3 de mai. de 2021

289) Cada Ferida tem sua Medicina



Eu observei que no útero a medicina é reconectar com a mãe e nos ovários ou próstatas é a reconciliação com a sexualidade.

 

No estômago a aceitação do mundo e no fígado a aceitação do poder. Nas pernas é aguentar a felicidade, nos braços o coração com seu equilíbrio das trocas, e nos rins o equilíbrio nas relações.

 

Na boca é aguentar o sucesso; olhos a inclusão do que foi rejeitado e ouvidos aceitar o medo. Já os pés precisam reencontrar o caminho, a pele assimilar os traumas, os cabelos aceitar as emoções e o nariz seu saber e intuição.

 

A tiroide tem que assumir o que quer, enquanto os dentes liberaram os segredos.  Na lombar, a medicina é criar a base para ser quem é.

 

Na torácica é o aviso para sair de relações com mentiras e traições e na cervical a medicina é “paciência para deixar a indecisão cozinhar até um novo eu”. 

 

É claro que há mais mensagens individualizadas, porque não há doença, há doentes em busca de sua solução. 

 

E mesmo acessando as orientações simbólicas, precisamos de um médico. É crueldade não levar o seu curador interno até um curador formado.

 

Quem não procura um médico quando um sintoma grita, geralmente, não foi visto na infância. Ficou chorando num quarto afastado.

 

Por isso não aprendeu a se ver e ler os pedidos de socorro que a alma e o corpo dão. 

O Hellinger demonstrou que os sintomas olham pessoas ou situações excluídas.  Mais um motivo para buscar um médico: Ele vai olhar, mesmo que seja pelos óculos da medicina. 

 

Ele também falou que a doença começa quando queremos nos livrar de algo, ao invés de inclui-lo. 

 

Se o ferimento tem a sua medicina, ao tentar se livrar dele a cura será descartada e com ela a vontade de buscar a ajuda certa. 

 

Como disse meu irmão, o Dr. Wagner Henrique Clemente: “eu trato o meu paciente com tudo o que eu tenho e ele precisa. 

 

Eu escuto as suas dores, seja com uma estratégia terapêutica alopata ou homeopática. Com acupuntura, chá ou tarja preta; remédio ou alimentação.

 

Eu dou o que o médico interno dele me pede. Não perco tempo com brigas conceituais entre a biomedicina X medicinas alternativas. Domino bem as duas.

 

Meu interesse é o paciente. Mas se uma força maior tem outro objetivo com os sintomas dele, eu baixo a cabeça para isso também. Nunca o culpabilizo.”

 






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