16 de out. de 2020

199) A Missão da Carência é fazer Conexões

 


As quedas, as tensões, a beleza, a esperança e o medo não são só humanos; são parte da paisagem do mundo inteiro. Todas as nossas faltas são encaixes para eles, nos buscando em seus arrebatamentos.

E não é essa a missão da carência: fazer conexão?

Por isso, não falem mal dela. Nunca foi a carência quem acabou uma relação. Só deu outro destino. Possivelmente o nosso encaixe precisava de outra coisa, que quem nos abandonou (ou abandonamos) não tinha para dar. 

Os desafios, a dureza, o anseio pelo infinito e a falta de ar não estão apenas  em nós; mas nos desfiladeiros, nas pedras, nas asas dos pássaros e nos convites que a vida nos faz.

 

#Carência #Relacionamento #Conexões #Falta #Excesso 

 

15 de out. de 2020

198) A importância dos sonhos diurnos das artes e meditação

 


 

Para sentir é preciso aguentar o oceano de imagens às avessas. Quem vê de fora, parece que estamos boiando. Para boiar é preciso entrar em contato com os sonhos. Quem vê de fora, parece que estamos vívidos!

 

Quando Ray Bradbury escreveu o conto de ficção científica Bright Phoenix (1948), estávamos nos entregando às delícias da televisão.

 

Qual era? 

Ela sonhava por nós, com suas imagens sobrepondo nossa imaginação.

 

Já não precisávamos mais confrontar-nos com as imagens do inconsciente, perdendo, sem saber, a capacidade dos sonhos noturnos, treinos dos sonhos diurnos. 

 

O sonhador não é alguém passivo, está sempre em exercício porque “a alma humana quando sonha, é a um só tempo, o teatro, os atores e a plateia” (Joseph Addison). E porque nós somos bichos da imaginação, narrativas  vivas do inconsciente. Sem acesso ao mundo interior ficamos como zumbis.

 

Na ficção de Bradbury, preocupado com os efeitos de sonharem por nós, as bibliotecas seriam queimadas. E os rebeldes que decoraram os clássicos para mantê-los vivos teriam esse destino também. Com isso, o autor nos fazia sentir a perda do acesso à nossa alma: a capacidade de sonhar.

 

A história do livro se passa em 2022, daqui 2 anos, época em que as redes sociais não só sonham por nós, como nos dão mais prazer do que as relações sexuais e o chocolate. E não sou eu quem disse isso, mas as pesquisas.

 

Para ler, ter tesão, se relacionar, amar, sonhar, lidar com desejos, medos recalques e aguentar todo esse oceano precisamos manter os portais que nos levam até ele. 

 

Não precisamos sair da rede, nem parar de ver TV. Mas precisamos da literatura com seu pacto oceânico. 

 

E meditar... Nada nos conecta mais com a imaginação do que os sonhos noturnos e os diurnos das artes e da meditação. 

 

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Bright  Phoenix deu origem ao livro Fahrenheit 451, e posterior filme de Truffaut. 

 

#LeiaLiteratura #Sonhe #Imagine #Crie #Medite #ConfieEmSuasEmocões #RayBradbury #BrightPhoenix 

 

14 de out. de 2020

197) Cada um Tem seu Duplo

 

Cada um de nós tem seu duplo, aquela parte que avisa sobre a verdade do inconsciente. 

O duplo diz: “Você não sonhou com um beijo na boca. Você beijou o que tem negado.” 

“Você não sonhou com o avião caindo. Você está muito fora da realidade e precisa colocar os pés no chão urgentemente.” 

“Você não sonhou com policiais ou bandidos lhe perseguindo. Você se criticou ferozmente, abrindo caminho para ser acuada aqui.” 

O duplo é o porta voz das verdades contadas pelo devaneio. 

 

#Inconsciente #Sonho #Jung #MarielouiseVonFranz

 


 

196) Formação em Constelação Familiar Original Hellinger

 

 

Na foto, Bert Hellinger (segurando um rapaz em seu colo) durante uma Constelação Familiar. O Joel Weser, um dos nossos professores, está atrás. 

Qualquer explicação sobre Constelação Familiar aplicada em qualquer área que a chame de ferramenta ou técnica não a descreve com exatidão.  A visão mecanicista do mundo acredita em chaves de fenda para consertar o humano. E a Constelação não é mais uma caixinha de ferramentas. 

Ela é uma postura diante da vida que segue o caminho fenomenológico do conhecimento.  A fenomenologia - postura filosófica que leva o facilitador da Constelação aos princípios da vida e das relações humanas - não pretende consertar nada, mas deixar que algo atue até uma solução ser revelada. Leva anos para chegar aí. 

A melhor maneira de aprender é estar presente, vendo e vivenciando quem está atuando nesta postura. Deixando a realidade atuar sobre si. Por isso, quem quer realmente aprender Constelação Familiar Original Hellinger (Familienstellen) deve procurar a Fonte dela e não se preocupar quando estará pronto. Demora anos, mesmo que a gente se forme em 3, e é um treino eterno, porque nunca termina onde ela nos leva. 

Não existe “me formei em Constelação e estou pronto”. Um dia o mesmo Campo que acessamos na Constelação Familiar nos avisa que passo dar até virar constelador. 

Se você quer ter esta experiência humana e não mecânica, procure uma formação na escola original da Constelação Familiar, ela está no Brasil e na Alemanha. Ela se chama Hellinger Schule e tem os professores que estão com o Bert e a Sophie Hellinger - criadores da Constelação - há anos, desde o início.  

 

#HellingerSciencia #HellingerSchule #AFontedaConstelaçãoFamiliar #BertHellinger #SophieHellinger #FilosofiaAplicada #ApoiaÀVida #AquiloQueUneOQueFoiSeparado #Fenomenologia #posturafenomenológica

 

12 de out. de 2020

195) Criança, ato contínuo

 

Detalhe da foto de uma criança Pataxó do fotógrafo Ricardo Stuckert 

Hoje é o dia de se perguntar “para quem eu olho quando tomo uma decisão em relação a uma criança?” Para mim? Para meus ideais ou expectativas em relação a ela? Para os ensinamentos sobre criança ou para ela? 

“Eu quero ser mãe!”, “Eu quero ser pai!” ou “Quero trabalhar com crianças” são decisões corajosas, que tomamos e arcamos. Mas ainda é olhar a si mesmo/a, seus desejos e talentos, para se preparar para cuidar de uma nova vida.  Nenhuma dessas decisões garantem que se enxergue alguém, embora seja necessário.

Quem realmente olha para uma criança dá de cara com o totalmente outro, mesmo que seja seu filho/a. Precisa aguentar o ineditismo dela e a sua dependência do nosso apoio. 

Precisa saber que ela não é a tela branca das nossas projeções, mesmo que seus atos estejam indiferenciados nas atitudes conscientes e inconscientes dos seus pais e outros adultos. 

Que ela precisa de muito amor e apoio. Mas se só tiver um pequeno momento desses em toda a sua infância, preferirá imitá-lo a reproduzir a dor.

Hoje é o dia de contemplar esse amor em ato contínuo, seguindo sua cri-ança por gerações. 

Também é o dia de Co-memorar, trazer juntos à memória, unir esforços para manter viva as lembranças da importância da maternidade, paternidade, infância e adolescência. 

É o dia dos que precisam ser vistos como se todo dia fosse a primeira vez. E todo mundo precisa ser visto.

Obrigada à criança que eu fui e ainda está comigo. Te amo, viu?! Felicidades para todos vocês, crianças que um dia estiveram, estão e estarão nesse planeta. 

 

#Criança #Amor #Apoio #Infância #Maternidade #Paternidade #Felicidades #SerVisto #Alteridade #

 

11 de out. de 2020

194) Funções Mediúnicas do DNA

 


O Projeto Genoma estuda 5% do DNA humano. E há ainda 5% dos 10% que conhecem em estudos. Os outros 90% não serviriam para nada, sendo chamados de DNA lixo.

Desde 1990, o biofísico e biólogo molecular russo Pjotr Garjajev, e seus colegas, pesquisaram a relação do #DNA negligenciado com os fenômenos de #clarividência, #intuição, autocura, técnicas de afirmação, atos remotos de cura, a nossa aura, influência da mente nos padrões climáticos e outros fenômenos (Rexresearch, s/d).

Eles também descobriram que o DNA pode causar padrões perturbadores no vácuo, o que produziria uma espécie de buracos de minhoca. Essa hipótese da física, diz que há um atalho no espaço-tempo, com capacidade de transmitir informações. Quer dizer, o DNA é capaz de atrair bits de informação e passá-los para a nossa consciência (Rexsearch, s/d).

Por exemplo, o Dr. V. Poponin observou que um laser lançado através de um DNA continuava em espiral depois do DNA ser removido, chamando isso de 'Efeito DNA Fantasma'. O que manteria o laser em ação era a capacidade do DNA conectá-lo com o #buracodeminhoca.

Pois isso, nós humanos, seríamos como campos eletromagnéticos trocando informações e energia com pessoas e o entorno. E com eletrônicos, que param de funcionar, sem um problema real em seus componentes físicos, quando os afetamos com a intensidade de uma dada emoção.

Segundo os pesquisadores, tantos os curandeiros como os médiuns conhecem esse efeito. Mas nem precisamos ir tão longe. Quem nunca testemunhou seu computador congelar depois de sentir algo tão forte que uniu camadas de si mesmo na consciência?

Eu mesma acho que o acesso a todos esses fenômenos acontecem pelos centros de energia ao longo do corpo sutil, que a tradição do yoga nomeou, há milênios,  como “chakras” (Sarkar 2006). E o DNA, pelo que entendi, seria uma antena condutora das informações.

De qualquer maneira, a telepatia do DNA está à nossa disposição, acreditando nela ou não, apenas mostrando como o toque suave do que ainda não entendemos se comunica com a gente.

#PjotrGarjajev #Mediunidade


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Referências:

http://www.rexresearch.com/gajarev/gajarev.htm

https://psychicchildren.co.uk/dna-activation/

The Eletronic Edition of The Works of P.R.Sarkar, 2006.

193) Sonhos de Mar

 



Tem quem sonhe com o mar, como se olhasse da praia para ondas gigantes. Lá é o limiar do que essa pessoa controla (consciente) e o que desconhece, seu inconsciente.

 

Alguns se perguntam o que o sonho do mar revolto quer me contar? 

 

Que o limite nasce do infinito tentando ser você. E o infinito nasce de você superando os limites.

 

Essas lutas, quando intensas, são as crises que passamos. Elas querem acertar o nosso leme e nos fazer usufruir melhor o caminho. São, como diz a sabedoria popular, uma oportunidade de treinamento.

 

Até porque o “mar calmo nunca fez bom marinheiro.”

 

#Mar #Sonho #SonharComMar #Crise #ExpansãoDeConsciência #InterpetraçãoDosSonhos. 

 

8 de out. de 2020

192) Amor Próprio

 


Quando nos perguntamos “por que as coisas são assim comigo?”, não encontramos a solução, nem a explicação, mas várias maneiras de nos criticar, disfarçadas de desenvolvimento pessoal.

 

Da próxima vez que quiser ficar se julgando, lembra do Espírito da Profundeza que disse para o Jung amar, até o que ele não entendia nele mesmo.

 

#LivroVermelho #Jung #DesenvolvimentoPessoal #SaúdeIntegral



 

7 de out. de 2020

191) Vitória: uma Posição Existencial

 



Qual a posição existencial da vitória?

 

1)   Eu estou ok, Você está ok

 

Nessa posição somos vitória porque acreditamos nas nossas (e dos outros) potencialidades, capacidade de arcar com desafios e oportunidades, assim como desenvolvê-las. E, por isso, conseguimos formar relações e pedir ajuda, já que o outro é ok. 

 

2)   Eu estou ok, você não está ok

 

Aqui também acreditamos no nosso potencial, mas só nele. Ficamos sós, mesmo cercados de muitos. Arcamos com desafios sem acreditar na ajuda de ninguém. Somos, em qualquer papel, perfeccionistas ou exigente demais, para compensar as falhas no mundo. 

Sobrecarregados, não sabemos criar relações recíprocas, mas “ninguém faz nada bom mesmo.”

Essa posição, por trás dos “salvadores”, é incapaz de ajudar mesmo ajudando, porque desconsidera o outro.

 

3)   Você está ok, eu não estou ok

Se na posição anterior podemos desenvolver autoritarismo, nessa podemos ser vítimas da nossa inveja. 

Todo mundo faz melhor. Nunca conseguiremos nada do que os outros conseguem. Mas ainda temos ajuda, porque acreditamos nas pessoas. E até podemos ajudar, mesmo não acreditando na gente, porque nosso olhar, mesmo de inveja, diz que o outro é OK.

São pessoas que namoram pessoas que casam com outros, porque fez o/a ex se sentir Ok e provou que não era ok.

 

4)   eu não sou ok, você não é ok

 

A posição existencial do perdedor trágico nos deixa sem saídas, porque nem nós e ninguém pode ajudar. São destinos difíceis: com sucesso na carreira e dívidas intermináveis ou odiando o que faz. Cuidados com a saúde do mundo, mas sem com a sua própria vida. Amando quem nos abusa.

Bert Hellinger, antes de criar a Constelação Familiar, conhecia bem essas posições descobertas por EricBerne, até que percebeu que vinham de longe, de geração a geração, como mandatos, onde houve desordem nos princípios da vida, como exclusões, falta de respeito pela ordem, desequilíbrio no dar e receber.

Mesmo assim, expostos à entropia (desorganização) que tenta nos tirar da okeidade, a vida é sintropia por natureza: busca se reorganizar.

Será, então, que a senha Guia da vida é “Eu estou ok, Você está ok”? E não é esse um dos efeitos do amor?

 

#EricBerne #PosiçãoExistencial #ScriptdeVida #Okeidade #Mandato #Familienstellen #BertHellinger #ConstelaçãoFamiliar

 

5 de out. de 2020

190) O Impacto Estético de uma Constelação Familiar

 



 

Se você busca uma Constelação Familiar vai encontrar o novo passo, não o caminho inteiro. E o novo passo seguirá adiante em você, como ondas num lago, porque, como disse Hellinger, “a Fonte não precisa perguntar pelo caminho” (2007).

 

Para quem gosta de literatura, então, a Constelação Familiar tem o efeito estético de um conto e não de um romance com tantas histórias para contar. Desde a primeira frase, o conto nos leva para o instante decisivo.  Ele é conciso, tem ritmo e é impactante.

 

Seu clímax coincide com o desfecho, o que produz uma experiência estética que pode ser conclusiva e surpreendente ou aberta e sugestiva.  Mas nunca explicativa, se quer manter sua dimensão perturbadora. A narrativa do conto interrompe naquele momento de força, como uma Constelação Familiar. 

 

É preciso ter coragem para sentir a força, sem diluí-la com “mas o que isso quer dizer?”

 

A estrutura do conto é feita com a história visível e a história oculta, um fato inexplicável e um elemento simbólico. Da mesma forma, a Constelação Familiar revela o oculto, não se preocupa com análises e atua por imagens.

 

O conto é como uma fotografia ressoando na imaginação sua estesia. Assim como a Constelação Familiar nos vibra na solução, com sua imagem final.  


E embora um conto surja de um pacto ficcional, contrário à verdade que surge numa Constelação, sua narrativa não se rende às expectativas. Ela segue sua vocação depois do término da narrativa.

 

Quem procura uma Constelação Familiar renuncia a tudo o que tem contado para si mesmo, para voltar a se surpreender com a força que também guia as estrelas. 

 

2 de out. de 2020

189) Me diz

 


Si - lhueta

É quando o Si mesmo pega a sua luneta para namorar as ondas do eu.


Me - ditação


É quando o eu observado pelo Si mesmo pergunta: me diz o que quer de mim? 

30 de set. de 2020

188) O Amor à Segunda Vista é do Outdoor para Out door

 


Quando me apaixono fico como este homem do cachorro, olhando para meu amado como o outdoor dos meus sorrisos.

No amor à segunda vista, que vem depois do enamoramento, o meu horizonte amplia dele para mim mesma, para as minhas coisas, de volta para ele, para as coisas dele, para o nosso olhar cruzando lá na frente...

Sem nos determos em nenhuma destas constelações por muito tempo, mas na criação de uma galáxia inteira.


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out door - fora da porta, das fronteiras.

 

#AmoràSegundaVista
#BertHellinger
#Familienstellen
#ConstelaçãoFamiliar

187) Quando os Enamorados nos Alcançam como as Flechas de Eros

 


Criadores deste baralho de tarot - Rolf-Ulrich Kaiser e Peter Geitner - 1975, Switzerland 

carta 6 - Enamorados. Nas ilustrações doTarot de Marcelha existe ainda uma terceira pessoa, lembrando da decisão a ser feita. 


Se os enamorados passaram pela sua frente...

...talvez seja hora de fazer uma escolha. A escolha que antecede toda possibilidade de formar uma relação. Sem esta decisão o amor não nos considera um bom alvo de suas flechas.

 

Aí, então, o vislumbre de formar uma relação exigirá futuramente um outro passo: sair da família original e criar uma nova família. Pensamos que é fácil arcar com a decisão que levará a um novo contexto, mas muitas vezes saímos da família em busca da nova vida, mas a família não sai da gente.

 

A dica dos enamorados, então, não é a de nos afastarmos fisicamente ou emocionalmente da família original. É a de escolhermos o desconhecido, onde criaremos um outro núcleo familiar com nosso parceiro ou parceira, que nunca será igual a nada do que estamos acostumados.

 

Esse desapego e coragem para tentar algo completamente novo e a disposição de negociar vários contratos, até a relação chegar ao bom termo para os envolvidos, são os requisitos para formar uma relação onde o amor pode fluir.

 

A natureza ajuda a fazer esta escolha com os nossos hormônios. Mesmo assim, podemos não conseguir bancar o que vem pela frente.

 

Na Constelação Familiar, Hellinger observou que o casamento acontece quando saímos da boa consciência para a má consciência.

 

Ou seja, saímos do que conhecemos, onde nos sentimos pertencendo (boa consciência), para ir para o desconhecido, que nos faz sentir que não vamos mais pertencer, o que gera má consciência.

 

Na verdade, continuamos a pertencer sempre, mas temos medo que nossa ousadia nos aliene do grupo original. Às vezes, eles até nos expulsam mesmo, mas a alma familiar não exclui ninguém.


Os enamorados, no entanto, nem chegaram tão longe. Não estão exigindo todo este compromisso. Eles estão falando da escolha que precede a direção do próximo passo. Passo que nos alcança como se fôssemos o único alvo de Eros.

#casamento #enamorados #boacinsciência #máconsciência #escolhas

186) A Arte de Ajudar

 



A Arte da Ajuda

Não existe forma confortável de falar do que mexe com a nossa impotência. Então começamos com um exemplo:

Alguém quer dar um atendimento terapêutico de presente. Esta é uma intenção regada de generosidade, reconhecimento do trabalho, vontade de espalhar bem no mundo e alegria por isso.

É verdade, por exemplo, que #ConstelaçãoFamiliar ou #MapaAstral são presentes que damos para nós mesmos. Mas não devem ser presenteados, porque

🌸 A ajuda funciona quando a pessoa precisa, descobre que precisa, busca e arca com os custos da ajuda, criando espaço interno para mudar.


🌸 O passo decisivo da cura começa assim: “preciso de ajuda e arco com ela totalmente.”

 

🌸 Inclusive, como adultos, dando algo em troca. Exercitando o ego adulto e o pai protetor, ao levarmos nossa criança ferida para ser cuidada.

🌸 No entanto, quando recebemos de presente um atendimento terapêutico já ficamos preenchidos pela generosidade do presenteador. Isto, por si só, já é uma ajuda. Porque nos sentimos apoiados.

Mas não haverá mais lugar para receber a ajuda profissional. E corremos o risco de ficar com inveja! Porque o doador fica enorme diante de nós.

🌸 E o mais escondido: o profissional é convidado a virar joguete das expectativas, sem ser parte ativa da relação.

Neste caso, o estado de ego do profissional é convidado a ficar na CRIANÇA ADAPTADA.

🌸 E nenhuma ação de ajuda funciona quando uma criança é cuidada por outra criança.

 

O terapeuta pode aceitar a proposta e ficar no seu lugar, mas o cliente não terá espaço para ser ajudado, anyway, pq receberá demais.

🌸Uma coisa é precisar de ajuda, reconhecer isso, não ter como pagar, pedir emprestado para alguém que então pode até dar o dinheiro.

🌸Um bom #terapeuta vai até ajudar o cliente a pedir ajuda aos pais, porque não “querer mais nada deles” pode ser a razão dos seus problemas.

🌸Mas isso já acontece no espaço terapêutico onde podemos virar criança, já que o terapeuta está na posição certa para ajudar.

Em resumo, a 
#artedaajuda começa quando nos perguntamos:

- Posso ajudar?

Se a resposta é “Não!” Ou “Não sei”


Então não faço nada e aguento minha impotência.

- Posso ajudar?
Se a resposta é “Sim!”
Devemos nos perguntar ainda: “Como e até onde ajudar?



199) A Missão da Carência é fazer Conexões

  As quedas, as tensões, a beleza, a esperança e o medo não são só humanos; são parte da paisagem do mundo inteiro. Todas as nossas fa...