15 de abr. de 2021

283) A Raiva e Suas Revelações

 


Existe uma força bloqueada por trás de algumas dificuldades. 

Na Constelação Familiar nós a encontramos em diferentes formas, em diferentes contextos e na relação com alguém que está excluído ou esquecido. 

Em última análise, é um amor cego (porque não sabemos da existência dele), por algo ou alguém que precisa ser visto e incluído em nosso coração. 

E há sentimentos em torno do amor não acessado, que o mantém em segredo, como o luto e a raiva. Se você sente que

 

·       não consegue estabelecer limites para ser quem você é; 

·       luta contra uma eterna indecisão; 

·       não encontrou até hoje sua vocação; 

·       tem medo de intimidade, embora anseie por ela; 

.       se descontrola na alimentação; 

·       não consegue manter um ritmo saudável, porque esqueceu de gerenciar seu tempo e harmonizá-lo com os ciclos da natureza (como as fases da Lua tentam nos mostrar!); 

·       acha difícil ser assertiva/o 

·       e reencontrar aquela motivação de outrora; 

É hora de deixar a sua raiva aparecer! Porque ela vai fazer você se mexer! 

E criar limites! 

E abrir espaços! 

Porque ela é um raio certeiro, que clareia o rosto das suas metas e a origem da sua dor! 

A dor do luto não chorado, das perdas precoces sentidas como injustiças, da falta de agradecimento e do reconhecimento. Não só seus... 

A raiva catalisa tudo o que não é visto!  

Tudo o que precisa de espaço para existir! 

Ela é o alfinete que marca você no ponto certo do mapa da sua vida.

Como uma força de curta duração e longo alcance (o amor por trás dela). 

Portanto, não a deixe ser mais do que um clarão! 

Ou a raiva manterá você na tristeza não vista, no medo disfarçado, no luto não chorado e veladamente enfurecida em cima da comida. 

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Informações no manika@manika.com.br

 

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12 de abr. de 2021

282) O Ponto de Mutação fica fora de um Padrão

 


Não importa o que se faça, se for para mudar um padrão tem que começar de um lugar diferente.

Quantas vezes tentamos começar um regime da mesma maneira que não seguimos em frente?

Quantos relacionamentos dolorosos começaram do mesmo lugar?

O problema não foi tentar mil vezes, ou os “erros” ou a inconsciência das nossas escolhas. Eles acontecem e fazem parte do amadurecimento. O problema foi recomeçar algo, que já não funcionou, da mesma maneira.

Toda vez que você prometer que “segunda-feira” vai começar a ginástica, olha pra dentro e veja se está no mesmo padrão mental das outras vezes que prometeu e não funcionou.

Troque as frases repetidas por anos, como “vou parar de comer chocolate por 2 meses” ou “vou caminhar 1 hora por dia”, que não deram certo, por: “vou parar de me forçar a fazer o que não gosto só pra eu falhar novamente. Vou encontrar o que eu gosto e de lá crio minhas estratégias de me exercitar saudavelmente.”

Veja se funciona. Se não funcionar, tente outra carícia interior até encontrar aquelas com as quais se fazem os foguetes.

Outro exemplo? Toda vez que você entrar numa relação que não serve às suas necessidades verdadeiras de um relacionamento pleno, olha pra dentro para ver se a iniciou do mesmo lugar.

Então salta desta órbita para outra, como faz um elétron no salto quântico, em busca de uma aparição em outro campo de força.

O Thomas Edison já dizia: “eu não falhei. Só descobri 10 mil maneiras que não funcionam.”

Para fazer tantas descobertas do que não funcionava, e então descobrir o que até hoje serve à vida, ele tentou muitos voos diferentes.

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7 de abr. de 2021

281) Somos a Resposta da Pergunta que Fazemos ao Mundo

 


Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Você é a resposta que faz ao mundo

 

Todo dia penso nas histórias de pessoas que venceram a realidade para seguirem seus sonhos, mesmo sem saber se daria certo. E penso nas pessoas que, ao contrário, não deixaram seus pesadelos arruinarem a sua realidade.

 

Fico aqui imaginando o Van Gogh vencendo as exigências do seu tempo, como as luzes das estrelas rompem o espaço em busca do Céu.

 

Quantas de nós deixou de seguir o coração porque acreditou que era feia, burra, triste, sem chances, vítima, salvador, velho, nova, pobre ou até rica demais para merecer ganhar “pouco” no que gosta de fazer?

 

Eu fico aqui torcendo para ninguém sucumbir às demandas pouco razoáveis da nossa era, aquelas que nos impedem de reconhecer e realizar nosso potencial. 

 

Quando se chega assim, tão perto do abismo, é hora de rever o caminho que nos mandaram fazer. Porque os mandatos são cegos, nossa alma não. 

 

Acho que é por isso que toda pessoa com um brilho especial, e nem precisa ser reconhecida por isso, se orientou pela própria luz, mesmo que tudo a sua volta tenha dito ao contrário ou nem fosse capaz de imaginar em qual galáxia ela chegaria.

 

Como a Elizabeth Bennett, que seguia o que nem sabia (mas era o certo para ela), mesmo que o Mr. Darcy a tivesse desprezado no início. Já a filha da Lady Catherine “inimiga” de Elizabeth, não conseguiu vencer a tirania de sua mãe, empalidecendo seus desejos na voracidade dela.

 

Posteriormente, Mr. Darcy também não deixou a sua fortuna e classe social o impedir de se comprometer com seu amor “inusitado” por Lize.  E numa manhã ensolarada, Darcy e Elizabeth venceram seus orgulhos e preconceitos, assim como as expectativas da sua época, para ficarem juntos.

 

Como dizia Campbell, casamento é um processo de ser fiel consigo mesmo...! Afinal, não há nada que prometa a Felicidade, além desta fidelidade com seu próprio caminho. 

 

Que todos nós possamos ser orientados por esta força que vibra o corpo inteiro dizendo: “é por aqui”, para irmos além do bom senso. 

 

Quanto à segunda opção, a de não deixar que a nossa realidade sucumba aos nossos pesadelos, a realidade também sonha com a gente.  Essa é a essência do que SomoS: a descoberta de que o universo se enxerga enroscando em Si mesmo.

 

 

#Sonhos #Realização #Fé #Fidelidade #Autenticidade #SomoS #VanGogh #OrgulhoEPreconceito

 

4 de abr. de 2021

280) Mensagens Secretas da Páscoa

 



O que as tocas de coelho têm em comum com as passagens secretas do nosso psiquismo?

 

Eu conto para você, fica comigo aqui no Constelações Mitológicas, podcasts sobre as interfaces da mitologia com a nossa transcendência.

 

Meu nome é Mônica Clemente, é sobre isso que quero falar, quais são os poderes que os símbolos em torno da Páscoa podem nos dar.

 

Todo ano um coelhinho traz ovinhos cheios de chocolates para gente com uma verdade profunda para quem quiser escutar.

 

Porque a festa da ressurreição reúne em sua simbologia de ciclos de “vida, morte e vida”, as histórias de vários povos que foram capazes de vencer desafios coletivos porque souberam enfrentá-los de uma maneira específica: juntos.

 

A Páscoa acontece no 1º domingo, depois da Lua Cheia, no fim do equinócio da primavera (Hemisfério Norte) e outono (Hemisfério Sul). Só aí já temos os Ciclos da Vida, da agricultura, da Lua, do Coelho e do Ovo, que se expressam assim:

 

Ciclo da Vida, na tradição Cristã, são representados pela vida Jesus, seus ensinamentos e milagres, sua via-crúcis, sua morte e então sua ressurreição como o Cristo. São também, e principalmente, a sua luta, que era uma luta coletiva, pela libertação do seu povo da opressão Romana, que, curiosamente, séculos depois vira o centro da religião criada em torno de Cristo.

 

Neste sentido, os ciclos revelam outro mistério, além das mudanças de estações e de épocas: aquilo que desaparece vai reaparecer com novas roupagens na nova era.

 

Este é o grande tema do livro “As Brumas de Avalon” e de toda mitologia da agricultura e transformações: depois da semeadura, vem a morte na colheita, e a vida que ela mantém.

 

Assim como depois das guerras, os deuses e as deusas (o inconsciente coletivo dos povos dominados ou destruídos) reaparecem com outras roupagens na nova civilização do povo dominante, que jamais governaria o povo conquistado se destruísse seus mitos.

 

Antes de todas estas revelações simbólicas, a Páscoa já era comemorada pelo judaísmo, que homenageia a Pessah (passagem em hebraico) para libertação do povo hebreu. “A passagem de um modo de vida a um outro modo de vida” Como disse Yves Leloup.

 

Em torno destas passagens, outras tradições pagãs se mantiveram, mesmo que absorvidas nos rituais atuais. Nos mitos germânicos, por exemplo, quando o Sol voltava a reinar, a vida chegava após a morte, como a primavera depois da hibernação.

 

Assim, a deusa Ostara, deidade germânica da primavera, de onde deriva Ostern, Páscoa em alemão, era homenageada.  Ela é o símbolo da fertilidade, a mesma fertilidade que faz os coelhos, símbolo de Afrodite e da fertilidade, se multiplicarem na fase primaveril. 

 

Como dizia Goethe, em Fausto “ O eterno feminino nos leva adiante”.

 

Neste sentido, o ovo pode ser entendido como símbolo feminino, da fecundidade e da fertilidade. De onde vem tudo o que existe e a própria manifestação do universo como no símbolo do Ovo Órfico ou naquela brincadeira: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

 

E pode ser entendo também como o Ouroboros, que é a serpente que devora a própria cauda para ressurreição, contando sobre o encontro do fim com seu começo.

 

As festividades da Páscoa se dão, então, de acordo com histórias de libertação, ressurreição, festas agrícolas e rituais de fertilidade com a morte das colheitas para alimentar a vida; as fases da Lua com suas lendas sobre o coelho na Lua, que começaram há milênios na Índia, depois na China, Korea e resto do mundo.  

 

Em uma das lendas, Budha testou a raposa, o macaco e a lebre, se transformando em um mendigo faminto. 

 

O macaco o alimentou com uma manga, a raposa com um peixe e como o coelho só tinha seu corpo para oferecer, pediu aos outros animais que o cozinhassem depois dele fazer uma pequena fogueira de gravetos (cesto da Páscoa. Útero, caverna, fogueira..). 

 

Admirado pela generosidade, Budha se revelou antes que o bichinho se jogasse no fogo, e o homenageou colocando sua imagem na Lua. 

 

Em outra lenda da América Latina, Quetzalcoatl vira um mendigo e é salvo pela bondade do coelhinho, tatuando sua imagem na Lua.  Na maioria das versões, o altruísmo do coelho nos revela as diversas mortes que um povo passa até que descobrem, como a Lua que encanta a todos, que a solução surge quando estamos juntos.

 

Por isso eu digo, que nada mais atual do que a Páscoa!

 

Nada mais atual do que toda a simbologia em torno da Páscoa nos revelando esta verdade profunda: de que a nova vida, um novo ciclo, chega depois de vencermos um grande desafio JUNTOS! E porque conseguimos estar juntos.

 

E somos lembrados disso todo ano, com o coelho trazendo chocolate dentro de ovos vazios, símbolo pagão da fertilidade e símbolo cristão da ressurreição. 

 

Uma Feliz Páscoa para o mundo inteiro!




 

#Páscoa #Ostara #Ostern #Cristo #Ressurreição #Esperança #Renovação #NovaChance #Afrodite #CoelhinhoDaPáscoa #Fertilidade #Lua #Ovo

 

279) A Infância Fica na Infância - Podcast com Yara de La Iglesia

 


A Infância não fica na Infância

Podcast com 

Yara de La Iglesia e Mônica Clemente (Manika)

Ao final do texto

         

Você sabia que os primeiros vínculos que formamos são a base para as relações que construímos posteriormente?

Este é o tema do 3o episódio do podcast Constelações Mitológicas, com a pedagoga e doutora em Psicologia da Educação Yara Rodrigues de La Iglesia.

Você pode acessá-lo aqui, no spotfy e em outras plataformas de podcast.


@yaraiglesia

@conexoessutis

@constelacoes_mitologicas

@manika_constelandocomafonte

 

A música ao fundo é “Até quando vai ser”, minha (Manika) com a guitarra e arranjos do Fernando Clark @fclark.music


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278) Abril e seus Portais Magníficos

 


Toda vez que chegamos em abril, 1º de abril, Dia da Mentira e dos humoristas somos convidados a uma nova postura interior.

Já que é o mês cujo nome deriva de aprilis, abertura (das flores) na primavera. Ao menos no hemisfério norte. E do outono aqui no Hemisfério Sul, a abertura do mundo subterrâneo da Grande Mãe.

Abril também é o nome dado à espuma. Foi por meio dela que Afrodite chegou ao nosso mundo, depois de Saturno castrar seu pai Urano e seu sémen fecundar o mar.

O mar, todos sabem, é o lar das sereias, seres mitológicos associados a anima masculina (há outros tipos de anima, contraparte feminina no psiquismo masculino, segundo Jung).

Nas Constelações Familiares dos Mitos ou dos Contos de fada - (Histórias que Atuam) - se alguém tem uma ligação muito forte com histórias de sereia, pode surgir um pai, na Constelação, que possivelmente projeta em sua filha os problemas com sua mãe (mãe dele), não permitindo que ela saia de seus domínios oceânicos de amor e cuidados, bancando tudo para ela até idade avançada ou exigindo sutilmente que o trate com amor maternal incondicional.

Recusar a ajuda do pai não é a solução, muito menos ter aquela conversa franca de jogar tudo na cara dele. Mas querer parar de salvar ele ou cuidar dele como uma mãe, sim, tem solução.

Abril também deriva de Aprus, nome etrusco dado à Vênus grega, que por sincretismo passou a se confundir com a Afrodite romana.

“April comes she will”, composição de Simon & Garfunkel, conta a história das estações de uma relação de amor se confundindo com as estações do ano.

Ou será que fala das estações que nos chegam nos encontros de amor?

E por que isto interessa? Porque a porta se abriu para dar mais um passo, e ficará à nossa disposição por um mês.

No caso da aliança invisível com o pai, a solução chegará como num jogo de xadrez: saímos da posição perigosa de salvadora ou julgadora e viramos a “apenas filha” no tabuleiro interno do nosso amor por ele.

Ao menos é a dica do nome que falaremos por 30 dias, abril.


@constelacoes_mitologicas 

@historiasqueatuam 

@conexoessutis

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#HistóriasQueAtuam #ContosDeFada #Mitologia #AprilComeSheWill

283) A Raiva e Suas Revelações

  Existe uma força bloqueada por trás de algumas dificuldades.   Na Constelação Familiar nós a encontramos em diferentes formas, em difere...