9 de mar de 2014

36) Vício e Pertencimento


O Farol de Setembro

Havia um farol que só aparecia em setembro, ao contrário do resto do ano quando era um fantasma esquecido nos mares daquela gente. Durante décadas, milhares de peregrinos passavam por lá para ver a aparição do monumento. Nos meses seguintes, porém, o povoado bebia a sua falta, sem saber que eles mesmos desapareciam com ele.



Qual a característica básica de todo  vício?

O tomar. 


Por que no vício este tomar ultrapassa todas as medidas? 

Durante as Constelações Familiares Bert Hellinger observou que há um desejo por um objeto essencial por trás do tomar, que nunca será preenchido pelo objeto substituto do vício, e, além disso, ele, o objeto real, foi esquecido.


Por que o objeto essencial do desejo foi esquecido?

Por conta de alguma proibição ou por julgamentos de certo e errado, bom e mau.

Por exemplo: “seu pai me traiu, você não deve gostar dele”, “sua mãe te abandonou, sou agora melhor mãe para você do que ela”, “não contei para o seu pai da sua existência, mas te dei outro muito melhor”, “sua mãe não é direita, você devia ser totalmente diferente dela”, “a sua terra natal é uma vergonha”, “você não tem direito a nenhuma identidade, só a me servir”, etc.

Assim, quando há algum vício, pergunte-se: 

1) O que é essencial para ter chegado a este mundo?
2) Qual deles foi proibido?

Então, toda vez que for tomar o objeto falso de vício imagine que se toma o objeto essencial com toda a voracidade de tê-lo no coração: ou o pai, ou a mãe, ou a terra natal, ou o protagonismo da própria vida que podem ter sido excluídos por alguma razão.

Com o tempo, o desejo pelo objeto substituto do tomar exagerado no vício se tornará fraco diante do objeto essencial honrado no coração, que agora não é mais esquecido.

E honrado não pelo que é ou fez, mas porque pertence.

2 comentários:

  1. Manika que texto esclarecedor e oportuno. Um verdadeiro convite à inclusão e ao abandono do julgamento. Que o Universo continue te abençoando com muita Luz. Beijos. Zinaida

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    1. Oi Zinaida, gratidão! Sim, incluir e treinar o não julgamento... beijo grande!

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