19 de mar de 2019

88) Ode à Carência*


Se for pra me tocar
Que seja com as duas mãos
Como naquela xícara de café 
depois da chuva fria. 
Faz muito tempo, eu sei
Que não deixo ninguém chegar perto.
Era preciso estar sozinha de todas as expectativas. 
Era preciso chegar no ponto mais ocidental daquilo que me falta, 
O Cabo da Roca onde a Terra termina.
Não sou completa, afinal. 
Que alívio poder morar num lugar verdadeiro. 
Por que falam mal da carência, se é no espaço deixado por ela que cabe alguém?
Não é carência de pai, não é carência de mãe, não é estar pela metade,
É aquela saída de ar antes
De toda inspiração. 
Parem de tentar curar a carência, 
Ela é um caminho dos relacionamentos.
Até o Céu toma café na Lua Crescente.

#carênciaénormal #relacionamentosnãosãoperfeitos 
#aperfeiçãonãoprecisadeeninguém

______________
* Uma vez, em análise, eu falava mal da minha carência para o meu psicanalista Eugenio Davidovich. Ele me disse, "carência é o que faz os relacionamentos". Mudou de assunto e nunca mais deixou eu desconsiderar esta curva que acolhe o excesso do outro. 




16 de mar de 2019

87) Como encontrar a ajuda que a gente precisa?


Você sabe buscar ajuda?

Acontece com muita gente, não conseguimos sair de uma situação que parece se repetir ou durar para sempre e ainda assim não pedimos ajuda.



“Eu sempre brigo com minha mãe e fico deprimida em seguida”, “Eu sempre namoro homens comprometidos”, “Eu sempre volto para aquela relação abusiva”, “Eu tenho muita raiva do meu pai toda vez que ele diz aquilo”, “Eu entrego minha vida na mão dos amigos e depois sou abandonado”, e tantos outros círculos viciosos esperando uma porta de saída.

A autoajuda nestas situações, como assistir vídeos sobre o tema que nos aflige com o mega psicanalista, o filósofo profundo e o coach extraordinário é muito bom, mas ainda não é o passo decisivo para a solução, a não ser que nos estimule a ir atrás da ajuda.

Ler livros de psicologia, psicanálise, psiquiatra, Constelação Familiar, Astrologia, Filosofia, Yoga ou artigos como este texto aqui ajudam também, mas não são os passos mais eficazes quando o problema está há muito tempo sem solução.

Achar que pode dar conta sozinho de uma roda viva “sem saída” é só cair na primeira armadilha de todas, quando nos ensinaram, ainda crianças, a não confiar mais em ninguém. Quando aqueles sobre os quais nós nos apoiávamos para ficarmos vivos nos puxavam o tapete debaixo dos pés sem nem saber que faziam isso.



 Quando John Lennon escreveu   Help , que começa com o verso "Eu preciso de alguém",  estava enfrentando uma crise. 


Sintomas de que nossa alma pede Socorro e precisamos de ajuda profissional:

Nossa alma tem diversas maneiras de pedir socorro, mesmo que não estejamos preparados para ele. Se temos um só dos comportamentos abaixo, já é uma super dica de que precisamos buscar a ajuda certa:

1.      Ficar vendo vídeos e mais vídeos sobre uma questão que não achamos solução há mais de dois anos.
2.  Ficar lendo sobre o que nos aflige tentando fazer um autodiagnostico. Se você já descobriu que é histérica, não tomou o pai, precisa do floral Wild Rose, meditou 28 luas o mantra de Ganesha e teu Saturno fez Oposição ao Sol e o teu problema não foi resolvido é porque precisa de ajuda. Eu acredito em tudo isso, mas no lugar e hora certos e se serviu para resolver de fato a nossa a demanda.
3.      Ficar se receitando floral eternamente ou remédios de ansiedade e depressão (se for médico que se automedica) sem que tenha resolvido a sua questão.
4.  Ficar escrevendo sobre um mesmo tema pessoal depois da consulta que tratou daquele assunto exaustivamente (e foi indicado fazer terapia), esperando resolver tudo pelo e-mail ou whatsapp de forma mágica.
5.    Marcar várias consultas com o mesmo profissional e furar em cima da hora mais de duas vezes. Superficialmente é falta de respeito. Mas na verdade é tentar um vínculo na esperança de se curar. Vínculo positivo é a cura, mas tem que ser consciente, comprometido e compartilhado. Não inconsciente  e unilateral (só o profissional se compromete).
6.   Ligar para os amigos contando sempre os mesmos problemas a ponto deles arranjarem uma desculpa para não nos atenderem.
7.      Ter um amigo que cai na nossa armadilha e vira nosso terapeuta e começamos a ter raiva dele depois de um tempo, porque claro, isso mantém o vínculo da dupla. E vínculo é bom, mas não de terapeuta – cliente se forem amigos.
8.    Culpar todos pelo nosso sofrimento. Talvez seja até verdade que haja um ou mais algoz, mas sem ajuda também não vamos sair de uma relação abusiva.
9.   Buscar várias abordagens terapêuticas breves para um mesmo    problema que ainda não se resolveu.
10.   Enfim, se já faz mais de dois anos que não conseguimos sair de   um problema tentando de todas as maneiras dar o nosso jeito,   está na hora de baixar a guarda e ir em busca de uma boa   psicanálise.

Psicanálise?!!!

Sim, aquela terapia criada pelo Freud que muita gente torce o nariz sem nem saber de onde vem o preconceito. Por baixo, há um medo enorme de perder o controle e confiar novamente.

Quando estamos no divã não é mais a teoria, é você e a riqueza do teu inconsciente, são os laços de apoio criados com o psicanalista e a soma e todos os afetos descobertos de todos os “eus” outrora soterrados.

Você não será tratado por um freudiano, lacaniano, junguiano, kleiniano, etc. O nome da linha de uma boa análise, como diz o psicanalista Eugenio Davidovich, é VOCÊ + iano.

Por exemplo:

- Eugenio, qual a tua linha psicanalítica?
 - Mônicaniana (Ou Robertiana, ou Joséniana, Ou Elizabethiana, etc...)

Ou seja, se o seu psicanalista é bom mesmo, é você é o teu inconsciente que vão dar a solução. São os vínculos positivos criados.

Meu inconsciente que vai dar a solução?

Se você acredita no conceito de inconsciente então NÃO pode acessar ele sozinho, mas o psicanalista sim. Por quê? Porque o inconsciente é o que não acessamos, mesmo que fique óbvio para todos que nos olham sorrindo dizendo “to na boa”, vendo o boy magia beijando outra. 

O inconsciente é o que ele é, não consciente para nós, mesmo que seja evidente para outros. Quando tomamos consciência não é mais o inconsciente.

O psicanalista também é treinado a não projetar, a entender as projeções,  lidar  com as transferências e contratransferências, além de saber que o amor é o que cura e todo adulto é dependente de vínculos positivos e, por isso, precisam ser refeitos: autonomia não é desvinculação. O psicanalista sabe disso porque ele mesmo fez o seu próprio caminho.

Mas pera! Todo psicanalista é bom, então? Só a psicanálise ajuda?

Não! 

Você pode encontrar sim outras linhas terapêuticas excelentes! E você tem que achar o seu terapeuta. Não é a linha terapêutica é você com o seu terapeuta. E aqui estão os motivos que me levaram a escrever este texto. 

Como encontrar a ajuda que a gente precisa? 

Eu aprendi isso com Letícia Nuñez Almeida, Eugenio Davidovich, com meus atendimentos e com a muitas cabeçadas erradas que dei.

1.     Encontrar seu psicanalista, terapeuta, psicologo é como buscar um amor, só que é muito mais fácil. Talvez não seja a primeira porta que você bata onde encontrará o profissional que vai realmente te ajudar. Bata em quantas portas forem necessárias até sentir que encontrou o profissional que vai te ajudar.
2.    Se você achou o profissional e continua a buscar sistematicamente livros sobre o teu tema e outras terapias breves para lidar com a sua dor, então o teu terapeuta tem que sacar isso e te fazer entender que precisa de mais dias por semana de terapia.
3.  Ou você deve continuar procurando outro profissional. A gente para de se coçar quando achamos o unguento da coceira. Se você ainda está coçando no mesmo lugar, sem nenhuma melhora, depois de seis meses no terapeuta, vai atrás de outro. Porque ou ele não sacou o essencial do teu problema, ou não sacou que você precisa de mais dias de terapia. E você tem que arcar com os custos disso, de uma forma boa para todos.
4.   Ás vezes, tem tantos eus soterrados dentro da gente precisando de ajuda, que uma hora por semana de terapia não é o suficiente. A gente deve arcar com isso e o terapeuta também se quisermos ter uma vida mais plena.
5.      Não é a linha terapêutica é o terapeuta. Não é a  linhagem que ele se afilia, se ele for bom e você queira tanto ou tiver sofrido tanto que queira realmente transformar a sua vida, tudo pode ser feito. 
6.      Se o terapeuta não for bom e você estiver pronto para mudar, não vai funcionar.
7.      Se o terapeuta for bom e você não está pronto ainda para mexer no essencial ele nem vai te pegar. E isto vai te colocar no ponto.
8.      Abra mão dos preconceitos. Se você é mais alternativo e nada do que procura te ajudou, busque outro terapeuta da linha que você rejeita por ser careta, talvez esteja lá o teu terapeuta. Se você é mais clássico e ainda não teve ajuda nos caminhos mais tradicionais, dê uma chance para você mesmo nas práticas alternativas, talvez esteja lá quem vai te ajudar em teu milagre de se transformar.
9.    Títulos são importantes, mas não garantem a competência de um profissional. Os frutos dele sim. 
10. Você não precisa confiar no profissional logo de começo. Nem desconfiar. Você pode experimentar (não testar) a relação com o terapeuta até sentir que é por ali. Se dê tempo.
11. Massagem é diferente de atividade física. Uma relaxa e bota no lugar a outra faz a gente seguir em frente. Terapias breves e terapias a longo prazo têm suas especificidades também. Tomar o pai numa Constelação é transformador, aprender a se relacionar com ele na psicanálise não tem preço. São duas ações diferentes e necessárias. Ainda vale a dica: é o terapeuta e você e não a linha terapêutica.
12. Tem até pesquisa sobre isso. Todas as linhagens funcionam se o vínculo é estabelecido. Na psicanálise, por exemplo, com o psicanalista até renovar os laços com a família, nas constelações, direto com sua família.
13. Se seus filhos pequenos têm problemas emocionais sérios, buque você a terapia.
14. Se depois de um tempo em terapia você sente que tem o terapeuta como alguém ao teu lado te apoiando, mesmo sem falar com ele há tempos, você é um felizardo. Este vínculo nos ensinou novos caminhos para os pais, para os companheiros, amigos, filhos, profissão, criatividade e vida. A porta de saída do antigo sofrimento.

E para finalizar,
Sintomas de que temos um problema, mas não queremos ou não estamos prontos para a ajuda:

1.  Você pechincha o valor da terapia logo de saída. Investir em terapia é investir em você. Pechinchar logo de início pode revelar o quanto estamos indisponível para nos ajudar. E que não vamos receber o que o terapeuta vai dar, porque nos sentiremos inferiorizados se não dermos algo em troca de verdade. Isto é uma ordem da alma que sempre funciona, o equilíbrio entre o dar e receber nos adultos (não serve entre pais e filhos em qualquer idade, porque os pais sempre dão mais - a vida).
2.   Dinheiro simbolicamente é libido. Quando ficamos apegados ao gasto e não no ganho da terapia ainda não estamos implicando de fato a nossa libido para o processo de transformação. Não vai ter solução.
3.  Teus pais podem ajudar de fato a pagar a terapia, mas você não quer pedir para eles por diversas razões. E nega totalmente acessá-los se este for o caso: pedir dinheiro. A tua libido – vida – veio por meio deles. Se você pedir e eles puderem te ajudar, te dão a vida novamente. Isso gera cura. 
4. Quando só buscamos explicações do porquê sofremos, ou só buscamos os culpados.  “Por que eu só atraio homem assim?” “Eu sou assim, porque minha mãe foi assado”, “Se eu te contar o que meu pai fez, talvez entenda porque eu faço isso”.     Como diz, o Rudiger Rogoll, “quem quer resolver busca a solução, que não quer, busca explicação”.
6.    Mas se a gente olha a questão e quer ajuda: “Eu quero ser feliz nas relações de amor, você pode me ajudar?” Aí tem uma avenida larga para caminhar.
7.   Testamos os profissionais. Por exemplo: “eu já fiz Constelação pra este tema com 5 pessoas e não adiantou, agora quero testar com você.” A pessoa diz com todas as letras - testar. Às vezes são mais espertas e testam o profissional contando outras coisas aparentemente importantes, desviando a atenção da verdadeira questão. 
8.   Ainda não sofreu o suficiente.
9. Quer desabafar. Desabafar é jogar nosso tesouro no lixo. Fazer análise é descobrir que aquele lixo era tesouro.
10. Tem algum ganho relevante com o sofrimento. (Cuidado aqui. A maioria das pessoas que sofrem não querem ganhar algo com a dor).
11. Já chega botando banca de que sabe tudo e diz como é que deve ser a terapia.
12. Não acredita nestas coisas, mas a esposa ou o marido encheu o saco para ele/a ir.
13. Não está sofrendo com o problema. Um marido galinha pode fazer a esposa sofrer, mas talvez não sofra por isso. Não vai adiantar mandar o companheiro para terapia.
14. A pessoa está tão tomada pelo problema que passa a ser ele. Vira uma força cega que não há terapia ou terapeuta que dê conta. Muitas portas se fecharão para ela acordar e buscar forças para sair da possessão a que está submetida. 
15. Não precisa mesmo de terapia, como as crianças. Talvez seja a mãe ou o pai que precisam, mas como não buscam ajuda, atolam seus filhos com seus problemas.
16. Quer mostrar para o mundo, inconscientemente, o mal que sofreu de fato, escolhendo ficar no papel da vítima para acusar o algoz até alguém ver e vim salvá-la, como esperava que o pai fizesse. Ou a mãe. Ao invés de libertar o algoz de sua vingança e sair desta prisão, prefere sofrer mais um pouco. O filme O segredo dos seus olhos” e “Lady J” falam sobre isso.

Buscar ajuda competente..., aliás, se tocar que precisa de ajuda de alguém é 50% do processo de cura, porque descobrimos algo que funda a nossa humanidade: juntos vamos além. Ou juntos lembramos dos vínculos esquecidos que nos levam além.




15 de mar de 2019

86) A Constelação e o Mar




A Constelação familiar é uma filosofia e ciência aplicada das relações humanas, criada pelo filósofo alemão Bert Hellinger e, posteriormente junto a Sophie Hellinger.  O conhecimento dela nos transforma como as ondas fazem com o mar. 
Quando colocamos a escultura de uma questão nas constelações (com os participantes), surge um movimento interno animando aquela imagem, sem que haja nenhuma intenção para isso. A onda se forma também sem intenção, mas por conta do solo, das marés e do vento. Ela conta como o mar está naquele momento em relação a todos os fatores que a possibilitou. Por isso não há duas constelações nem ondas iguais, e por isso o movimento da Constelação toca a alma, porque é feito dela, como a onda é feita do mar.
Quando as ondas chegam em seu ápice, se dobram e veem a si mesmas. Todos que olham o movimento da Constelação veem algo de si mesmos. Saem do seu problema pessoal e enxergam a grandeza de sua existência. Dão um novo passo para felicidade.
Deixamos a Constelação Falar por Si Mesma, assim como tudo que a onda conta é sobre o mar. 




11 de mar de 2019

85) Emaranhamentos






Emaranhamento é quando tentamos salvar, sem nem saber, um ancestral, repetindo sua história de vida. Quando somos envolvidas nas confusões dos outros, porque porque não temos força para dizer não ou nos achamos grandes o suficiente para lidar com o que não é da nossa alçada, atrapalhando o aprendizado da pessoa em apuros que precisa de ajuda, mas não a que oferecemos.



É quando temos um problema, sempre rodando atrás do próprio rabo e caindo na mesma dor ou erro, e desprezamos buscar qualquer ajuda profissional porque “sabemos mais” ou “porque sempre cuidei de mim mesmo sem precisar de ninguém.” Quando procuramos ajuda errada querendo saber, por exemplo, se no mapa astral apareceu o braço quebrado ao invés de ir ao ortopedista, ou se vamos ganhar mais dinheiro sem enviar um currículo. Se o astrólogo for ver o mapa ao invés de mandar a pessoa à emergência, se emaranhou também. Quando vemos que alguém precisa de psicanálise e insistimos em ficar ajudando como amigo. Ou insistimos nesta indicação toda vez que encontramos o parceiro ou amigo reclamão, até a pessoa não querer ver mais a cara da gente.

Não é romântico se afogar junto se podemos nadar e pedir um helicóptero dos bombeiros. As ordens da Ajuda não criam salvadores e sim atitudes saudáveis diante do inexorável. 

Se quiser saber mais como buscar ajuda, vou publicar um texto ainda esta semana. Não é propaganda, são dicas de como podemos achar a ajuda certa.

2 de mar de 2019

84) Metanoia - A Ponte para Totalidade



Metanoia - a chegada ao nosso centro:  No livro (e filme) Pontes de Madison (de Robert James Walter), uma mulher de meia idade se apaixona por um forasteiro fotógrafo, enquanto seus filhos e marido, que não a enxergavam nem a seus esforços, vão à uma feira rural passar alguns dias. A rotina da dona de casa, mãe e esposa desmorona diante daquele encontro inesperado. Em dado momento, nos braços daquele homem, ela relata que sente que era ela mesma, inteira, pela primeira vez em sua vida.

Ele a convida para viverem juntos aquele amor verdadeiro, mas ela, diante dos preconceitos da pequena cidade, e prevendo como este romance abalaria a vida dos filhos e marido, decide ficar com sua amada família.

Durante anos, segundo Jung, usamos tendências sofisticadas para nos adaptarmos ao mundo. Ajudamos esta função principal com uma função auxiliar, que tem uma polaridade como terceira função. Lá no inconsciente tem a quarta função, polaridade da primeira. Esta quarta parte nossa é incumbida de manter o contato com a infinitude, por isso não pode ser domada e nem controlada. Ela chega em nossa vida como o personagem de Clint Eastwood chegou na vida da personagem de Meryl Streep: intensamente, sem aviso, por pouco tempo unindo nossas 4 tendências de adaptação (ao mundo) no centro de quem somos. Somos viradas do avesso na meia idade até o êxtase do Eu Sou. 

Não importa se a estrada por onde chega o amante das profundezas é a andropausa, um amor verdadeiro ou até falso, uma doença, uma falta de sentido, uma mudança profissional ou uma depressão. Esta fase chega anunciando que vale a pena seguir adiante. O que procuramos está dentro da gente. 

No filme, este lampejo aparece na lembrança inspiradora de como aquele amor a manteve na família. As vidas dos amantes, radicalmente diferentes, mas totalmente complementares (consciente e inconsciente) se reencontram finalmente nas pontes de Madison, símbolo da nossa conexão com a totalidade. A metanoia é este encontro no meio da passarela. (Em Memórias, Sonhos, Reflexões, Jung fala mais sobre este tema fascinante).




#jung #metanoia #mbti #tipologiajunguiana #pontesdemadison

88) Ode à Carência*

Se for pra me tocar Que seja com as duas mãos Como naquela xícara de café  depois da chuva fria.  Faz muito tempo, eu sei Que nã...