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8 de ago. de 2023

557) Vertex o Ponto de Virada nos Relacionamentos


A Astrofenomenologia de Vertex
Mônica Clemente (Manika) 

Vertex é o ponto dos encontros predestinados no mapa astral, que é ativado nas relações. 

A interpretação individualizada é a mesma para todos: a força dos vínculos. 

Seja uma relação de amor ou não, o Vertex de uma pessoa ativado por planetas pessoais de outra pessoa, com a qual ela tem uma forte relação, transformará a sua vida para sempre, para o bem ou “não”. 

Em uma situação abusiva, os donos/as da Vertex em conjunção com a Vênus do/a parceiro têm me relatado estas situações: 

1. “Ele/a faz algo que realmente acaba com a relação. Parece imperdoável. No dia seguinte, eu esqueço tudo, como se (eu) não tivesse importância.”         

Se o Vertex do parceiro abusivo não está envolvido, ele/a entra e sai da relação “com um chicote na mão”. 

2. Algumas destas pessoas relatam que sonham repetidamente com o/a ex, por anos depois da separação, sem querer reatar a relação. 

Na perspectiva da Astrofenomenologia, parecem encontros predestinados para ajudar o dono da Vertex a curar algo sobre os vínculos com seus pais ou ancestrais, que se atualizam na “relação Vertex”, em busca de transformação. 

3. Numa situação abusiva, a/o dono da Vertex é submissa/o ao dono da Vênus e o/a idolatra. E as pessoas ao redor não entendem o que o dono/a da Vertex vê de tão especial no dono da Vênus.  

4. O encontro de Vertex de um parceiro com o Sol e/ou a Lua do outro, e vice-versa, aparecem em muitas sinastrias de relações longas, boas ou não.  

É importante salientar que o Vertex não causa um encontro danoso e não precisa existir para se ter uma longa relação. Ele parece estar envolvido na força dos vínculos e nas relações que estimulam mudanças decisivas na forma de lidar com eles. 

Se alguém aprendeu que um vínculo é a mesma coisa que ser abusado ou abusivo, sem ter buscado ajuda, é bem possível que apareça uma relação com sua Vertex envolvida, para que faça uma grande virada em sua vida. 

Duas pessoas, sem tendência a padrões destrutivos em uma relação, que têm seus Vertex envolvidos, sentem que sua ligação ultrapassa o tempo assim como os alinha com seus destinos, não importando os empecilhos.  

Mônica Clemente (Manika)
@astrofenomenologia
@manika_constelandocomafonte

#astrologia #astrofenomenologia #Vênus #vertex #sinastria #relacionamentos

26 de jun. de 2023

550) Sua relação é forte para aguentar possíveis contratempos?

 Arte do genial @yuvalrobYuval Robichek

Sua relação é forte para aguentar possíveis contratempos?

Mônica Clemente (Manika)

 

Há anos, perguntei ao psicanalista Eugenio Davidovich como reagir a uma traição? Ele me respondeu com outra pergunta:

 

“A sua relação é forte o suficiente para ultrapassar os contratempos?”

 

Eu fiquei calada pensando nos comportamentos que formam relações boas e resistentes. Com possessividade, controle, rixas e mentiras, certamente que não.

 

Pensei, também, na importância dos aspectos do Saturno de uma pessoa com o Sol, ou a Vênus, Lua e Ascendente de outra pessoa no mapa de relacionamentos. E nos aspectos de Saturno, que cria resistência por meio do esforço, no próprio mapa astral. 

 

Então, eu retruquei:

 

“Uma traição é um ataque à própria relação. Ou um sintoma dos problemas dela.”

 

Exatamente, disse ele, “uma traição coloca em xeque se a relação que construíram é forte o suficiente para aguentar um contratempo até causado por um de vocês. E até por um problema dentro da própria relação, a ponto de fazer vocês reavaliarem como estavam tratando dela.”

 

No meu caso, a relação era atacada demais para nos mantermos juntos, mesmo que o amor estivesse presente. E “não se deve aguentar tudo por conta do amor” (Yara Rodrigues de La Iglesia). O que nos leva a outros laços mais resistentes:

 

Uma relação pode acabar, mas o amor e os vínculos não. Como aquela pessoa que perdeu um dos pais muito cedo, por morte, abandono ou exclusão, e está vinculada ao genitor sem ter tido relação com ele.

 

Assim, uma traição não é forte o suficiente para destruir uma relação, nem seus vínculos, nem o amor. Principalmente, se quem traiu parar de mentir enquanto trata o parceiro muito melhor do que já o tratou, para compensar a dor causada.

 

E a pessoa ferida não se valha da superioridade que a dor lhe deu. A não ser que um dia machuque o parceiro também. Aí pede para ele lhe conceder a chance que um dia ela lhe deu. 

 

Uma traição, no entanto, é a gota d’água de uma relação que já não era boa para os parceiros.

 

Arte do genial @yuvalrob

Yuval Robichek

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#constelacaofamiliar #familienstellen #Traição #relacionamentos #saturno 

 

10 de fev. de 2022

420) Anne With E e a Saída do Desespero




Anne With E e a Saída Desespero

Mônica Clemente (Manika)

 

Como sair do desespero? Com um laço de confiança com alguém que não abuse da nossa vulnerabilidade e que não nos puxe para o abismo. 

 

O desespero é o alerta do quanto estamos sozinhos, alienados na autossuficiência ou no abandono real. Mas se a conexão é selada, ele desaparece. 

 

Anne With E é uma série canadense, na Netflix, baseada no livro “Anne de Green Gables” da escritora Lucy Maud Montgomery.

 

Ela e a sua personagem ficam órfãs ainda bebês e sobrevivem (graças à grande imaginação) às dores da alma pela falta de apoio. 

 

A escritora teve uma vida difícil, mas sua obra jorra empatia, conexões que curam, feminismo “acidental” e outros apoios que dissipam o desamparo. 

 

Em alguns episódios, me perguntei como uma pessoa poderia ficar sã diante daqueles massacres psicológicos sem ninguém para apoiá-la? 

 

Quem já sofreu bullying, rejeição, invisibilidade, exclusão, interpretaços (projetar muros emocionais disfarçados de camaradagem) e machismo - sem ter apoio - sabe bem disso. Todos nós, né? 

Aí vinha uma cena lágrimas no tobogã que me fazia pensar “Alguém me entendeu!” 

 

Ao ler sobre a vida da escritora, imaginei que o que ela nos deu com sua Anne, ela mesma não tivesse ganho. Como conseguiu tocar tantos corações assim mesmo?  Como conseguiu me apoiar, com sua obra, 100 anos depois?

 

Algumas pessoas têm o dom de estar no meio do maremoto enviando mensagens de conforto para milhares de almas além do tempo. 

 

E a Anne, parece, é aquela criança maravilhosa, mas rejeitada, que está em todos nós. Por isso ficamos irritados com ela no início, até sermos conquistados para sempre. 

 

Ela pode ter sido abandonada, mas não se abandona jamais. Ela é um desejo que nem sabíamos que tínhamos. É como se dissesse: se há crianças órfãs dentro de você é preciso resgatá-las dos porões e usar esta mesma generosidade com outras pessoas. 

 

Vivenciei isso com amigas e com meu psicanalista: nunca largam a mão. Assim pude desenterrar várias “eus” e ser fiel a elas. 

 

Com vínculo de confiança encontra-se novos caminhos para amar. Não para salvar. Mas... Embora Anne dê soluções, é na vida real que as conexões de confiança devem acontecer.  

 

Não precisam ser muitas, só precisa ser. 

Mônica Clemente (Manika)






17 de jan. de 2022

409) As Cordas do Coração e os Encontros com Almas afins

 


Como você tem nutrido seus vínculos de amor?

Mônica Clemente (Manika)

 

Aqui tem um segredo revelado, que se feito todo dia, pode ajudar você se sintonizar com pessoas e caminhos que te fazem mais feliz:

Lá, no terceiro centro, na altura do umbigo, reside o laço com seus pais, desde o cordão umbilical no paraíso da sua mãe.

Lá, no quarto centro, onde tocamos quando dizemos “eu”, tem os laços de amor que nasceram dos abraços de seus pais.

 

Se seus filhos não se conectam mais com você…

Ou, se você não se conecta mais com seus pais…

… os laços estão machucados.

Retome-os desde o umbigo e o coração, o 3º e o 4º centro, saudando-os com a luz e o amor ansiado.

Mônica Clemente (Manika)

— // —

 

Neste vídeo curto, com o Poema de Hafiz, somos convidados a nutrir os laços de amor com uma sabedoria milenar:

 

“The lovers souls acquainted in this deep sea

They drowned but did not return to the polluted water

All night, in this hope I am that the breeze of dawn

With the message of lovers, will cherish the lover

You the one from Shiraz, who has my heart in your hands

Give the drink for in paradise, thou will not have

By the river in Ruknabad, and the rose gardem in prostation “

Hafez:

Shams-ud-Din Muhammad Hāfez-e Širāzi (c.1315-1390), Hafiz de Xiraz,

Poeta persa, que viveu no atual Irã no século XIV

_______

Tradução:

As almas dos amantes, familiarizadas com a profundeza do mar

Se afogaram, mas não voltaram para a água poluída

Toda a noite, eu sou a brisa do amanhecer da sua esperança

Com a mensagem dos amantes, acalentando o amante

Você é a pessoa de Shiraz que tem meu coração em suas mãos

Dê a bebida do paraíso que você mesmo não terá

Para o rio em Ruknabad, e um jardim de rosas em saudação.

#Hafez #Hafiz #yoga #Chakras #Vínculos #Devoção #laçosdeamor

15 de mar. de 2021

271) Nosso Lugar de Poder

 


Quando nascemos nossos pais nos dão um lugar na vida e na família. Às vezes, aquele é nosso lugar. Às vezes, não.

 

Grande parte das nossas mais invisíveis lutas é encontrar o nosso lugar. O encaixe certo do nosso poder.

 

Será que somos mesmo o filho mais velho? Ou nossos pais tiveram outros filhos antes da gente, que nunca tiveram um lugar?

 

Será que fomos bem-vindos? Ou será que escutamos, de diversas maneiras, até educadas, que a nossa chegada foi um estorvo? 

 

Será que nossos pais lidavam bem com seus sentimentos a ponto de lidar bem com os nossos? Ou éramos crianças choronas, ou hiperativas, ou..., que atrapalhavam a paz familiar?

 

Será que nascemos com o sexo certo? Ou nossos pais queriam um menino ou uma menina?

 

Será que nosso gosto pela leitura era aceito pelo pai esportivo? Ou ele nos forçava desafios físicos difíceis até para os adultos? 

 

Será que nossa introspecção tinha um lugar para a mãe extrovertida? Ou ela nos levava ao terapeuta para a gente ficar como ela?

 

Será que tivemos tempo psicológico para aprender a ler? Ou queriam exibir nossos feitos para os amigos?

 

Será que...? Ou...?

 

Durante muito tempo, o lugar que não era nosso nos deu uma musculatura atrofiada e dormente. Mas também uma força especial. A força dos que aprenderam o que não fazer, antes de se abrirem para o verdadeiro tamanho deles.

 

Se naquela época não foi possível voar, agora é.  Como? Começando a dizer o que não nos disseram, e que apontaria o verdadeiro lugar. Por exemplo:

 

“Eu sou o filho do meio! E o meu irmão mais velho tem seu lugar!”

 

“Eu sou muito bem-vindo! Inclusive pelos meus pais!” (Que falavam ao contrário, para eu não acessar o meu valor e assim nunca ter coragem de sair de perto deles).

 

“Ler é tão corajoso como andar a cavalo!”

 

“Ser introvertido é tão profundo como é expansivo ser extrovertido!”

 

“Meus sentimentos são riquezas que posso usar!”

 

“Amo ser mulher, ou homem, ou LGBTQU!”

 

E assim, descobrindo que não nascemos para atender as expectativas dos nossos pais, e nem eles da gente, embora suas funções sejam nos apoiar até certa idade, passamos a nos aceitar e aos outros.

 

E, principalmente, encontramos nosso lugar. 

 

#LugarDePoder #Expectativa #Frustração #Limites #Opressão #Repressão #Autoconhecimento

 

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