5 de out. de 2020

190) O Impacto Estético de uma Constelação Familiar

 



 

Se você busca uma Constelação Familiar vai encontrar o novo passo, não o caminho inteiro. E o novo passo seguirá adiante em você, como ondas num lago, porque, como disse Hellinger, “a Fonte não precisa perguntar pelo caminho” (2007).

 

Para quem gosta de literatura, então, a Constelação Familiar tem o efeito estético de um conto e não de um romance com tantas histórias para contar. Desde a primeira frase, o conto nos leva para o instante decisivo.  Ele é conciso, tem ritmo e é impactante.

 

Seu clímax coincide com o desfecho, o que produz uma experiência estética que pode ser conclusiva e surpreendente ou aberta e sugestiva.  Mas nunca explicativa, se quer manter sua dimensão perturbadora. A narrativa do conto interrompe naquele momento de força, como uma Constelação Familiar. 

 

É preciso ter coragem para sentir a força, sem diluí-la com “mas o que isso quer dizer?”

 

A estrutura do conto é feita com a história visível e a história oculta, um fato inexplicável e um elemento simbólico. Da mesma forma, a Constelação Familiar revela o oculto, não se preocupa com análises e atua por imagens.

 

O conto é como uma fotografia ressoando na imaginação sua estesia. Assim como a Constelação Familiar nos vibra na solução, com sua imagem final.  


E embora um conto surja de um pacto ficcional, contrário à verdade que surge numa Constelação, sua narrativa não se rende às expectativas. Ela segue sua vocação depois do término da narrativa.

 

Quem procura uma Constelação Familiar renuncia a tudo o que tem contado para si mesmo, para voltar a se surpreender com a força que também guia as estrelas. 

 

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