16 de mai. de 2022

449) Os Ensinamentos de Vaisakha Purnima

Lua Cheia da Bem-Aventurança

 Mônica Clemente (Manika)

 

Você pode conversar diretamente com a Lua como um aprendiz. Ela vai ensinar alguma coisa sobre você que só ela poder ver. 

 

Hoje é Vaisakha Purnima, o dia em que a Lua se apresenta como professora.

 

Os Alquimistas, há milênios, já conversavam com ela e outros planetas, plantas e metais em busca de seus ensinamentos.

 

Aliás, eles conversavam com tudo, como aprendiz, porque queriam se relacionar com todas as formas da existência descobrindo as mais auspiciosas combinações e evitando as mais perigosas delas.

 

Por isso, descobriram a essência do casamento: aquilo que se mistura, não como simbiose, mas como uma nova entidade a partir de substâncias diferentes.

 

O auspicioso, aqui, não se refere ao que o casal vive de bom num casamento, mas à possibilidade de se colocar à disposição de se unir para se tornar outra “coisa” juntos.

 

Este tema, do Mysterium Conjunctionis, é amplamente tratado por Jung e, recentemente, na obra Outlander de Diana Gabaldon.

 

Os Yoguis, na Índia, também aprendiam com os gatos se espreguiçando, ou na forma de uma deusa Shashthi-Dev. 

 

Os Povos Indígenas também reconhecem a maestria de todos os seres. 

 

A Jurema é uma de suas árvores professoras. As montanhas são uma de suas mestras do silêncio, que dizem na paisagem: um segredo atua como um monumento. 

 

Eles, como os alquimistas, não aprendiam SOBRE a Lua, por exemplo. Aprendiam COM a Lua em seus próprios corpos.

 

Por isso, eles aprenderam que hoje é dia de jejuar, já que o “empuxo” de um eclipse lunar ajuda a purificar o corpo. Ou a “envenená-lo” com suas próprias marés internas, se comermos demais.

 

Embora esta forma respeitosa de se relacionar com a existência não esteja muito na moda nos últimos 1000 anos, os mestres não deixam de ensinar quem chegar até eles. 

 

Hoje, a Lua Cheia de Sangue me falou sobre fertilidade, saúde, casamento e alimentos. E talvez esteja pronta para contar para você outros segredos.

 

Mônica Clemente (Manika) 

#vesakmoon #vaisakhamoon #luacheia #luacheiadesangue #eclipselunar #luadesangue #alquimia #árvoresprofessoras #yoga 

6 de mai. de 2022

448) A Pergunta Fatal

 

A Pergunta Fatal

Mônica Clemente (Manika)

 

Existe uma pergunta, aparentemente banal, que pode detonar um relacionamento.

 

Ela é: “Você já teve um caso com o fulano/a?”

 

 

Esta pergunta e seus derivados, como ficar contando sobre relacionamentos de amor passados para um novo parceiro, têm grandes chances de ruir uma relação, principalmente se ela estiver no começo.

 

Isso porque a menção dos antigos laços de amor suscita fantasias primitivas de insegurança e ciúmes e acaba atuando como um veneno lento.

 

Ao invés de criar intimidade, cria abismos.

 

Ao invés de apimentar o próprio tédio, é um gatilho.

 

Porque um dos temperos das relações de amor é encontrar novas versões de si mesmo no encontro com o parceiro. E não ficar com as versões dos encontros anteriores.

 

Já imaginou o casal da foto trazendo alguém para dentro do seu momento? Então, uma pessoa está com o seu namorado enquanto um antigo amor acena para ela. 

 

Ao invés do novo parceiro perguntar, “você já namorou aquele cara”, ele diz:

 

“Que bom que você está comigo. Vou aproveitar o máximo possível.”

Era assim, inclusive, que o Hellinger falava sobre como desmontar os ciúmes imaginários dentro de uma relação.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

#Ciúme #trianguloamoroso #triangulodramatico #RelaçãoDeAmor #relacãodecasal #perguntafatal 

 

3 de mai. de 2022

447) A Sombra Assombra

 



A Sombra Assombra

Mônica Clemente (Manika)

 

Para uma onda, o mar é sua sombra,

até descobrir que a sua força vem dele.

Para o consciente, o inconsciente é sua sombra,

Até ele descobrir ...

 

 

Jung dizia que a sombra é “simplesmente todo o inconsciente” e

Marie-Louise Von Franz complementava dizendo que “a sombra é tudo aquilo que faz parte de uma pessoa mas que ela desconhece.”  

 

Por exemplo, se temos pais com atitudes muito diferentes incorporamos as duas atitudes, sendo que uma ficará na sombra. 

 

Da mesma forma, se temos a função sentimento (não é emoção, é a capacidade de criar valores e ser autêntico ou criar harmonia) como principal função na consciência, a sombra será o pensamento. 

 

É aquele tipo de pessoa que segue o coração. Literalmente. Ela lê o mundo e toma decisões com um aperto ou abertura do peito e da garganta. 

 

Porém, quando está muito cansada, sua sombra (o pensamento) pode emergir sendo muito crítica. Não porque o pensamento atua assim, mas como sombra, sim.

 

Se a pessoa tem o pensamento como 1a função ela lê o mundo e toma decisões pelo que funciona (ou não) ou pelo que tem lógica (ou não).

 

Quando o sentimento, sua sombra, aparece, perde o controle emocional ou fica com medo das pessoas. Não porque os sentimentos agem assim, mas como sombra, sim.

 

Se a pessoa é mais intuição, ela lê o mundo com um faro invisível ou capta a essência das coisas por revelação. 

 

Quando a sua sombra - sensação - a assombra num dia muito estressante, desanda a comer compulsivamente ou cai em depressão pensando no passado.

 

A pessoa mais sensação, se relaciona com o mundo pelas memórias de tudo o que viveu ou com presença e prontidão.

 

A sua sombra é a #intuição, que se manifesta com ideias estranhas sem pé nem cabeça, derrubando sua praticidade. 

 

Já no nível coletivo a sombra aparece como uma situação na qual um povo, superdesenvolvido em alguns aspectos, não consegue atuar em outros. 

 

Role as imagens acima para alguns exemplos da sombra coletiva.

 

Se um país tem o pensamento bem desenvolvido sendo estratégico e realizador, sofrem de arrogância, que é o sentimento  na sombra e começam a querer dominar o mundo. 

 

Em outro país a espiritualidade é sofisticadíssimas, já que sua intuição é elevada. Sua sombra aparecerá na (des) organização do mundo material. 

 

Num país no qual, culturalmente, o sentimento é muito desenvolvido, os forasteiros se sentem em casa, mas ataca os próprios conterrâneos por julgamentos errados num simples enunciado de facebook. 

 

Num país mais sensação, focado na relação saudável com a natureza ou com um materialismo científico muito pronunciado, a sombra se manifesta com animosidades violentas contra tudo que escapa seus olhos, “mandando queimar as bruxas”. 

 

Pessoalmente, reconhecer a sombra numa terapia é relativamente fácil! 

 

O difícil é integrá-la, porque muda todos os valores do sistema familiar que não está nem um pouco a fim de incluir o que excluiu há gerações. 

 

Então a sombra, o lado B, é sempre pessoal e coletivo e para integra-la vamos pela beirada, nos contos de fada, nos rituais, expressões artísticas e principalmente com as mensagens dos sonhos.

 

Mônica Clemente (Manika)


 

449) Os Ensinamentos de Vaisakha Purnima

Lua Cheia da Bem-Aventurança   Mônica Clemente (Manika)   Você pode conversar diretamente com a Lua como um aprendiz. Ela vai ensinar ...