18 de jul. de 2023

554) O Ciúme Permance até que se Olhe para o não foi Visto

 

A Constelação Mitológica do Ciúme em Apolo e Jacinto

Mônica Clemente (Manika)

 

          O ciúme, segundo Hellinger, está a serviço de separar os amantes enquanto o que ele olha não for visto. Tanto para quem o provoca como para quem procura infidelidades onde elas não existem.

 

Em uma Constelação Familiar, o ciúme olha para o mundo dos mortos, com a dor dos corações partidos, em busca de alguém excluído. Pode ser, por exemplo, que a mãe do “ciumento” tenha perdido muitos filhos, fazendo ele chorar pela morte dos irmãos em seus relacionamentos.

 

Ele fará isso atualizando estas perdas e suas dores correspondentes, mesmo sem saber, escolhendo um parceiro que vai lhe provocar ciúmes reais ou buscando avidamente alguma infidelidade inexistente. Como se ele pudesse trazer de volta a pessoa que todos amam e não teve o luto feito.

 

Esta mesma dinâmica já estava constelada há milênios, no mito grego de Apolo e Jacinto. Um dos homens mais bonitos já vistos, fez os deuses Apolo e Zéfiro se apaixonarem por ele.  

 

Para conquistá-lo, Apolo o separa do seu amante Thamiris. Sem saber de nada, Apolo e Jacinto namoram felizes, até o dia em que o deus do vento (Zéfiro), enciumado, mata Jacinto num “acidente”.

 

Arrasado, Apolo faz o sangue do amante renascer em uma flor que recebe o seu nome. Como o luto que precisa ser feito para ninguém mais repetir as velhas perdas em seus novos relacionamentos. 

 

Por um lado, o mito trata dos ciclos de vida e morte. Por outro, revela que o ciúme não está a serviço da vida nem dos relacionamentos, muito menos da esperança de viver a felicidade que vê em outros casais, matando-a em si mesmo com fez Zéfiro.


E, mais do que tudo, este mito atualiza uma tragédia dos nossos tempos. Como em “O Segredo de Brokeback Mountain”, de Ang Lee: 

 

Todas as vezes que as relações homoafetivas não são tratadas como normais, Zéfiro, o vento que lançou um disco na cabeça de Jacinto (o preconceito), mata alguém que amamos porque a sua forma de amar não foi aceita. 

 

Mônica Clemente (Manika)

@constelacoes_mitologicas

@manika_constelandocomafonte

 

Quadro “The Death of Hyacinthos” de Jean Broc”

 

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