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25 de abr. de 2023

534) Exercícios Mentais para Fazer a Qualquer Momento

 

Exercícios Mentais para Fazer a Qualquer Momento:

Com Pequenos Passos e as Grandes Transformações da Constelação Familiar

Mônica Clemente (Manika)

 

·      Ao ter que fazer algo no celular, realize a ação diretamente (sem ir para outro aplicativo além daquele que atenda à sua meta). Isso fortalece a mente.

 

·      Continue, eventualmente, se desviando do que precisa ser feito. A criatividade nasce dos desvios.

 

·      Diga para você mesmo e para seus filhos: “Lembre-se de …” ao Invés de “Não vai esquecer o/a…” A mente se fixa na ação e não na negação.

 

·      Quando estiver escutando uma pessoa, preste atenção. Até um absurdo fica do tamanho certo quando estamos atentos. Se for muito absurdo e estiver atento, vai encontrar uma saída rapidamente.

 

·      Escreva suas ideias na hora que vierem. São joias que desaparecem no oceano dos afazeres.

 

·      Anote seus sonhos num caderno assim que acordar. No final você vai ter um livro com uma narrativa clara da sua natureza mais íntima. 

 

·      Sonhos angustiantes, na maioria das vezes, dizem que você está impondo sobre si mesmo o tema do sonho. E ele não condiz com a sua natureza.

 

·      Ao ter um grande insight, lembre-se que haverá um tempo para a readaptação que ele fará em sua vida.

 

Isso não quer dizer que tenha que ficar sozinho elucubrando o novo aprendizado. Mas sim ficar receptivo ao que ele vai lhe proporcionar.

 

(Não se mexe a terra semeada sem atrapalhar seu florescimento).

 

·      Se estiver ansioso, se pergunte: o que eu estou me negando?

 

·      Se estiver desesperado, se pergunte: quem realmente pode me apoiar?

 

·      Procure aquela pessoa que você não pede ajuda, mas faria tudo por você. Geralmente é o pai que você ainda não aprendeu a conversar, pensando que ele tem que ser igual à sua mãe. 

 

Se não tiver alguém mesmo, descobrirá a raiz de todo desespero: a falta de apoio. 

 

·      Então, procure um terapeuta que você se sinta apoiado e que ensine você a buscar e criar relações de apoio.

 

·      Se você estiver bem alimentado e, mesmo assim, quiser comer “porcarias”, beba água. A cede tem mil rostos.

 

Se a vontade não passar, coma o que quiser com o prazer e deleite de uma criança autorizada a amar o pai e a mãe. Com certeza você comerá menos do que comeria com culpa e todas as outras cedes. 

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#mente #Meditacao #disciplina #Sonho #Terapia #Apoio #mãe #pai #desespero 


1 de ago. de 2022

469) Não Curo quem Sou. Me Curo para Ser quem Soul

 

Não curo quem Sou. Me curo para ser quem Soul

Mônica Clemente (Manika)

 

O maior presente que uma pessoa pode nos dar é ser ela mesma! Quem está pronto para dar e receber tamanho presente?

 

Quem já se criticou ou foi criticado por conta de alguma característica essencial sua, já percebeu que o seu mundo ficou mais estreito.

 

Empurrar para o calabouço o que não entendemos sobre nós mesmos, ou o que a nossa sociedade não entende sobre o nosso comportamento, tem um desdobramento:

 

A indicação ou a busca de ajuda terapêutica para aprisionar mais ainda este eu, como se isso fosse uma cura.

 

Por exemplo, uma mãe ou pai extrovertido tem uma filha introvertida, igual ao seu cônjuge.

 

Digamos que o parceiro extrovertido tem algum problema de relacionamento por conta da introversão do outro, ou porque não aceita a introversão como uma característica normal de algumas pessoas.

 

Sem conseguir uma solução satisfatória no relacionamento, o parceiro extrovertido poderá projetar a sua insatisfação sobre a filha introvertida, atacando-a ou tentando consertá-la, levando-a ao psiquiatra para ver se ela tem algum problema. 

 

Se o terapeuta for comprometido com a verdade do inconsciente do seu consulente, a paciente encontrará sua cura: ser ela mesma.

 

Assim como encontrará um novo lugar em sua família, diferente da dinâmica familiar que a fez virar alvo da raiva de um dos pais, ou ficar no meio da briga deles.

 

Se o terapeuta for comprometido com ideias moralistas, suas ou da sociedade, a paciente “nunca mais” se encontrará.

 

É assim que as crises de identidade explodem na meia idade, época das verdades escondidas se libertarem.

 

Mas… e se uma pessoa nasceu para ter 2 parceiros simultaneamente? Será que conseguiríamos fazer o exercício de aceitá-la sem julgamentos morais?

 

Para tanto, é “só” lembrar de que quando aceitamos o que é essencial em nós mesmos, encontramos parceiros, trabalhos e caminhos de vida compatíveis com a gente.

 

Do contrário, passamos a vida tentando curar quem somos, ao invés de nos curamos para ser quem somos.

 

Mônica Clemente (Manika) 

 

#Terapia #autoconhecimento #alteridade #familienstellen #dinamicasfamiliares 

 

 

18 de jan. de 2022

411) O Tempo Yogue de Remendar o Coração

 

Rachel (Jennifer Aniston) e Ross (David Schwimmer) 
no episódio em que casam em Vegas, antes de outra separação.

O Tempo Yogue de Remendar o Coração

Mônica Clemente (Manika)

 

Assim como ficar sentados por horas, danifica a coluna, ficar tentando resolver um problema, sem descanso, não ajuda na solução. Como dar um tempo para encontrá-la?

 

Existe uma “postura” do yoga pouco conhecida. É o exercício mental de desviar o foco dos problemas, para o inconsciente encontrar uma saída sem a nossa atrapalhação. 

 

Podemos fazer isso com atividades físicas, mentais ou sensíveis, como correr, jogar sudoku ou assistir um filme. Assim, a mente pensa que conseguiu ajustar a realidade aos desejos, enquanto o inconsciente fica livre para remendar o coração. 

 

Os filmes românticos e de detetives, em especial, conseguem estas proezas. É um alívio ver um casal desajustado, como o Ross e a Rachel, do seriado Friends, ficarem juntos no último episódio da série. 

 

Não é relevante para as nossas angústias que o Ross seja ciumento, possessivo, manipulador e muito diferente da Rachel, desde que todo conflito deles acabe num beijo.

 

Ela, no começo das 10 temporadas, abre mão de um casamento potencialmente infeliz, desiste das manipulações financeiras do pai e recomeça do zero.

 

Depois, trabalha no que não quer até descobrir sua vocação, namora o Ross, que a ama desde a adolescência, mas a importuna com um ciúme paranoico, tratando seu trabalho com desprezo.

 

Eles ainda enfrentam outros problemas, até ela engravidar dele, sem estarem mais juntos. Além de bancar a maternidade e ficar mudando de apartamento, Rachel consegue um convite para trabalhar em Paris, com o Ross, subornando o chefe para ela não ir.  E, no último capítulo, a heroína do seriado, desiste de tudo para ficar com ele, por amor. 

 

E porque eu e milhares de pessoas no mundo inteiro ansiavam por isso. 

 

Na época, eu precisava que meus problemas com um namorado se resolvessem assim, de forma mágica. Friends sustentava meus desejos de ver minha relação entrar nos eixos, dando tempo para meu coração cicatrizar do seu fim.

 

Da mesma forma, é uma satisfação compensatória dos nossos sentimentos de injustiça ver o detetive Bosch, do seriado Bosch, fazer justiça.

 

É claro que o yoga não estimula este exercício mental até as raias do escapismo. O usamos com moderação. 

 

Inclusive quando estamos em terapia, para dar tempo dela se ajustar à Inteligência que nos guia.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

 #yoga #IsthaMantra #Solução #Terapia #Friends #Bosch 

 

18 de ago. de 2020

170) A Contaminação na Comunicação

 

A Contaminação acontece quando um pensamento de rejeição, desprezo por si mesmo, ou outras crenças depreciativas invadem nosso diálogo com outras pessoas, distorcendo a realidade. Vemos bruxos onde tem um chapéu pendurado.

Por exemplo, ao invés de dizer: “Posso te ligar?”, dizemos “Se não atrapalhar, você tem  um minuto para eu te ligar?”

Qual é a contaminação aqui?  “Eu sempre atrapalho.”

Ao invés de dizer “Eu recebo sua ex-esposa com você no Natal”, dizemos: “Eu sei que não me convidou, mas se você quiser meu apoio...”

A contaminação aqui é “eu nunca sou bem-vinda.”

Na posição adulta, ou quando estamos no ego adulto, conseguimos dizer ou pedir o que queremos, sem contaminação. Quem não pode nos ligar, dirá que não dá para ligar. Quem não nos quer no natal, agradecerá o apoio e dirá que não nos convidou para o natal. O apoio foi dado, e era isso.

A Contaminação aparece também nas interpretações das respostas dos outros. A pessoa diz não e pensamos que “somos horríveis”. Ou dizemos “eu te amo” e o outro sorri. Aí ligamos para amigos e perguntamos: o que ele quis dizer com o sorriso, que sou uma imbecil?

Se comunicar, dar amor, apoio e carinho não é máquina de cafezinho. Coloque uma moeda e receba o que comprou.

Há ainda outra contaminação, quando buscamos o terapeuta (sem ele saber) da nossa namorada/o, esposa/o ou pretendente, pensando que cataremos informações privilegiadas sobre o nosso objeto de amor. Aqui surgem 3 contaminações:

1.    O terapeuta vai sacar a manobra e não poderá atender a pessoa, que entenderá isso como um julgamento, mas não é. O Nome disso é ética profissional, por conta das outras contaminações:

 

2.    Tudo que o terapeuta disser será compreendido como uma indireta sobre o objeto do amor. E não é. O sigilo profissional não permite isso. Mas como o cliente tinha uma intenção velada projetará no terapeuta seu mecanismo.

  

3.    O cliente força, inconscientemente, um triângulo amoroso com terapeuta, que não cairá na armadilha e encerrará a terapia, sem dar explicação. Imediatamente o cliente cairá no “Inferno” do abandono, repetindo o trauma que busca curar. O terapeuta só ajuda se não negocia nestes termos, com mentiras ou manipulações, como possivelmente os pais do cliente fizeram. Não tem como explicar, porque quebraria o sigilo profissional. E porque entender algo não é garantia de mudança. Aqui só funciona o fio afiado do limite.

Como sair da contaminação? Terapia com um terapeuta que não tem medo da verdade e que não seja do seu parceiro/a.

 

30 de jul. de 2020

164) Amores desde o Fim até o Começo



Ilustração Sabrina Gevaerd

A relação de amor que a gente busca tem a ver com quem somos desde o fim até o começo.

Queremos um parceiro/a continente. Aquele/a que dê conta de nossa inteireza como outro adulto tão imenso quanto a gente.

O que vemos, no entanto? Que aquilo que nos “deformou” quando éramos muito bebês até os 7 anos, será repetido como encanto nas relações de casal até recuperarmos quem somos/seremos. 

Se nos pegavam no colo quando chorávamos, possivelmente expressaremos quem somos ao parceiro/a. Mas se toda vez que uma dada emoção era bloqueada porque o pai e a mãe não a aguentava, o que vamos procurar? Alguém que não nos aguente.

Se a criança ficou mais de 3 dias afastada fisicamente da mãe quando era bebê, seus instintos impediram o movimento até ela por uma questão de sobrevivência psíquica (já que a física se sentiu tremendamente ameaçada). O que procuramos na relação de amor? Uma parceira/o indisponível para não tocarmos naquele trauma primeiro. 

Se o pai era o único saudável emocionalmente, mas distante, o que buscamos? Amores impossíveis ou platônicos. Não se namora o pai, mas continuamos buscando ele em cada homem.  

Até nos permitirmos ser aquilo que somos, buscaremos quem nos mantem onde estamos. 

Não adiante mandar carta para os pais dizendo tudo o que erraram. Desabafo é jogar lixo na porta dos outros, sem fazer nossas feridas virarem ouro.  Então adianta perdoá-los? Por eles nos darem a vida, fazer o melhor que podiam e nos criar como humanos e não como geleia? 

O que ajuda é terapia, porque um bom terapeuta sabe usar a sua ferida para a nossa ferida dizer a que veio. Destas fendas resgatamos todas as partes soterradas, com um brilho diferente. 

Se não fossem estes rasgos na alma seríamos normóticos, afinal a Totalidade circula do fruto doce para o fruto amargo para o fruto doce...até o êxtase. Nesta árvore espiralada há outros pássaros querendo namorar. Possivelmente capazes de dar conta do que agora podemos suportar. 

O mapa da nossa estrada circular cheia de ouro, o ouroboros, aparece na primeira infância, a cada beijo, a cada serviço à vida e a cada espanto. 

Como disse Jung, “Tudo vem de muito longe e tudo aponta para o futuro, de coisa alguma podendo afirmar-se com segurança se é somente o fim ou se já é princípio.”




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