3 de abr. de 2026

626) Uma Interprestação Simbólica da Páscoa

 


Uma Interpretação Simbólica da Páscoa
Mônica Clemente (Manika)

Sabe? Não importa se temos tradições diferentes. 

Todas trazem à tona, cada uma à sua maneira, vivências profundas da existência que podem ser resgatadas na linguagem simbólica. 

No feriado de Páscoa, por exemplo, da tradição cristã, a sexta-feira marca a experiência do limite. 

Já o Sábado de Aleluia constela a suspensão. Aquele intervalo necessário, aparentemente sem sentido, que gesta, desde o invisível e o inconcebível, um novo mundo. 

E, no domingo, a luz retorna - uma nova compreensão - depois da transformação. 

Essa mesma dinâmica aparece em nossa vida, sem datas marcadas, em muitas outras tradições e até em uma das estações das cartas do Tarot e sua grande opus alquímica, na qual a alma atravessa suas sombras, paixões, rupturas e aprendizados, sendo lentamente destilada entre provações e epifanias. 

Desde a nigredo da carta da Morte (13) e da Torre (16) - o tempo do colapso e da escuridão fértil - até a rubedo da carta da Temperança (14), da Estrela (17) e do Sol (20) - quando o calor do espírito transfigura o chumbo das dores em ouro simbólico -, o caminho do herói vai se tornando consciência. 

Mas é nas três últimas cartas - o Sol (19), o Julgamento (20) e o Mundo (21) - que esse ouro se revela de modo mais cristalino. 

O Sol já anuncia a luz que retorna, como um primeiro amanhecer depois da travessia. 

O Julgamento não é ainda o domingo, mas o seu limiar: o chamado que ecoa no intervalo, quando algo, no invisível, começa a se erguer e responder à vida. 

E o Mundo é, então, a plena manifestação, quando aquilo que atravessou a morte pode finalmente se integrar e existir em sua totalidade.

 Seja lá qual for sua tradição, todas elas dão – à sua maneira - suporte para esses processos de renascimento, quando buscamos novos sentidos para a vida, depois que uma fase acabou.

 Feliz Páscoa!

Mônica Clemente (Manika)
@manika_constelandocomafonte
@constelacoes_mitologicas

 

#páscoa #tarot #ressurreição

18 de mar. de 2026

635) Como Diminuímos o Desamparo com a Astrologia?

 

Como Diminuir o Desamparo com a Astrologia?
Mônica Clemente (Manika)

Todos podemos nos sentir desamparados onde outros se sentem plenos. Por isso,  os bons vículos sociais são tão importantes.

Mesmo assim, conseguimos diminuir essa sensação nutrindo os fatores que ativam o nosso Sol e a Lua.

Por exemplo, se você tem um Sol em signo de Fogo - Áries, Leão e Sagitário -, é preciso alimentar seu fator luminoso. Ou seja, você não pode se apagar para tentar se encaixar às expectativas das pessoas. Até porque esse seu fator faz as outras pessoas se iluminarem também. 

Já a Lua em signos de fogo precisa estar com pessoas vibrantes ou situações que a façam vibrar. 

É por isso que dizem que no casamento é importante ter a sua Lua afinada com a Lua do seu companheiro/a, porque vocês buscarão as mesmas coisas e relações para se sentirem mais amparados. 

Se você tem o Sol em signo de Água - Câncer, Escorpião e Peixes -, vai precisar nutrir o seu fator líquido. Ou seja, você não pode se tornar uma pessoa rígida ou muito fria para atender às demandas do mundo. Até porque a sua presença vai tornar as pessoas mais humanas e acolhedoras. 

Já a Lua em signos de água precisará de aconchego, intimidade e confiança. 

Se você tem o Sol em signo de Terra - Touro, Virgem e Capricórnio -, será necessário apoiar seu fator sólido, isto é, a capacidade de se manter estável, enraizado e planejado para se sentir mais seguro. Quem estiver perto de você passará a valorizar e a desenvolver competências de segurança para elas mesmas. 

Já a Lua em signos de Terra vai precisar construir relações estáveis, ou sentirá uma dor emocional muito grande. 

Finalmente, se você tem o Sol em signos de Ar - Gêmeos, Libra e Aquário -, vai precisar balançar as tranças pela imensidão para se sentir mais amparado, uma vez que o fator aéreo precisa de espaço, ar e horizontes amplos. Quem tiver a honra de ser seu amigo sentirá a própria mente e coração se expandindo. 

Já a Lua em signos de ar precisará de muita troca de ideias e liberdade nas relações, ou sufocarão. 

Isso, por si só, já vai ajudar muito a não caminharmos para muito longe do que realmente é importante para nosso bem-estar.

Imagina quando fazemos uma leitura de mapa astral, que nunca se esgota na complexidade que somos? 

Mônica Clemente (Manika)
@astrofenomenologia
@manika_consrelandocomafonte
 

#astrologia #astrofenomenologia #desamparo #luminares #sol #lua


624) Saturno em Áries e a Impulsividade Transformada


Saturno em Áries e a Impulsividade Transformada
Mônica Clemente (Manika)

A impulsividade é a capacidade de perceber rapidamente um incômodo somada à incapacidade de gerenciar a melhor transição.

Nos próximos dois anos estaremos com Saturno em Áries ensinando como gerenciar a impulsividade.

Principalmente quem nasceu com esse Saturno no signo ariano e, por isso, entrou em seu retorno de Saturno - aquela fase de grandes aprendizados. 

Da mesma forma, quem nasceu com Sol, Lua, ascendente em Áries, ou com marte fazendo qualquer aspecto com Saturno, ou Saturno no Ascendente ou na casa 1, ou Áries no Nodo Sul da Lua, tenderá à impulsividade.

A impulsividade é a competência de perceber rapidamente o que pode não dar certo, ou que não faz sentido para a própria jornada. 

E a incapacidade de pensar ou ter paciência para criar as estratégias para a transformação da situação a seu favor. 

Vamos ver alguns exemplos: 

Você está em uma faculdade que odeia, mas está no último ano.  O que seria melhor? Ter um diploma que já te dá uma posição melhor no mercado de trabalho ou largar tudo para fazer o que gosta?

Você está começando uma faculdade e já viu que não é bem isso o que quer fazer. Você se mantém nela, encerra o curso ou vai buscar uma transferência na mesma instituição para algo mais alinhado com o seu desejo? 

Não há resposta certa, mas o impulsivo nem faz perguntas para si mesmo. Toma a decisão sem nenhuma reflexão. 

Isso, porque ele quer se libertar da dor imediatamente - ou viver sua paixão sem comedimentos -, ao invés de avaliar se pode suportar o desconforto mais um tempinho, enquanto busca uma estratégia de solução. 

Nos próximos dois anos, com Saturno (O Velho) em Áries (O Jovem), a insatisfação vai aumentar para forçar algumas mudanças de direção no leme da navegação da sua vida. 

Qualquer mudança brusca pode jogar o barco longe. 

Então, aja, tente e ouse - com estratégias - para seguir o seu coração. 

Mônica Clemente (Manika)
@astrofenomenologia
@manika_constelandocomafonte

#astrologia #astrofenomenologia #retornodesaturno #saturnoemáries 

16 de mar. de 2026

623) O Agente Secreto e o (Des)encontro entre dois Brasis

 

Para mim, O Agente Secreto foi o melhor filme que vi em anos.

Ele retira uma venda dos olhos ao confrontar dois Brasis, representados por Armando e seu filho Fernando. A cara deles – literalmente falando - pode até ser a mesma, mas as memórias que os conectam são sucateadas – por alguns trocados – através do desmantelamento daquilo que poderia nos libertar.

Parto do princípio de que a astrologia não explica nada. Ela não opera no pensamento linear de causa e efeito, que diria “sou assim porque minha Vênus está em tal lugar”.

Esse raciocínio não faz sentido para a astrologia, que se orienta pelo pensamento sincronístico.

A sincronicidade busca correspondências simbólicas entre acontecimentos para revelar relações de sentido. Assim, ela perguntaria: que relação existe entre um evento que vivi, minha Vênus – ou qualquer outra configuração astrológica - e outras experiências semelhantes?

Essa leitura só é possível quando a memória entra em relação com os acontecimentos. Sem memória, não há possibilidade de conectar os pontos para refletir sobre a própria condição.

Um dos possíveis mapas astrais do Brasil tem o Sol em Virgem, signo do trabalho, da saúde, do pensamento complexo e das escravizações. Justamente aquilo que um agente - que não vemos e por isso é secreto - tenta retirar ou impor ao país.

Se na Revolução Francesa o trabalho passa a definir quem pertence à sociedade, com a Revolução Industrial a força de trabalho torna-se mediada ou apropriada pelos donos das indústrias. O resultado do trabalho já não nos pertence.

Uma saída possível é tornar-se também meio de produção, por meio da pesquisa e da tecnologia. Esses sentidos dialogam com Virgem - trabalho, competência e criação - em oposição a Peixes, signo das forças sociais ocultas que nos aprisionam enquanto não as vemos.

É justamente esta venda que O Agente Secreto retira dos nossos olhos, contando o que acontecia em 1977 em forma de ficção – o que não por acaso aconteceu em exatos 40 anos depois, em 2017 com o sucateamento nossas universidades públicas que fez com que perdêssemos a patente internacional da pesquisa brasileira da polilaminina.

Sem recuperar as memórias brutalmente apagadas, não conseguimos conectar os Brasis para imaginar saídas para as opressões que atravessamos - coletivas ou individuais.

 

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

 

#agentesecreto #polilaminina #astrologia #astrofenomenologia

8 de mar. de 2026

622) Feliz Dia da Mulher com Novas Compreensões sobre Pandora e Eva

 


Feliz Dia da Mulher com Novas Compreensões sobre Pandora e Eva

Mônica Clemente (Manika)

Segundo a tradição grega, “Pandora: a primeira mulher” foi moldada à semelhança dos deuses e entregue como esposa ao tolo titã Epimeteu.  

O gesto, porém, não era benevolente: tratava-se de uma punição de Zeus aos homens por terem recebido de Prometeu (irmão esperto de Epimeteu) o fogo divino - a capacidade de pensar por si mesmo.  

Até então, os humanos viveriam na chamada Idade de Ouro, um tempo sem doenças, sofrimento ou trabalho extenuante.  

A juventude era eterna e a vida fluía sem carências.  

Esse tempo de felicidade, contudo, chegou ao fim quando Pandora, movida pela  curiosidade, abre o vaso e dali escaparam todas as maldições da humanidade: doenças, vícios, violências, sofrimentos, fome, loucuras e miséria que rapidamente se espalharam pelo mundo.   

Esse mito ecoa em outras tradições, como a história bíblica de Eva, na qual a mulher também é associada à perda de um estado primordial de harmonia.  

No caso grego, entretanto, a narrativa é ainda mais severa, pois Pandora é criada deliberadamente como instrumento de punição aos homens. 

Essa misoginia é desmantelada na hipótese proposta por Riane Eisler em sua obra “O Cálice e a Espada” (1987).  

Segundo ela, a humanidade teria passado por uma violenta transformação cultural há cerca de cinco mil anos. 

Nessa época, as culturas de parceria (O cálice), eram mais cooperativas, igualitárias e orientadas para a manutenção da vida, sendo frequentemente associadas a símbolos da deusa. Não era um matriarcado, onde as mulheres dominavam, mas uma sociedade de parcerias. 

Com a expansão de povos guerreiros das estepes, teria ocorrido uma transição violenta para o modelo social hierárquico e militarizado, simbolizado pela “espada” (e seu uso inadequado). 

Aqui sim começariam os infortúnios, uma vez que para dominar um povo é preciso derrubar seus símbolos pelos símbolos e organização social do opressor. 

Como as estátuas e atributos das deusas eram semelhante às mulheres reais, era necessário subalternizá-las. 

Ou seja, os mitos que associavam o feminino à origem dos males do mundo eram fundamentais para legitimar novas estruturas de poder. 

Assim, a consolidação de sociedades baseadas na dominação instituiu a supremacia de uma metade da humanidade sobre a outra e naturalizou a violência como forma de organização social.  

Não adianta, portanto, lutarmos pelos nossos direito, ter leis que nos protejam e punam quem nos ataca dentro desta lógica. 

É FUNDAMENTAL - para que nossos direitos sejam legítimos - mudar a cultura, criando mitologias – ou libertando-as da misoginia - e criando sociedades de parcerias, nas quais todos os gêneros, raças e crenças se deem as mãos e caminhem juntos em prol à justiça social. 

Viva todas as mulheres!  

Mônica Clemente (Manika)

@manika_constelandocomafonte

@constelacoes_mitologias

#Diadamulher #RianeEisler #Pandora #Eva #Mitologia #Hesiodo #ConstelaçõesMitológicas 

17 de fev. de 2026

621) Feliz Ano do Cavalo de Fogo 2026

 

Bem-vindo, Cavalo de Fogo! 

Mônica Clemente (Manika)


Há 60 anos não nos vemos! 

Agora você voltou com as bênçãos de quem galopa livremente pela imensidão.

Quem poderá aproveitá-las, garanhão?

Todos! 

Principalmente quem fortaleceu os aspectos da Serpente de Madeira (regente de 2025) em si mesmo.

Assim, a sabedoria estratégica, a intuição e a introspecção da Serpente de Madeira, preparou o terreno para a velocidade, a coragem, a independência e o progresso do Alazão.

A elegância deu lugar ao impulso, o crescimento deu lugar à expansão e a criatividade deu lugar à emoção contagiante.

Não é mais o tempo da alquimia interior, mas da quebra de barreiras, da velocidade e das mudanças de paradigmas.

Se você construiu bases mais sólidas, planejou e agiu com inteligência em 2025, agora em 2026 vai correr atrás do que procura você há muito tempo!

Que encontro eletrizante! Afinal, como dizia Bert Hellinger: a felicidade corre atrás (de você. Não adianta fugir!).

Para quem nasceu nesse lindo signo chinês há 60 anos: seja muito bem-vindo outra vez! O mundo seria menos dinâmico, romântico e alegre sem você!

 

Feliz Ano Novo Chinês!


Mônica Clemente 

@astrofenomenologia

@manika_constelandocomafonte

 

#horóscopochines #astrologia #astrofenomenologia #cavalodefogo

#serpentedemadeira 

6 de jan. de 2026

620) Celebre sua Caminhada com a Astrologia - Feliz dia do Astólogo 2026

  


Celebre a sua Caminhada com a Astrologia

Feliz dia do Astrólogo 2026

Mônica  Clemente (Manika) 

Meu trabalho com astrologia não nasce do desejo de explicar o mapa, mas de escutá-lo através de quem chega - e em comunhão com as estrelas. 

Desde o início, o atendimento que realizo é uma leitura simbólica e integrada, pensada para quem busca uma abordagem complexa, profunda e viva da própria experiência. 

Não se trata de uma exposição didática das casas e planetas, nem de um curso introdutório de astrologia. 

O mapa, aqui, não é um esquema a ser decifrado ponto a ponto, mas um campo de sentido que se abre a partir das questões trazidas no encontro. 

Leio o céu em diálogo com a vida, os símbolos em ressonância com o momento, os arquétipos em contato com o corpo, a história e as travessias presentes e ancestrais de quem chega. 

Esse tipo de leitura não exige conhecimento prévio em astrologia, mas disponibilidade para escuta, reflexão e profundidade. 

A astrologia que pratico não informa - acompanha, orienta, sustenta processos. 

Hoje, no Dia do Astrólogo, celebro esse modo de trabalhar e caminhar pela vida: 

Menos explicação, mais sentido;

Menos fragmentação, mais integração;

Menos respostas prontas, mais encontro.

Celebre a sua caminhada 🌙✨ 

Feliz dia do astrólogo!

 

Mônica Clemente (Manika)

@astrofenomenologia

@manika_constelandocomafonte🌙

 

626) Uma Interprestação Simbólica da Páscoa

  Uma Interpretação Simbólica da Páscoa Mônica Clemente (Manika) Sabe? Não importa se temos tradições diferentes.  Todas trazem à tona, ...