18 de abr de 2019

89) Por que meditar é difícil?




Muita gente diz “eu não consigo meditar!”, e estão absolutamente certas! É impossível! Meditação não é um ato, mas um estado que se chega depois de fazer a Sádhana - esforço de introverter o foco mental num ponto de energia no corpo e, por meio de um mantra seguir a respiração, imaginando a comunhão com a Suprema Subjetividade.

Ou “apenas” se sentar de olhos fechados e recitar um mantra vibrado por um Guru. Ou ainda, de olhos semiabertos, se conectar ao ambiente como apenas Um. Há diversas maneiras de fazer a sádhana, que chamamos comumente de meditação.

Sempre precisamos fazer algum esforço para ter aquele tempo diário de quietude. Durante o processo também precisamos de vontade para manter a atenção à técnica escolhida e, mais um pouco de ânimo toda vez que a mente tentar voltar ao antigo padrão de preocupação. Um dia, depois de semanas “meditando”, ultrapassamos o vozerio interno e chegamos a um estado meditativo. Nessa hora um véu cai e se abre uma janela direta para imensidão. Ficamos em uníssono com o que nos nutre.

É uma experiência incrível, mas...

Quanto mais meditamos (sádhana), mais a mente se rebela, mais rápida fica a vida, acelerando os aprendizados. Todas aquelas reações em potência de nossas ações passadas começam a amadurecer para liberar a mente de seus grilhões. Acabamos ficando assustad@s e queremos desistir da prática. Se nos esforçarmos mais um pouco, ultrapassamos também estas resistências, mas podemos ainda atrair dores no corpo para não conseguir mais ficar sentados meditando! Muita gente, eu inclusive, desiste neste ponto. A propaganda dizia que ia ser bom. E foi..., nos dois primeiros dias! Depois, precisamos de muito esforço para continuar a prática da bem-aventurança.

Então, como se defender destas sabotagens da mente?  Descobrindo um motivo íntimo para meditar todo dia. Aí o afeto faz uma almofada mais macia para a nossa disciplina. Por exemplo, a gente pode pensar algo que nos impeça de meditar e, em seguida, contraefetuar este pensamento com uma necessidade nossa que a meditação pode ajudar. Assim:  “Não quero meditar! Quero rir vendo Brooklyn 99 na netflix! Mas se eu me perguntar, durante a meditação, por que eu estou com a barriga borbulhando, possivelmente o incômodo vai embora ou até descubro uma solução...”

O nosso foco vai para barriga.  Sentimos ela, que, num relâmpago, mostra que engolimos um sapo que precisamos resolver. Depois o foco vai para meditação e então, depois daquele esforço, é o tempo do deleite da série de TV.

Meditação é um estado de entrar em contato com a infinita aventura que é você.

19 de mar de 2019

88) Ode à Carência*


Se for pra me tocar
Que seja com as duas mãos
Como naquela xícara de café 
depois da chuva fria. 
Faz muito tempo, eu sei
Que não deixo ninguém chegar perto.
Era preciso estar sozinha de todas as expectativas. 
Era preciso chegar no ponto mais ocidental daquilo que me falta, 
O Cabo da Roca onde a Terra termina.
Não sou completa, afinal. 
Que alívio poder morar num lugar verdadeiro. 
Por que falam mal da carência, se é no espaço deixado por ela que cabe alguém?
Não é carência de pai, não é carência de mãe, não é estar pela metade,
É aquela saída de ar antes
De toda inspiração. 
Parem de tentar curar a carência, 
Ela é um caminho dos relacionamentos.
Até o Céu toma café na Lua Crescente.

#carênciaénormal #relacionamentosnãosãoperfeitos 
#aperfeiçãonãoprecisadeeninguém

______________
* Uma vez, em análise, eu falava mal da minha carência para o meu psicanalista Eugenio Davidovich. Ele me disse, "carência é o que faz os relacionamentos". Mudou de assunto e nunca mais deixou eu desconsiderar esta curva que acolhe o excesso do outro. 




16 de mar de 2019

87) Como encontrar a ajuda que a gente precisa?


Você sabe buscar ajuda?

Acontece com muita gente, não conseguimos sair de uma situação que parece se repetir ou durar para sempre e ainda assim não pedimos ajuda.



“Eu sempre brigo com minha mãe e fico deprimida em seguida”, “Eu sempre namoro homens comprometidos”, “Eu sempre volto para aquela relação abusiva”, “Eu tenho muita raiva do meu pai toda vez que ele diz aquilo”, “Eu entrego minha vida na mão dos amigos e depois sou abandonado”, e tantos outros círculos viciosos esperando uma porta de saída.

A autoajuda nestas situações, como assistir vídeos sobre o tema que nos aflige com o mega psicanalista, o filósofo profundo e o coach extraordinário é muito bom, mas ainda não é o passo decisivo para a solução, a não ser que nos estimule a ir atrás da ajuda.

Ler livros de psicologia, psicanálise, psiquiatra, Constelação Familiar, Astrologia, Filosofia, Yoga ou artigos como este texto aqui ajudam também, mas não são os passos mais eficazes quando o problema está há muito tempo sem solução.

Achar que pode dar conta sozinho de uma roda viva “sem saída” é só cair na primeira armadilha de todas, quando nos ensinaram, ainda crianças, a não confiar mais em ninguém. Quando aqueles sobre os quais nós nos apoiávamos para ficarmos vivos nos puxavam o tapete debaixo dos pés sem nem saber que faziam isso.



 Quando John Lennon escreveu   Help , que começa com o verso "Eu preciso de alguém",  estava enfrentando uma crise. 


Sintomas de que nossa alma pede Socorro e precisamos de ajuda profissional:

Nossa alma tem diversas maneiras de pedir socorro, mesmo que não estejamos preparados para ele. Se temos um só dos comportamentos abaixo, já é uma super dica de que precisamos buscar a ajuda certa:

1.      Ficar vendo vídeos e mais vídeos sobre uma questão que não achamos solução há mais de dois anos.
2.  Ficar lendo sobre o que nos aflige tentando fazer um autodiagnostico. Se você já descobriu que é histérica, não tomou o pai, precisa do floral Wild Rose, meditou 28 luas o mantra de Ganesha e teu Saturno fez Oposição ao Sol e o teu problema não foi resolvido é porque precisa de ajuda. Eu acredito em tudo isso, mas no lugar e hora certos e se serviu para resolver de fato a nossa a demanda.
3.      Ficar se receitando floral eternamente ou remédios de ansiedade e depressão (se for médico que se automedica) sem que tenha resolvido a sua questão.
4.  Ficar escrevendo sobre um mesmo tema pessoal depois da consulta que tratou daquele assunto exaustivamente (e foi indicado fazer terapia), esperando resolver tudo pelo e-mail ou whatsapp de forma mágica.
5.    Marcar várias consultas com o mesmo profissional e furar em cima da hora mais de duas vezes. Superficialmente é falta de respeito. Mas na verdade é tentar um vínculo na esperança de se curar. Vínculo positivo é a cura, mas tem que ser consciente, comprometido e compartilhado. Não inconsciente  e unilateral (só o profissional se compromete).
6.   Ligar para os amigos contando sempre os mesmos problemas a ponto deles arranjarem uma desculpa para não nos atenderem.
7.      Ter um amigo que cai na nossa armadilha e vira nosso terapeuta e começamos a ter raiva dele depois de um tempo, porque claro, isso mantém o vínculo da dupla. E vínculo é bom, mas não de terapeuta – cliente se forem amigos.
8.    Culpar todos pelo nosso sofrimento. Talvez seja até verdade que haja um ou mais algoz, mas sem ajuda também não vamos sair de uma relação abusiva.
9.   Buscar várias abordagens terapêuticas breves para um mesmo    problema que ainda não se resolveu.
10.   Enfim, se já faz mais de dois anos que não conseguimos sair de   um problema tentando de todas as maneiras dar o nosso jeito,   está na hora de baixar a guarda e ir em busca de uma boa   psicanálise.

Psicanálise?!!!

Sim, aquela terapia criada pelo Freud que muita gente torce o nariz sem nem saber de onde vem o preconceito. Por baixo, há um medo enorme de perder o controle e confiar novamente.

Quando estamos no divã não é mais a teoria, é você e a riqueza do teu inconsciente, são os laços de apoio criados com o psicanalista e a soma e todos os afetos descobertos de todos os “eus” outrora soterrados.

Você não será tratado por um freudiano, lacaniano, junguiano, kleiniano, etc. O nome da linha de uma boa análise, como diz o psicanalista Eugenio Davidovich, é VOCÊ + iano.

Por exemplo:

- Eugenio, qual a tua linha psicanalítica?
 - Mônicaniana (Ou Robertiana, ou Joséniana, Ou Elizabethiana, etc...)

Ou seja, se o seu psicanalista é bom mesmo, é você é o teu inconsciente que vão dar a solução. São os vínculos positivos criados.

Meu inconsciente que vai dar a solução?

Se você acredita no conceito de inconsciente então NÃO pode acessar ele sozinho, mas o psicanalista sim. Por quê? Porque o inconsciente é o que não acessamos, mesmo que fique óbvio para todos que nos olham sorrindo dizendo “to na boa”, vendo o boy magia beijando outra. 

O inconsciente é o que ele é, não consciente para nós, mesmo que seja evidente para outros. Quando tomamos consciência não é mais o inconsciente.

O psicanalista também é treinado a não projetar, a entender as projeções,  lidar  com as transferências e contratransferências, além de saber que o amor é o que cura e todo adulto é dependente de vínculos positivos e, por isso, precisam ser refeitos: autonomia não é desvinculação. O psicanalista sabe disso porque ele mesmo fez o seu próprio caminho.

Mas pera! Todo psicanalista é bom, então? Só a psicanálise ajuda?

Não! 

Você pode encontrar sim outras linhas terapêuticas excelentes! E você tem que achar o seu terapeuta. Não é a linha terapêutica é você com o seu terapeuta. E aqui estão os motivos que me levaram a escrever este texto. 

Como encontrar a ajuda que a gente precisa? 

Eu aprendi isso com Letícia Nuñez Almeida, Eugenio Davidovich, com meus atendimentos e com a muitas cabeçadas erradas que dei.

1.     Encontrar seu psicanalista, terapeuta, psicologo é como buscar um amor, só que é muito mais fácil. Talvez não seja a primeira porta que você bata onde encontrará o profissional que vai realmente te ajudar. Bata em quantas portas forem necessárias até sentir que encontrou o profissional que vai te ajudar.
2.    Se você achou o profissional e continua a buscar sistematicamente livros sobre o teu tema e outras terapias breves para lidar com a sua dor, então o teu terapeuta tem que sacar isso e te fazer entender que precisa de mais dias por semana de terapia.
3.  Ou você deve continuar procurando outro profissional. A gente para de se coçar quando achamos o unguento da coceira. Se você ainda está coçando no mesmo lugar, sem nenhuma melhora, depois de seis meses no terapeuta, vai atrás de outro. Porque ou ele não sacou o essencial do teu problema, ou não sacou que você precisa de mais dias de terapia. E você tem que arcar com os custos disso, de uma forma boa para todos.
4.   Ás vezes, tem tantos eus soterrados dentro da gente precisando de ajuda, que uma hora por semana de terapia não é o suficiente. A gente deve arcar com isso e o terapeuta também se quisermos ter uma vida mais plena.
5.      Não é a linha terapêutica é o terapeuta. Não é a  linhagem que ele se afilia, se ele for bom e você queira tanto ou tiver sofrido tanto que queira realmente transformar a sua vida, tudo pode ser feito. 
6.      Se o terapeuta não for bom e você estiver pronto para mudar, não vai funcionar.
7.      Se o terapeuta for bom e você não está pronto ainda para mexer no essencial ele nem vai te pegar. E isto vai te colocar no ponto.
8.      Abra mão dos preconceitos. Se você é mais alternativo e nada do que procura te ajudou, busque outro terapeuta da linha que você rejeita por ser careta, talvez esteja lá o teu terapeuta. Se você é mais clássico e ainda não teve ajuda nos caminhos mais tradicionais, dê uma chance para você mesmo nas práticas alternativas, talvez esteja lá quem vai te ajudar em teu milagre de se transformar.
9.    Títulos são importantes, mas não garantem a competência de um profissional. Os frutos dele sim. 
10. Você não precisa confiar no profissional logo de começo. Nem desconfiar. Você pode experimentar (não testar) a relação com o terapeuta até sentir que é por ali. Se dê tempo.
11. Massagem é diferente de atividade física. Uma relaxa e bota no lugar a outra faz a gente seguir em frente. Terapias breves e terapias a longo prazo têm suas especificidades também. Tomar o pai numa Constelação é transformador, aprender a se relacionar com ele na psicanálise não tem preço. São duas ações diferentes e necessárias. Ainda vale a dica: é o terapeuta e você e não a linha terapêutica.
12. Tem até pesquisa sobre isso. Todas as linhagens funcionam se o vínculo é estabelecido. Na psicanálise, por exemplo, com o psicanalista até renovar os laços com a família, nas constelações, direto com sua família.
13. Se seus filhos pequenos têm problemas emocionais sérios, buque você a terapia.
14. Se depois de um tempo em terapia você sente que tem o terapeuta como alguém ao teu lado te apoiando, mesmo sem falar com ele há tempos, você é um felizardo. Este vínculo nos ensinou novos caminhos para os pais, para os companheiros, amigos, filhos, profissão, criatividade e vida. A porta de saída do antigo sofrimento.

E para finalizar,
Sintomas de que temos um problema, mas não queremos ou não estamos prontos para a ajuda:

1.  Você pechincha o valor da terapia logo de saída. Investir em terapia é investir em você. Pechinchar logo de início pode revelar o quanto estamos indisponível para nos ajudar. E que não vamos receber o que o terapeuta vai dar, porque nos sentiremos inferiorizados se não dermos algo em troca de verdade. Isto é uma ordem da alma que sempre funciona, o equilíbrio entre o dar e receber nos adultos (não serve entre pais e filhos em qualquer idade, porque os pais sempre dão mais - a vida).
2.   Dinheiro simbolicamente é libido. Quando ficamos apegados ao gasto e não no ganho da terapia ainda não estamos implicando de fato a nossa libido para o processo de transformação. Não vai ter solução.
3.  Teus pais podem ajudar de fato a pagar a terapia, mas você não quer pedir para eles por diversas razões. E nega totalmente acessá-los se este for o caso: pedir dinheiro. A tua libido – vida – veio por meio deles. Se você pedir e eles puderem te ajudar, te dão a vida novamente. Isso gera cura. 
4. Quando só buscamos explicações do porquê sofremos, ou só buscamos os culpados.  “Por que eu só atraio homem assim?” “Eu sou assim, porque minha mãe foi assado”, “Se eu te contar o que meu pai fez, talvez entenda porque eu faço isso”.     Como diz, o Rudiger Rogoll, “quem quer resolver busca a solução, que não quer, busca explicação”.
6.    Mas se a gente olha a questão e quer ajuda: “Eu quero ser feliz nas relações de amor, você pode me ajudar?” Aí tem uma avenida larga para caminhar.
7.   Testamos os profissionais. Por exemplo: “eu já fiz Constelação pra este tema com 5 pessoas e não adiantou, agora quero testar com você.” A pessoa diz com todas as letras - testar. Às vezes são mais espertas e testam o profissional contando outras coisas aparentemente importantes, desviando a atenção da verdadeira questão. 
8.   Ainda não sofreu o suficiente.
9. Quer desabafar. Desabafar é jogar nosso tesouro no lixo. Fazer análise é descobrir que aquele lixo era tesouro.
10. Tem algum ganho relevante com o sofrimento. (Cuidado aqui. A maioria das pessoas que sofrem não querem ganhar algo com a dor).
11. Já chega botando banca de que sabe tudo e diz como é que deve ser a terapia.
12. Não acredita nestas coisas, mas a esposa ou o marido encheu o saco para ele/a ir.
13. Não está sofrendo com o problema. Um marido galinha pode fazer a esposa sofrer, mas talvez não sofra por isso. Não vai adiantar mandar o companheiro para terapia.
14. A pessoa está tão tomada pelo problema que passa a ser ele. Vira uma força cega que não há terapia ou terapeuta que dê conta. Muitas portas se fecharão para ela acordar e buscar forças para sair da possessão a que está submetida. 
15. Não precisa mesmo de terapia, como as crianças. Talvez seja a mãe ou o pai que precisam, mas como não buscam ajuda, atolam seus filhos com seus problemas.
16. Quer mostrar para o mundo, inconscientemente, o mal que sofreu de fato, escolhendo ficar no papel da vítima para acusar o algoz até alguém ver e vim salvá-la, como esperava que o pai fizesse. Ou a mãe. Ao invés de libertar o algoz de sua vingança e sair desta prisão, prefere sofrer mais um pouco. O filme O segredo dos seus olhos” e “Lady J” falam sobre isso.

Buscar ajuda competente..., aliás, se tocar que precisa de ajuda de alguém é 50% do processo de cura, porque descobrimos algo que funda a nossa humanidade: juntos vamos além. Ou juntos lembramos dos vínculos esquecidos que nos levam além.




15 de mar de 2019

86) A Constelação e o Mar




A Constelação familiar é uma filosofia e ciência aplicada das relações humanas, criada pelo filósofo alemão Bert Hellinger e, posteriormente junto a Sophie Hellinger.  O conhecimento dela nos transforma como as ondas fazem com o mar. 
Quando colocamos a escultura de uma questão nas constelações (com os participantes), surge um movimento interno animando aquela imagem, sem que haja nenhuma intenção para isso. A onda se forma também sem intenção, mas por conta do solo, das marés e do vento. Ela conta como o mar está naquele momento em relação a todos os fatores que a possibilitou. Por isso não há duas constelações nem ondas iguais, e por isso o movimento da Constelação toca a alma, porque é feito dela, como a onda é feita do mar.
Quando as ondas chegam em seu ápice, se dobram e veem a si mesmas. Todos que olham o movimento da Constelação veem algo de si mesmos. Saem do seu problema pessoal e enxergam a grandeza de sua existência. Dão um novo passo para felicidade.
Deixamos a Constelação Falar por Si Mesma, assim como tudo que a onda conta é sobre o mar. 




11 de mar de 2019

85) Emaranhamentos






Emaranhamento é quando tentamos salvar, sem nem saber, um ancestral, repetindo sua história de vida. Quando somos envolvidas nas confusões dos outros, porque porque não temos força para dizer não ou nos achamos grandes o suficiente para lidar com o que não é da nossa alçada, atrapalhando o aprendizado da pessoa em apuros que precisa de ajuda, mas não a que oferecemos.



É quando temos um problema, sempre rodando atrás do próprio rabo e caindo na mesma dor ou erro, e desprezamos buscar qualquer ajuda profissional porque “sabemos mais” ou “porque sempre cuidei de mim mesmo sem precisar de ninguém.” Quando procuramos ajuda errada querendo saber, por exemplo, se no mapa astral apareceu o braço quebrado ao invés de ir ao ortopedista, ou se vamos ganhar mais dinheiro sem enviar um currículo. Se o astrólogo for ver o mapa ao invés de mandar a pessoa à emergência, se emaranhou também. Quando vemos que alguém precisa de psicanálise e insistimos em ficar ajudando como amigo. Ou insistimos nesta indicação toda vez que encontramos o parceiro ou amigo reclamão, até a pessoa não querer ver mais a cara da gente.

Não é romântico se afogar junto se podemos nadar e pedir um helicóptero dos bombeiros. As ordens da Ajuda não criam salvadores e sim atitudes saudáveis diante do inexorável. 

Se quiser saber mais como buscar ajuda, vou publicar um texto ainda esta semana. Não é propaganda, são dicas de como podemos achar a ajuda certa.

2 de mar de 2019

84) Metanoia - A Ponte para Totalidade



Metanoia - a chegada ao nosso centro:  No livro (e filme) Pontes de Madison (de Robert James Walter), uma mulher de meia idade se apaixona por um forasteiro fotógrafo, enquanto seus filhos e marido, que não a enxergavam nem a seus esforços, vão à uma feira rural passar alguns dias. A rotina da dona de casa, mãe e esposa desmorona diante daquele encontro inesperado. Em dado momento, nos braços daquele homem, ela relata que sente que era ela mesma, inteira, pela primeira vez em sua vida.

Ele a convida para viverem juntos aquele amor verdadeiro, mas ela, diante dos preconceitos da pequena cidade, e prevendo como este romance abalaria a vida dos filhos e marido, decide ficar com sua amada família.

Durante anos, segundo Jung, usamos tendências sofisticadas para nos adaptarmos ao mundo. Ajudamos esta função principal com uma função auxiliar, que tem uma polaridade como terceira função. Lá no inconsciente tem a quarta função, polaridade da primeira. Esta quarta parte nossa é incumbida de manter o contato com a infinitude, por isso não pode ser domada e nem controlada. Ela chega em nossa vida como o personagem de Clint Eastwood chegou na vida da personagem de Meryl Streep: intensamente, sem aviso, por pouco tempo unindo nossas 4 tendências de adaptação (ao mundo) no centro de quem somos. Somos viradas do avesso na meia idade até o êxtase do Eu Sou. 

Não importa se a estrada por onde chega o amante das profundezas é a andropausa, um amor verdadeiro ou até falso, uma doença, uma falta de sentido, uma mudança profissional ou uma depressão. Esta fase chega anunciando que vale a pena seguir adiante. O que procuramos está dentro da gente. 

No filme, este lampejo aparece na lembrança inspiradora de como aquele amor a manteve na família. As vidas dos amantes, radicalmente diferentes, mas totalmente complementares (consciente e inconsciente) se reencontram finalmente nas pontes de Madison, símbolo da nossa conexão com a totalidade. A metanoia é este encontro no meio da passarela. (Em Memórias, Sonhos, Reflexões, Jung fala mais sobre este tema fascinante).




#jung #metanoia #mbti #tipologiajunguiana #pontesdemadison

6 de fev de 2019

83) Saúde Persecutória - Culpar a pessoa pela Doença




Saúde Persecutória é um termo cunhado por Luis David Castiel e Carlos Dardet, autores do livro (maravilhoso) de mesmo nome. 

É quando a gente coloca no paciente a culpa das suas doenças, ou a responsabilidade total por sua saúde descartando a dimensão pública que perpassa qualquer indivíduo. E o fato de que as evidências científicas ainda não conseguem dar conta de muita coisa, principalmente acompanhar o tempo “lento” das coisas humanas.


Tanto as explicações da galera alternativa (da qual faço parte) que fica falando “teve tal doença porque sente raiva e mágoa. Se conseguisse perdoar... e blábláblá”, como as evidências científicas que descobrem os vírus, mas esquecem as condições ambientais, sociais e econômicas que os possibilitam, ou que falam dos diversos riscos à saúde sem levar em consideração a multidimensão humana, são focadas em perseguir (persecutório) a pessoa que fica doente e todo cuidado à saúde, como a Santa Inquisição, esquecendo a importância da nossa pequenez diante de tudo o que nos acontece.

É verdade que temos responsabilidades, mas é verdade também que não estamos sozinhos ou separados do ambiente, natural ou poluído. E que sabemos tão pouco, mesmo tendo facebook.

Não é justo culpar nossos pais ou filhos, ou perseguir amigos ou vizinhos porque não comem direito, ou fumaram a vida inteira. Será que realmente ajuda darmos dicas de como perdoar para curar tal doença?

Cuidar exige mais do que conhecimento e menos certezas.

22 de dez de 2018

82) Autobiografia de Bert Hellinger - Trechos

Minha Vida, Minha Obra - Autobiografia de Bert Hellinger 
Trechos do livro
Locução Inácio  Junqueira da faculdade Innovare, 

Este livro será lançado no Brasl em medos de 2019.
Estes trechos traduzidos  foram lidos pela primeira vez 
no 1° Congresso Internacional DNA da Constelação Familiar Hellinger
6-9 de dezembro de 2018 - Espaço Hakka - Liberdade São Paulo.


21 de dez de 2018

81) O que você ganha com a Constelação Familiar?


Feliz Natal!
Sim, 2019!

RELATOS DO 1º  CONGRESSO INTERNACIONAL DA HELLINGER SCHULE NO BRASIL

Este é meu presente de 2018 para você! 
Que veio dos presentes que ganhei do Bert e Sophie Hellinger 
e dos Docentes da Hellinger Schule: 


O que você ganha com a Constelação Familiar?

Foto do 1 Congresso Internacional DNA da Constelação Familiar - 6 - 9 de dezembro de 2018
Último dia - da esquerda para direita: Foto do Bert Hellinger com a Sophie Hellinger,
Angelica Olvera, Gerhard Walper, Wolfgang Deusser, Joel Weser, Renato Bertate, 
Sami Storch, Cristina Llaguno, Thomas Wittig e falta a Mimansa nesta foto.




Introdução - Crescer


Prabhat Ranjan Sarkar disse que há três formas de expansão espiritual: experiências que tiram a gente da normalidade (como viagens e posturas de yoga invertidas, por exemplo), vontade de crescer e a dor. Na Constelação Familiar testemunhamos estas três esferas de crescimento. A dor à serviço da evolução e da paz. A experiência no velho e no novo e a vontade de crescer.


DNA das Constelações: Vontade e Possibilidades

Só quem não aguenta mais a dor está pronto para a sua constelação. Só quem quer mudar de fato uma situação pode aguentar um novo passo. Não é se livrar de algo, é querer mesmo transformar a dor em benção. E isto exige esforço e paciência. Sem esta força interior, que aguarda o novo passo, a pessoa não tem a seiva necessária para encontrar ou lidar com uma solução de um problema ou uma dor.

Às vezes é mais fácil continuar muito magoado com a mãe ou o pai, já que isso pode ser usado como uma boa desculpa para os nossos fracassos, do que assumir a responsabilidade de encontrar outra maneira de lidar com o que aconteceu e com eles. Repetimos o mesmo itinerário de dor em relação a eles recebendo a mesma resposta, mas esperando que algo saia diferente. Nem pensamos em tentar outro caminho.

A nossa vida costuma travar em diversas áreas para nos ajudar a querer a solução que antes negávamos. De repente, paramos de achar culpados pelas nossas desventuras e ficamos adultos, de frente para o nosso destino. Não quer dizer que os pais não erraram, quer dizer que nós podemos fazer um pouco diferente. Por exemplo, reconhecendo que eles acertaram muito ao nos trazer para esta vida.


Esta foi uma das dicas preciosas da Sophie Hellinger de como as constelações são selecionadas em seminários. E, além dela, outros aprendizados transformadores foram vivenciados no 1º Congresso Internacional da Hellinger Schule aqui no Brasil, a escola de Constelação Familiar Original, dos criadores da Constelação Familiar Bert E Sophie Hellinger.

Sophie Hellinger em uma Constelação de Casal transformadora


Qual é o DNA da Constelação Familiar? 

Nos perguntava Sophie.

- Algumas heranças chegam pelo DNA dos pais, mas temos muito mais possibilidades de fazer um pouco diferente do que herdamos. Como podemos, então, fazer isso?

Esta era a questão chave dos seminários durante o congresso. Como acessamos estas novas possibilidades, este DNA da Constelação Familiar?

Gerhard Walper e Daniela Migliari Como as constelações familiares revelam as dinâmicas ocultas das relações de casais?

Quando olhamos com amor não há culpa 

O pedagogo e psicoterapeuta Gerhard Walper abriu o evento e nossos corações tirando da culpa o foco das adversidades. Quando olhamos com o amor todo abrangente para uma situação não há mais lugar para a culpa pessoal.

E este olhar revela, por exemplo, que há vícios que buscam o pai que não pode ser incluído: ordem oculta do Amor – todos pertencem. Há problemas em empresas porque os fundadores não são respeitados: ordem do amor - hierarquia. Há relações de casal nas quais espera-se do parceiro o que nem foi pedido. Só um bebê espera da mãe o que ainda não se sabe pedir. Dos pais ganhamos muito mais do que podemos dar para eles, nas parcerias trocamos de igual para igual comunicando claramente, e sem jogos, o que precisamos: ordem do amor – dar e receber. Há problemas de saúde com o sintoma apontando a estrada de amor fechada, aguardo ali uma solução ainda não encontrada por gerações, etc.

Quem olha com este amor abrangente não pode culpar mais nada. Todos no Congresso pareciam ter entrado em sintonia com o Bert Hellinger, criador das Constelações, por meio do Gerhard. Foi com este olhar e a postura fenomenológica (sem medo, teorias, pena ou intenção) que Hellinger criou as constelações e revelou como atuam as ordens ocultas do amor.


Tomar a vida que veio dos pais e seu impacto em nossa realidade

Depois veio outro docente da Hellinger Sciencia, tão maravilhoso como o Gerhard, o Wolfagang Deusser mostrando que flutuamos no mundo quando não tomamos a vida dos pais. Plainamos até as instituições religiosas ou caminhos espirituais, por exemplo, que nos fazem sentir melhores do que a nossa família até estas organizações se tornarem a mesma prisão da qual queríamos fugir. Quando não tomamos nossos pais exatamente como são, julgando-os, nos aprisionamos em algo. Ao contrário, quando aceitamos nossas origens, as raízes se fortalecem e fazem a sua função: deixam a vida mais nutrida e estável.

Isto ficou visível no palco do Hakka, local do evento, quando a pessoa que representava a vida atrás dos representantes de um pai e uma mãe, ficava fraca quando a pessoa negava sua origem e ia buscar algo “maior” que os pais para se apoiar. E a representante da vida ficava forte quando esta pessoa, também um representante escolhido no público, se voltava e honrava a família de onde veio.

Wolfagand Deusser, Daniela Migliari e Matthias Bronk na tradução.
As diversas dinâmicas na formação de uma família e as constelações familiares


O Salto Quântico: da repetição ao universo de novas possibilidades 

À tarde tivemos mais presentes dados pela Sophie Hellinger. Um deles foi pedir para a querida  Janine Ferro Lôbo (psicóloga) colocar uma música para nos animar depois do almoço. O corpo precisa estar inteiro e o sorriso também se queremos fazer um salto quântico. E foi assim que a Sophie nos levou até o DNA das constelações, este universo de novas possibilidades. E o que são estas possibilidades?

Na prática foram as constelações, meditações, ensinamentos e pequenos exercícios sistêmicos, mas ficou escancarado quando a Sophie e a Angélica Olvera, saltaram universos na nossa frente.

- Angélica, o que é quântico?    
    
Perguntava Sophie.

- Quântico é um espaço muito, muito, muito pequeno (e a Angélica é bem pequena), que cabe muita, muita, muita informação (E a Angélica sabe muito). Quando estamos em paz podemos acessar este espaço quântico com novas informações, que são mistérios.
(é mais sofisticado do que isso, mas é o que eu pude entender)

- Então a Constelação Familiar pode nos levar para esta experiência quântica, Angélica?

- Sim! Veja bem: você, você, você, você... subam ao palco. Todos eles são o passado desta pessoa. Em cada uma há muitas informações que se conectam umas com as outras. Este passado é espelhado no futuro. Suba ao palco você, você, você, você... que são o  Futuro, com  estas mesmas informações que vem do passado. Então este futuro é o espelho do mesmo campo de informações do passado e nós estamos entre um e outro.

- O futuro é o espelho do passado?

- Sim, aqui sim. Mas quando estas informações do passado ficam em paz, abre-se uma outra janela de possibilidades. Você aí na plateia, você aí na plateia, você aí na plateia... todos vocês na plateia são outras possibilidades que não sabemos como são. Sim, a Constelação Familiar é quântica porque quando o passado fica em paz abre-se uma infinidade de possibilidades misteriosas. Não sabemos como ela é, mas ficam disponíveis.

Angelica e Sophie mostrando as diversas possibilidades!

Nesta hora eu já não queria mais saber do passado, nem do futuro espelhado, só olhava para o desconhecido, me dando um frio na espinha ao mesmo tempo um alento: tudo pode ser diferente. Há muitas possibilidades! 

Angélica continuava:

- Mas isto dá medo! O novo dá medo e um pouco de solidão.


Quem tem medo do novo? 

Uma moça corajosa falou:

- Eu sempre atraio homens que não estão disponíveis.

E a Sophie respondeu mais ou menos assim:

- Ela repete isso todo dia! Há quanto tempo? É uma crença que ganhou raízes nela e que a deixa num espaço seguro. É muito difícil para você aguentar um homem 24 horas, não é? É melhor acreditar que só consegue homens indisponíveis do que ver que não aguenta um homem tanto tempo?

E eu pensava, é o passado e o futuro dela. E quais são as minhas crenças passados que trago para o meu futuro? 

Quantos discos interiores arranhados temos? “Tenho o dedo podre para homens/mulheres”, “Não atraio dinheiro”, “Sempre perco tudo o que ganho”, “Quero ser merecedor/a de afeto”, que quer dizer que a pessoa pensa 24 horas por dia que não é merecedor de nada, etc. etc.



Evento do Facebook criado por Thamiriz Liz . O Humor liberta Também!
Reparem na data - muito 2 para dar sorte  nas parcerias :)



Quando fizermos as pazes com o que de fato está por trás destas crenças, quantas possibilidades misteriosas de futuro teremos?


A Ampliação do Olhar na solução de Conflitos

Joel Weser, o docente que nos alinha no corpo para este futuro de possibilidades aparece! Com ele vivenciamos o que acontece quando há conflitos.

Duas pessoas no palco apontavam os dedos uma para outra, como acontece em um embate. Ele dizia mais ou menos isso:

- Ele acha que o problema é ela. Ela acha que é ele.  Agora ampliem o olhar!

E com os dedos o Joel tocava a testa para logo em seguida abrir os braços ao longo da amplitude do espaço.

- Ampliem o olhar.

Ele dizia.

-  O que ele coloca nela que é dele e o que ela coloca nele que é dela? De onde vem isso? Ampliem o olhar! O que ele nega tanto, com um imenso não, que ela estimula nele e vice-versa?

Foi aí que todos nós, em duplas, viramos aquilo que a outra pessoa mais negava, ou odiava, ou a aprisionava. Seguramos com força a pessoa, que com mais força ainda nos negava. Ficávamos mais fortes. Agora estas pessoas diziam sim, internamente, para a situação que ela repudiava e, incrivelmente, perdíamos a força e a soltávamos.


Joel Weser, Daniela Migliari e Matthias Bronk
Presença e Postura para ver o que não era visível, por exemplo, no encontro com o parceiro.



A reconciliação na justiça

Na conferência de Direito Sistêmico – Constelação Familiar aplicada na justiça -  com o juiz Sami Storch e a advogava e psicóloga Cristina Llaguno o tema dos conflitos foram abordados novamente.

Sami, pioneiro do Direito Sistêmico no Brasil,  nos mostrou como um advogado que não está reconciliado com um dos pais pode tomar partido em uma separação de seus clientes, ou como uma sede de vingança na família pode fazer outro causídico buscar vingança em todas as suas causas. 

E não é só no direito que estes passados viram futuros. Um psicólogo pode querer salvar a mãe em todos os pacientes ou se salvar neles, roubando toda a energia daquele de quem pensa cuida. Um professor, que se acha melhor do que a mãe que não estudou, pode se sentir melhor do que os pais das crianças que ele ensina. Um atleta de esporte de risco pode estar olhando para a morte, como um suicida ou alguém morto na família que está excluído. Um empresário pode destruir seu patrimônio porque está fiel às dificuldades de sobrevivência de seus ancestrais, ou porque o seu dinheiro veio da perda de muitos, etc.


Então a inspiradora Cristina Llaguno, usando o exemplo de Joel Weser, mostra como o conflito aparece num tribunal.


Joel Weser, um participante e o Matthias Bronk

- Aqui estão dois clientes. Vocês se enfrentem empurrando cada um o ombro do outro. Como o Joel mostrou esta manhã. Fiquem assim, nesta tensão. Cruzados sobre vocês, estão os advogados deles que se empurram também, numa tensão cruzada, formando uma cruz de conflitos. Quando nenhum destes conflitos encontra uma solução, porque projetam em cada um algo que ainda não integraram em si, por exemplo, a tensão cairá sobre o Juiz que é empurrado – os quatro começam a forçar o Juiz – contra a parede.

Como um juiz ou um terapeuta não deixa uma situação escalar eles forçando-os a tomar uma decisão que pode piorar o embate? Como um advogado não piora uma situação?

Constelação Familiar para solucionar um caso de Alienação Parental

Nesta hora fizeram uma constelação de um pai que não podia acessar seu filho. A mãe estava em litígio contra ele há 10 anos. Ele por sua vez, acabou fazendo direito para lutar contra a alienação e não enxergava como a luta que travou com a ex-esposa rachava o garoto ao meio. Durante a constelação este pai machucado falou para a alienadora, com sinceridade e algumas vezes:

- Eu reconheço você. Eu amo você em nosso filho. Você tem um lugar. Eu te amei muito...

A raiva deu lugar ao choro, que deu lugar ao amor, que deu lugar à ex-esposa, que deu lugar ao filho. Com o tempo, vimos a pessoa que representava a mãe deixar o representante do menino abraçar o seu pai, com um sorriso!  

Um dos dois, depois de 10 anos de dor, resolveu ser o primeiro a acessar aquele amor que os uniu até seu filho. Ele desistiu da guerra e queria trazer a paz novamente. Ele deixou as armas de lado, parou de culpá-la e não esperou que ela o reconhecesse. Este papai deu o primeiro passo sem esperar mais nada, por amor à criança.

Mas quando estas situações não encontram solução, podem até virar doença.

Das Enfermidades ao Reencontro

Renato Bertate, médico e facilitador de constelação, mostrou a finalidade de alguns sintomas. Muitos deles atravessando gerações e esperando uma solução. Por exemplo, uma alergia pode ser a repulsa por alguém que espera ser reintegrado. As doenças dos filhos podem ser a brigas dos pais que não encontram reconciliação.

Nada disso é culpa dos pais ou da pessoa que rejeita a outra, mas o amor exigindo que amplie-se sua circunferência para incluir mais. E assim vermos as dinâmicas ocultas por trás dos sintomas e enfermidades, aguardando um novo passo.

As Ordens do Sucesso

Ele também esteve falando da saúde das empresas com o Gerhard e o Thomas Wittig nas Constelações Organizacionais. Os três docentes se revezavam generosamente para mostrar as ordens que garantem o sucesso numa empresa, por exemplo. Nas Constelações Familiares, o Bert Hellinger é o grande criador e reconheceu diversas vezes o avanço que a constelação teve com a sua esposa Sophie ao lado dele. O Gerhard é o docente mais antigo na Hellinger Schule na Alemanha e foi o professor do Thomas. E a Mimansa trouxe a Constelação ao Brasil e foi a professora do Renato.

No saber específico de empresas o Thomas tem precedência e na medicina o Renato tem precedência, embora todos reconheçam que sem o Bert, a Sophie e os docentes não poderiam aplicar a constelação em suas competências. Se esta hierarquia é respeitada o movimento pode seguir em frente:   o mestre Bert Hellinger e Sophie como os criadores, o docente Gerhard e Mimansa preparando outros facilitadores e o Thomas liderando as constelações organizacionais e o Renato a saúde.

Thomas Wittig e Daniela Migliari
Constelações Familiares e as Empresas 
Como os emaranhamentos familiares aparecem nas organizações, por exemplo?



E ainda houve mais e mais presentes:

“Depois de cada regime se ganha 5 quilos a mais do que se perdeu. A renúncia não traz a solução” – Sophie Hellinger sobre os regimes.

- O que faço para não desistir?  Perguntou um participante para o Joel Weser:
“- Aceite a Resistência!”

“Sorria para ela.” Sophie nos conduzia a sorrir para algo que quem usa óculos não quer ver. E nos deu uma movimento do Cosmic Power para a solução daquele encontro tão ansiado e temido. 


No último dia o Bert Hellinger enviou uma carta de presente para todos nós além de podermos escutar alguns trechos de sua autobiografia. Nelas escutávamos a melodia de sua escrita, uma nave para outras dimensões de possibilidades. Era uma chuva de bençãos! Se quiser receber este presente de sabedoria, só clicar no título acima.

Aprendemos também um pouco mais de reconhecimento, gratidão e a deixar as coisas em ordem, quando ele disse que havia passado a Hellinger Schule aos cuidados e liderança de Sophie Hellinger, para que a sua obra pudesse seguir em frente. Reconheceu o quanto isso exigia dela. O grande esforço para manter a Ciência dos princípios da vida e das relações humanas – a Hellinger Sciencia  crescendo e podendo chegar  cada vez mais à mais pessoas. Ele agradecia a generosidade da vida que lhe permitia tanto tempo: seu aniversário de 93 anos era logo em seguida do congresso. E agradecia ter podido fazer tanto, como se olhasse para orquestrador de todos aqueles passos, sem perder a sua autoria.

Ao final, todos estavam em silêncio e um facho quente de luz saía pelas minhas mãos. Onde eu tocasse, algum sintoma podia ser aliviado. Nunca havia sentido aquilo com tanta força. Mais um presente, mais uma possibilidade não imaginada.



Hellinger Schule para tod@s!

Estas vivências, conseguir a paz em sua alma, transformar um bloqueio em uma oportunidade, conhecer as ordens ocultas do amor e do sucesso, as ordens da ajuda, os círculos de amor e as consciências pessoal, coletiva e espiritual estão a sua disposição na Hellinger Schule na Alemanha e aqui no Brasil. Esta é a escola da Constelação Familiar Original, a Fonte das constelações. Junto à Innovare, aqui no Brasil, você pode se formar em constelação familiar e suas aplicações ou frequentar os cursos como um percurso pessoal de crescimento. É para todos aqueles que querem ser mais felizes e ver seu entorno ficando mais feliz também. 

Formação em Constelação Familiar Hellinger
Formação em Direito Sistêmico - Constelação Familiar Hellinger aplicada ao direito
Constelação Familiar Hellinger e Saúde 
Pedagogia Sistêmica - Constelação Familiar Hellinger aplicada à Pedagogia
Constelação Familiar Hellinger aplicada às Empresas, Gestão e Negócios





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Muita gente diz “eu não consigo meditar!”, e estão absolutamente certas! É impossível! Meditação não é um ato, mas um estado que se ...