16 de dez. de 2020

230) O Caminho Fenomenológico e Científico do Conhecimento

 



Você pode engarrafar a sua essência e perfumar o mundo. Ou dissecar a sua fragrância com análises exaustivas. Em todos os casos, não conseguirá nadar com ela sem voltar a ser inteira.

 

O todo e as partes do todo têm menos problemas entre si do que as nossas maneiras de abordá-los.  Esta é a diferença entre dois caminhos válidos de conhecimento: o científico e o fenomenológico.

 

O primeiro quer possuir seu objeto e colocá-lo à sua disposição num tubo de ensaio. Graças a este caminho, evoluímos e a vida se enriquece.

 

O outro caminho renúncia às intenções e ao que já sabe. Não fica no palpável, porque se direciona para o todo. Suporta a plenitude até uma ordem subjacente à variedade se anunciar. Quando isso acontece, algo atua, sem que se atue.

 

Os dois movimentos de conhecer a vida e o mundo podem se complementar. Mas quando tentamos sobrepor um ao outro, dizendo que só a ciência pode validar a Constelação, ou que uma Constelação resolve até o que a ciência é incapaz de abarcar, perdemos a permissão dada por cada um deles.

 

A permissão é o que nos liberta das proibições, e é a antítese da obsessão por explicação, quando reduzimos o caminho fenomenológico ao científico. E é a antítese do vazio displicente, se reduzimos o caminho científico ao fenomenológico. 

 

A Constelação Familiar segue o caminho fenomenológico do conhecimento, quando somos acessados por algo que atua e une a aparente variedade dos nossos problemas em uma solução simples, mas essencial.

Se queremos decifrar os pormenores de uma Constelação Familiar, depois dela ter atuado, pode ser duas coisas: ou ela não atingiu o “ponto” (e raramente é isso), ou a gente que não

 

Algumas pessoas dizem, “isto não ressoou em mim”, mas o “mim” quer muita coisa antes de se deixar tocar pelo o que atua. É preciso esperar.

 

Como disse Bert Hellinger, “não é o muito que sacia e sim o essencial”.

 

 

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Mas Mônica, um sereia para ilustrar os dois caminhos de conhecimento?

 

Os símbolos, até os fantásticos, são partes do todo. Somos nós que, às vezes, não suportamos a plenitude do todo na variedade de suas partes. 

 

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#Científico

 

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