2 de mar de 2019

84) Metanoia - A Ponte para Totalidade



Metanoia - a chegada ao nosso centro:  No livro (e filme) Pontes de Madison (de Robert James Walter), uma mulher de meia idade se apaixona por um forasteiro fotógrafo, enquanto seus filhos e marido, que não a enxergavam nem a seus esforços, vão à uma feira rural passar alguns dias. A rotina da dona de casa, mãe e esposa desmorona diante daquele encontro inesperado. Em dado momento, nos braços daquele homem, ela relata que sente que era ela mesma, inteira, pela primeira vez em sua vida.

Ele a convida para viverem juntos aquele amor verdadeiro, mas ela, diante dos preconceitos da pequena cidade, e prevendo como este romance abalaria a vida dos filhos e marido, decide ficar com sua amada família.

Durante anos, segundo Jung, usamos tendências sofisticadas para nos adaptarmos ao mundo. Ajudamos esta função principal com uma função auxiliar, que tem uma polaridade como terceira função. Lá no inconsciente tem a quarta função, polaridade da primeira. Esta quarta parte nossa é incumbida de manter o contato com a infinitude, por isso não pode ser domada e nem controlada. Ela chega em nossa vida como o personagem de Clint Eastwood chegou na vida da personagem de Meryl Streep: intensamente, sem aviso, por pouco tempo unindo nossas 4 tendências de adaptação (ao mundo) no centro de quem somos. Somos viradas do avesso na meia idade até o êxtase do Eu Sou. 

Não importa se a estrada por onde chega o amante das profundezas é a andropausa, um amor verdadeiro ou até falso, uma doença, uma falta de sentido, uma mudança profissional ou uma depressão. Esta fase chega anunciando que vale a pena seguir adiante. O que procuramos está dentro da gente. 

No filme, este lampejo aparece na lembrança inspiradora de como aquele amor a manteve na família. As vidas dos amantes, radicalmente diferentes, mas totalmente complementares (consciente e inconsciente) se reencontram finalmente nas pontes de Madison, símbolo da nossa conexão com a totalidade. A metanoia é este encontro no meio da passarela. (Em Memórias, Sonhos, Reflexões, Jung fala mais sobre este tema fascinante).




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