidade que envolve a Física Quântica, a Concepção Sistêmica da Vida – Moderna Biologia, Teoria do Caos etc. Ministra cursos de Ciência e Espiritualidade deste enatão.

90) Turning Points with no return - Viradas sem retornos




O turn point é aquela parte dos roteiros na qual não podemos mais voltar. Pode ter sido um evento que se abateu sobre o protagonista, sem que ele tenha qualquer participação anterior, mas deste ponto em diante, tem! Ou é a consequência dos seus atos e até a escolha de ir para Toscana deixando um marido infiel com suas mesmices.

Daquele ponto em diante ele vai se transformar na luta (em vão) de voltar ao estado anterior, que na verdade o leva à outra forma de estar no mundo. Tudo o que não sabia sobre si mesmos virá à tona porque o desconhecido em si será forçado a ajuda-lo!

Aí chega o segundo turn point, neste ele vislumbra o que perdeu, mas terá que acessá-lo completamente diferente do que era. Do pintor que ficou daltônico até  descobrir uma nova obra feita em tonalidades de preto e branco, houve luta, desespero e perda da fé até o êxtase do descobrimento de sua nova fase como artista.

As protagonistas do filme Thelma e Louise estavam infelizes no casamento e decidem viajar juntas num final de semana. No caminho, uma delas sofre uma violência e para se defenderem tomam uma decisão radical. Este é o primeiro turn point delas. Algo as arrebatou para uma direção completamente diferente de tudo o que viveram até aquele momento.

Elas fogem da polícia e neste percurso descobrem coisas sobre si mesmas que nunca souberam viver. A mais submissa descobre sua força, raiva e foco, a mais velha que tinha ainda muito o que viver. No caminho encontram um forasteiro que as prejudica novamente, segundo turn point, mudando todos os seus planos de fuga.

Agora elas só têm duas opções, se entregar para a polícia e serem condenadas pela agressão que sofreram, voltando para aquela vida que já não cabiam mais, ou seguir em frente, mesmo que o horizonte fosse um abismo.

O mesmo abismo de todas as conquistas que ainda não conseguimos para viveremos mais felizes em sociedade. Ou o abismo do desconhecido que saltamos e, graças a nossa coragem, criamos asas.

Todos nós temos estes momentos de viradas sem retorno – turning points with no return – que nos levaram além do que pensávamos que éramos. Quais foram os seus turning points e o que eles revelaram sobre você?


18 de abr de 2019

89) Por que meditar é difícil?




Muita gente diz “eu não consigo meditar!”, e estão absolutamente certas! É impossível! Meditação não é um ato, mas um estado que se chega depois de fazer a Sádhana - esforço de introverter o foco mental num ponto de energia no corpo e, por meio de um mantra seguir a respiração, imaginando a comunhão com a Suprema Subjetividade.

Ou “apenas” se sentar de olhos fechados e recitar um mantra vibrado por um Guru. Ou ainda, de olhos semiabertos, se conectar ao ambiente como apenas Um. Há diversas maneiras de fazer a sádhana, que chamamos comumente de meditação.

Sempre precisamos fazer algum esforço para ter aquele tempo diário de quietude. Durante o processo também precisamos de vontade para manter a atenção à técnica escolhida e, mais um pouco de ânimo toda vez que a mente tentar voltar ao antigo padrão de preocupação. Um dia, depois de semanas “meditando”, ultrapassamos o vozerio interno e chegamos a um estado meditativo. Nessa hora um véu cai e se abre uma janela direta para imensidão. Ficamos em uníssono com o que nos nutre.

É uma experiência incrível, mas...

Quanto mais meditamos (sádhana), mais a mente se rebela, mais rápida fica a vida, acelerando os aprendizados. Todas aquelas reações em potência de nossas ações passadas começam a amadurecer para liberar a mente de seus grilhões. Acabamos ficando assustad@s e queremos desistir da prática. Se nos esforçarmos mais um pouco, ultrapassamos também estas resistências, mas podemos ainda atrair dores no corpo para não conseguir mais ficar sentados meditando! Muita gente, eu inclusive, desiste neste ponto. A propaganda dizia que ia ser bom. E foi..., nos dois primeiros dias! Depois, precisamos de muito esforço para continuar a prática da bem-aventurança.

Então, como se defender destas sabotagens da mente?  Descobrindo um motivo íntimo para meditar todo dia. Aí o afeto faz uma almofada mais macia para a nossa disciplina. Por exemplo, a gente pode pensar algo que nos impeça de meditar e, em seguida, contraefetuar este pensamento com uma necessidade nossa que a meditação pode ajudar. Assim:  “Não quero meditar! Quero rir vendo Brooklyn 99 na netflix! Mas se eu me perguntar, durante a meditação, por que eu estou com a barriga borbulhando, possivelmente o incômodo vai embora ou até descubro uma solução...”

O nosso foco vai para barriga.  Sentimos ela, que, num relâmpago, mostra que engolimos um sapo que precisamos resolver. Depois o foco vai para meditação e então, depois daquele esforço, é o tempo do deleite da série de TV.

Meditação é um estado de entrar em contato com a infinita aventura que é você.

19 de mar de 2019

88) Ode à Carência*


Se for pra me tocar
Que seja com as duas mãos
Como naquela xícara de café 
depois da chuva fria. 
Faz muito tempo, eu sei
Que não deixo ninguém chegar perto.
Era preciso estar sozinha de todas as expectativas. 
Era preciso chegar no ponto mais ocidental daquilo que me falta, 
O Cabo da Roca onde a Terra termina.
Não sou completa, afinal. 
Que alívio poder morar num lugar verdadeiro. 
Por que falam mal da carência, se é no espaço deixado por ela que cabe alguém?
Não é carência de pai, não é carência de mãe, não é estar pela metade,
É aquela saída de ar antes
De toda inspiração. 
Parem de tentar curar a carência, 
Ela é um caminho dos relacionamentos.
Até o Céu toma café na Lua Crescente.

#carênciaénormal #relacionamentosnãosãoperfeitos 
#aperfeiçãonãoprecisadeeninguém

______________
* Uma vez, em análise, eu falava mal da minha carência para o meu psicanalista Eugenio Davidovich. Ele me disse, "carência é o que faz os relacionamentos". Mudou de assunto e nunca mais deixou eu desconsiderar esta curva que acolhe o excesso do outro. 




16 de mar de 2019

87) Como encontrar a ajuda que a gente precisa?


Você sabe buscar ajuda?

Acontece com muita gente, não conseguimos sair de uma situação que parece se repetir ou durar para sempre e ainda assim não pedimos ajuda.



“Eu sempre brigo com minha mãe e fico deprimida em seguida”, “Eu sempre namoro homens comprometidos”, “Eu sempre volto para aquela relação abusiva”, “Eu tenho muita raiva do meu pai toda vez que ele diz aquilo”, “Eu entrego minha vida na mão dos amigos e depois sou abandonado”, e tantos outros círculos viciosos esperando uma porta de saída.

A autoajuda nestas situações, como assistir vídeos sobre o tema que nos aflige com o mega psicanalista, o filósofo profundo e o coach extraordinário é muito bom, mas ainda não é o passo decisivo para a solução, a não ser que nos estimule a ir atrás da ajuda.

Ler livros de psicologia, psicanálise, psiquiatra, Constelação Familiar, Astrologia, Filosofia, Yoga ou artigos como este texto aqui ajudam também, mas não são os passos mais eficazes quando o problema está há muito tempo sem solução.

Achar que pode dar conta sozinho de uma roda viva “sem saída” é só cair na primeira armadilha de todas, quando nos ensinaram, ainda crianças, a não confiar mais em ninguém. Quando aqueles sobre os quais nós nos apoiávamos para ficarmos vivos nos puxavam o tapete debaixo dos pés sem nem saber que faziam isso.



 Quando John Lennon escreveu   Help , que começa com o verso "Eu preciso de alguém",  estava enfrentando uma crise. 


Sintomas de que nossa alma pede Socorro e precisamos de ajuda profissional:

Nossa alma tem diversas maneiras de pedir socorro, mesmo que não estejamos preparados para ele. Se temos um só dos comportamentos abaixo, já é uma super dica de que precisamos buscar a ajuda certa:

1.      Ficar vendo vídeos e mais vídeos sobre uma questão que não achamos solução há mais de dois anos.
2.  Ficar lendo sobre o que nos aflige tentando fazer um autodiagnostico. Se você já descobriu que é histérica, não tomou o pai, precisa do floral Wild Rose, meditou 28 luas o mantra de Ganesha e teu Saturno fez Oposição ao Sol e o teu problema não foi resolvido é porque precisa de ajuda. Eu acredito em tudo isso, mas no lugar e hora certos e se serviu para resolver de fato a nossa a demanda.
3.      Ficar se receitando floral eternamente ou remédios de ansiedade e depressão (se for médico que se automedica) sem que tenha resolvido a sua questão.
4.  Ficar escrevendo sobre um mesmo tema pessoal depois da consulta que tratou daquele assunto exaustivamente (e foi indicado fazer terapia), esperando resolver tudo pelo e-mail ou whatsapp de forma mágica.
5.    Marcar várias consultas com o mesmo profissional e furar em cima da hora mais de duas vezes. Superficialmente é falta de respeito. Mas na verdade é tentar um vínculo na esperança de se curar. Vínculo positivo é a cura, mas tem que ser consciente, comprometido e compartilhado. Não inconsciente  e unilateral (só o profissional se compromete).
6.   Ligar para os amigos contando sempre os mesmos problemas a ponto deles arranjarem uma desculpa para não nos atenderem.
7.      Ter um amigo que cai na nossa armadilha e vira nosso terapeuta e começamos a ter raiva dele depois de um tempo, porque claro, isso mantém o vínculo da dupla. E vínculo é bom, mas não de terapeuta – cliente se forem amigos.
8.    Culpar todos pelo nosso sofrimento. Talvez seja até verdade que haja um ou mais algoz, mas sem ajuda também não vamos sair de uma relação abusiva.
9.   Buscar várias abordagens terapêuticas breves para um mesmo    problema que ainda não se resolveu.
10.   Enfim, se já faz mais de dois anos que não conseguimos sair de   um problema tentando de todas as maneiras dar o nosso jeito,   está na hora de baixar a guarda e ir em busca de uma boa   psicanálise.

Psicanálise?!!!

Sim, aquela terapia criada pelo Freud que muita gente torce o nariz sem nem saber de onde vem o preconceito. Por baixo, há um medo enorme de perder o controle e confiar novamente.

Quando estamos no divã não é mais a teoria, é você e a riqueza do teu inconsciente, são os laços de apoio criados com o psicanalista e a soma e todos os afetos descobertos de todos os “eus” outrora soterrados.

Você não será tratado por um freudiano, lacaniano, junguiano, kleiniano, etc. O nome da linha de uma boa análise, como diz o psicanalista Eugenio Davidovich, é VOCÊ + iano.

Por exemplo:

- Eugenio, qual a tua linha psicanalítica?
 - Mônicaniana (Ou Robertiana, ou Joséniana, Ou Elizabethiana, etc...)

Ou seja, se o seu psicanalista é bom mesmo, é você é o teu inconsciente que vão dar a solução. São os vínculos positivos criados.

Meu inconsciente que vai dar a solução?

Se você acredita no conceito de inconsciente então NÃO pode acessar ele sozinho, mas o psicanalista sim. Por quê? Porque o inconsciente é o que não acessamos, mesmo que fique óbvio para todos que nos olham sorrindo dizendo “to na boa”, vendo o boy magia beijando outra. 

O inconsciente é o que ele é, não consciente para nós, mesmo que seja evidente para outros. Quando tomamos consciência não é mais o inconsciente.

O psicanalista também é treinado a não projetar, a entender as projeções,  lidar  com as transferências e contratransferências, além de saber que o amor é o que cura e todo adulto é dependente de vínculos positivos e, por isso, precisam ser refeitos: autonomia não é desvinculação. O psicanalista sabe disso porque ele mesmo fez o seu próprio caminho.

Mas pera! Todo psicanalista é bom, então? Só a psicanálise ajuda?

Não! 

Você pode encontrar sim outras linhas terapêuticas excelentes! E você tem que achar o seu terapeuta. Não é a linha terapêutica é você com o seu terapeuta. E aqui estão os motivos que me levaram a escrever este texto. 

Como encontrar a ajuda que a gente precisa? 

Eu aprendi isso com Letícia Nuñez Almeida, Eugenio Davidovich, com meus atendimentos e com a muitas cabeçadas erradas que dei.

1.     Encontrar seu psicanalista, terapeuta, psicologo é como buscar um amor, só que é muito mais fácil. Talvez não seja a primeira porta que você bata onde encontrará o profissional que vai realmente te ajudar. Bata em quantas portas forem necessárias até sentir que encontrou o profissional que vai te ajudar.
2.    Se você achou o profissional e continua a buscar sistematicamente livros sobre o teu tema e outras terapias breves para lidar com a sua dor, então o teu terapeuta tem que sacar isso e te fazer entender que precisa de mais dias por semana de terapia.
3.  Ou você deve continuar procurando outro profissional. A gente para de se coçar quando achamos o unguento da coceira. Se você ainda está coçando no mesmo lugar, sem nenhuma melhora, depois de seis meses no terapeuta, vai atrás de outro. Porque ou ele não sacou o essencial do teu problema, ou não sacou que você precisa de mais dias de terapia. E você tem que arcar com os custos disso, de uma forma boa para todos.
4.   Ás vezes, tem tantos eus soterrados dentro da gente precisando de ajuda, que uma hora por semana de terapia não é o suficiente. A gente deve arcar com isso e o terapeuta também se quisermos ter uma vida mais plena.
5.      Não é a linha terapêutica é o terapeuta. Não é a  linhagem que ele se afilia, se ele for bom e você queira tanto ou tiver sofrido tanto que queira realmente transformar a sua vida, tudo pode ser feito. 
6.      Se o terapeuta não for bom e você estiver pronto para mudar, não vai funcionar.
7.      Se o terapeuta for bom e você não está pronto ainda para mexer no essencial ele nem vai te pegar. E isto vai te colocar no ponto.
8.      Abra mão dos preconceitos. Se você é mais alternativo e nada do que procura te ajudou, busque outro terapeuta da linha que você rejeita por ser careta, talvez esteja lá o teu terapeuta. Se você é mais clássico e ainda não teve ajuda nos caminhos mais tradicionais, dê uma chance para você mesmo nas práticas alternativas, talvez esteja lá quem vai te ajudar em teu milagre de se transformar.
9.    Títulos são importantes, mas não garantem a competência de um profissional. Os frutos dele sim. 
10. Você não precisa confiar no profissional logo de começo. Nem desconfiar. Você pode experimentar (não testar) a relação com o terapeuta até sentir que é por ali. Se dê tempo.
11. Massagem é diferente de atividade física. Uma relaxa e bota no lugar a outra faz a gente seguir em frente. Terapias breves e terapias a longo prazo têm suas especificidades também. Tomar o pai numa Constelação é transformador, aprender a se relacionar com ele na psicanálise não tem preço. São duas ações diferentes e necessárias. Ainda vale a dica: é o terapeuta e você e não a linha terapêutica.
12. Tem até pesquisa sobre isso. Todas as linhagens funcionam se o vínculo é estabelecido. Na psicanálise, por exemplo, com o psicanalista até renovar os laços com a família, nas constelações, direto com sua família.
13. Se seus filhos pequenos têm problemas emocionais sérios, buque você a terapia.
14. Se depois de um tempo em terapia você sente que tem o terapeuta como alguém ao teu lado te apoiando, mesmo sem falar com ele há tempos, você é um felizardo. Este vínculo nos ensinou novos caminhos para os pais, para os companheiros, amigos, filhos, profissão, criatividade e vida. A porta de saída do antigo sofrimento.

E para finalizar,
Sintomas de que temos um problema, mas não queremos ou não estamos prontos para a ajuda:

1.  Você pechincha o valor da terapia logo de saída. Investir em terapia é investir em você. Pechinchar logo de início pode revelar o quanto estamos indisponível para nos ajudar. E que não vamos receber o que o terapeuta vai dar, porque nos sentiremos inferiorizados se não dermos algo em troca de verdade. Isto é uma ordem da alma que sempre funciona, o equilíbrio entre o dar e receber nos adultos (não serve entre pais e filhos em qualquer idade, porque os pais sempre dão mais - a vida).
2.   Dinheiro simbolicamente é libido. Quando ficamos apegados ao gasto e não no ganho da terapia ainda não estamos implicando de fato a nossa libido para o processo de transformação. Não vai ter solução.
3.  Teus pais podem ajudar de fato a pagar a terapia, mas você não quer pedir para eles por diversas razões. E nega totalmente acessá-los se este for o caso: pedir dinheiro. A tua libido – vida – veio por meio deles. Se você pedir e eles puderem te ajudar, te dão a vida novamente. Isso gera cura. 
4. Quando só buscamos explicações do porquê sofremos, ou só buscamos os culpados.  “Por que eu só atraio homem assim?” “Eu sou assim, porque minha mãe foi assado”, “Se eu te contar o que meu pai fez, talvez entenda porque eu faço isso”.     Como diz, o Rudiger Rogoll, “quem quer resolver busca a solução, que não quer, busca explicação”.
6.    Mas se a gente olha a questão e quer ajuda: “Eu quero ser feliz nas relações de amor, você pode me ajudar?” Aí tem uma avenida larga para caminhar.
7.   Testamos os profissionais. Por exemplo: “eu já fiz Constelação pra este tema com 5 pessoas e não adiantou, agora quero testar com você.” A pessoa diz com todas as letras - testar. Às vezes são mais espertas e testam o profissional contando outras coisas aparentemente importantes, desviando a atenção da verdadeira questão. 
8.   Ainda não sofreu o suficiente.
9. Quer desabafar. Desabafar é jogar nosso tesouro no lixo. Fazer análise é descobrir que aquele lixo era tesouro.
10. Tem algum ganho relevante com o sofrimento. (Cuidado aqui. A maioria das pessoas que sofrem não querem ganhar algo com a dor).
11. Já chega botando banca de que sabe tudo e diz como é que deve ser a terapia.
12. Não acredita nestas coisas, mas a esposa ou o marido encheu o saco para ele/a ir.
13. Não está sofrendo com o problema. Um marido galinha pode fazer a esposa sofrer, mas talvez não sofra por isso. Não vai adiantar mandar o companheiro para terapia.
14. A pessoa está tão tomada pelo problema que passa a ser ele. Vira uma força cega que não há terapia ou terapeuta que dê conta. Muitas portas se fecharão para ela acordar e buscar forças para sair da possessão a que está submetida. 
15. Não precisa mesmo de terapia, como as crianças. Talvez seja a mãe ou o pai que precisam, mas como não buscam ajuda, atolam seus filhos com seus problemas.
16. Quer mostrar para o mundo, inconscientemente, o mal que sofreu de fato, escolhendo ficar no papel da vítima para acusar o algoz até alguém ver e vim salvá-la, como esperava que o pai fizesse. Ou a mãe. Ao invés de libertar o algoz de sua vingança e sair desta prisão, prefere sofrer mais um pouco. O filme O segredo dos seus olhos” e “Lady J” falam sobre isso.

Buscar ajuda competente..., aliás, se tocar que precisa de ajuda de alguém é 50% do processo de cura, porque descobrimos algo que funda a nossa humanidade: juntos vamos além. Ou juntos lembramos dos vínculos esquecidos que nos levam além.




94) As forças que Atuam no Sucesso

Você conhece as forças que atuam no sucesso? Sabe como ele se apresenta em nossa vida e de onde tiramos a força para sustenta...