28 de nov. de 2020

216) As Máscaras de Deus

 


Foto de Rafael Arno

Os sons de suas palavras formaram as brisas que me moveram, as ventanias que me confundiram e as minhas tormentas.

Precisei eu mesma saber dos ventos em jangadas e veleiros. E construir redemoinhos para dar outro destino ao que escutava.

Os sons de suas palavras hoje me guiam. E quando não me servem de norte, são carvões da minha lareira.

Você não é apenas Uma energia sem inteligência, nem a Sabedoria sem movimento.

Você É tudo e mais 5 rostos: a criação, a preservação, a dissolução, a graça e a bem-aventurança.

E mesmo com toda a sua onipotência eu posso duvidar do que me fala e ser totalmente obediente nas outras vezes. Como ser a sua mão bem-aventurada sem nem saber. E a espada da morte, como se eu a tivesse escolhido.

Vi você no rosto da minha mãe e nos ensinamentos do meu pai. Nas minhas ações, no que amei e fiz sofrer. E eu vivi seus vendavais como se fossem meus, porque sou Sua.

Sua dança, guerras e aconchego. Mas nem todo vendaval que fiz se explica assim, não é?

Quem quiser chegar mais perto de quem realmente É precisa aceitar o que fez sem buscar desculpas. Simplesmente dirá: “eu fiz isso”, sem precisar acrescentar mais nada para Si mesmo.

Com o tempo dirá “eu faço” e, então, em algum momento realizará o “eu Sou”.

É assim que a marionete se transforma em seu artista, descobrindo em sua face as máscaras de Deus.

 

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