14 de dez. de 2020

228) A Felicidade Maior

 


Bert Hellinger, criador da Constelação Familiar, disse que a “Felicidade corre atrás” da gente.

 

Já o sociólogo e filósofo da complexidade Edgar Morin, acredita que a felicidade “não é tão importante” quanto viver a “vida com a poesia” que a possibilita.

 

Para P.R. Sarkar, filósofo indiano, o dharma do ser humano é a Felicidade infinita. Ou seja, a nossa qualidade intrínseca, nosso dharma,  é a busca ativa da felicidade em atos, pensamentos e sentimentos até a sua infinitude.

 

Então, para ele, o humano não é definido pelo polegar opositor ou por sua racionalidade. Só nos tornamos humanos quando buscamos conscientemente nossa totalidade. A meditação, em última análise, está a serviço disso.

 

Hellinger e Sarkar, concordam que a felicidade é possível para todos, buscando-a ou deixando-a nos achar, mas não significa que é fácil de sustentá-la.

 

Como disse Hellinger, a Felicidade Maior exige uma grande coragem que nos desafia a crescer com tudo que a implica.

 

Por exemplo: muitas vezes o amor de casal chega e o jogamos fora, porque exige algumas mudanças em nossos comportamentos. Porque achamos que não merecemos. Ou porque temos medo de sofrer.

 

Ou o sucesso é possível e a gente para no primeiro erro. Ou nem começa, por conta das responsabilidades que chegam junto... ou porque, de novo, achamos que não merecemos ou nunca conseguiremos nada, mesmo tentando. 

 

Para Sarkar, estes altos e baixos fazem parte da Felicidade, já que ela nos perpassa e segue além. E tampouco tem a ver com merecimento, porque o universo é amigável, se merecemos ou não.

 

Hellinger intuiu da mesma maneira e acrescenta que deixamos de acessá-la, graças ao conforto ilusório da “pequena” felicidade, que diz: “Não mereço!” Ou “Prefiro não me arriscar em busca de um novo amor, porque posso sofrer novamente.” 

 

Já a Felicidade Maior dirá: “eu continuo a desenvolver a minha bem-aventurança, mesmo que encontre o amor ou a dor.  O sucesso ou o fracasso. Merecendo ou não.”

 

Eu gosto das duas compreensões de felicidade do Sarkar e do Hellinger, fazendo poesia, como disse Morin, na trilha da vida e na natureza do ser.

 

#BertHellinger #PRSarkar #EdgarMorin

 

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