7 de out. de 2020

191) Vitória: uma Posição Existencial

 



Qual a posição existencial da vitória?

 

1)   Eu estou ok, Você está ok

 

Nessa posição somos vitória porque acreditamos nas nossas (e dos outros) potencialidades, capacidade de arcar com desafios e oportunidades, assim como desenvolvê-las. E, por isso, conseguimos formar relações e pedir ajuda, já que o outro é ok. 

 

2)   Eu estou ok, você não está ok

 

Aqui também acreditamos no nosso potencial, mas só nele. Ficamos sós, mesmo cercados de muitos. Arcamos com desafios sem acreditar na ajuda de ninguém. Somos, em qualquer papel, perfeccionistas ou exigente demais, para compensar as falhas no mundo. 

Sobrecarregados, não sabemos criar relações recíprocas, mas “ninguém faz nada bom mesmo.”

Essa posição, por trás dos “salvadores”, é incapaz de ajudar mesmo ajudando, porque desconsidera o outro.

 

3)   Você está ok, eu não estou ok

Se na posição anterior podemos desenvolver autoritarismo, nessa podemos ser vítimas da nossa inveja. 

Todo mundo faz melhor. Nunca conseguiremos nada do que os outros conseguem. Mas ainda temos ajuda, porque acreditamos nas pessoas. E até podemos ajudar, mesmo não acreditando na gente, porque nosso olhar, mesmo de inveja, diz que o outro é OK.

São pessoas que namoram pessoas que casam com outros, porque fez o/a ex se sentir Ok e provou que não era ok.

 

4)   eu não sou ok, você não é ok

 

A posição existencial do perdedor trágico nos deixa sem saídas, porque nem nós e ninguém pode ajudar. São destinos difíceis: com sucesso na carreira e dívidas intermináveis ou odiando o que faz. Cuidados com a saúde do mundo, mas sem com a sua própria vida. Amando quem nos abusa.

Bert Hellinger, antes de criar a Constelação Familiar, conhecia bem essas posições descobertas por EricBerne, até que percebeu que vinham de longe, de geração a geração, como mandatos, onde houve desordem nos princípios da vida, como exclusões, falta de respeito pela ordem, desequilíbrio no dar e receber.

Mesmo assim, expostos à entropia (desorganização) que tenta nos tirar da okeidade, a vida é sintropia por natureza: busca se reorganizar.

Será, então, que a senha Guia da vida é “Eu estou ok, Você está ok”? E não é esse um dos efeitos do amor?

 

#EricBerne #PosiçãoExistencial #ScriptdeVida #Okeidade #Mandato #Familienstellen #BertHellinger #ConstelaçãoFamiliar

 

5 de out. de 2020

190) O Impacto Estético de uma Constelação Familiar

 



 

Se você busca uma Constelação Familiar vai encontrar o novo passo, não o caminho inteiro. E o novo passo seguirá adiante em você, como ondas num lago, porque, como disse Hellinger, “a Fonte não precisa perguntar pelo caminho” (2007).

 

Para quem gosta de literatura, então, a Constelação Familiar tem o efeito estético de um conto e não de um romance com tantas histórias para contar. Desde a primeira frase, o conto nos leva para o instante decisivo.  Ele é conciso, tem ritmo e é impactante.

 

Seu clímax coincide com o desfecho, o que produz uma experiência estética que pode ser conclusiva e surpreendente ou aberta e sugestiva.  Mas nunca explicativa, se quer manter sua dimensão perturbadora. A narrativa do conto interrompe naquele momento de força, como uma Constelação Familiar. 

 

É preciso ter coragem para sentir a força, sem diluí-la com “mas o que isso quer dizer?”

 

A estrutura do conto é feita com a história visível e a história oculta, um fato inexplicável e um elemento simbólico. Da mesma forma, a Constelação Familiar revela o oculto, não se preocupa com análises e atua por imagens.

 

O conto é como uma fotografia ressoando na imaginação sua estesia. Assim como a Constelação Familiar nos vibra na solução, com sua imagem final.  


E embora um conto surja de um pacto ficcional, contrário à verdade que surge numa Constelação, sua narrativa não se rende às expectativas. Ela segue sua vocação depois do término da narrativa.

 

Quem procura uma Constelação Familiar renuncia a tudo o que tem contado para si mesmo, para voltar a se surpreender com a força que também guia as estrelas. 

 

2 de out. de 2020

189) Me diz

 


Si - lhueta

É quando o Si mesmo pega a sua luneta para namorar as ondas do eu.


Me - ditação


É quando o eu observado pelo Si mesmo pergunta: me diz o que quer de mim? 

30 de set. de 2020

188) O Amor à Segunda Vista é do Outdoor para Out door

 


Quando me apaixono fico como este homem do cachorro, olhando para meu amado como o outdoor dos meus sorrisos.

No amor à segunda vista, que vem depois do enamoramento, o meu horizonte amplia dele para mim mesma, para as minhas coisas, de volta para ele, para as coisas dele, para o nosso olhar cruzando lá na frente...

Sem nos determos em nenhuma destas constelações por muito tempo, mas na criação de uma galáxia inteira.


___________

out door - fora da porta, das fronteiras.

 

#AmoràSegundaVista
#BertHellinger
#Familienstellen
#ConstelaçãoFamiliar

187) Quando os Enamorados nos Alcançam como as Flechas de Eros

 


Criadores deste baralho de tarot - Rolf-Ulrich Kaiser e Peter Geitner - 1975, Switzerland 

carta 6 - Enamorados. Nas ilustrações doTarot de Marcelha existe ainda uma terceira pessoa, lembrando da decisão a ser feita. 


Se os enamorados passaram pela sua frente...

...talvez seja hora de fazer uma escolha. A escolha que antecede toda possibilidade de formar uma relação. Sem esta decisão o amor não nos considera um bom alvo de suas flechas.

 

Aí, então, o vislumbre de formar uma relação exigirá futuramente um outro passo: sair da família original e criar uma nova família. Pensamos que é fácil arcar com a decisão que levará a um novo contexto, mas muitas vezes saímos da família em busca da nova vida, mas a família não sai da gente.

 

A dica dos enamorados, então, não é a de nos afastarmos fisicamente ou emocionalmente da família original. É a de escolhermos o desconhecido, onde criaremos um outro núcleo familiar com nosso parceiro ou parceira, que nunca será igual a nada do que estamos acostumados.

 

Esse desapego e coragem para tentar algo completamente novo e a disposição de negociar vários contratos, até a relação chegar ao bom termo para os envolvidos, são os requisitos para formar uma relação onde o amor pode fluir.

 

A natureza ajuda a fazer esta escolha com os nossos hormônios. Mesmo assim, podemos não conseguir bancar o que vem pela frente.

 

Na Constelação Familiar, Hellinger observou que o casamento acontece quando saímos da boa consciência para a má consciência.

 

Ou seja, saímos do que conhecemos, onde nos sentimos pertencendo (boa consciência), para ir para o desconhecido, que nos faz sentir que não vamos mais pertencer, o que gera má consciência.

 

Na verdade, continuamos a pertencer sempre, mas temos medo que nossa ousadia nos aliene do grupo original. Às vezes, eles até nos expulsam mesmo, mas a alma familiar não exclui ninguém.


Os enamorados, no entanto, nem chegaram tão longe. Não estão exigindo todo este compromisso. Eles estão falando da escolha que precede a direção do próximo passo. Passo que nos alcança como se fôssemos o único alvo de Eros.

#casamento #enamorados #boacinsciência #máconsciência #escolhas

186) A Arte de Ajudar

 



A Arte da Ajuda

Não existe forma confortável de falar do que mexe com a nossa impotência. Então começamos com um exemplo:

Alguém quer dar um atendimento terapêutico de presente. Esta é uma intenção regada de generosidade, reconhecimento do trabalho, vontade de espalhar bem no mundo e alegria por isso.

É verdade, por exemplo, que #ConstelaçãoFamiliar ou #MapaAstral são presentes que damos para nós mesmos. Mas não devem ser presenteados, porque

🌸 A ajuda funciona quando a pessoa precisa, descobre que precisa, busca e arca com os custos da ajuda, criando espaço interno para mudar.


🌸 O passo decisivo da cura começa assim: “preciso de ajuda e arco com ela totalmente.”

 

🌸 Inclusive, como adultos, dando algo em troca. Exercitando o ego adulto e o pai protetor, ao levarmos nossa criança ferida para ser cuidada.

🌸 No entanto, quando recebemos de presente um atendimento terapêutico já ficamos preenchidos pela generosidade do presenteador. Isto, por si só, já é uma ajuda. Porque nos sentimos apoiados.

Mas não haverá mais lugar para receber a ajuda profissional. E corremos o risco de ficar com inveja! Porque o doador fica enorme diante de nós.

🌸 E o mais escondido: o profissional é convidado a virar joguete das expectativas, sem ser parte ativa da relação.

Neste caso, o estado de ego do profissional é convidado a ficar na CRIANÇA ADAPTADA.

🌸 E nenhuma ação de ajuda funciona quando uma criança é cuidada por outra criança.

 

O terapeuta pode aceitar a proposta e ficar no seu lugar, mas o cliente não terá espaço para ser ajudado, anyway, pq receberá demais.

🌸Uma coisa é precisar de ajuda, reconhecer isso, não ter como pagar, pedir emprestado para alguém que então pode até dar o dinheiro.

🌸Um bom #terapeuta vai até ajudar o cliente a pedir ajuda aos pais, porque não “querer mais nada deles” pode ser a razão dos seus problemas.

🌸Mas isso já acontece no espaço terapêutico onde podemos virar criança, já que o terapeuta está na posição certa para ajudar.

Em resumo, a 
#artedaajuda começa quando nos perguntamos:

- Posso ajudar?

Se a resposta é “Não!” Ou “Não sei”


Então não faço nada e aguento minha impotência.

- Posso ajudar?
Se a resposta é “Sim!”
Devemos nos perguntar ainda: “Como e até onde ajudar?



185) A Importância de deixar a Constelação Familiar Atuar

 


Para que a Constelação Familiar atue, é importância deixar a sua Constelação seguir, sem sabotá-la com explicações. Há dois movimentos básicos e inseparáveis na natureza:

Criativo

Receptivo

Cada um tem o outro como potencial dentro dele, gestando e esgotando um ao outro até se anularem na morte.

Eles atuam sem nossa interferência, mas podemos ressoar com eles.

Se queremos criar, aguardamos o receptivo expandir a “#TAO” ponto que a necessidade de equilíbrio estabeleça o criativo por si mesmo.

Se queremos contrair, expandimos. Se queremos podar, florescemos. E se queremos um passo novo, não nos mexemos até o caminho certo aparecer. Não é assim que depois do limbo ressurgimos?

Se forçarmos qualquer movimento começam os problemas. No corpo, eles aparecem no sono que busca a vigília que busca o sono que busca a comida que busca ...

Por isso, nos exercitarmos até aqueles exercícios não terem mais efeitos. Ou deixamos uma postura ativar o movimento perdido, como faz o yoga. Na Alma também é assim. Como observamos na Constelação, a alma não está dentro da gente. Nós pertencemos a ela, como pontos da grande trama do Tear Universal.

Se um ponto é excluído, remenda-se com outro lá da frente, sem a gente nem saber que é o novo ponto emaranhado numa parte da trama que não é nossa.

Até que a trama original recoloque o ponto perdido, o substituto não consegue voltar ao seu lugar.

Não podemos tecer ativamente pontos da alma que não são nossos, buscando explicações e análises exaustivas (criativo).

Mas podemos deixar a trama oculta se revelar. Sermos receptivos a ela, até que o criativo surja e, sem nossa intenção, nos leve à uma solução, que retomará o movimento perdido.

A Alma sabe caminhar dali em diante em nós, sem a nossa interferência, porque o criativo/receptivo também estão nela.

Não precisamos saber como um osso se une, depois de quebrado, para se curar. Só precisamos juntá-los novamente e deixar o movimento seguir em frente sem interferir.

Se mexemos antes do tempo, vai quebrar de novo.

Com a Alma também é assim. Só precisamos do passo essencial que a #ConstelaçãoFamiliar revela, sem explicações do que veio antes ou do que vem a seguir.

Por favor, se você copiar e divulgar qualquer texto deste blog, coloque a minha autoria: Mônica Clemente (Manika). Obrigada!

184) Qual a Diferença entre Namaskar e Namastê?

 


Qual a diferença entre Namaskar e Namastê?

Ontem, uma amiga perguntou a diferença entre estes cumprimentos em sânscrito. #Namastê, com a raiz Namah (saúdo) é uma saudação à Divindade. Saúda a Consciência Suprema diretamente. Na tradição do #yoga é oferecido à uma Divindade.

#Namaskar saúda (Namah) a divindade que está em cada ser (Kr). Reconhece que cada entidade é a manifestação da Consciência Suprema que agora cumprimento.

Esta saudação nos lembra do sagrado em cada pessoa. Por isso é usada para saudar pessoas, na tradição yogui. O significado deles, então, é:

🙏🏾Namastê: eu saúdo você, Divindade Suprema.

🙏🏾Namaskar: A Divindade que está em mim saúda a Divindade que está em você com toda força da minha mente e amor do meu coração.

#Mudra que acompanha a saudação são as 2 mãos unidas que tocam o 6o centro de energia (#chakra) da testa, onde o mundo de fora e de dentro das suas 2 pétalas formam a nossa força mental: #meditar, estudar” e a #ação no mundo” dão força mental.

E então o Mudra toca o coração, 4o centro, com 12 pétalas e suas propensões correlatas.

Entre elas o “eu”, que homens desenvolvem mais, porque a cultura assim proporciona.

E o “mamata”, amor, principalmente o que as mães desenvolvem porque a cultura espera isso das mulheres, embora as 2 propensões mentais estejam no corpo energético de todo mundo.

Há mais 10 propensões no 4o centro, espalhando amor no mundo, até porque o Mudra passa pelo centro da garganta, 5o Chakra, onde tem 16 propensões e uma delas é o serviço desinteressado de honrarias ao mundo.

Mudra é um gesto neural que proporciona um estado psíquico. Quando as 2 mãos se juntam: com todo o meu ser em união, que é a Divindade que está em tudo e todos. Então o Mudra, com os dedões, toca a testa, e a cabeça em reverência, acionando o 6o centro.

O Mudra segue a jornada pelo caminho mais longo que existe no mundo, como dizem os africanos, da cabeça ao coração.

Toca a glândula timo (esperança: sistema imune). Ativando nossa capacidade de amadurecer no “eu”, de amar no “mamata” e os outros receptores e doadores de amor.

Tudo isso numa pequena dança de mãos, um sorriso e você.

Namakar!

183) De Ruth Bader Ginsburg até as Constelações Familiares

 


Vou alinhavar algumas esferas de relações humanas como a Justa Justiça, os jogos que a gente joga e a Constelação Familiar.

Vamos começar nossa jornada pela Ruth Bader Ginsburg (na foto), jurista norte-americana falecida 18/09/2020 aos 87 anos. A sua história profissional “começa” em 1956, quando integra, com 8 mulheres, uma turma de 500 alunos em Harvard. Esta conquista e ser a 1a da classe, não lhe garantem trabalho.

Sem oportunidade de advogar, aceita o cargo de professora. O tempo passa, sua insatisfação cresce e os EUA entram rebuliço com passeatas pela paz no Vietnã e os direitos das minorias. Atormentada entre abrir mão da sua luta X submeter-se aos obstáculos, enxerga uma oportunidade de fazer um bug no sistema se defendesse um homem, que lutava por direitos proibidos aos homens. Este caso é retratado no filme baseado em sua vida: #Suprema (On-the-basis-of-sex).

Junto ao seu marido e a ACLU, #Ginsberg quebra em 1970 a 1a barreira secular fundada em #discriminação por #gênero. Havia 128. Com essa e outras vitórias, pauta novas maneiras de tratar #mulheres e #homens juridicamente, alegando que o mundo já tinha mudado, mas não as leis que roubavam o futuro dos seus filhos.

Em 1993 se torna a 2a mulher a integrar a Suprema Corte do país, sendo Sandra O’Connor a 1a (1981), depois da inauguração da Corte em 1789. Então, o atual presidente do EUA tenta convencê-la a sair do cargo. Ela se recusa e o chama de Impostor. Ele revida chamando-a de maluca.

Este não é um desabafo, mas um jogo que jogamos no colégio, família, trabalho... Alguém, numa posição de poder, ataca uma pessoa de forma disfarçada. Se ela reagir, o que nunca é disfarçado, o atacante a chama de maluca e muitos acreditam.

Há também outros #jogopsicológico descobertos por Eric Berne: “briguem vocês” (uma pessoa envenena a relação de 2 pessoas); “Bate-boca” (filhos no meio da briga de casal brigando com o pai ou mãe rejeitado) etc... Muitos deles acabam nos tribunais.

Ruth mudou um DNA no campo jurídico. Os jogos, no entanto, continuam. E se houvesse uma maneira de desfazê-los em outros campos?

#ConstelaçãoFamiliar aplicada a #justiça descobriu como desfazê-los, sem tirar a responsabilidade dos autuados, porque atua no “DNA” das relações: os princípios que mantém o amor fluindo. 

Se quiser saber mais, entre no site do juiz Sami Storch, pioneiro na aplicação da Constelação familiar na justiça. www.direitositemico.com.br

 

627) Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas

  Stellium em Áries nas 12 Casas Astrológicas - 2026 Mônica Clemente (Manika) Hoje - 17-04- 2026 -  compartilho com você um vídeo sobre o St...