18 de ago de 2014

43) Psiquê não desperta Eros enviando-o ao psicanalista, mas fazendo ela mesma a sua jornada interior.



Eros by Rebecca Léveillé-Guay


Quando Psiquê confronta o seu amante misterioso Eros, querendo saber quem ele é de fato, o estágio de participação mística (identificação inconsciente) é rompido, lançando-os separadamente para a jornada de autoconhecimento. Ele, a princípio, desaparece e ela, sem manual de instrução, inicia a sua transformação pelo caminho do amor[i].

Depois de algum tempo envolvidos no êxtase do encontro, e, mesmo evitando as sacrificantes e exaustivas “DRs” (discussões sobre a relação) a todo instante, chega um momento em que as primeiras rusgas do desapontamento com o verdadeiro outro se multiplicam. Já não há mais possibilidades de projetar desejos suspeitos e sombras cheias de dentes no/a parceiro/a, querendo que ele/a mude para se adaptar aos nossos caprichos e medos, aos nossos roteiros.


A fase das borboletas no estômago começa a dar espaço para as novas intensidades, e, insistir para o/a amante procurar uma terapia como se estivesse nele/a o interruptor do que se apaga em si mesmo, tampouco reascende o amor.




Ao ferir Eros, por exigir mais honestidade, Psiquê trai o acordo original do início do namoro de se perpetuarem no mundo da fantasia ilibada do amor ideal, onde “eu sou o que você quer que eu seja” e vice-versa. Ou “eu quero que você seja a mamãe ou o papai que eu não tive.”

Nesta fase da fantasia cedendo lugar à realidade e à alteridade, onde outro é realmente o outro, há também aquelas vozes interiores ávidas por repetirem os roteiros familiares na relação. Segundo Hellinger (2007), nada deixa a consciência mais em paz do que seguir estes scripts, mesmo que sejam dolorosos. Assim, é garantido o próprio pertencimento ao grupo e a sensação de inocência.

Estas vozes também estão sedentas por projetarem no/a amante o "monstro do parceiro/a errado/a", como se existisse o certo e não um movimento de encontro entre duas almas transformando-as para aprender o que é o amor: “Cuidado, ele deve ter asas nas costas escondendo um tremendo de um arco-e-flecha! Vai te ferir”  ou  “São todas bacantes. Deve estar interessada em teu Pégaso XV a.C.”

Ou “Mulheres são de Vênus” Jura, você realmente acreditou nisso? E “homens são de marte”.

No mito Eros e Psiquê, esta maledicência é personificada pelos lábios das irmãs da protagonista que suspeitavam do caráter e boas intenções do esposo oculto (Neumann, 1995). Encontramos a mesma ladainha entre “azamigas e ozamigos” que nos dizem: "mas ele/a é isso ou aquilo e óbvio que não está interessado em você! Não te respondeu na mesma hora". 

Estas vozes estão também nos livros de auto-ajuda com raiva das profundezas (existem muitos livros de auto-ajuda bons e outros, não!), nas falas dos pais ou mães, avós e conselheiros frustrados, que seguem à risca a sabedoria do “disco arranhado” -  racionalizações que se repetem para não encararem a verdade[ii].

Com as suas recomendações petrificadas em torno das próprias aventuras interiores não realizadas por medo do amor e seus riscos, desejam o mesmo destino de solidão a todos. Querem companhia em suas noites frias.

Assim, no mito, ferindo Eros com suas desconfianças, Psiquê se fere. Ela não queria mais dormir com Gilda (Personagem fascinante) e acordar com Rita (a simples mortal Hayworth). Mas Eros ainda queria. Inclusive, diante desta nova fase do amor, quando as ilusões começam a cair, ele se pirulitou sem ao menos enviar um emoticons pelo whatsApp.

Sabe aquele tipo de ex-amante que envia um presente pelo correio, um ano depois de sumir, como se não tivesse acontecido nada, e diz:

- Lembrei de você!
- Mas, você quer falar alguma coisa?
- Não, foi um ato de carinho.

E some de novo, te bloqueando no facebook, como se você estivesse muito interessada no perfil dele. E estava, mas fazia promessa, todos os dias, de não entrar mais lá.

O mais belo de todos os deuses gregos, que não era um monstro como Pisquê descobriu boquiaberta no dia em que o confrontou, não só sumiu como se escondeu da própria mamãe que estava furiosa com ele.

É que antes dos dois pombinhos se conhecerem, Afrodite, a mãe do desaparecido, pediu aos mortais para sacrificarem Psiquê, aquela insossa e acima de tudo mortal que apoia os direitos humanos, por ser considerada tão ou mais bela do que a deusa. Não suportando a concorrência, enviou o seu próprio filho, Eros, para executar a pena de fazê-la viver as paixões mais inferiores num casamento terrível. E, de preferência, se ele pudesse dar ré no caminhão que a atropelaria por sofrimentos em relacionamentos umas 10 vezes, melhor.

Eros não recusou o pedido da deslumbrante mãe, assim como muitas pessoas não o fazem. Quantos Eros (homens e mulheres) sacrificaram a possibilidade de vivenciar um amor mais afinado com a sua interioridade e acabaram se casando com a mulher (homens) dos sonhos do seu grupo de iguais?

Quantas Psiquês (mulheres e homens) preferem viver tons de cinzas e se enganar que isso é amor? Quantos de nós ainda escolhemos parceiros/as de acordo com as normas da coletividade e não da própria alma? Quantos de nós ainda preferimos os prazeres ao amor, separando um do outro como se fossem inimigos?

Como é que Eros transforma o domínio de Afrodite, o princípio coletivo do prazer e do êxtase (muito válido), para desenvolver em si mesmo a sua psique, que se transforma pelo amor? Como Psiquê se desvencilha das artimanhas de Afrodite e aceita se transformar por causa do amor?

Estes são os desafios propostos pelo mito. Voltando a ele, então: quando o deus olhou pela primeira vez para Psiquê prestes a ser sacrificada para a deusa dos prazeres indiferenciados da coletividade (Afrodite), se apaixonou perdidamente e resolveu mudar os planos. Desafiando a própria inocência da consciência que não quer bancar a solidão da individuação, se apresentou a ela como o seu verdadeiro amado! Neste momento, pede para Zéfiro, o vento do Oeste, salvá-la e levá-la a um castelo divino, no sopé de uma montanha, onde todos os seus desejos seriam atendidos. 


Salva, enfeitiçada e aliviada, Psiquê aceitou todos os termos de Eros para aquele encontro. Teriam prazer, gozo, alegrias e paixão e uma condição, a de que eles se amassem durante a madrugada, quando nunca poderiam se enxergar.




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Ela não só aceitou todas as condições como se entregou ao deus sem nenhuma censura no pensamento. Graças a esta coragem de "cair do desfiladeiro até a morada de Eros" (fallen in love), foi iniciada no amor.  Ou, pode-se dizer, o beijo (inteireza) e não a tagarelice mental dos prós e contras, é a linguagem do amor. 

O fascínio do encontro, no entanto, durou até a saudade da própria alma exigir novos desafios. A tensão entre o futuro e o passado exigia novas presenças de si mesma. No brilho dos olhos de Psiquê em busca dos novos anseios se via a saudade da família e do seu povo invadindo o coração. Os scripts familiares  sempre encontram um caminho para chegar aos seus atores, antes destes abrirem mão deles para escrever seus próprios destinos. Aquela segurança de pertencer ao seu grupo consanguíneo, também muito válido e importante, chegou questionando as fronteiras entre o seu desejo pessoal de viver o amor e o que esperavam dela coletivamente, entre a primeira família a quem se deve a vida e a que os amantes constróem com os novos parceiros. Havia também a dor de ficar em uma prisão bem-aventurada longe do contato humano. 

Não podendo mais conviver com a angústia que surgia, pediu autorização ao seu marido para que as suas irmãs pudessem visitá-la.  Ele alertou à esposa dos riscos de entrar em contato com elas, mas depois de vê-la sofrer sem conseguir confortá-la, aceitou o pedido reafirmando a condição de anonimato entre eles.

Zéfiro, o vento, trouxe as duas ao palácio dourado, onde foram muito bem recebidas por Psiquê. Quanto mais conviviam com a fortuna e as bênçãos da irmã caçula, mais a inveja as corroía:

-  Ele faz o quê?
- Não sei...
- Como não sabe, Psiquê? Não conversam?
- Sim, mas...
- Por que ele não vem nos cumprimentar? Tem algum defeito?
- Não... na verdade, nunca vi o rosto dele.
- Você não sabe como ele é?! 
- Não, mas minhas irmãs...
- Como pode gostar dele?
- Só sei que o amo.
- E se for um monstro?!!

 Elas não estavam, de fato, preocupadas com o bem-estar da irmã caçula ou com quem era o marido misterioso. O sentimento de que Psiquê foi convidada à aventura do amor e, bancava o risco desta jornada, era o verdadeiro incômodo que as transformavam em bruxas furiosas que odiavam todos os homens por não lhes proporcionarem aquela fortuna. Elas precisavam apunhalar este monstro através de Psiquê, e assim perpetuar a sua amargura deixando a irmã como elas. 

Quantos parceiros/as apunhalamos antes de conseguir enfrentar o fel do próprio fígado?

Por outro lado, como é que se amadurece uma relação sem que se re-conheça o totalmente outro? Sem que se aventure na própria capacidade de amar?

As amarguradas (vozes interiores) tanto azucrinaram a heroína, que Psiquê resolveu quebrar a promessa feita a Eros com um punhal. Durante a próxima madrugada, depois que o seu amante adormecesse, iria livrar-se dele para sempre. Com isso, esperava livrar-se do sofrimento de um possível coração quebrado. Sem coragem de levar o seu plano adiante, resolveu pegar o candeeiro no aposento vizinho e ir até o leito matrimonial para desvendar, enfim, quem era ele. O clarão da pequena chama iluminaria paulatinamente o deus adormecido para revelar que o seu marido era o próprio deus do Amor.

Encantada e ao mesmo tempo profundamente arrependida das suas desconfianças, abaixou o punhal ferindo o próprio peito. Estremecendo de dor e de amor renovado, derrama uma gota do óleo da luminária na coxa direita do seu marido. Ele acorda, se depara com a cena, e sem dizer uma única palavra, é arrancado pelo seu voo divino de Eros, quando o amor desaparece. (Ele some mesmo).


Alguém já saiu de uma relação sem dar uma palavra por medo das emoções e reações envolvidas?  O enfrentamento da separação não é também uma experiência a ser vivida com todas as suas implicações? O que dá mais força, fugir do amor ou da separação ou se abrir para esta experiência?

Por causa da agonia insuportável do amor perdido, Psiquê se vinga das irmãs, que caem do abismo ao seguir a cobiça da própria inveja.

Pausa no mito: se, em algum momento uma pessoa sonha que cai de um abismo porque tentava segurar quinquilharias arrancadas pelo vento, então, talvez, tenha escutado as vozes que diziam que o amor não era para ela. Deu ouvidos às irmãs de Psiquê e apunhalou o seu amante (sua capacidade de amar). Ou, quem sabe, conseguiu matar as vozes que a impediam de viver um verdadeiro encontro e resolveu aceitar a sua jornada neste caminho, caindo de amor.





Se o sonhador cai e um pássaro ou um vento o salva, ele é Psiquê iniciando a jornada, antes da jornada. De qualquer maneira, cair em abismos nos sonhos anunciam crises fundamentais, por isso, é bom procurar ajuda, como o próprio Pã indicou à Psiquê vacilante e pálida:

- Nem tente se matar outra vez, não vale a pena! Pare de se lamentar e vá conquistar o seu amor com a sua doce submissão!

 - O quê?! Eu vou é dar uma voadora nele! 




Psique não está fazendo café, mas matutando


 "Eu entreguei meu coração como nunca antes havia conseguido e ele tratou o nosso amor como o mais insensível dos amantes”.

Algumas pessoas recorrem à raiva e à ironia depois de uma decepção amorosa, como se pudessem escapar por muito tempo do verdadeiro sentimento. É preciso, porém, se molhar na tristeza em algum trecho da jornada, senão o rio da redenção vira veneno. Por isso, algo em Psiquê seguiu o conselho do velho sábio. Não porque ficou ligando e mandando email para o ex. Ele sumiu mesmo, se lembra? Também não fez jogo duro e bateu o martelo um milhão de vezes dando o veredicto de que o seu marido era um idiota, fraco que não ia mudar a vida inteira. 


Ela, ao contrário, tomou coragem e, com humildade, pediu ajuda à “muito mais que Gilda do Olimpo”, sua sogra, a deusa do amor, para reencontrá-lo. Isto pode ser interpretado como a submissão ao feminino coletivo, que vem das experiências de todas as ancestrais. Neste processo, é possível tecer nela mesma o seu caminho único e intransferível como mulher. 

A deusa propõe quatro tarefas impossíveis para qualquer mortal[iii].

Nesta jornada, quase uma assinatura da derrota anunciada do mergulho escuro da própria alma, Psiquê confronta a sua singularidade, ainda pouco desenvolvida, com o princípio do êxtase amoroso coletivo. Neste choque, se liberta de toda impotência recheada de vitimizações e teorias da conspiração para tecer em si mesma a pessoa que é.

Não é verdade que o término de uma relação amorosa pode tirar o brilho dos olhos, ou levar um coração partido a mil outras bocas até a coragem de confrontar os lugares mais felpudos e fofinhos onde se escondem os escorpiões? E não é verdade que o ouro está coberto por muitos perigos?

A heroína, então, se vê diante do desafio de integrar os 4 elementos que a transformariam ou a matariam. Afrodite não estava brincando.  Para incorporar a terra, adormeceu, deixando aos instintos a execução da tarefa. Com isso, aprendeu que não se comanda ou reprime as caudas ancestrais, segue-se em frente com elas atrás. Qualquer tentativa de dominar os instintos, sem escrúpulos, gera doenças e até a morte. 

Para conquistar o Fogo, aceitou a humildade, com a qual "não pensar que sabe tudo" abre mundos de possibilidades. Com a aquisição das lãs douradas das ovelhas selvagens, sem confrontá-las diretamente, alinhou o coração com o indizível, sabendo que o erro treina competências e a intuição flerta com o impossível. O ar foi incorporado com a ajuda da águia de Zeus. Ela com sua visão afiada, treinou o discernimento de Psiquê e a sua capacidade de elaborar estratégias. E, finalmente, com a água, a sua fluidez e entrega, atingiria o âmago da feminilidade no plano inconsciente. Este "convite" faria Psiquê confrontar-se consigo mesma no mundo subterrâneo de Hades.  


Lá, no mundo dos mortos, foi exigido que ela desistisse de todo o controle e de todo o desejo de tê-lo de volta custe o que custar. Que desistisse também de acreditar que a vida não estivesse atrelada às caveiras. Vida e morte são inseparáveis. O aprendizado aqui era:  tente tudo, mas entregue o resultado dos seus esforços a uma Força Maior. Precisava também desistir do seu esposo, sem querer matar Eros em seu coração para parar de sentir dor. Não se mata o amor. Era preciso desistir da ideia de que só o/a parceiro/a que lhe acendeu a chama da paixão (e desapareceu), pode mantê-la acesa. Ela também manteria o seu coração vivo. 

E precisava sair de lá viva, mesmo mortificada com tanta dor, para levar o elixir da beleza eterna para Afrodite sem tocar nele. Como não cumpriu esta última etapa, passando nela a poção feminina, venceu as quatro tarefas sem saber: ela, ao desejar a beleza eterna a ponto de burlar um item da última etapa, incorpora a deusa na mulher que é, transformando-se em Psiquê, a alma. 


Ao transformar o feminino coletivo em uma experiência pessoal, liberta Eros, a sua capacidade de amar, das cavernas da melancolia. Ao ser redimida, desperta o seu amante, atraindo-o para um novo romance!





Young lovers in Paris by Gordon W. Gahan
National Geographic, 1972 

Psiquê ao transformar sua feminilidade evoca em Eros a sua transformação. Mesmo longe um do outro o desenvolvimento dela o afetou. Os dois amadureceram até o reencontro em novos patamares de convivência. Em outros mitos, esta correspondência entre os amantes é também sugerida.

Se foi necessário mil casamentos com o mesmo homem/mulher ou com dez outros parceiros/as diferentes até uma relação mais honesta e profunda, não importa, Psiquê não desistiu do deus do amor. Assim, ela não enviou Eros ao psicanalista ou a uma Constelação Familiar, ela mesma assumiu seu desenvolvimento e isto o afetou, porque os dois se "correpondiam" em sua jornada interior.

Agora, se Eros procurar ajuda para seguir a busca de sua alma (Psiquê), isto já é a jornada de herói dele.








[i] Esta jornada pode acontecer com diversos/as amantes, cada um deles aprofundando o caminho, com apenas um ou dois parceiro/as, e, em qualquer idade.

[ii] Para a fenomenologia a verdade não é algo dado e estanque, como uma norma ou diretriz inquestionável,  mas é algo que se revela e desaparece, não podendo ser reproduzida, mas vivenciada e testemunhada.

[iii] Para saber mais – “Amor e Psiquê, uma contribuição para o desenvolvimento da psique Feminina” de Erich Neumann, editora Cultrix.

6 comentários:

  1. Excelente texto, realmente me tocou! Parabéns!

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  2. Manika!
    Que texto mais lindo!
    Toda a especialidade dele, se encontra - obviamente, no amor que emana - e, também, na irreverência expressada.
    Seu bom humor na redação dá o toque necessário para que saiamos do mundo mitológico e possamos criar a devida coragem para utilizar os preceitos "na vida real".
    Fiquei encantada!
    De fato, quando nós mudamos, o nosso entorno também é tocado e convidado a vivenciar a diferença!
    Abraço fraterno!

    Carol

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    1. Oi Carol! Gratidão!
      Que lindo o que você escreveu!
      Eu tb fiquei encantada!
      Abraços!
      Manika

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  3. Oi Manika, ótimo artigo, gostaria de saber mais sobre de que forma a Constelação familiar trabalha a questão parceiro idealizado x parceiro real/ indivíduo? Obrigado, abraços

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    1. Oi Paulo!
      Gratidão!

      Olha, cada constelação tem a sua solução (escrevi um pouco sobre isso nas notas de rodapé do novo texto que publiquei).

      Não dá para generalizar. Mas o idealizado pode ser a projeção da falta de um dos pais na relação, ou até mesmo de um dos pais (pai ou mãe) de nossos pai e mãe. Pode ser um amor antigos de um dos nossos pais que a gente olha e projeta.

      A realidade, o pareiro real, aquele que é desafiado pelo parceiro ideal, pode ser a felicidade que a gente teme aceitar, por culpa. Ou tantas outras coisas...

      Enfim, cada constelação trará sua solução.

      Te agradeço, de coração, o comentário!

      Abraços

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