3 de dez. de 2020

224) O Amor, os Príncipes e as Princesas

     


É... Tem algumas relações que pensamos que nos botam para baixo. Até nos tocarmos que não foi a pessoa que nos atirou na lona, mas nós mesmos. 

“Não é você que tem poder sobre mim. Sou eu que tenho este “poder” sobre mim, de não me ver, não me querer, não me qualificar... E nem sabia”.

 

O poder de tirar a minha potência e, se eu soubesse, o de me potencializar novamente.

 

Então, de repente, vemos que a pessoa só fez mal às nossas expectativas, que eram a sala de espera dos nossos demônios.

 

Elas diziam: “ele/a será meu príncipe encantado”, e atrás desta frase estava uma vontade enorme de ser humilhado segurando a cordinha da arapuca na mão.

 

Não porque príncipes ou princesas não existem de verdade! Todos nascemos assim! Mas porque há algo em nós que quer repetir anos de falta de carícias, desde a infância querida.

 

Aí vamos fazendo terapia, transformando os demônios famintos em crianças bem cuidadas, que se acham muito merecedoras de amor. Que se permitem viver muito felizes. Que são vistas e não mais fantasmas da coxia do teatro da nossa vida.

 

Saímos da maldição que nos transformou em sapos, e voltamos a ser príncipes e princesas, capazes de lançar um olhar para aquela pessoa que parecia nos colocar para baixo.

 

E ela é linda, mesmo com seus problemas que não são nossos, e já não engatam mais com as nossas ziquiziras.

 

O amor, então, aparece em toda sua plenitude. E o que ele faz? Ele aceita tudo exatamente como é, sem exigir mais nada, porque é mais belo do que a própria beleza.

 

Às vezes, dá até para ser casar com aquela pessoa mesmo, porque nossa nova postura a convida para outro tipo de relação.

 

Às vezes não vai rolar mesmo, e está bem assim também.

 

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