23 de set. de 2021

354) Paradoxos Hellinguerianos

 


Paradoxos Hellingerianos

Mônica Clemente

 

Hellinger não tem paradoxos (contradições), porém eles existem e com o Hellinger entram em uníssono sem desaparecerem. Como o Yin que vira Yang e vice-versa.

 

Por exemplo: 

 

Recebemos muito nas Constelações Familiares, embora o essencial seja simples. 

 

Andamos léguas, com apenas o próximo passo. 

 

Seguimos em frente com a força dos ancestrais. 

 

Somos o amor de nossos pais levado às últimas consequências, que se transforma no primeiro movimento de nossa vida: tomar este amor. 

 

O amor que mais tarde queremos na vida de casal começa ao receber a vida que veio dos pais. 

 

Portanto, só tem para dar quem aprendeu a receber. 

 

Quem cobra não transborda. 

 

As ordens do amor atuam como a gravidade, acreditando nelas ou não, mas isso só se aprende em suas desordens, que geram dores, que levam a busca de ajuda. 

 

Morrer faz parte do viver, ainda assim só crescemos se servimos à vida. 

 

A finitude é um portal para mais compreensões. 

 

E Hellinger disse: “mit ende beginnt”: “com o fim começa.”

 

Quem se relaciona abre mão da liberdade para ter a completude, afinal se conecta e se afeta e com isso é preenchido:

 

“(…)é preciso coragem para a felicidade maior. A grande conquista é segurar o fácil e claro e olhar adiante, deixando para trás todo o anterior. Toda tentativa de voltar atrás é uma fuga do peso da felicidade. Pois sim, que a felicidade é fácil! Aliás, precisa de uma grande coragem porque, no final, essa felicidade maior só pode ser conservada como um presente não merecido, para o qual não se pode e nem se deve pagar nada. Isso é humildade” (Hellinger 2007: 100).

 

O caminho para os pais é feito por nós, mas foi dado por eles. 

 

Com o Hellinger vivenciamos  o paradoxo num universo dobrado sobre si mesmo, como um rocambole esférico. Espiralado. 

 

Não importa para onde vamos, nem se faz sentido, sempre nos reencontramos onde parecia repartido. 

 

Constelação Familiar é a arte de unir o que foi separado, ou ainda melhor: deixar aquilo que une nos levar mais (r)adiante. 

 

Mônica Clemente (Manika)


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Observação :


Algumas pessoas me perguntam de quem é autoria dos textos deste blog.


Todos os textos publicados aqui são da minha autoria. Quando há citação, eu coloco entre aspas, e às vezes coloco a fonte bibliográficas. Quando falo com minhas palavras um pensamento que não é meu, eu digo "segundo fulano de tal".


Os textos que não são meus, eu coloco a autoria logo no início, com link do texto original.



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