22 de abr. de 2020

131) Nobres Distrações




As Nobres Distrações, segundo BetsyGarmon, são ações nobres, mas usadas para tirar a nossa atenção do que realmente nos acalmaria. Ao invés de cuidarmos da nossa saúde, se ela precisa, por exemplo, trabalhamos madrugada adentro pela família! Estas atuações têm a ver com o que Antonia e Joel, do Personality Hacker, chamam de Nobres Vícios. Lá na página deles tem um podcast sobre isso.

É quando a nossa 3ª função cognitiva, que tem a competência de uma criança de 10 anos, busca compensar sua insegurança com ações nobres que a viciam num padrão de comportamento.  Nos defendemos dos medos com algo valioso que não é nossa maior competência nem essencial no momento.

Como alguém sabe que caiu no #NobreVício? Quando usa “eu tenho que...” com mão de ferro. Por exemplo, “eu tenho que deixar a casa arrumada antes da palestra”, para não ficar pensando que “fiz pouco” para a minha apresentação. “Eu tenho que me harmonizar com todas as pessoas”, para não encobrir escolhas que desagradam alguém. “Eu tenho que trabalhar demais” (às custas das relações), para encobrir minha desconexão do mundo. “Eu sou perfeccionista”, assim adio o trabalho, e, com isso, as críticas. “Eu tenho que ser mais eu”, para ninguém saber que não tenho certeza do que eu quero. “Eu tenho que andar na linha e ser confiável”, assim não confronto minhas crenças com outras experiências. “Eu tenho que usar salto alto, mesmo que arrebente meu assoalho pélvico”, assim minha boa imagem me protege da vulnerabilidade. “Eu tenho que ser o mais rápido a aprender!”, assim evito as complexidades do assunto. “Eu tenho que divertir todo mundo!”, assim me distraio do passo decisivo para a minha vida.

Enfim, quando usamos uma ação nobre como compensação daquilo que não damos, mas precisa de atenção, ela vira uma distração. Da próxima vez que usar “Eu tenho que...” com o punho fechado, abra a mão. Pode ser que o mais importante neste momento seja tomar um cházinho. Mesmo sem ser o das 5, se for o que precisa, é nobreza.

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