7 de fev. de 2020

109) O que as formas dos cabelos nos revelam?

( Princesa Safira de Tezuca Ozamu contava a saga de uma menina que precisava 
se vestir de homem para recuperar seu trono - seu lugar.)

O cabelo fala mais do que a boca, conta histórias, cria molduras psíquicas e é antenado com o inconsciente coletivo. Lá há um reservatório de informações que o cabelo traduz em formas, cores e atitudes. Mesmo não sabendo, recebemos e passamos mensagens com ele: cachos, ondas e volume invocam Afrodite. 

Quem a domina? Ninguém. Qual sua mensagem? Quando usar este ou outros cabelos? Quando não usar? O topete cai bem quando queremos ser escutadas e levadas a sério. Diz: “eu tenho poder e sapiência”. Corte em diagonal e desalinhado traz leveza, interesse e carisma. Ártemis, a livre, galopa nele. As ninfas também. Cabelos lisos andam em linha reta: seguir as regras, ter planejamento, visão a longo prazo. Muito longos, como Rapunzel, insinua pessoa submissa à mãe ou à religião. Curiosamente é um afrodisíaco para alguns homens ou mulheres, afinal leem inconscientemente que poderá ter uma pessoa submissa que ainda lhe trará uma sogra ou religião dominadora, que poderá defende-lo. 

Perséfone teve sua fase submissa até virar a deusa de Hades, hein?! Cabelos curtos cortam o cordão umbilical. Vibram a Solitude das deusas virginais: “Sou plena e amo o mundo interior”. Mas também pode dizer que por hora é mais seguro ficar na esfera do pai. Franja reta: “sou estável, insondável e comando.” Athena, a poderosa com seu Elmo e inteligência estratégica surge nela. A criança boazinha também, que no final amadurece precocemente e segue um destino sem muita liberdade, apesar de comandar causas e/ou famílias. 

Franjas em diagonal: ninguém saberá o que penso. Sou sentimento e só observo. A franja ao lado do olho dominante deixa a gente vulnerável. Inclinada ao olho sociável, protege. Há muito mais comunicações inconscientes do que essas. Não à toa mudamos o cabelo quando acaba uma fase da vida. Queremos nova perspectiva. E não à toa podemos ser criticadas se nosso cabelo revela poder, liberdade, sensualidade e autonomia. Usar o cabelo da maneira que queremos e em qualquer parte do nosso corpo é uma digital de corpo inteiro. 

#Jung #visagismo #PhilipHallawell

Nenhum comentário:

Postar um comentário

221) A Medusa com a Cabeça do Perseu

  Medusa com a Cabeça de Perseu - Luciano Garbati No século VI a.C. Ésquilo escreveu a trilogia Oréstia, uma reflexão sobre a justa justiça ...