6 de dez. de 2021

394) Se Cura quem Descobre que Sempre foi o mesmo Amor

 



Alguns triângulos amorosos, no início dos filmes românticos, passam desapercebidos como as antigas namoradas do papai ou da mamãe.  

 

No aconchego de “You’ve Got Mail“, filme de Nora Ephron, o Joe Fox e a Katlyn Kelly estão, cada um deles,  namorando firmemente quando se conhecem pela internet. 

 

Em “Casa Comigo”, a mocinha tem um noivo até se apaixonar pelo irlandês ranzinza bonitão. 

 

A trama de “Something Borrowed” é um triângulo entre melhores amigas, porque uma delas gosta de se fazer de vítima da outra. 

 

Já em “Alguém tem que ceder”, de Nancy Meyers, a mãe se apaixona pelo namorado da filha, ao contrário da “Primeira Noite de um Homem”.

 

O que há em comum na maioria destes filmes é que o amante descartado e caracterizado como ridículo. 

 

E que o amor da parceria desfeita é desconsiderado. 

 

Isto dá a impressão de que o parceiro antigo não tem valor e não houve conexão, como se aquele amor se submetesse às novas aspirações românticas. 

 

Hellinger observou que na vida real um amor anterior não respeitado é representado,  inconscientemente, pelo filho/a do novo relacionamento ou por um ciúmes doentio do parceiro que ganha uma pessoa às custas de outra. 

 

Se a mãe não honrou um parceiro anterior, seu filho vai representá-lo desafiando o pai. 

 

Do outro lado, se o pai ainda deve algum reconhecimento à parceira anterior, a filha e a mãe competem entre si, projetando uma na outra, sem perceber, a mulher desconsiderada.

 

Só se vangloria sobre o amante largado aquele que quer perder alguém também. 

 

A solução é o novo casal, ou filhos dele, olhar com respeito para o antigo casal e reconhecer que lá houve uma conexão verdadeira. 

 

E deixar lá aquele amor, sem se meter no que houve. Porque não há um novo amor nas novas relações. 

 

Ele é o mesmo, com a gente melhorada por conta de quem nos acompanhou em algum momento.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

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