7 de mai. de 2021

290) Mãe Fada ou Mãe Bruxa?

 


Quando eu pergunto: como é a sua relação com a sua mãe? A resposta, 99% das vezes, é um julgamento pro bem ou pro mal. Ou pior, um diagnóstico: “ela é narcisista”, “ela é bipolar”, etc.

 

A pergunta é sobre “sua relação com sua mãe” e não “como é sua mãe?”.

 

A resposta cheia das nossas dores viradas em julgamentos, revela uma expectativa que devia ficar na Infância, quando a mãe é o nosso corpo e paraíso, atendendo e frustrando as nossas necessidades.

 

Se esta frustração é muito grande, ao invés de nós, adultos, mudarmos como nos relacionamos com ela, para ver se conseguimos outra resposta da vida, mantemos a dinâmica de sofrimentos.

 

Por exemplo, se toda vez que queremos a ajuda da nossa mãe para sermos mais felizes numa relação amorosa, e ela fala mal dos homens, do casamento ou da gente, imediatamente ficamos mais confusos ainda.

 

Aí, se alguém pergunta: “como é a sua relação com sua mãe?”, respondemos: “ela me odeia!” ou “ela odeia os homens!”...

 

Ao invés disso, podíamos realmente ter pensado sobre a nossa relação com ela. Tipo assim: “Nossa! Eu continuo esperando algo que ela não pode me dar. Aí eu a forço a me dar o que não gosto e depois eu a julgo por isso. Vou fazer diferente de agora em diante!”

 

Isto nos forçará a descobrir tudo o que ela realmente pode nos dar. E desta imensidão, o que queremos.

 

Depois de descobrirmos um dos mais valiosos presentes que a nossa mãe nos deu, como a vida, podemos construir novos caminho até ela. 

Não é isso que fazemos com um GPS ao procurar a melhor rota para chegar aonde queremos? 

 

Pode ser também, que o melhor jeito de nos relacionarmos com ela, quando nos espezinha, seja dizendo: “Ih! Tenho que trabalhar! Depois falamos? Te amo! Tchau.”

 

Mas sem a esperança de que ela vai fazer diferente, se a gente chegar nela da mesma maneira.

 

Por isso, toda relação de casal fusional e apaixonada, que faz a gente sentir que perdeu um braço quando termina (e sempre termina), vem para nos contar sobre uma relação simbiótica, que insistimos em manter com a nossa mãe na vida adulta.

 

Então eu (me) pergunto: qual a sua relação com a sua mãe? Como você chega nela? O que espera dela? O que faz com ela? O que você pode mudar para ter uma resposta diferente?

 

Você escolhe se quer ter uma relação fada ou bruxa com a sua mãe.

 

#Mãe #Filhas #Filhos #RelaçãoComAMãe #RelaçãoSimbiótica #PaixãoDoentia #FadaBruxa 

 

3 de mai. de 2021

289) Cada Ferida tem sua Medicina



Eu observei que no útero a medicina é reconectar com a mãe e nos ovários ou próstatas é a reconciliação com a sexualidade.

 

No estômago a aceitação do mundo e no fígado a aceitação do poder. Nas pernas é aguentar a felicidade, nos braços o coração com seu equilíbrio das trocas, e nos rins o equilíbrio nas relações.

 

Na boca é aguentar o sucesso; olhos a inclusão do que foi rejeitado e ouvidos aceitar o medo. Já os pés precisam reencontrar o caminho, a pele assimilar os traumas, os cabelos aceitar as emoções e o nariz seu saber e intuição.

 

A tiroide tem que assumir o que quer, enquanto os dentes liberaram os segredos.  Na lombar, a medicina é criar a base para ser quem é.

 

Na torácica é o aviso para sair de relações com mentiras e traições e na cervical a medicina é “paciência para deixar a indecisão cozinhar até um novo eu”. 

 

É claro que há mais mensagens individualizadas, porque não há doença, há doentes em busca de sua solução. 

 

E mesmo acessando as orientações simbólicas, precisamos de um médico. É crueldade não levar o seu curador interno até um curador formado.

 

Quem não procura um médico quando um sintoma grita, geralmente, não foi visto na infância. Ficou chorando num quarto afastado.

 

Por isso não aprendeu a se ver e ler os pedidos de socorro que a alma e o corpo dão. 

O Hellinger demonstrou que os sintomas olham pessoas ou situações excluídas.  Mais um motivo para buscar um médico: Ele vai olhar, mesmo que seja pelos óculos da medicina. 

 

Ele também falou que a doença começa quando queremos nos livrar de algo, ao invés de inclui-lo. 

 

Se o ferimento tem a sua medicina, ao tentar se livrar dele a cura será descartada e com ela a vontade de buscar a ajuda certa. 

 

Como disse meu irmão, o Dr. Wagner Henrique Clemente: “eu trato o meu paciente com tudo o que eu tenho e ele precisa. 

 

Eu escuto as suas dores, seja com uma estratégia terapêutica alopata ou homeopática. Com acupuntura, chá ou tarja preta; remédio ou alimentação.

 

Eu dou o que o médico interno dele me pede. Não perco tempo com brigas conceituais entre a biomedicina X medicinas alternativas. Domino bem as duas.

 

Meu interesse é o paciente. Mas se uma força maior tem outro objetivo com os sintomas dele, eu baixo a cabeça para isso também. Nunca o culpabilizo.”

 






1 de mai. de 2021

288) A História Real das Cinderelas

 


O Conto de Fada Cinderela trata de 2 questões comemoradas hoje, dia 1º de maio: o reconhecimento do trabalho exaustivo das mulheres (Cinderela trabalhando e sonhando com o príncipe para salvá-la). 

E o reconhecimento de uma namorada desconsiderada porque “os pés dela não cabiam no sapatinho de cristal” (expectativas do que deve ser uma mulher para casar). 

Historicamente, era 1º de maio de 1886 em Chicago quando 500 mil trabalhadores se puseram em greve por melhores condições de trabalho.  

Embora homens e mulheres tenham lutado e morrido nestes movimentos, as mulheres foram excluídas dos meios de produção. E sua remuneração, caso trabalhassem, era, e ainda é, metade do salário de um homem. 

Porque somos “apenas auxiliares” do verdadeiro provedor, o príncipe encantado que vem nos salvar da pobreza e da exploração. Esta ideia nasceu com a caça às bruxas, que puseram as mulheres dentro de casa trabalhando exaustivamente. E sem reconhecimento do quanto seus esforços mantêm a prosperidade das famílias. 

Tem até esposos, filhas e filhos que desprezam a mãe por ela ser dona de casa, que para eles é sinônimo de submissão. Fazem dela o que o Capitalismo fez com a Natureza. Um almoxarifado de onde se tira tudo. 

Não à toa este feriado se funde com outra comemoração.  Há séculos, a deusa Flora, protetora da natureza, era homenageada pelos romanos no dia 1º de maio.  

Na mesma data, nas tradições celtas, os Lírios do Campo – amuletos contra maus espíritos - eram oferecidos para os deuses. 

No século XVI, o rei Charles IX encantado com esta oferenda, enviou Lírios para todas as moças solteiras.  

Séculos depois, esta tradição virou uma declaração de amor na França, sendo comemorada junto ao dia do trabalhador.  

Portanto, em torno do Lírio e do floral de Minas Lilium, encontramos uma solução para o velho dilema da Cinderela “trabalho x casar” imposto culturalmente sobre as mulheres. 

Casamos atendendo as expectativas do sapatinho de cristal ou trabalhamos e não nos casamos? Ou ainda: se dependo de um homem ele não depende de mim não? 

Uma salva de Lírios para todas as amantes trabalhadoras e os amantes trabalhadores do meu Brasil.

 

#1deMaio #Lírios #Trabalhador/a #Amantes

290) Mãe Fada ou Mãe Bruxa?

  Quando eu pergunto: como é a sua relação com a sua mãe? A resposta, 99% das vezes, é um julgamento pro bem ou pro mal. Ou pior, um diagnós...