3 de dez. de 2021

393) O Triângulo Amoroso e o Despertar dos Amantes - Live

 


O Triângulo Amoroso e o Despertar dos Amantes

Live com Elisabeth Battista e Mônica Clemente

 

A maioria dos romances de cinema começa com um triângulo amoroso, antes que os protagonistas estejam prontos para um encontro de amor verdadeiro.

 

Neles, um dos 3 personagens é descartado como se fosse alguém ridículo e sem valor.

 

Na vida real não é bem assim. 

 

Um triângulo de amor pode ser devastador para todos os 3 envolvidos, fazendo-os saírem feridos e temerem novos relacionamentos.

 

Ainda assim, os filmes dizem uma verdade: quando um triângulo se arma, aquelas muralhas escondidas dentro da gente são encontradas.

 

E as armaduras do amante, do parceiro traído e do parceiro traidor se descobrem fazendo um rodízio de papéis, anteriormente vividos na relação com os pais.

 

Tomar consciência dos entraves não alivia a dor, mas catalisa a energia necessária para ultrapassar os obstáculos nas relações de amor.

 

Por isso, um Triângulo Amoroso, embora doloroso, pode ser o despertar para um encontro mais pleno.

 

Vamos falar deste jogo, já contado desde o mito grego Hera, Semele e Zeus,  pela visão das Constelações Familiares na Live 

 

TRIÂNGULO AMOROSO E O DESPERTAR DOS AMANTES

 

Com as consteladoras familiares

 

Elisabeth Battista e 

Mônica Clemente (Manika)

 

@elisabethbattista

@manika_constelandocomafonte

 

Domingo, 05/12/2021, às 18:00

 

#trianguloamoroso #triangulodramatico #parceria #familienstellen #constelaçãofamiliar

 

2 de dez. de 2021

392) Milarepa, os Problemas Insolúveis e a Arte Da Ajuda

 

Milarepa, os Problemas Insolúveis e a Arte Da Ajuda

Mônica Clemente

 

Há milênios, Milarepa pediu ajuda à esposa do seu mestre Marpa, porque ele não cumpria o prometido. Por anos, o pupilo construiu 11 casas com a esperança de receber a iniciação logo depois de cada uma das construções.

 

Então o mestre dizia: “mas eu não pedi uma casa quadrada na montanha. Eu pedi uma casa redonda no vale.”

 

O que a esposa de Marpa não sabia, e por isso sua ajuda foi em vão, é que Milarepa precisava dos revezes para se purificar, antes de virar um dos santos mais venerados do budismo tibetano.

 

Ele havia matado os 12 assassinos de sua família. Era preciso compensar seus atos com algo construtivo. O que Marpa seguiu literalmente.

 

A impossibilidade de ajudar tem esta função. Como escreveu Marie-Louise Von Franz:

 

“Jung disse que uma situação em que não há saída, ou um conflito onde não há solução, é o início clássico do processo de individuação.

 

A situação é para ser sem solução mesmo: o inconsciente quer o conflito sem esperança para colocar o ego-consciência contra a parede, para que uma pessoa tenha que perceber que tudo o que ela faz é errado, seja qual for a maneira que ela está errando.

 

É para derrubar a superioridade do ego, que sempre age a partir da ilusão de que ela tem a responsabilidade da decisão.  

 

Naturalmente, se ela pensa: "Está bem, então, eu vou deixar tudo como está sem tomar nenhuma decisão, apenas deixando rolar e tentando escapar do problema”, é igualmente errado, pois, naturalmente, nada acontecerá.

 

Mas, se ela é ética o suficiente para sofrer até o centro de sua personalidade, geralmente, por causa da insolubilidade da situação consciente, o Self se manifesta.

 

Na linguagem religiosa podemos dizer que a situação sem solução é destinada a forçar a pessoa a confiar em um ato de Deus.

 

Na linguagem psicológica, a situação sem solução, criada engenhosamente pela anima na vida de um homem, é destinada a levá-lo a uma condição em que ele é capaz de experimentar o Eu.  

 

Quando pensamos na anima como o guia da alma, estamos aptos a pensar em Beatriz levando Dante até o Paraíso, mas não devemos esquecer que ele experimentou isso só depois de ter passado pelo Inferno.

 

Normalmente, a anima não pega um homem pela mão e o leva até o Paraíso; ela o coloca, primeiro, em um caldeirão quente onde ele será bem cozido por um tempo” 

 

Já imaginou o estrago, ou ineficácia, de um ajudante fazendo as vezes da Alma? Ou o canto da sereia de um buscador ludibriando sua iluminação?

 

É por isso que a arte da ajuda, segundo Hellinger, consiste em saber se podemos ajudar, quando ajudar, como ajudar e até onde ajudar.

 

30 de nov. de 2021

391) Os Desafios de Édipo em 2 Filmes



Os Desafios de Édipo em 2 Filmes

Mônica Clemente (Manika)

 

Em algumas Constelações Familiares, Bert Hellinger observou a dificuldade de alguns adultos de sair da esfera da mãe e ir para a esfera do pai.

 

 Tanto Doris Lessing em seu livro “As Avós”, que virou um filme chamado Adore (2013), como Louis Malle, em seu filme “O Sopro no Coração” (França, 1971)”, tratam desta temática complexa:

 

A relação mãe e filho prolongada além das necessidades da criança. E sem a presença do pai.

 

Os autores não tiveram a pretensão de julgar, criticar ou demonizar os desdobramentos do Complexo de Édipo. Tampouco queriam gerar polêmicas com suas obras, fugindo dos calabouços do certo ou do errado, embora elas tenham gerado muitas discussões quando vieram a público.

 

Eles, na verdade, nos convidam, corajosamente, a refletir sobre os possíveis desdobramentos de viver, além do tempo, no mundo paradisíaco da esfera materna.  Nas miragens de uma vida sem transição. Uma vez que todos, um dia, tiveram que se despedir desta fase, que com suas delícias pode nos engolir.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

———

O nome do Filme baseado no livro “As Avós” é “Adore”. No Brasil o nome é “Amor sem Pecado” (2013). Com Naomi Watts  e Robin Wright. Dirigido por Anne Fontaine.





 

 

#ComplexoDeÉdipo #DorisLesseng #LouisMalle #OSoproNoCoração #AsAvós #Familienstellen #Esferadamãe #ConstelaçãoFamiliar

 

29 de nov. de 2021

390) Amores Escondidos em Problemas Dífíceis

 


Há amores escondidos nos problemas díficeis. Por isso, nos sentimos tão atraídos e vinculados aos problemas, sem conseguirmos nos desligar deles. Este magnetismo é o que movimenta uma Constelação Familiar.

 

Aquilo que dói “egocentricamente” (porque achamos que a dor é só nossa), preserva um laço de amor que pertence a todo o sistema familiar.

 

Até que a gente o veja, permanecerá como um amor cego buscando ser visto por meio das nossas questões.

 

O amor declarado, portanto, é sempre uma imagem de libertação. 

 

Não do laço, mas da “missão secreta” de relembrá-lo inconsciente através dos contratempos.

 

Por isso o Hellinger dizia, mais ou menos assim: olhe além da sua questão, ultrapassando-a, até encontrar a pessoa ou pessoas que precisam ser vistas e incluídas. 

 

Às vezes elas estavam bem debaixo do nariz. Como um filho perdido precocemente ou um casamento não concluído. 

 

Outras vezes, era um amor que nem sabíamos, de outra geração. 

 

Por exemplo, numa Constelação Familiar onde aparecia uma guerra, era preciso olhar para os mortos, dos dois lados do conflito…, 

 

…com amor.

 

E assim, a Constelação Familiar vai unindo o que foi separado.

 

Não porque ela mesma faça isso, mas porque existe este amor além das nossas simpatias atuando em cada esquina. 


Mônica Clemente (Manika)

 

#JamesHillman #BertHellinger #AmorCego #AmorQueVê #MovimentoDoAmor

 

26 de nov. de 2021

389) Enantiodromia: ou como nunca mais sabotar os seus esforços

 


Eu era jovem quando engordei 2 quilos a mais dos meus padrões estéticos e atléticos. 

 

Imediatamente defini os termos de um regime absurdo, sem nenhuma orientação profissional.

 

Dois meses depois eu estava com o corpo dos meus sonhos preso na corda de um arqueiro, que me lançou, mais tarde, para o dobro do peso perdido.

 

Durou uma década para eu começar a entender esta gangorra feita com dietas restritivas (bem orientadas ou não), distúrbios alimentares e decepções com a minha falta de força de vontade.

 

Até que um dia eu acordei e disse para mim: chega! Nunca mais vou me proibir de algo, porque o rebote é violento.

 

Não preciso dizer que eu não comia mais uma caixa de bombons antes (e depois) de começar um regime, porque agora eu podia comer tudo. Isso não gerava mais ansiedade e eu voltei a me conectar com os meus instintos.

 

Ao parar de criar necessidades, emagreci. 

 

Anos depois, lendo um livro do Jung, me deparei com um palavrão: 

 

ENANTIODROMIA

 

Um termo cunhado por Heráclito, que dizia que uma grande força em uma direção gera outra força, de mesma grandeza, no sentido oposto.

 

Como observou Jung, acontecia a mesma coisa na dança do Inconsciente com o consciente.

 

Quando os desejos da mente consciente entram em conflito com o nosso Inconsciente, somos acometidos, entre outros fenômenos, por mudanças radicais de personalidade.

 

A moça “santa” surpreende seus familiares com atitudes “rebeldes”. O bom marido vai comprar cigarros e não volta mais.

 

O “nunca mais vou amar” vira sonhos românticos compensatórios. E a paixão por alguém se transforma em brigas violentas.

 

Cada um de nós pode dar centenas de exemplos do nosso consciente negando e sufocando outras facetas de nós mesmos, gerando rebotes radicais.

 

E como o corpo e suas funções são o que há de mais inconsciente na gente, quando impomos uma restrição absurda, ele reage mostrando quem “manda”:

 

O equilíbrio! Que é o outro nome de “acertei o alvo em cheio”.

 

Não à toa, a sabedoria popular diz: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”, e Buda seguiu esta sabedoria no caminho do meio.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#Enantiodromia #Jung #Personalidade #Psicanálise #Jung #Heráclito #Buda #Caminhodomeio #Restrições #Tiranias #Compensação #Dietas 

 

25 de nov. de 2021

388) Prazer, me chamo Mônica

   


Muito prazer, meu nome é Mônica Clemente.

 

Algumas pessoas me conhecem como Manika.

 

Na época em que recebi este nome, marcando a iniciação no yoga que praticava desde os 14 anos, eu mudava a trajetória da minha vida. 

 

Ou ela mesma tentava me fazer mais humana, já que como atriz fui tomada pelas vozes ancestrais e a humanidade de tanta gente nas tragédias gregas e peças teatrais que encenava.

 

Foi nesta transição que comecei a trabalhar com yogaterapia, astrologia e terapia floral (1990 - 2007).

 

Mais tarde, em busca de um grupo acadêmico para aprofundar minha compreensão sobre autoconhecimento e espiritualidade, encontrei o NIETE (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdisciplinares da Espiritualidade) na UFRGS, onde fiz o mestrado em Educação (2002-4).

 

Mesmo passando direto para o doutorado em Educação, o que me deixou muito grata a minha orientadora, banca e professores, senti a necessidade de fazer o doutorado em Ciências da Saúde (FIOCRUZ - 2007-10), realizando a vocação da minha formação como Educadora Física, híbrida por natureza.

 

Híbrida como é a natureza. 

 

E este era o pressuposto das minhas pesquisas sobre a jornada humana através do corpo. 

 

No caso, um corpo visto pelo Yoga, como fenômeno pluridimensional, atravessado por outros seres, artes, símbolos e sentidos.

 

A conclusão foi a de que somos, desde sempre, um híbrido do amor dos nossos pais, da natureza, das relações, da cultura e dos laços que nos constituem.

 

E eu só me toquei das conexões sutis entre o corpo e as relações humanas por conta da obra inovadora de Bert Hellinger, chamada Constelação Familiar (2004)

 

De lá em diante me tornei Consteladora Familiar pela ABC Sistemas (2008) e pela Hellinger Schule (2013-2021), escola oficial da Constelação Familiar Original Hellinger.

 

Um dia, em uma das aulas, o dr. Rüdiger Rogoll salientou o parentesco da Constelação Familiar com as tragédias gregas.

 

De fato! O Teatro é onde o espectador é convidado a ter uma experiência intensa, envolvente, meditativa, inquiridora, a fim de descobrir o significado mais profundo de si mesmo, em mais de uma forma ou sentido.

 

E a Constelação Familiar radicaliza esta experiência porque o expectador vira o protagonista da sua vida.

 

Graças a ela, criei entre 2004-8 a

 

@Astrofenomenologia


E as 

@Constelacoes_Mitologicas 

 

Tudo isso graças à minha família, amigas, professoras, orientadoras, mestres, acarya, terapeutas, colegas e anjos que me ajudaram no caminho.


E tudo isso só serve se eu continuar a desenvolver a minha humanidade. Com o que meu coração e os encontros me ensinarem sobre isso.

 

#Teatro #Yoga #Mitologia #Familienstellen



 

393) O Triângulo Amoroso e o Despertar dos Amantes - Live

  O Triângulo Amoroso e o Despertar dos Amantes Live com Elisabeth Battista e Mônica Clemente   A maioria dos romances de cinema começ...