12 de out. de 2020

195) Criança, ato contínuo

 

Detalhe da foto de uma criança Pataxó do fotógrafo Ricardo Stuckert 

Hoje é o dia de se perguntar “para quem eu olho quando tomo uma decisão em relação a uma criança?” Para mim? Para meus ideais ou expectativas em relação a ela? Para os ensinamentos sobre criança ou para ela? 

“Eu quero ser mãe!”, “Eu quero ser pai!” ou “Quero trabalhar com crianças” são decisões corajosas, que tomamos e arcamos. Mas ainda é olhar a si mesmo/a, seus desejos e talentos, para se preparar para cuidar de uma nova vida.  Nenhuma dessas decisões garantem que se enxergue alguém, embora seja necessário.

Quem realmente olha para uma criança dá de cara com o totalmente outro, mesmo que seja seu filho/a. Precisa aguentar o ineditismo dela e a sua dependência do nosso apoio. 

Precisa saber que ela não é a tela branca das nossas projeções, mesmo que seus atos estejam indiferenciados nas atitudes conscientes e inconscientes dos seus pais e outros adultos. 

Que ela precisa de muito amor e apoio. Mas se só tiver um pequeno momento desses em toda a sua infância, preferirá imitá-lo a reproduzir a dor.

Hoje é o dia de contemplar esse amor em ato contínuo, seguindo sua cri-ança por gerações. 

Também é o dia de Co-memorar, trazer juntos à memória, unir esforços para manter viva as lembranças da importância da maternidade, paternidade, infância e adolescência. 

É o dia dos que precisam ser vistos como se todo dia fosse a primeira vez. E todo mundo precisa ser visto.

Obrigada à criança que eu fui e ainda está comigo. Te amo, viu?! Felicidades para todos vocês, crianças que um dia estiveram, estão e estarão nesse planeta. 

 

#Criança #Amor #Apoio #Infância #Maternidade #Paternidade #Felicidades #SerVisto #Alteridade #

 

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