15 de mar. de 2021

270) A Fabulosa História dos Gigantes que queriam Engolir o Sol

 



Antes do primeiro gigante tentar engolir o Sol, os humanos falavam com as árvores, que escutavam o vento, que dançava para o Céu, que flertava com a Lua, que se deitava sobre as águas, mais interessadas em sonhar. 

 

Naquela época, nenhum ser era sacrificado em nome de mentiras ou das guerras, embora as sombras gigantescas ainda tentassem destruir a vida do planeta.

 

Um dia, a 5ª geração de gigantes desistiu do Sol para conquistar a Terra. Porque se o Sol não podia ser derrotado, sua luz não entraria em mais ninguém.

 

Foi assim que eles viraram um exército de poeira, encapsulando todos os viventes, que aos poucos se esqueceram das conexões que tinham uns com os outros.

 

O mundo ficou perigoso. Os Sacis se esconderam, a dor virou sofrimento e a linguagem dos animais não era mais entendida por ninguém. Entre os humanos surgiram as guerras, o mal-entendido e as muralhas, embora continuassem a se amar.

 

O exército percebeu que se jogasse os homens contra as mulheres, a vida humana no planeta acabaria.  Mas nem assim eles venceram, porque existe algo intrínseco no feminino que não a deixaria a vida acabar.

 

Este algo é o princípio tecelão. A ponte de todos os vínculos. Como uma mulher geraria um filho com a semente do amante, trazendo dele a outra família para dentro do novo ser, se não fosse capaz de unir em si o que antes estava separado?

 

Como ela teceria um novo corpo do seu, se não estivesse em comunhão com o invisível, morada de quem vai nascer? Como um homem nasceria de uma mulher sem ter nele a lembrança das conexões feitas? 

 

O 5º gigante se enfureceu! Ele decidiu, então, fazer todos acreditarem na inferioridade das fêmeas, humanas ou não.  Deste tempo em diante, muitas delas começaram até a se odiar, com outros as tratando desumanamente.

 

Essa foi a fase mais difícil da história. Quase que o gigante venceu. O que ele não sabia é que o feminino também enxerga no escuro, como a Salomé cega de Jung anda ao lado do profeta Elias.

 

Nós nos unimos, já que nossa natureza é fazer conexões, mesmo nos porões escondidos, no esquecimento dos nossos feitos ou na humilhação. E de lá, como Fênix, renascemos para manter a sociedade planetária voando, porque sempre soubemos que um pássaro não pode voar se uma de suas asas está em cativeiro.




 

A todas as mulheres, homens e LGBTQ+

Feliz dia das mulheres!

Junt@s somos mais!

 

#FelizDiaInternacionalDasMulheres #8deMarço #VivaAsMulheres

 

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