Uma
Interpretação Simbólica da Páscoa
Mônica
Clemente (Manika)
Sabe? Não importa se temos tradições diferentes.
Todas trazem à tona, cada uma à sua maneira, vivências profundas da existência que podem ser resgatadas na linguagem simbólica.
No feriado de Páscoa, por exemplo, da tradição cristã, a sexta-feira marca a experiência do limite.
Já o Sábado de Aleluia constela a suspensão. Aquele intervalo necessário, aparentemente sem sentido, que gesta, desde o invisível e o inconcebível, um novo mundo.
E, no domingo, a luz retorna - uma nova compreensão - depois da transformação.
Essa mesma dinâmica aparece em nossa vida, sem datas marcadas, em muitas outras tradições e até em uma das estações das cartas do Tarot e sua grande opus alquímica, na qual a alma atravessa suas sombras, paixões, rupturas e aprendizados, sendo lentamente destilada entre provações e epifanias.
Desde a nigredo da carta da Morte (13) e da Torre (16) - o tempo do colapso e da escuridão fértil - até a rubedo da carta da Temperança (14), da Estrela (17) e do Sol (20) - quando o calor do espírito transfigura o chumbo das dores em ouro simbólico -, o caminho do herói vai se tornando consciência.
Mas é nas três últimas cartas - o Sol (19), o Julgamento (20) e o Mundo (21) - que esse ouro se revela de modo mais cristalino.
O Sol já anuncia a luz que retorna, como um primeiro amanhecer depois da travessia.
O Julgamento não é ainda o domingo, mas o seu limiar: o chamado que ecoa no intervalo, quando algo, no invisível, começa a se erguer e responder à vida.
E o Mundo é, então, a plena manifestação, quando
aquilo que atravessou a morte pode finalmente se integrar e existir em sua
totalidade.
Seja lá qual for sua tradição, todas elas dão – à sua maneira - suporte para esses processos de renascimento, quando buscamos novos sentidos para a vida, depois que uma fase acabou.
Feliz Páscoa!
Mônica Clemente (Manika)@manika_constelandocomafonte@constelacoes_mitologicas
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