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3 de mar. de 2024

577) Quando a Esperança é uma Fuga para o Medo de Falhar

 


Quando a esperança é uma fuga para quem tem medo de falhar

Mônica Clemente (Manika)

Você tem medo de mudar? Prefere imaginar como seria a mudança ao invés de realmente tentar?  Afinal, se falhar, não restará mais nada, sendo melhor desistir de fazer algo real para se agarrar à esperança de fazer mudanças que nunca realizará.

O Timo é uma glândula localizada no meio do peito, exatamente onde se aponta para o “eu”, bem perto de suas mãos. Ele é muito importante para a manutenção da saúde do sistema imunológico, que, para os yogues, é ativado pelo sentimento de esperança, por posturas de yoga, ritmos respiratórios e pelo som das águas de um riacho ou das ondas do mar.

P.R. Sarkar dizia que uma pessoa cheia de esperança, ou com um Timo forte, pode passar por um local cheio de germes sem se infectar. Talvez, por isso, quando a vida de uma pessoa perde todo o sentido, a esperança de mudar a sua situação seja o seu último refúgio. 

O medo de perder este refúgio, no entanto, não a deixará fazer a mudança desejada, porque, se falhar, não terá mais nada. Nesta hora, mesmo com algumas conquistas em suas mãos que, passo a passo, poderiam ajudá-la a realizar seus desejos, cria uma mudança difícil de conquistar naquele momento. Seu refúgio cresce diminuindo suas opções.

Para os mais realistas, então, e até para o mito de Pandora, a esperança é um sentimento de pessoas fracas que preferem se agarrar nas expectativas que não vão realizar.

Isso é um equívoco. 

Se a esperança mora onde se aponta para o “eu”, qualquer pessoa encontra uma gota de coragem, outro nome da Esperança, ao tentar mudar a sua vida com o que tiver mais perto de suas mãos, até conquistar uma grande realização. 

——

Os Florais de Bach também podem ajudar:  MIMULUS + GORSE + LARCH, 4 gotas 6 X ao dia.

 Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte 

#Esperança #mudardevida #medo #desespero #FloraisDeBach #coragem #yoga #prsarkar  

 

 

25 de abr. de 2023

534) Exercícios Mentais para Fazer a Qualquer Momento

 

Exercícios Mentais para Fazer a Qualquer Momento:

Com Pequenos Passos e as Grandes Transformações da Constelação Familiar

Mônica Clemente (Manika)

 

·      Ao ter que fazer algo no celular, realize a ação diretamente (sem ir para outro aplicativo além daquele que atenda à sua meta). Isso fortalece a mente.

 

·      Continue, eventualmente, se desviando do que precisa ser feito. A criatividade nasce dos desvios.

 

·      Diga para você mesmo e para seus filhos: “Lembre-se de …” ao Invés de “Não vai esquecer o/a…” A mente se fixa na ação e não na negação.

 

·      Quando estiver escutando uma pessoa, preste atenção. Até um absurdo fica do tamanho certo quando estamos atentos. Se for muito absurdo e estiver atento, vai encontrar uma saída rapidamente.

 

·      Escreva suas ideias na hora que vierem. São joias que desaparecem no oceano dos afazeres.

 

·      Anote seus sonhos num caderno assim que acordar. No final você vai ter um livro com uma narrativa clara da sua natureza mais íntima. 

 

·      Sonhos angustiantes, na maioria das vezes, dizem que você está impondo sobre si mesmo o tema do sonho. E ele não condiz com a sua natureza.

 

·      Ao ter um grande insight, lembre-se que haverá um tempo para a readaptação que ele fará em sua vida.

 

Isso não quer dizer que tenha que ficar sozinho elucubrando o novo aprendizado. Mas sim ficar receptivo ao que ele vai lhe proporcionar.

 

(Não se mexe a terra semeada sem atrapalhar seu florescimento).

 

·      Se estiver ansioso, se pergunte: o que eu estou me negando?

 

·      Se estiver desesperado, se pergunte: quem realmente pode me apoiar?

 

·      Procure aquela pessoa que você não pede ajuda, mas faria tudo por você. Geralmente é o pai que você ainda não aprendeu a conversar, pensando que ele tem que ser igual à sua mãe. 

 

Se não tiver alguém mesmo, descobrirá a raiz de todo desespero: a falta de apoio. 

 

·      Então, procure um terapeuta que você se sinta apoiado e que ensine você a buscar e criar relações de apoio.

 

·      Se você estiver bem alimentado e, mesmo assim, quiser comer “porcarias”, beba água. A cede tem mil rostos.

 

Se a vontade não passar, coma o que quiser com o prazer e deleite de uma criança autorizada a amar o pai e a mãe. Com certeza você comerá menos do que comeria com culpa e todas as outras cedes. 

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#mente #Meditacao #disciplina #Sonho #Terapia #Apoio #mãe #pai #desespero 


10 de fev. de 2022

420) Anne With E e a Saída do Desespero




Anne With E e a Saída Desespero

Mônica Clemente (Manika)

 

Como sair do desespero? Com um laço de confiança com alguém que não abuse da nossa vulnerabilidade e que não nos puxe para o abismo. 

 

O desespero é o alerta do quanto estamos sozinhos, alienados na autossuficiência ou no abandono real. Mas se a conexão é selada, ele desaparece. 

 

Anne With E é uma série canadense, na Netflix, baseada no livro “Anne de Green Gables” da escritora Lucy Maud Montgomery.

 

Ela e a sua personagem ficam órfãs ainda bebês e sobrevivem (graças à grande imaginação) às dores da alma pela falta de apoio. 

 

A escritora teve uma vida difícil, mas sua obra jorra empatia, conexões que curam, feminismo “acidental” e outros apoios que dissipam o desamparo. 

 

Em alguns episódios, me perguntei como uma pessoa poderia ficar sã diante daqueles massacres psicológicos sem ninguém para apoiá-la? 

 

Quem já sofreu bullying, rejeição, invisibilidade, exclusão, interpretaços (projetar muros emocionais disfarçados de camaradagem) e machismo - sem ter apoio - sabe bem disso. Todos nós, né? 

Aí vinha uma cena lágrimas no tobogã que me fazia pensar “Alguém me entendeu!” 

 

Ao ler sobre a vida da escritora, imaginei que o que ela nos deu com sua Anne, ela mesma não tivesse ganho. Como conseguiu tocar tantos corações assim mesmo?  Como conseguiu me apoiar, com sua obra, 100 anos depois?

 

Algumas pessoas têm o dom de estar no meio do maremoto enviando mensagens de conforto para milhares de almas além do tempo. 

 

E a Anne, parece, é aquela criança maravilhosa, mas rejeitada, que está em todos nós. Por isso ficamos irritados com ela no início, até sermos conquistados para sempre. 

 

Ela pode ter sido abandonada, mas não se abandona jamais. Ela é um desejo que nem sabíamos que tínhamos. É como se dissesse: se há crianças órfãs dentro de você é preciso resgatá-las dos porões e usar esta mesma generosidade com outras pessoas. 

 

Vivenciei isso com amigas e com meu psicanalista: nunca largam a mão. Assim pude desenterrar várias “eus” e ser fiel a elas. 

 

Com vínculo de confiança encontra-se novos caminhos para amar. Não para salvar. Mas... Embora Anne dê soluções, é na vida real que as conexões de confiança devem acontecer.  

 

Não precisam ser muitas, só precisa ser. 

Mônica Clemente (Manika)






9 de ago. de 2021

337) A Mão do Pai

 


A Mão do Pai

Mônica Clemente

 

Em 2015, o Bert Hellinger nos conduziu para lembranças de uma situação ainda não resolvida, como se estivéssemos num quarto escuro sem saída, sozinhos e desamparados.

 

Para quem não sabe, sentir que não podemos contar com ninguém é a base do desespero e da síndrome de pânico.  Então o Hellinger disse para estendermos os braços, na imaginação, e chamarmos o nosso pai.

 

A mão do meu pai agarrou a minha e me tirou de lá, dissolvendo a sensação de aprisionamento e desamparo.

 

O mestre completou a visualização guiada mais ou menos assim: o pai nos tira da escuridão. Com ele ganhamos o mundo. 

 

Era um Seminário de Constelação Familiar sobre o Pai, no qual vivenciamos o que já estava disponível desde o dia em que nascemos. 

 

E este é o detalhe desapercebido: estender a mão e chamar o nosso pai é um movimento de alma. Se o fizermos, a mão dele sempre virá, mesmo que ele mesmo nunca tenha feito isso.

 

É uma senha de corpo inteiro que abre as portas interiores, independente dele ter dado ou não o apoio necessário.

 

Esta atitude não tira a responsabilidade paterna ou ameniza a sua ausência, mas revela outro movimento: existe o andar do pai para o/a filho e existe o nosso andar na direção dele.

 

É que para amadurecer temos que construir o caminho até o pai. Uma estrada só nossa, que não tem nada a ver com qualquer outra trilha até ele como marido, filho dos pais dele, irmão ou pai de outro filho.

 

Enquanto não criamos esta avenida, ficamos sem saída. E se o orgulho não permitir, pode ser que os megafones da alma gritem sintomas de depressão, vícios, rebeldia...

 

Quando ousamos esta jornada, o pai que a gente achava que não estava nem aí pode se revelar o pai que a gente sempre quis. Não porque atendeu às nossas expectativas, mas porque dissemos sim. 

 

Pode ser que ele seja até melhor, ou permaneça ausente, difícil ou impossível de conviver. O caminho, no entanto, é nosso e nem mesmo ele pode nos tirar isso.

 

Até porque os mantras que revelam o amor infinito saem da boca dos filhos: papai e mamãe.

 

#Papai #CaminharParaOPai #Hellinger

#Familienstellen #ConstelaçãoFamiliar #Sim 

 

26 de ago. de 2020

174) O Sol Nasce Sem Rancor da Noite

 


Eu to ficando louca! disse ela para os pais. A mãe e o irmão caçula não viraram o rosto e trancaram a respiração. Lá vinha a filha problemática lhes tirar a atenção da novela.

 

O pai, no mesmo aposento, estava fixado na tela do computador e não se virou. Chegaram a se mimetizar com a mobília antes da moça repetir: Eu to ficando louca! Me ajudem?!

 

A esperança arrancada dos pulmões turvou sua visão. Talvez devesse saltar do sexto andar e acabar logo com isso. Mas algo a impediu.

 

Eram as costas dos seus pais com seus monólogos.

 

Cala a boca, sai daqui! Chorona, sai daqui! Malcriada, sai daqui! Vai para o castigo! Fiquei grávida de você sem querer! Quer enlouquecer a sua mãe? Deixa o seu irmãozinho em paz! 

 

Soterrada pelos cuidados materiais excessivos, não ousava acreditar que precisava mais do que as costas.

 

Um dia, depois de buscas em diversas terapias, descobre que tem que achar o seu terapeuta e não uma linha de cuidados especificas. Não era Constelação Familiar, Bioenergética, Reiki, Astrologia, Psicanálise ou Análise transacional e Frequência de Brilho. Nem era yoga ou budismo. Era o terapeuta. Só podia chegar nele se continuasse procurando.

 

Um dia, um deles disse nos primeiros minutos de entrevista, que se tornaram anos de desabrochamento:

 

- Você é escrava da sua família. 

 

Era o miniconto da sua vida. 

 

Ela não era escrava porque cuidava dos pais. Era desprezada para nunca sair do ninho, para nunca saber do seu brilho. E, assim, suprir o vazio dos seus velhos com a seiva de sua mocidade. 

 

Não é assim que nascem as sombras, da luz bloqueada de um ser inteiro? 

 

O microconto teve efeito porque o terapeuta sabia como tirá-la do soterramento. Não eram palavras memorizadas de um manual.  Com o tempo, aprendeu com ele a cavar fundo para resgatar os seus eus.

 

O Sol nasce sem rancor da noite que o escondeu.

 

#Psicanálise #Minicontos #Desespero #SíndromeDePânico 

 

10 de fev. de 2020

116) Anne With E e a Solução do Desespero





Como sair do #desespero? Com um laço de #confiança com alguém que não abuse da nossa #vulnerabilidade e não se deixe puxar para o abismo. O desespero avisa o quanto se está #sozinho, #alienado na #autossuficiência ou no #abandono real. Mas se a #conexão é selada ele desaparece. “Anne with E” é uma série canadense (Netflix) baseada no livro “Anne de Green Gables” da escritora Lucy Maud Montgomery.

Ela e sua personagem ficam #órfãs ainda bebês e sobrevivem (graças à grande imaginação) às dores da alma e falta de #apoio. A escritora teve uma vida difícil, mas sua obra é abundante em #empatia, #conexões que curam, feminismo “acidental” e outras dicas de apoios que retirariam qualquer um do desamparo.

Em alguns episódios me perguntava como alguém poderia ficar são diante daqueles massacres psicológicos sem ninguém para apoiar? Quem já sofreu #bullying, #rejeição, #invisibilidade, #exclusão, #dogmas, interpretaços (projetar muros emocionais disfarçados de camaradagem) e machismo - sem algum apoio - sabe bem disso. Todos nós, né? Aí vinha uma cena lágrimas no tobogã. Q alívio! “Alguém me entendeu!”

Ao ler sobre a escritora, imaginei que o que ela nos deu com sua Anne não chegava até ela.  Como conseguiu tocar tantos corações assim mesmo? Como conseguiu me apoiar 100 anos depois? Algumas pessoas têm o dom de estar no meio do maremoto enviando mensagens de conforto para milhares de almas além do tempo. E a Anne, parece, é aquela #criança maravilhosa, mas rejeitada, que está em todos nós. Por isso ficamos irritados com ela no início, até sermos conquistados para sempre. Ela pode ter sido abandonada, mas não se abandona jamais. Ela é um desejo que nem sabíamos que tínhamos. É como se dissesse: se há crianças órfãs dentro de você é preciso resgata-las dos porões e usar esta mesma generosidade com outras pessoas.
Vivenciei isso com amigas e com meu psicanalista: nunca largam a mão. Assim pude desenterrar várias “eus” e ser fiel a elas. Com vínculo de confiança encontra-se novos caminhos para amar. Não para salvar. Mas... Embora Anne dê soluções, é na vida real que as conexões de confiança devem acontecer.  Não precisa ser muitas, só precisa ser.

#AnneOfGreenGables 
#LucyMaudMontgomery
#EugenioDavidovich 

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