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28 de jan. de 2023

513) A Insustentável Leveza da Mulher Idealizada

 

A Insustentável Leveza da Mulher Idealizada

Mônica Clemente (Manika)


Insegurança ou autoestima baixa 

podem ser os frutos de um ideal feminino 

vendando os olhos de uma mulher

 

Se uma mulher se sente insegura diante de outras mulheres quando está com o parceiro, sem motivos para isso, talvez ela tenha uma mulher idealizada atuando por trás dos panos.

 

Se, mesmo sendo cortejada, a mulher imagina que o pretendente preferiria uma das suas amigas, talvez ela esteja se comparando demais com o seu ideal feminino. 

 

Esta fantasia pode ter sido gerada por uma relação difícil com a mãe, que a fez desejar outro tipo de mulher como matriz.

 

Esse desejo é projetado no namorado que, apesar de desejá-la, “busca a mãe ideal em outras mulheres” aos olhos dela. Posteriormente esta projeção recairá sobre a sogra.

 

A Mulher Ideal também pode ter sido construída, inconscientemente, pelas “18 dicas para ser irresistível”.

 

Ou por uma mãe que competia com a filha, porque ela mesma seguia alguma idealização como a da mulher fatal, ou da dona de casa perfeita.

 

Pode ser que um pai tenha projetado a sua anima (contrapartida feminina no homem) sobre a filha, que se sentiu mais admirada do que a própria mãe. 

 

Ela, então, fica presa ao fascínio de “conseguir” atender à imagem feminina Idealizada paterna, “melhor” do que a sua mãe, perdendo o fio que a conecta com seu feminino. 

 

Ao mesmo tempo em que se sente fracassada, porque não tem como continuar se anulando para atender à estes ideais.

 

Outra dinâmica é a identificação com uma ex-parceira descartada levianamente pelo pai e etc.

 

O fato é que existe uma mulher maravilhosa, de carne e osso, que projeta a sua idealização em todas as mulheres que admira.

 

Menos nela mesma. Só se for para se comparar e perder na comparação. 

 

Até que ela decida aparecer de verdade, para si e para o seu parceiro, terá a insustentável leveza da Mulher Idealizada entre ela e as suas relações.

 

———

Tenho visto estas dinâmicas, eventualmente, em Mapas com Netuno e/ou a Lua e/ou a Vênus na casa 7 e 10.

 

Ascendente em Virgem. Ou Netuno conjunto com Vênus ou Vênus na casa 12. 

 

E em mulheres que sempre acham que tem uma mulher melhor do que elas para todo homem que ela se interessa.

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#insegurança #familienstellen #Freud #Jung #Hellinger #psicanalise #Feminino #constelaçãofamiliar 

 

21 de dez. de 2022

503) Quando Tudo começa a dar certo...

 

Quando tudo começa a dará certo...

Mônica Clemente (Manika)

 

Quando tudo começa a dar certo, algo se libertou. Como se libertou? Sintonizando os desejos com a missão. Como se faz isso? Se libertando… 

 

A liberdade é sentida como fluidez. E tudo flui quando alguém sincroniza o seu desejo com a sua missão. Não a sua missão com os seus desejos, nem os seus desejos com o medo, como Freud observou.

 

Esta pessoa passou a desejar o caminho que a deseja.

 

Qual a força de alguém que nasceu com uma missão que despreza? Que não a reconhece como o desejo mais profundo da sua alma?  Imagina nascer para ficar rica temendo a própria ideia da riqueza?

 

Como sintonizar o desejo com a missão, então?

 

Para o Tantra Yoga, que é o caminho da libertação da ignorância, basta ter o desejo de se lembrar quem é.

 

Ignorância, aqui, se refere aos preconceitos e à falta de conhecimento sobre si mesmo e o mundo, a ponto de levar o tântrico a não cumprir a sua missão. Missão, neste caso, é caminhar de acordo com a sua bem-aventurança, que é o próprio desejo do caminho pelo caminhante. 

 

Quando uma pessoa é iniciada, gratuitamente, na meditação tântrica da Ananda Marga, por exemplo, o seu mantra pessoal começa a cutucar a sua ignorância: tudo o que a impede de ser feliz.

 

Ao final da meditação, ela faz o Gurupuja, a prática de se entregar e entregar a sua “ignorância” a uma força maior. Como só o Gurupuja não dá conta das expurgações que surgirão, depois das meditações, na forma de medos, angústia, karmas negativos, ilusões, preconceitos etc.. chega um tipo especial de sonho.

 

Este tipo de sonho é outra estratégia gratuita dada ao buscador. Nele, tem orientações e a própria FORÇA para realização dos desejos da alma.

 

Para ativar esta força, é preciso uma interpretação adequada do sonho, feita por um bom psicanalista, libertando o sonhador dos medos dos seus desejos.

 

Aqui nada é gratuito. A libido do buscador precisa bancar esta etapa do processo, se ele quiser. Quando a interpretação atinge o alvo, algo se liberta e é realizado no mundo, dando a sensação de fluidez.

 

Então, não basta desejar. É preciso que a Lua na gota de orvalho deseje (como) quem a deseja por trás do Luar.

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#prsarkar #sonhos #tantra #libido #desejo #medo #psicanalise #Freud #Meditacao #yoga

 

24 de out. de 2022

490) Mentiras no Divã de um Psicanalista

 

Mentiras no Divã de um Psicanalista

Mônica Clemente (Manika)

 

Eu achava que as piores mentiras eram aquelas que contávamos para nós mesmos. Quando uma pessoa diz ao psicanalista: “ele tem problemas com o pai e por isso não consegue ser fiel, mesmo querendo.”

 

E o psicanalista a ajuda perguntando: “você quer namorar um mentiroso?” para fazê-la refletir se está se envolvendo com alguém “tão sincero” que conta todos os problemas com a esposa ao mesmo tempo em que as engana.

 

Eu achava que essa era a pior mentira de todas. Não a mentira do mentiroso, que se faz de sincero para continuar enganando, mas a mentira que contamos para nós mesmos para continuarmos a ser enganados. No entanto, existe uma mentira pior. Aquela com ares de proteção. 

 

Primeiro ela ataca, disfarçadamente, uma pessoa, fazendo com que ela pense que tem um inimigo, seja um pai, uma mãe, um amigo, um povo, um país, um profissional etc. Este inimigo, criado com mentiras que dão medo, tem todos os defeitos do mentiroso projetados nele. Então o criador da mentira diz: “

 

“Fique tranquilo! Eu tenho como proteger você.”

 

Nas alienações parentais, por exemplo, uma mãe ou pai fala mal, sem nenhuma razão, do outro genitor, fazendo as crianças entrarem em pânico. Assim, elas se afastam do genitor transformado em inimigo, buscando proteção naquele que criou o medo.

 

Nas relações abusivas acontece o mesmo. Um dos parceiros ataca a autoestima do outro com mentiras, até a sua vítima acreditar que só ele, o abusador, pode protegê-la do mundo cruel criado por ele.

A mesma armadilha aparece em organizações que funcionam como as milícias ou as máfias. Eles atacam para depois venderem proteção, fazendo suas vítimas acreditarem que existem inimigos dos quais eles são a salvação.

 

Como se livrar desta mentira que faz as pessoas buscarem proteção na mesma fonte que criou seus infortúnios?

 

Aprendendo a pensar. E como se ativa o pensar? Com perguntas do tipo: será que eu quero namorar um mentiroso?

 

Nunca com perguntas do tipo: “por que eu atraí isso?” Essa pergunta culpabiliza a vítima, enquanto a outra dá uma saída:

 

“Não, eu não quero namorar um mentiroso”. Ou “sim, eu assumo os riscos.”

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

Quadro "Mulher Reclinada em um Divã" de Joseph-Désiré Court

 

#mentira #Alienaçãoparental #familienstellen  #psicanalise #autoestima #relacaoabusiva 

 

29 de jun. de 2022

457) Ninguém Vê o Próprio Rosto sem a Ajuda de um Espelho

 

 Ninguém Vê o Próprio Rosto sem a Ajuda de um Espelho
Mônica Clemente (Manika)


É verdade que depois de uma idade podemos fazer muitas coisas sozinhos. Inclusive refletir sobre o mundo e si mesmo. 

 

Ninguém consegue fazer isso, no entanto, sem o reflexo de tudo e todos que estão em seu entorno.

 

Podemos também ver os nossos seios, barriga, sexo, coxas e pés com os nossos próprios olhos.

 

Mas se quisermos ver o nosso rosto, precisaremos da ajuda de um espelho. E se quisermos ver as nossas costas, precisaremos de dois deles. 

 

Da mesma forma, os relacionamentos, as terapias, as estações do ano e os seres da natureza. Eles mostram algo que não conseguiríamos ver sozinhos.

 

Ainda assim achamos que podemos tudo.

 

Sendo que morreremos sem que os nossos olhos vejam o nosso rosto diretamente, mesmo que a gente possa ver as outras pessoas por inteiro.

 

Acho que esta é a expressão máxima da conexão entre todos os seres. 

 

Somos incapazes de nos enxergarmos totalmente, o que nos torna dependentes.

 

Ao mesmo tempo, podemos ver nossos filhos desde o ultrassom até a maioridade, os amigos e os outros seres. 

 

O que temos feito com este poder de ser os espelhos dos outros? 

 

Temos esquecido que eles também são os nossos espelhos?

 

Se tudo for destruído, nunca mais nos veremos. E se tentarmos nos ver sem ajuda, não nos enxergaremos. 

 

É por isso que o “eu” mora no peito, onde o nosso dedo aponta e a nossa visão pode alcançar. 

 

Já o “nós” está na troca de olhar. 

 

 

#conexoesocultas #conexoessutis #alteridade #eutevejo #precisodevoce #ajuda #vulnerabilidade #nós #ego #dependenciapositiva #espelho #espelhar 

 

16 de jun. de 2022

454) O Maior Presente dos Filh@s para seus Pais

 


“O maior presente que um filho dá ao pai e à mãe é ser seu filho, assim os pais se tornam pai e mãe”


Eugenio Davidovich  

 

Alguns pais só “vão ter” seus filhos tarde na vida. Ou, de outra forma, seus filhos só caminharão até eles já adultos. Tem até bons pais que nunca os terão, se alguém ficou falando mal deles desde o deboche sistemático até a alienação parental.  E “bom”, aqui, não quer dizer perfeito.

 

Têm boas mães que “perdem” seus filhos nos primeiros anos da vida deles. Dito de outra maneira: seus filhos não caminham mais para elas ou rejeitam seus cuidados porque um dos dois (mãe ou filho) ficou doente ou longe por mais tempo do que a criança pudesse suportar. Ou porque também houve deboche e desprezo sistemático e até alienação parental. 

 

Existe ainda outros motivos que fazem as pessoas deixarem de exercer sua jornada como filho/a. Por exemplo: quando elas mesmas julgam cegamente seus pais; querem salvá-los e até debocham, excluem e os desprezam. Ou quando se tornam juízes, capatazes, aliados parciais e até mãe ou pai dos seus pais. 

 

Pode ser que haja, repito, um movimento de amor interrompido, quando na infância a mãe ou o pai por algum motivo estava longe fisicamente por mais tempo do que a criança podia suportar. Mas, como diz Mimansa, “nunca é tarde para ter os pais. E é sempre a primeira vez”. 

 

Geralmente, quando pensamos nisso, começamos a justificar nossas barreiras emocionais em relação aos pais citando os erros deles.  Mas o foco aqui é destacar nosso poder de escolher a forma como nossa jornada de filho será, até descobrir aqueles caminhos mais favoráveis para relação com eles. Nosso foco neste texto e na vida, não é descobrir como mudar a jornada dos nossos pais (que também podem reavaliar suas ações).

 

Pode até ser que o melhor caminho para eles seja parar de caminhar até eles, se isso for o mais adequado em um momento. Portanto, se os pais cometem erros, os filhos podem ficar presos neles por anos, ou descobrirem outros caminhos melhores até seus pais.

 

Por isso o Hellinger dizia uma frase sanadora para estas situações: Todo pai e mãe são os certos e seus filhos também. 

 

Ou seja:

 

Ser filho, todos nós somos. Mas ser filho dos nossos pais é uma jornada e tanto!

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#EugenioDavidovich #BertHellinger #mimansa #paisefilhos #mãesefilhas  #paiemae #familienstellen #amor #constelacaofamiliar #psicanalise #jornadadosfilhos 

 

20 de out. de 2021

369) O Beijo e o Amor

 

Esta linda frase é de um amigo do meu psicanalista Eugenio Davidovich. Eu a escutei no divã há mais de 12 anos. Por isso eu a atribuo ao Eugenio, uma vez que este texto só foi possível graças a ele.

O Beijo e o Amor

 

Tem um ensinamento tibetano que diz que duas pessoas com raiva gritam porque seus corações se afastaram. 

 

É como se estivessem em penhascos diferentes e a única forma de ver e se fazer ver de novo é no grito. 

 

Já com o amor é ao contrário: os corações estão juntos a ponto de fazerem as bocas silenciarem no beijo. 

 

Às vezes, no entanto, achamos que falar tudo o que sentimos e pensamos garante a própria saúde e a saúde da relação. Confundindo “falar” com comunicação.

 

Desconsiderando o fato de que pode haver cobranças, críticas, acusações, projeções e desabafos numa simples conversa, que vão minando a aproximação do coração. 

 

A DR (discutir a relação), então, se mal-feita, piora tudo. 

 

E para coroar os mal-entendidos, vamos buscar conselhos de amigos, abrindo a intimidade do casal para a livre interpretação de terceiros. Mais vozes no caminho. Ecos entre as montanhas que nos separarão.

 

Então devemos nos calar totalmente? 

 

Não! 

 

Falar tudo o que sentimos e pensamos é necessário para o autoconhecimento e saúde mental, se fazemos isso num diário e, principalmente, se estamos com um terapeuta capaz de analisar nosso inconsciente a partir do que foi falado.

 

Nesta hora descobriremos, em nós mesmos, camadas de amor cobertas com alfinetadas. E de ódio precisando de amor. 

 

Na relação de casal (qualquer relação, na verdade), precisamos aprender a difícil arte de nos comunicar (diferente de falar).  

 

Porque esta arte lida, no mínimo, com duas pessoas incapazes de prever e controlar o que criarão juntas. E impotentes para atender expectativas. 

 

Logo, o caminho de aproximação, por meio da comunicação, é uma construção. E se não estamos felizes com ela, ainda existe a terapia de casal. 

 

Assim, aprendemos a arte de escutar com discernimento, mas sem julgar, a expressar o amor, o que não se quer, o que se precisa, o que faz feliz, o que se sente e o que calar, sem perder de vista o continente do beijo.  

 

Mônica Clemente (Manika)

 

          Quadro: O Beijo - Gustav Klimt

 

#TerapiaDeCasal #Psicanálise #Beijo #OBeijo #Amor #Inconsciente #Comunicação #SaúdeMental

 

28 de nov. de 2020

220) A Observação a Laser de Alguns Terapeutas

 


Nesta foto eu, Mônica Clemente (Manika), estou entre o Hellinger e a Sophie. Era 2013, em Bad Reichenhall, e eu caminhei até eles para fazer minha Constelação Familiar.

Os Hellingers não falaram nada e já sabiam de tudo. Minha Constelação levou 15 minutos entre o meu espanto do Hellinger ter acertado o alvo em 10 segundos e o que acontece até hoje, 7 anos depois.

Quando eu fiz a 1a entrevista com meu psicanalista (2008), em 5 minutos ele acertou o alvo também e mudou minha vida.

Até 2020 eu me perguntava como eles tinham feito aquilo de não me conhecerem e, sem rodeios, serem certeiros no que eu precisava?

Minhas respostas eram: são muito experientes. Os dois estavam em torno de 80 anos com mais de 40 ajudando os outros. São bruxos, sábios, intuitivos...

Aí, eu fiz o AT101, curso introdutório de Análise Transacional com a Regina Silva, que leva 4 noites. E então descobri a mágica. A mágica é sim composta pelos anos de experiência dos terapeutas em suas respectivas áreas, suas intuições e sensibilidade, assim como um “detalhe” que me escapava.

Na Análise Transacional este “detalhe” se chama Estados de Ego. Caminhamos a vida todas pelos estados do Pai/Mãe, Adulto e Criança. E eles se dividem em mais alguns estados, no circuito positivo e negativo.

Me observando, eu caminhei até o Hellinger e até o meu psicanalista em determinados estados de ego no circuito negativo.

E, embora o meu psicanalista não tenha usado a AT, como possivelmente o Hellinger pode ter usado, já que trabalhou com o Script da Análise Transacional por anos, os dois viram qual a minha postura e, portanto, a dinâmica que eu estava emaranhada.

Com a psicanálise e a Constelação a gente aprende a observar o mundo sem expectativas. E com a AT aprendemos e ver estes estados de ego na gente e nos outros, a migrar por eles para formar relações positivas e a desmanchar jogos psicológicos doentios.

Aprende sobre permissões, outra “mágica” para sair dos mandatos, e sobre transações, contratos, script e muito mais.

Se sentir o chamado de fazer o AT101, fala com a Regina Silva pelo WhatsApp (021 11) 99111-7136.

#AnáliseTransacional #EricBerne #BertHellinger #SophieHellinger #InternationalCamp #HellingerScule

627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

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