12 de mai. de 2021

292) As Deusas e o Divórcio

 


As Deusas e o Divórcio

Mônica Clemente (Manika)

 

O casamento é um compromisso consigo mesmo, dizia Campbell. E uma comunhão de amor além do casal, com muitos ganhos: 

 

Ele pacifica reinos; traz soluções transgeracionais aos sistemas familiares que se encontram nele; apoia a continuação da vida; convida a comunidade a apoiar o casal e promove segurança aos companheiros. 

 

Por isso, usa muita energia para manter a “estrutura” que apoia a nova família. 

 

Tem quem não queira e até quem não aguente ou ache que não merece as grandes felicidades e resolve não casar. 

 

Outros se casam apenas pelos privilégios da cidadania, plano de saúde etc. Hera, deusa do casamento, não suporta tamanha mesquinharia, cobrando seu preço. 

 

Às vezes, o casal precisa se separar. 

 

Nesta hora tão doída, a força da deusa mais afinada com cada mulher tende a manifestar seu lado negativo, porque ainda busca outra solução.

 

Se Hera rege uma mulher num divórcio, suas dores de ter ficado no meio das brigas dos seus pais na Infância farão estragos à atual família. Se lembrar que sabe amar e fazer laços (não dos seus pais), apazigua. 

 

Ártemis se livra do ex. Mas apazigua quando reconhece a importância do pai para os filhos, assim como o seu próprio, que ela expulsou do coração desconsiderando todos os homens desde então.

 

Athena foca no trabalho e congela o coração. Quando aceita o feminino da sua mãe, que preferiu ficar casada com um homem que a filha não considerava bom marido, encontra coragem para amar novamente. 

 

Perséfone faz o ex e os filhos bancá-la, se envolvendo em problemas. Se cura ao buscar ajuda para encontrar sua identidade e potenciais, ainda dentro da sua mãe possessiva.

 

Afrodite se mete em relações piores. Sai dessa quando descobre que é ela quem escolhe parceiro e relação. Ela precisa resolver algo com seu pai imprevisível e sedutor.

 

Deméter se faz de vítima e torna seus filhos confidentes (Não se conta coisas de casal para os filhos). Se cura quando assume que não quis casar, mas ter filhos. Ou quando para de tratar os homens como filhos. Na verdade, ela precisa parar de salvar sua mãe (ou pai).

 

E assim o casamento treina talentos e muda roteiros. 

 

Na próxima publicação eu falarei sobre os deuses.

 

Mônica Clemente (Manika)

 

 

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