13 de set de 2019

103) O Pai e o Mundo



O Pai nos prepara para o Mundo, mas qual mundo? O mundo terreno, do aqui e agora. Das possibilidades reais. Com o pai deixamos de ser semideuses com seus emaranhamentos e viramos humanos. Conseguimos assim sobreviver, viver, crescer e amadurecer com o mundo.

O semideus não consegue fazer isso. Ele é filho de uma humana com um deus nos mitos, sendo perseguido por deuses inimigos o que significa ser filho de um pai que não vemos, ou não reconhecemos, ou ainda não integramos, sem conseguir a força que nos protege.

Quando começamos a dar os primeiros passos, colocando os pés na terra, se a mãe conduz a criança para o pai, aprende que pode ter seu pai também, além da mãe. Se o pai está lá para a criança quando a mãe gentilmente o conduz nos primeiros passos, o filho está seguro para ganhar o mundo. Pode ser que a mãe não queira fazer isso, aí gera alienação parental. Pode ser que o pai não esteja presente, aí gera movimento interrompido. No primeiro impedimento, a criança terá medo do mundo ou será “tão corajosa” que se meterá em encrencas contra “os deuses” - aquilo maior do que suas possibilidades reais. Os feitos grandiosos dos deuses não cabem aos humanos. As tragédias gregas já nos ensinavam isso. No segundo impedimento, congelamos no trauma e não avançamos mais. Como retomar ou fazer a primeira vez o caminho para o pai?

Pode ser também que a gente fique no meio da briga dos pai e da mãe, sem conseguir sentir apoio de nenhum deles. E pode ser que a gente tenha o pai sempre ao nosso lado, mas nossas fantasias de perfeição não nos deixam reconhecer o que aquele homem faz por nós. Pode ser que sejamos a filhinha do papai, uma semideusa de mãe divina e pai mortal, ou seja, rejeitamos a mãe e nos achamos melhores do que ela para o pai. Este pedestal de ilusão será a rasteira de nossas quedas.

Vivenciaremos estas e outras dinâmicas no seminário de Constelação Familiar “O Pai e o Mundo”, hoje dia 13 de setembro de 2019  às 19 até 23 horas e dia 14 às 10 até 18 horas, em Porto Alegre. Foi ideia da Arati e será facilitado por mim, Mônica Clemente (Manika) e Adriane Amaral (Arati). Se sentir o chamado de entrar no mundo com a força da mãe e do pai bem integradas, lembrando que um pássaro só voa com suas duas asas, me escreve: manika@manika.com.br ou para arati.a@terra.com.br

@adrianeamaral.arati @constelandocomafonte

6 de set de 2019

102) O Animus e a relação da mulher com o homem



Cronos


Todo padrão, positivo ou negativo, tem ventosas, escrevendo com nosso sangue o seu destino. O animus, segundo Jung, é a contrapartida masculina no psiquismo da mulher moldado pelos mandatos da mãe, vivências e conceitos das avós e ancestrais sobre os homens. Ele também é talhado na relação com o pai, os avôs, a cultura masculina do seu clã e uma pitada oceânica de nós mesmas atacando ou aceitando os homens.

Ele é necessário e nos leva além, mas pode ser negativo impedindo toda relação. Ele é o demônio Asmodeu matando os 7 maridos de Sara. E o Anjo Rafael que a uniu, depois, com Tobias. Se quiser ler um excelente artigo sobre a análise junguiana do animus neste mito e na relação de mulheres com seus companheiros, acesse aqui.

Sistemicamente, vemos relações difíceis com os homens na filhinha do papai que rejeita tudo que vem da mãe (Basta atender às expectativas do pai como se ele fosse nosso homem. E negarmos nossa mãe como mulher e mãe). Basta achar que uma mulher deveria agir diferente do que age para sentir o timbre do animus negativo.

O Animus negativo (AN) não solta até pararmos de nos debater tentando mudar fora, no homem, o que o feminino tem que fazer. Podemos até ser submissas, femininas e meigas mas ele é cruel, sádico, prepotente, castrador e possessivo aparecendo em nossa voz interior: “Quero um homem espiritualizado como eu”. Este é o melhor disfarce do AN! Parece que melhoramos em nosso percurso de autoconhecimento, mas na verdade emparedamos o feminino ou quase o aniquilamos querendo algo melhor que um homem: um santo.

Tem também aquelas frases interiores: “Você vai dar mole pra ele que não te respondeu o zap faz 2 segundos?!!!”; ou “Quando amo faço assim! Por que ele não é igual a mim?!”; ou “Ele não está usando todo o potencial dele”. O Animus negativo aqui está competindo para ver quem é o melhor homem para a mulher. Ele, possuindo o psiquismo feminino, ou aquele que ela se sente atraída, mas não atende às expectativas do animus.

 “Ele vai te achar uma puta se você pintar as unhas de vermelho! Oh, falei puta!”. Se um homem achar isso, sai pela esquerda, mas se você pensar o que ele vai pensar, o inimigo tá dentro.  

“Vou dar uma lição de constelação familiar pra ele!”. Ai,ai,ai. O Animus negativo adora ser psicóloga dos namorados. “Todos os homens não prestam”. “Ele só quer me comer !” Enfim, uma infinidade de vozes que parecem ser nossas, mas é do Animus negativo querendo todo seu psiquismo só para ele e para você não casar e cuidar da sua mãe ou pai. Para poder vencer no trabalho rejeitando todas as suas outras necessidades femininas. Para continuar culpando os pais pelos desafios que eles trouxeram, feitos sob medida para gente melhorar, mas que não queremos encarar.

Pode ser sim que a tua avaliação de um homem seja precisa e não o animus negativo sabotando a relação. Pode ser que ele não seja um homem sério que você imagina que vai torna-lo sério. Talvez tenhas te apaixonado justamente porque ele é leve. Então curte isso. Se não te serve para casar, também aceita isso. Se tentar moldá-lo porque no fundo ele não chegou ao ápice dele, isso é coisa de animus negativo. Usa esta energia para buscar teus objetivos, animus positivo, e não mudar o outro.

Tem dois antídotos para o animus negativo: paciência e uma fila de mulheres ancestrais fortalecendo o feminino. E / ou começar a respeitar o seu pai. Se ele “não se dá ao respeito” (o que será isso, né?) é problema dele. Se quiser tratar o seu animus, ou doutrinar o seu homem ou mudar o seu pai, vai ser tragada pela negatividade do animus novamente. Focamos no feminino e respeitamos o pai e os homens.

Vamos ver isso e muito mais no seminário de Constelação Familiar “O Pai e o Mundo” em Porto Alegre dias 13 e 14 de setembro de 2019. O link está aqui.

28 de ago de 2019

101) Histórias que Atuam - entrevista

O Histórias que Atuam é um seminário criado por mim, Mônica Clemente (Manika), e a psicóloga Adriane Amaral (Arati) baseado no trabalho do Bert Hellinger com contos de fada e constelação Familiar. 

Você sabe qual o seu conto de fada preferido na infância e o que ele pode revelar em relação à vínculos de destino e roteiros ocultos?


 Virando a Página da consteladora Simone Arrojo, rádio Mundial, dia 21/08/2019.

10 de ago de 2019

100) Como o pai atua em nossa vida?






O mantra que ilumina o final do túnel se pronuncia: Pa-pai


Se a mãe é o rosto do sucesso, o pai é a coragem de entrar no mundo. Ninguém nasce sem um pai e uma mãe em uníssono no coração, por isso não há órfãos na alma, nos genes e histórias que carregamos. A relação com eles é mediada pelas Ordens do Amor. Estes princípios atuam, como demonstrou Hellinger, como a força da gravidade independe de acreditarmos nela ou não, e nos conduzem ao sucesso. 

Você sabe, então, como o seu pai atua em sua vida? 

  • Um pai só existe por causa da mãe e vice-versa.
  • Nós somos o amor deles levados às últimas consequências, como disse Hellinger.
  • Todos nascemos na esfera da mãe.
  • Chegar à esfera do pai é um esforço e uma jornada que temos que fazer. Atua como iniciação.
  • Se a mãe é o rosto do sucesso, o pai é a coragem para entrar no mundo e seguir em frente!
  • Se a mãe protege, o pai salva.

Agora, sente estes movimentos:

  • Seu pai tem um lugar na família ou está cercado por um mar de solidão e desprezo, mesmo servindo a todos?
  • Você sabe caminhar para seu pai como filho/a, ou você caminha para ele como juiz, advogado, capanga da mãe, nutricionista, enfermeiro, etc.?
  • Quando sabemos da adoção de uma criança com o pai desconhecido, pensamos no pai biológico dele ou desconsideramos esta parte da família?
  • Você consegue preservar a sua relação com seu pai, independente da relação que ele teve com a mulher dele? Ou você toma partido na relação dos teus pais?
  • Você, mãe, deixa seu filho tomar a vida que veio do pai dele/a? Ou rejeita e teme características dele em teu filho?
  • Você, filho, sabe que teu pai é o certo para você?
  • Você, pai, sabe a força da tua alma como pai? 
  • Você, pai, sabe o quanto és importante para o teu filho? Ou você deixa tudo com a mãe dele?
  • Você, pai, compete com a maternidade ao invés de assumir a sua paternidade?
  • Você, pai, respeita a mãe do teu filho nele? Ou rejeita nele o que tem dela?
  • Você, filho, já deu a mão para teu pai em teus pensamentos quando se sente preso na escuridão? Não?! Tente...
Muito obrigada a todos os pais de todos os tempos!
Muito obrigada ao meu pai e todos que vieram antes dele #papai


99) Faz Diferença



Foto de Luiz Bhering

Tem uma fábula que diz: um velho caminhava pela beira da praia quando viu um rapaz se abaixando e jogando estrelas do mar de volta ao oceano. Eram milhares delas. O bom homem, então, interveio:


- Parece que o Céu caiu esta noite!

O rapaz sorriu enquanto atirava outra no mar. O ancião continuava:
- São muitas estrelas. Você não vai conseguir ajudar todas elas. No final das contas, não fará muita diferença.

O jovem lançou mais uma e disse: “Mas pra essa daqui vai.”

Deste dia em diante, o velho homem começa a devolver as estrelas para o mar num lado da praia, enquanto olha o jovem de longe fazendo o mesmo.

Há quanto tempo ele tinha ficado sínico, sem acreditar em mais nada?

A brincadeira deles era se encontrar no meio da enseada para se lembrar que eram a mesma pessoa, o de outrora, cheio de esperanças e o que venceu o tempo. 


23 de jul de 2019

98) A Jornada do herói em cada um de nós


Princesa Leia Organa


Nunca fui de beber, mas Luke SkyWalker apareceu aqui com um holograma da princesa Leia saindo de um robô chamado R2PO que falava digitalês. Ela, querida, alguém que a ajudasse na rebelião contra a Estrela da Morte. Eu disse não, mas ele, como se fosse o Joseph Campbell*, disse:

-  Moça, a forca ou a força? A jornada chama todos para sair do mundo real e ir para o mundo mágico.

Lá são todos os poderes ocultos dentro da gente. Lá, o novo desafia ultrapassar mãe ou pai, até os abusivos, relacionamentos destrutivos, medo da gravidez, de ser pai ou mãe, medo de ser o que queremos e nem sabemos. Ele é todo chamado revelador dos nossos não roteiros impostos e do que realmente queremos, quando nos libertamo desta imposição.  Eu disse:

- Sai pra lá, bonitinho!

Era medo. medo do novo.

A Jornada do Herói tem 12 fases que ajudam saber em que roteiro oculto estamos presos e qual a nossa missão depois de nos libertarmos disso:

1. O mundo comum:  Skywalker desmonta robôs em desuso, mas quer  as estrelas. (O que você quer e o mundo quer de você?);

2. O chamado à aventura: Luke recebe o chamado de Leia para uma rebelião (Engravidamos, homens e mulheres, sem “querer”; temos pais ou parcerias abusivas, trabalhos sem sentido; não sabemos para onde ir; etc.);

3. Recusa do chamado: Luke lembra que os tios padrastos não o deixariam partir (Nós queremos abortar; não somos capazes; “isso não é para mim”;  meus pais, amigos, sociedade são culpados de eu estar assim...só não cabe aqui situação de vulnerabilidade. Neste caso é difícil mesmo sair sem políticas públicas.);

4. Encontro com o mentor: Luke encontra Obi Wan Kinobe que o treina para ser um Jedi (Temos um sonho, um analista, uma amiga, grupos, políticas públicas que conseguem “nos salvar” do que impede de viver nosso destino?);

5. A travessia do primeiro limiar: Luke contrata o irascível Han Solo e o Chewbacca para leva-los até Leia. (Aceitamos os ônus e bônus da travessia? Se tod@s abortaram ou abandoaram seus filhos em nossa família,  seguiremos esse caminho? Se não o fizermos, não pertenceremos? Conseguimos fazer um pouquinho diferente, mesmo sentindo culpa?);

6. Provas, aliados e inimigos: Darth Vader é um inimigo muito perigoso (Muitos abortaram e abandonaram filhos na família? Não seguiram o chamado e se acomodaram? Como fazer diferente sem ser pretensioso ou sucumbir ao poder?);

7. Aproximação da caverna secreta: Luke treina com Yoda e descobre seus poderes (Damos conta de ser pai ou mãe, embora a sociedade queira o diploma ou o companheiro/a certos? Somos bons e felizes no que fazemos? Bancamos o que queremos ou nos fazemos de vítimas?);

8. A provação:  Luke, agora Jedi, enfrenta Darth Vader, seu pai, e a Estrela da Morte. (Quem disse que seria fácil fazer diferente?);

9. A recompensa: Luke descobre a sua força.(Nós também);

10. O caminho de volta: Luke, Leia, Han Solo e Chewbacca vencem a Estrela da Morte  (Vencemos as núpcias com o que não nos leva além. Tomamos a vida do pai ou da mãe e não nos deixamos de ser abusado/a por eles? Tentamos novas relações, mesmo depois das decepções? Nos responsabilizamos pelas dores e amores da nossa vocação? Etc.)

 11.  Ressurreição: Darth Vader não morreu e é pai de Luke e Leia. A aventura  levou todos a se autoconhecerem. (Entendeu que quis abortar porque todos abortaram na família? Que quis se separar porque naquela mesma idade seus pais se separaram? Que quis ser infeliz no trabalho porque seus pais fizeram o mesmo?  Ou que está repetindo um padrão que não é teu e pode se libertar disso sem se sentir melhor que teus ancestrais? Agradeceu a vida, o sustento, os sacrifícios sem se punir?);

12. O retorno com o elixir: Luke, Han Solo, Leia e Chewbacca são vitoriosos. 

Consegue reconhecer o que ganhou, cresceu e aprendeu com o que passou? Ou ainda sente rancor?

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* Por que Guerra nas Estrelas capturou o inconsciente coletivo, se tornando um dos filmes mais visto do século passado e atual? Porque ele contou com a ajuda do mitólogo Joseph Campbell e seus estudos sobre os desafios da Jornada do Herói, no qual todos nós, em algum momento, somos convidados a fazer.


12 de jul de 2019

97) Paixão e Emaranhamentos



O amor, como disse Gibran em seu poema maravilhoso, nos leva ao fogo sagrado e nos transforma. Enquanto buscamos ele em sua forma apaixonada e doída nas relações de casal, estamos à serviço dos emaranhamentos do nosso sistema familiar. 

Por exemplo, o avô excluído, o primeiro esposo morto da bisavó antes de encontrar seu bisavô, a noiva largada ou ex-namorado que ainda serve de deboche nas conversas levianas, os filhos perdidos da bisavó, da mãe, nossos, a raiva sufocada da ancestral contra o marido abusivo, e tantos outros “cantos sem cantores”* . Estas dinâmicas ressurgem numa paixão desenfreada buscando a solução tão aguardada. A paixão é insuportável, mas se a perdemos parece que arrancaram um braço, sem perceber que o tronco quebrado da árvore familiar quer renascer através da gente.

Tão logo fazemos os movimentos necessários de incluir os excluídos, aceitar os sentimentos das antigas gerações sem querer vinga-los, aceitar nossos pais como são, inclusive como amam seus parceiros parando de dar-lhes conselhos, voltamos ao nosso lugar de poder. Como um riacho que parou de achar que é a cascata que o fez nascer, equilibramos o dar e receber agradecendo de onde vem mais (os pais) sem se arrogar à pagar para eles, mas servindo à vida que segue em frente.

Reencontramos o nosso centro e deste lugar deixamos o novo movimento atuar por um tempo, até que Eros não use mais suas flechas para resolver a nossa pré-história, antes de nascermos. Daqui em diante o amor ainda vai nos debulhar, mas o Cupido nos lançará a outro tipo de encontro amoroso.

Como disse Hellinger, tem ordens ocultas que permitem o amor fluir. Sem elas, o amor cai no desfiladeiro dos ecos, com elas pode seguir.

*”canto sem cantor” é um verso da música “Catendê” de Jocafi, Ildazio Tavares (a poesia é dele), Onias Camardelli:
intérprete: Maria Creuza, Toquinho, Vinícius de Morais

#DoAmor #Gibran #Hellinger #RelacionametoDeCasal

10 de jul de 2019

96) Afrodite, a riqueza oculta





No meu caminho para o trabalho ninguém vê, mas eu giro no ar mais do que o Baryshnikov trapaceando o Saci. Bato a bota no paralelepípedo no show de rock onde eu sou a star. Acaricio a echarpe como uma amante depois do êxtase enquanto encaro a alma do moço de barba gigante. Eu não gosto de barba, mas com fone de ouvido tocando Tiny Tears eu danço com o que eu costumo me fechar. Me maquio fazendo a Isabella Rossellini temer perder o contrato da Lancôme lá no século XX. Sim, eu viajo no tempo, no espaço e em cometas. Todas as letras dos meus sonhos românticos são em dupla. Ninguém fica de fora quando eu escuto a sua música. Eu invejo, veja a minha pobreza, a menina dormindo no frio no meio da calçada, de barriga para cima e um leve sorriso com Deus e a alvorada de leito. Ela não tem a insônia da minha cama protegida e quentinha? Ela escolheu ou pagou o mais novo regime da moda para ficar mais magra? Os deuses me desprezariam se eu existisse para eles? Afrodite não é seduzir é acessar o prazer que está em mim e em você como uma riqueza que ninguém vê.

#Afrodite #Prazer #RiquezasQueAGenteNãoVê

4 de jul de 2019

95) Conexões Ocultas entre as Mães Ancestrais

                   

Ilustração de Ericka Lugo


                      Muitas mulheres se tornaram mães até a vida chegar em você. Se houve uma ruptura entre uma mãe e sua filha, que foi a mãe da mãe da mãe da mãe da sua mãe, por exemplo, isso ainda pode estar atuando em cada geração aguardando uma solução. Desde lá, pode ser que as futuras mães não consigam se conectar com suas filhas ou vice-versa, ou começam a ter sintomas físicos nos órgãos reprodutores, guardiões do caminho do amor perdido. Então a gente vira para nossa mãe e diz, de verdade (não temos tempo para perder), “você é a certa para mim”!

                     Como uma trilha de dominó perseguindo a próxima peça, esta senha atinge aquela filha e mãe separadas. Não fazemos isso com a intenção de mudar o passado, é impossível. Fazemos isso porque temos a chance! Chance de retomar aquele movimento de amor interrompido e seguir em frente. Como o Bert Hellinger viu isso é um mistério que tem mudado as relações humanas, mas está presente na existência, em toda sua potência, desde a primavera. Nela, como um lembrete, as flores não têm dúvidas de que aquela árvore é a certa para elas. 


#mãe #avó #constelaçãofamiliar #berthellinger

17 de jun de 2019

94) As forças que Atuam no Sucesso




Você conhece as forças que atuam no sucesso?

Sabe como ele se apresenta em nossa vida e de onde tiramos a força para sustenta-lo? Já vivenciou as descobertas do Bert Hellinger, criador da Constelação Familiar, sobre o sucesso?

Ele descobriu que o “sucesso tem o rosto da nossa mãe” [i] .  E todo o sucesso é forte, como disse a Sophie Hellinger, sua esposa, que aprofundou as compreensões da Constelação Familiar. Assim, não existe sucesso fraco.

E por que o sucesso é forte? Porque ele está diretamente relacionado com todos os êxitos que somos encaminhados a ter em nossa vida, desde o nascimento.  Todo o esforço e obstáculos que enfrentamos ao nascer é a nossa primeira conquista. O primeiro grande êxito. Todos nós nascemos com a marca da vitória. 

Quem teve problemas no parto, segundo Hellinger, recebe uma força especial, porque teve que compensar e ultrapassar de forma criativa os obstáculos apresentados.

O segundo grande êxito é tomar a vida que vem da mãe, no aleitamento materno, por isso também ele é tão importante. Por favor, não usem isso para recriminar sua mãe se ela não pode ou não quis amamentar, porque o terceiro êxito é realizar que a sua mãe é a certa para você. Isto não quer dizer aceitar abusos ou que ela possa atrapalhar o próprio presente ela te deu, que é a vida. Isto quer dizer estar de acordo com a sua origem e os aprendizados que vieram junto.

Depois vêm outros êxitos, como sair da esfera materna e ir para esfera paterna. Alguns contos de fadas são sobre uma pessoa desajeitada tentando salvar a princesa de uma torre, com um feroz dragão no meio. Este desafio pode ser a nossa tentativa de sair da esfera da mãe para chegar ao nosso pai, preso no mundo das exclusões parentais. E por que sair de uma esfera e se aventura na outra? Porque pai e mãe estão em duas esferas completamente diferentes e ensinam algo a partir de cada uma delas, mesmo que em nosso coração cantem em uníssono.

O menino seguirá desta esfera para vida adulta e a menina retornará para a esfera da sua mãe e de lá para a vida adulta.

E todas estas conquistas reverberam na vida profissional, como observamos nos Seminários de Constelação Familiar. A forma como a gente trata a nossa mãe é como o trabalho nos trata. A forma como a gente se esquiva da mãe é como o sucesso se esquiva. A forma como o mundo fica alheio às nossas expectativas é como ainda não chegamos ao pai. E como nos relacionamos com os dois, pai e mãe, juntos em nosso coração, é como amadurecemos.

Esta temática será oferecida como vivências sistêmicas, constelações familiares, meditações e visualizações nos dias 28 e 29 de junho em Porto Alegre no workshop de Constelação Familiar “As Ordens do Sucesso”.

Será facilitado por mim, Mônica Clemente (Manika) e a psicóloga Adriane Amaral (Arati). Se quiser informações, me escreve um email manika@manika.com.br
ou para a Arati arati.a@terra.com.br

Estarei também, uma semana antes em São Paulo, dias 24, 25 e 26 de junho de 2019 para o atendimento individual com Constelação Familiar – se quiser informações só escrever para o manika@manika.com.br

#Mãe
#Pai
#OSucesso
#BerteSophieHellinger
#ConstelaçãoFamiliar
#ConstelaçãoFamiliaremPortoAlegre
#ConstelaçãoFamiliarComManikaeArati






[i] Neste texto  maravilhoso do Hellinger – O Sucesso tem o rosto da mãe - você pode aprender mais sobre as forças que atuam no sucesso.




15 de jun de 2019

93) O Caminho dos filhos para a mãe e o pai

“O maior presente que os filhos dão ao pai e à mãe é ser seu filho, assim os pais se tornam pai e mãe” Eugenio Davidovich.
Tem pai que só vai ter seus filhos muito tarde ou nunca, se a mãe é possessiva ou houve qualquer tipo de alienação parental (deboche sistemático gera alienação).
Tem mãe que perde seus filhos nos primeiros anos, porque um dos dois ficou doente ou ficaram muito longe e a criança não consegue mesmo suportar a distância. Ou porque também houve alienação parental. Há vários motivos que nos fazem deixar de ser filho/a.
Outros motivos são: quando julgamos, ou queremos salvar, ou debochamos, ou excluímos, ou somos seus juízes, capatazes, aliados, mãe ou pai dos pais. Pode ser que haja, repito, um movimento de amor interrompido, quando na infância a mãe ou o pai por algum motivo estavam longe fisicamente por mais tempo do que a criança podia suportar.
Mas, como diz Mimansa, “nunca é tarde para ter os pais e é sempre a primeira vez”. Geralmente quando falo disso, algumas pessoas justificam a distância com os erros dos pais, mas aqui estamos falando do filho e não dos pais.
Todo pai, mãe e filhos são os certos! E há aprendizado para cada um deles. Ser filho, todos nós somos, ser filho dos nossos pais é uma jornada e tanto!


103) O Pai e o Mundo

O PAI E O MUNDO O Pai nos prepara para o Mundo, mas qual mundo? O mundo terreno, do aqui e agora. Das possibilidades reais. Com o ...